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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Governo impõe tecto ao número de funcionários públicos por ministério depois de falhar meta






O Governo vai impor um limite máximo de funcionários em cada ministério para compensar o falhanço no cumprimento da meta de redução de 3,6 por cento no número de trabalhadores da Administração Central.



De acordo com o Documento de Estratégia Orçamental, a redução de emprego na Administração Pública Central foi inferior a 1 por cento no primeiro semestre do ano, o que indica que a meta dos 3,6 por cento não será alcançada este ano.
"A meta transversal de redução de efetivos na Administração Pública Central subjacente ao Programa de Ajuda Externa Financeira (PAEF) para 2011, de 3,6 por cento não será cumprida", diz o documento hoje apresentado pelo ministros das Finanças.
A redução conseguida vai obrigar a um ajustamento dos objetivos estabelecidos no programa, obrigando a uma redução maior entre 2012 e 2014 para compensar os resultados de 2011.
Assim, a partir do próximo ano e durante três anos, a redução de efetivos na administração pública central terá de ser de dois por cento ao ano em vez do 1 por cento que estava inicialmente previsto para este período. No caso da Defesa (pessoal militar), esta redução terá de ser de, pelo menos, 10 por cento, entre 2011 e 2014.
O documento de estratégia orçamental prevê ainda a revisão das regras da mobilidade especial com o objetivo de reaproveitar de forma célere os recursos humanos disponíveis no quadro da Administração Pública.
Está também previsto o reforço dos mecanismos de flexibilização do trabalho na Administração Pública, nomeadamente simplificando os requisitos para a mobilidade geral e dinamizando a mobilidade voluntária.
Lusa

Consulados portugueses estão em greve na Suíça


Mais euros para comprar francos


Desde 2010, os funcionários portugueses perderam, em média, 30% do poder aquisitivo. A greve não é por aumento salarial, mas somente para compensar as perdas.

Consulados portugueses estão em greve na Suíça
Por causa das perdas salarias provocadas essencialmente pela valorização do francos suíço, as repartições consulares portuguesas estão em greve desde segunda-feira (30).

Desde 2010, os funcionários portugueses perderam, em média, 30% do poder aquisitivo. A greve não é por aumento salaria, mas somente para compensar as perdas.

“Se essa situação continuar, estamos a caminho da indigência na Suíça”, afirma à swissinfo.ch o delegado sindical Marco Martins. Os trabalhadores consulares estão em greve desde segunda-feira (29).

Com a valorização do franco suíço, a média salarial nos consulados portugueses passou de 4 mil francos para 2.600 ou 2.700. Não existe salário mínimo na Suíça, mas uma família não pode viver com essa soma. Na Suíça, existem 56 funcionários consulares portugueses.

Menos de 3 mil francos por mês. Em diversos países europeus, um salário desses seguramente é considerado mais que correto. Na Suíça, o custo de vida é muito mais alto e não basta para o mínimo vital. Basta pensar que em Berna, capital suíça, o salário médio, em 2008, era de 5.716 francos mensais.

Negociação fracassou 

O Sindicato dos Funcionários Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) tentou, sem sucesso, negociar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Uma reunião ocorreu dia 26 de agosto em Lisboa, mas não houve negociação. “O ministério alega que não tem recursos para compensar as perdas”, afirma Marco Martins. Pediram-nos compreensão e que não fizéssemos greve, mas não temos outra alternativa”, acrescenta.

"Foi transmitido ao sindicato que relativamente à questão da Suíça e de outros países em que houve perdas salariais resultantes de diferenças cambiais, o governo não tem neste momento condições para satisfazer as reivindicações em causa", afirmou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, depois da reunião de segunda-feira em Lisboa.

Greve vai continuar

Pela legislação portuguesa, os funcionários consulares recebem seus salários em euro, convertido posteriormente em moeda local, no caso em franco suíço. Mas essa própria legislação prevê correções em caso de perda acentuada do poder aquisitivo. Além disso, os salários já foram cortados de 10% em média, por conta do plano de austeridade do governo português. “Chegamos a um impasse e a greve vai continuar”, conclui Marco Martins. Os grevistas estão em contato com o Ministério Suíço das Relaçoes Exteriores e esperam ser recebidos ainda esta semana.

O Ministério suíço das Relações Exteriores (DFAE) pode pressionar baseando-se na declaração de garantia. Essa norma permite ao DFAE de verificar que os representantes estrangeiros tenham remuneração e condições de trabalho do país hóspede, como declarou à agência suíça ATS, o porta-voz do DFAE, Adrian Solberger.

Contatada por swissinfo.ch por e-mail, a Embaixada de Portugal em Berna não respondeu até a publicação deste artigo.

Italianos também discutem

O descontamento com os salários em euros não é só dos funcionários consulares portugueses. Na embaixada da Itália em Berna, cerca de quinze funcionários procuraram o sindicato Unia em busca de apoio, reinvindicando perdas salarias importantes, pois também recebem em euros.

A porta-voz do Unida, Anne Robin, confirma que "já houve uma reunião com representantes da embaixada para buscar uma solução para o problema".

Uma funcionária da embaixada italiana explica “que o pessoal local, que está na classe salarial mais baixa, ganha 3 mil euros líquidos por mês”. Cerca de 15 pessoas têm esse tipo de contrato. “Nossa única reivindicação é que o salário seja corresponde ao franco suíço”, acrescenta.

Mudar a lei

O problema é acompanhada de perto pelo deputado federal socialista Corrado Pardini, membro da direção sindicato Unia.

A questão do pessoal contratado das embaixadas é parte da problemática mais ampla da pressão para pagar os funcionários em euro ou para adaptar os salários à cotação da moeda europeia”, explica o deputado.
A solução pode vir do Ministério italiano das Relações Exteriores, que até agora não reagiu.

As coisas estão se mexendo, porém a nível interno. Recentemente, Pardini apresentou uma moção parlamentar que pede ao governo de vetar o pagamento de salários suíços em moeda estrangeira. Uma solução poderia ser modificar o artigo 323 b do Código de Obrigações, que atualmente admite que, em caso de acordo entre empregados e empregadores, o pagamento dos salários pode ser em euro.

Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch
Colaboração: Daniele Mariani

Calhau da Madeira manda mais "bacoradas": "diz que notícias sobre 'buraco financeiro' devem-se à proximidade de eleições"

Jardim diz que notícias sobre 'buraco financeiro' devem-se à proximidade de eleições | © Lusa
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje não estar surpreendido com as notícias de “novos buracos” financeiros e disse que “vai ser assim” até às eleições regionais de 9 de Outubro.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Em declarações produzidas na ilha do Porto Santo, onde se encontra de férias, Alberto João Jardim salientou não haver “um novo buraco”, como foi hoje noticiado citando a Comissão Europeia, no valor global de 500 milhões de euros.
“Já se sabe qual é o montante da dívida, só que a estratégia é dar os números às pinguinhas e vai ser assim durante o mês de Setembro”, disse.
“O que se está a passar foi aquilo que já avisei o povo madeirense: é mobilizar-se a comunicação social do continente, mobilizar-se, agora, até neste caso, os próprios sectores da União Europeia que são afectos à Internacional Socialista e que estão a trabalhar neste grupo da 'troika', a Maçonaria mobilizou tudo quanto podia em termos de utilizar este período para atacar a Madeira”.
O presidente do Executivo Regional lembrou que “até o Governo dos Açores que recebeu três vezes mais que a Madeira, quer de fundos europeus, quer do Estado também já pediu a ajuda do Estado nos termos da intervenção da troika”.
“Já se sabe que durante este mês vai ser esta história”, concluiu.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, voltou hoje a sugerir que a Região Autónoma da Madeira recorra a um programa de ajustamento semelhante ao do continente e diz que a situação na região é de crise e "insustentável".
Vítor Gaspar disse, durante a apresentação do documento de estratégia orçamental 2011-2015, que a solução para a situação da Madeira (principalmente) e dos Açores poderia passar por “se estabelecer um programa semelhante ao que existe para a República”, acordado com as instituições internacionais.
“Nessas condições parece-me que será possível garantir um ajustamento bem sucedido nas Regiões Autónomas, garantir a disciplina orçamental e contribuir para a estabilidade financeira. A situação na Região Autónoma da Madeira parece-me uma situação de crise, parece-me uma situação insustentável, e por isso parece-me importante que se actue rapidamente”, disse o ministro.
A Comissão Europeia já tinha confirmado hoje “deslizes” nas contas públicas da Madeira na ordem dos 500 milhões de euros, que agravam o défice português em 0,3 por cento do PIB, e reclamou uma melhor monitorização para prevenir novas derrapagens.
Em declarações à Lusa, o porta-voz da Comissão responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, Amadeu Altafaj Tardio, apontou que os deslizes se devem a “dívidas de uma empresa do Governo Regional com problemas financeiros” (Estradas da Madeira) e a “um acordo abortado de Parceria Público-Privada” (PPP).
Segundo a Comissão, “estes deslizes exigem uma monitorização e gestão eficientes” por parte das autoridades regionais mas também locais, dada a necessidade de “conter riscos orçamentais, ao mesmo tempo que se procura melhorar as perspectivas de competitividade e crescimento, para toda a República Portuguesa”.

Por favor Dr. Passos meta o "palhaço" na ordem!

Classicos do cinema português - 7/8 - A aldeia da roupa branca

"A aldeia da roupa branca" 7/8

Tubarão avistado em Quarteira



Um tubarão-martelo com cerca de três metros foi avistado na terça-feira a Sul de Quarteira pela tripulação de uma lancha da Marinha, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da Autoridade Marítima.
De acordo com a mesma fonte, o animal foi avistado a 4,5 milhas da costa (aproximadamente oito quilómetros), num mês em que já se registaram pelo menos mais dois avistamentos, na praia do Zavial, Vila do Bispo e na Fuseta, Olhão.
Na praia do Zavial, os banhistas foram mesmo aconselhados pelos nadadores-salvadores a sair da água, conduta que, segundo o director de Ciência e Educação do parque temático Zoomarine, é a correta nestes casos.
"Como com qualquer animal selvagem, deve evitar-se estar próximo dos tubarões e sair da água de forma calma", referiu Élio Vicente à Lusa, lembrando, contudo, que o animal costuma também afastar-se na presença de humanos.
De acordo com o biólogo, a presença de tubarões na costa portuguesa "é normal" e o que é "novidade" é o facto de estes se aproximarem da costa e os humanos os avistarem.
"Os tubarões sempre estiveram cá mas não eram vistos", resume, acrescentando que existe uma rota migratória de tubarões com passagem pela costa portuguesa nesta altura do ano.
A migração de várias espécies de tubarões por motivos de alimentação ou reprodução em conjunto com o aumento da temperatura da água são factores que favorecem o avistamento destes animais, explica o biólogo.
CM

Surf - Um dia histórico em Teahupoo - video


Manhã de domingo no Taiti, tarde de sábado no Brasil. Como já esperado, um swell com força e tamanho descomunais faz Teahupoo quebrar de forma poucas vezes vista. O governo do Taiti emite um alerta proibindo a saída ao mar de embarcações e a etapa do World Tour é adiada, mas os big riders não querem nem saber. Lá fora, ondas de até 20 pés (cerca de seis metros) explodem na rasa bancada, formando tubos absurdos, pesados.
O webcast do campeonato do WT transmitiu a sessão de tow in ao vivo por horas. Grandes nomes do surfe mundial (na foto acima, o havaiano Bruce Irons) desafiaram as condições, e os brasileiros não ficaram atrás. Os cariocas Pedro Scooby e Felipe 'Gordo' Cesarano foram alguns dos brazucas a encarar Teahupoo em um dia que até Carlos Burle, que já fez sessões históricas naquele mar, admitiu que era especial.


GLOBO - BRASIL

A morangada: uma geração rasca de actores

De alguns anos a esta parte, em especial desde que surgiram formatos televisivos amorangados, macacadas com vampiros de mochila às costas e rebeldias do acne que a televisão em Portugal (e parte do cinema por arrasto) se tornou numa espécie de viveiro de actores que apenas o são porque alguém os enganou enquanto espremiam as borbulhas uns aos outros num casting de manequins. Uma bandalheira generalizada. E perdeu-se espaço para o talento que marcou muitas e boas gerações de actores neste país.
A formação hoje em dia vem depois, quando o "actor" está farto de ser "actor" e decide ir estudar qualquer coisinha ligada à representação porque não pode fazer de adolescente toda a vida, normalmente escolhem o estrangeiro, vulgarmente Los Angeles porque " lá fora é que é bom". Para esta malta fazer um curso de representação nos EUA é como ir ali ao Pingo Doce comprar fruta da época, sabe bem. Resultado: em Portugal hoje em dia é comum uma pessoa sem qualquer formação ou aptidão especial para representar começar a fazê-lo, por variadíssimas razões, que vão da simples aparência ao facto de serem sobrinhos do não sei quantos ou, muito frequentemente, por não se importarem de dormir com metade da equipa de produção, som, imagem e ainda com o individuo que estaciona os carros à porta dos estúdios e vá -toma lá umas deixas que começas amanhã às 8 a ser uma vedeta.
Não querendo generalizar mas avaliando o estado geral de coisas (basta sintonizar as televisões portuguesas a algumas horas do dia e estar uns minutos atento - mas sem exageros não quero induzir o coma a ninguém) o vulgar jovem actor português de televisão é hoje uma espécie de batido de estupidez com natas e açúcar. E vale tudo. Do rapazola musculado modelo de roupa interior a fazer de galã mas com a expressividade de um pinheiro até à adolescente "boazona" mas que é necessário ter um tradutor de "troglodita" para português para se entender o que diz. Daí à passagem a apresentadores é apenas um passo, dois castings e três noitadas. Chamam-lhe produção nacional. Eu chamo-lhe disfunção cerebral. Completa estupidez de quem gere este sistema.
E nascem assim as novas "vedetas" deste país. Ganham tiques e começam a comportar-se como tal. O ridículo total. Alguns são detidos uns meses mais tarde por posse e venda de estupefacientes num qualquer bairro problematico dos arrabaldes. A passadeira vermelha está estendida a tudo o que é grunho. A maioria destas pessoas é desprovida de talento, capacidade ou inteligência. Infelizmente neste país à beira mar plantado e mal regado quem se dedica de alma a esta nobre arte de entretenimento do público através da representação, quem opta e sonha ser actor e para isso estuda e treina aptidões e a vocação com que nasce (não é coisa que de adquira na Bershka), raramente tem uma verdadeira oportunidade de o demonstrar, pois tem os caminhos tapados por uma fila de morangos deslavados e salas cheias de vampiros de boné na cabeça e brinquinho na orelha. Uma tristeza saloia.
TIAGO MESQUITA

GREVE FUNCIONARIOS CONSULARES NA SUIÇA - ULTIMOS DESENVOLVIMENTOS NO JORNAL NZZ ONLINE

TRADUÇÃO ARTIGO DE 31-08 DO JORNAL SUIÇO NZZ ONLINE


O Pessoal da Embaixada de Portugal  na Suíça está em Greve
Protesto contra os salários baixos devido ao câmbio - Euro

Quem vive na Suíça, mas recebe um salário indexado ao câmbio do Euro, teve que aceitar, nos últimos meses, uma perda do poder de compra grave grave..... É, por isso, que, desde Segunda-feira, o pessoal das representações diplomáticas de Portugal na Suíça está em greve.

(sda) Os salários dos funcionários diminuiram nos últimos meses, cerca num terço, segundo foi noticiado. «Desde inícios de 2010, os nossos salários perderam constantemente o seu valor», declarou Marco Martins do Sindicato do Pessoal das Representações de Portugal no Estrangeiro. Assim, confirmou os artigos nos jornais da Suíça ocidental «La Tribune de Genève» und «24 Heures».

Um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa salientou que a Embaixada em Berna não estava fechada. Na Terça-feira, foi, no entanto, impossivel  contactar a representação diplomatica  por telefone !

Haverá conversações com os grevistas, declarou o porta-voz em Lisboa à Agência Noticiosa sda. Os cerca de 200'000 portugueses que vivem na Suíça deviam ter paciência.

Pedido de Apoio a Calmy-Rey
Os grevistas insistiram junto da Ministra dos Negócios Estrangeiros Micheline Calmy-Rey que os apoiasse na sua luta laboral. Em relação a isso, basearam-se numa assim chamada Declaração de Garantia que o Departamento dos Negócios Estrangeiros (EDA) exige das representações, quando as mesmas empregam pessoal nas suas representações diplomaticas em território Suíço.

Consoante esta declaração, as representações estrangeiras devem remunerar os seus funcionários com base nas condições salariais e economicas habituais neste país. Com a Declaração de Garantia, deve-se assegurar que os funcionários das representações estrangeiras possam viver na Suíça condignamente, declarou o porta-voz do Departamento dos Negócios Estrangeiros Suiço, Adrian Sollberger. Ele confirmou a entrada de uma carta dos grevistas.

A Embaixada italiana também em greve
A perda de valor do Euro não causa só problemas ao pessoal das representações portuguesas. Cerca de 15 funcionários da Embaixada italiana em Berna já se dirigiram ao Sindicato ''Unia'' por causa da queda em relação aios salários, segundo foi noticiado na Terça-feira.


SAIBA ONDE VAI PARAR O DINHEIRO QUE PAGA NOS CONSULADOS

Emolumentos consulares
 
Os emolumentos consulares que os Emigrantes pagaram nos Consulados durante o ano de 2010 atingiu   bonita soma de 20.798.087,00

O FRI tem quatro objetivos: assegurar
uma proteção social complementar,
apoiar os assuntos diplomáticos e
consulares, apoiar as Comunidades
portuguesas e a sua própria gestão administrativa.

Cimeira da NATO

Mas o montante que mais ressalta de
uma análise ao funcionamento do FRI
em 2010 foi a transferência de
10.119.823,00 euros “para reforço
com vista à realização da Cimeira da
NATO, com recurso ao saldo do FRI,
com isenção do cumprimento da regra
do equilíbrio orçamental” explica o
documento. Isto quer dizer que teve
de ser o próprio Ministro Teixeira dos
Santos a autorizar a saída desta soma.
A Cimeira da NATO em Lisboa realizou-
se nos dias 19 e 20 de novembro
de 2010, na FIL, Parque das Nações.
Contou com os 27 líderes da União
Europeia e membros da NATO, que
teve como temas centrais de debate a
proliferação das armas de destruição
maciça e o terrorismo, tendo como
objetivo reforçar a aliança transatlântica.
Mais de 5.000 pessoas deslocaramse
a Lisboa, entre delegações oficiais
dos países membros e parceiros da
NATO, organizações internacionais e
jornalistas. Barack Obama, Nicolas
Sarkozy, Durão Barroso, Ban Ki Moon
e até o Presidente Karzai do Afganistão,
foram algumas das figuras que
participaram na Cimeira.
Foi aliás a primeira Cimeira organizada
por Portugal desde a entrada em
vigor do Tratado de Lisboa. O Governo
concedeu mesmo tolerância de ponto
no concelho de Lisboa no dia 19 de
novembro.

E o apoio às Comunidades?

Por fim, o FRI também tem, nas suas
atribuições, apoiar “atividades de natureza
social, cultural e comercial destinadas
às Comunidades portuguesas,
no quadro das diversas vertentes da
política externa portuguesa”.
Mas, mesmo se inicialmente, o
Conselho Diretivo orçamentou para
esta rubrica a soma de 1.198.900,00
euros, apenas gastou 402.243,00
euros (33,60% do que estava orçamentado).
Em 2009 tinha gasto
734.080,00 euros.
Quer isto dizer que, dos mais de 20
milhões de euros que os Emigrantes
pagam nos Consulados de Portugal
espalhados pelo mundo, apenas
1,93% reverte para apoio a atividades
dessas Comunidades.
O FRI é dirigido por um Conselho de
direção composto pelo Secretário
Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros,
que preside, e pelos dirigentes
máximos da Direção Geral dos
Assuntos Consulares e das Comunidades
Portuguesas e do Departamento
Geral de Administração.
Contas feitas, o FRI ainda tinha no dia
1 de janeiro deste ano, quase 30 milhões
de euros, que devem ser somados
aos emolumentos de 2011. Em
principio, vão ser novamente cerca de
50 milhões de euros que o Estado vai
encontrar forma de gastar... sem
contemplar, aqueles que pagam!
LUSO JORNAL

 
euros. Foram mais de 20 milhões de
euros em Passaportes, Bilhetes de
identidade, Certidões e demais atos
consulares. Mesmo assim, correspondeu
a uma diminuição de
217.470,00 euros em relação a
2009.
Em 2000, os emolumentos consulares
traziam ao Estado pouco mais de
15 milhões de euros. Depois houve
uma descida em 2001 e 2002 (onde
correspondeu a cerca de 11 milhões
e 800 mil euros). Desde então tem
subido até os valores recordes atingidos
em 2008, que foram de
23.168.456,00 euros. Depois desceu
cerca de 5% por ano e o Conselho Diretivo
do FRI explica que “a quebra
ocorrida poderá dever-se ao facto do
emolumento cobrado pelos serviços
externos pela emissão do Cartão do cidadão,
reverter na íntegra para o Instituto
dos Registos e Notariado, ao
contrário do que acontecia com a
emissão do Bilhete de identidade”.
Mas o FRI anuncia também que a situação
vai ser alterada já que “foi celebrado
um protocolo com o Instituto
dos Registos e Notariado IP, pelo qual
25% daquele emolumento reverterá a
favor do FRI”.
Entretanto, aos cerca de 20 milhões
de euros dos emolumentos, o FRI
tinha em caixa, no início do ano
2010, quase 31 milhões de euros
correspondendo a saldos dos anos anteriores.
O fundo geriu pois, em 2010,
quase 53 milhões de euros, se acrescentarmos
alguma receita financeira.
Portugueses pagam no estrangeiro vão
alimentar o Fundo para as Relações
Internacionais (FRI). São mais de 20
milhões de euros por ano que entram
nos cofres do Estado. Ora, no ano passado,
metade desta soma serviu para
Portugal organizar a Conferência da
NATO que teve lugar em Lisboa. A
transferência teve de ter o acordo especial
do então Ministro das Finanças,
Teixeira dos Santos.
Apesar de datar de abril de 2011, só
agora é que o Ministério dos Negócios
Estrangeiros tornou público o Relatório
anual de atividades de 2010 do
Conselho Diretivo do Fundo para as
Relações Internacionais IP. Aliás, também
tornou público o mesmo documento
referente a 2009, que também estava nas gavetas do Ministério.
uma proteção social complementar,
apoiar os assuntos diplomáticos e
consulares, apoiar as Comunidades
portuguesas e a sua própria gestão administrativa.

Emigrantes "ajudam" diplomatas

Um dos pontos que tem gerado uma
contestação constante, já de longa
data, é o facto do FRI servir para financiar
a MUDIP – a Associação Mutualista
Diplomática Portuguesa. Os
mais contestatários insurgem-se que
tenham de ser os emigrantes a suportar
a mútua dos diplomatas.
O Fundo também suporta os encargos
com o “subsídio escolar complementar
em conformidade com o previsto
no estatuto da carreira diplomática”.
Em 2010, esta rubrica custou ao FRI
exatamente 1.295.156,00 euros.
Na rubrica “Gestão administrativa”, o
FRI gastou, com a sua própria gestão,
quase 700 mil euros, mas depois informa
que cerca de 76% deste montante
“traduz diferenças de câmbio
desfavoráveis”.
Mas a maior fatia do “bolo” corresponde
à rubrica “Assuntos Diplomáticos
e Consulares”. “Por esta atividade
são assumidos os encargos com as
missões de serviço público realizadas
no âmbito das ações extraordinárias
de política externa e da diplomacia
económica e comercial (ajudas de
custo, transporte e alojamento), das
equipas dos GOE’s” explica o documento
do FRI. É também daqui que
se retiram fundos para a “segurança
e proteção de algumas missões diplomáticas
em países onde as mesmas
se justifiquem”.
Também é desta rubrica que saem os
subsídios para os Cônsules Honorários
(pouco mais de 45.000 euros no que
se refere a França), e sai dinheiro para
os encargos com beneficiação,
conservação e apetrechamento das
Missões, Embaixadas e Consulados.
O FRI explica que não entra neste enquadramento
as despesas com pessoal
“em virtude das remunerações do
seu pessoal continuarem a ser suportadas
pelo orçamento da Secretaria
Geral do Ministério”.

Governo vai duplicar saídas de pessoal da Função Pública

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, apresenta hoje o Documento de Estratégia Orçamental (DEO).
O corte nos salários não está a ter os efeitos desejados. O Governo quer avançar com uma redução de pessoal mais forte.
O Governo pretende aumentar a meta de redução de funcionários públicos de 1% para 2% ao ano, até 2014, o que significa que terão de sair anualmente da administração central do Estado cerca de dez mil trabalhadores, em termos líquidos, e não cinco mil, como estava previsto no memorando da ‘troika', apurou o Diário Económico. A medida integra o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) que será apresentado hoje pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e que o primeiro-ministro, Passos Coelho, deverá levar nas visitas europeias, esta semana, que inclui encontros com a chanceler alemã, Angela Merkel, o chefe do Governo espanhol, José Luís Zapatero, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
O aumento para o dobro da meta anual de redução de pessoal na Administração Central, que irá vigorar a partir do próximo ano e até 2014, insere-se no âmbito das medidas de consolidação orçamental previstas no DEO. É que, segundo sabe o Diário Económico, os custos com pessoal não estão a cair como era esperado pelo Governo, mesmo depois de um corte médio de 5% nos salários dos funcionários públicos, o que obrigou a um esforço de ajustamento e a uma dieta mais rigorosa na Administração Central do Estado que conta hoje com cerca de 500 mil trabalhadores. As progressões no Ministério da Defesa foram um dos exemplos da derrapagem nas despesas com pessoal.
Recorde-se que a meta traçada no memorando assinado entre o Governo e a ‘troika' era de uma redução anual de 1% na Administração Central e de 2% nas Administrações Local e Regional, até 2014.
A redução de pessoal deverá seguir a mesma estratégia que tem sido usada até agora pelo actual Governo e pelo anterior: pela via da aposentação e com um controlo mais rigoroso das admissões no Estado. Actualmente, o recrutamento de pessoal está proibido mas, em 2011, houve admissões de novos trabalhadores, decorrentes de concursos de recrutamento previamente autorizados em 2010. Quanto às aposentações, habitualmente reformam-se por ano cerca de 20 mil funcionários públicos e, segundo as listas mensais de reformados publicadas pela Caixa Geral de Aposentações, nos primeiros nove meses do ano estarão aposentados cerca de 15 mil trabalhadores do Estado. Ou seja, basta haver um controlo rigoroso das admissões para que a meta de 2% seja cumprida com as saídas para aposentação.
ECONOMICO

Megalómano da Madeira: 'Troika' descobre novo buraco de 223 milhões na Madeira

Os prejuízos de uma empresa que construía estradas foram parar às contas do Estado. Por causa disso, o défice nacional pode passar a barreira dos 6% em vez de ficar nos 5,9% previstos
O défice público nacional deste ano vai sofrer um desvio por causa da Madeira, não de 277 milhões de euros como disse a troika a 12 de Agosto mas sim de 500 milhões, revelou fonte oficial da Comissão Europeia.
Hoje, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, levantará o véu sobre os futuros sacrifícios a pedir aos portugueses, sabendo já que a situação financeira ruinosa de uma empresa detida pelo Governo Regional madeirense e a extinção de uma sociedade que promovia obras rodoviárias em regime de parcerias público-privadas (PPP) são responsáveis por um agravamento do défice nacional equivalente a 0,3% do produto interno bruto.

Por favor Dr. Passos, meta na ordem o vigarista

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Porto tem uma das mais belas livrarias do mundo - video

Por causa da arquitectura, dos livros e do serviço

Livraria Lello

É considerada uma das mais belas livrarias do mundo. Chama-se lello, tem mais de cem anos e fica no Porto.

O guia turístico Lonely Planet considerou-a em 2008 a terceira livraria mais bela no mundo, assim como o jornal The Guardian. Tudo por causa da arquitectura, dos livros e do serviço.

Kate Moss posa em topless para calendário Pirelli


A supermodelo Kate Moss foi fotografada em topless para a nova edição do célebre calendário Pirelli.

Moss, de 37 anos, é uma das beldades a figurar no calendário, ao lado de nomes como Milla Jovovich, Saskia de Brauw, Isabeli Fontana, Lara Stone e Rinko Kikuchi.



As fotos foram tiradas por Mario Sorrenti, ex-namorado de Kate Moss, na Córsega.
Moss, que casou recentemente com Jamie Hince, dos The Kills, contou com a presença do marido durante a sessão.
Sorrenti é conhecido pelas fotos de nús para revistas como a Vanity Fair e Harper’s Bazaar, tendo também fotografado as célebres fotos a preto-e-branco de Moss na campanha da Calvin Klein, na década de 90.

TV SUISSE ROMANDE - GREVE SUIÇA - VIDEO

TV SUISSE ROMANDE - GREVE SUIÇA 
 
Leman Bleu ''Grève Consulat portugais'', 29 08 2011

Estudo sobre redução de deputados concluído dentro de um mês

O politólogo Manuel Meirinho anunciou segunda-feira que o estudo que está a desenvolver sobre a redução do número de deputados na Assembleia da República (AR), a pedido de Pedro Passos Coelho, estará concluído dentro de um mês.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
“A parte das várias possibilidades de redução e os seus efeitos está praticamente terminado. Mais um mês e terá terminado”, disse.
Sobre o estudo/simulação e aprofundamento das possibilidades da introdução do voto preferencial em Portugal para a AR, documento que está também a desenvolver, o politólogo adiantou que estará concluído dentro de dois a três meses.
Manuel Meirinho, que também exerce a função de deputado do PSD, eleito pelo círculo eleitoral da Guarda, falava aos jornalistas em Castelo de Vide, Portalegre, à margem de uma conferência sobre Sistemas Eleitorais, uma iniciativa promovida pela Universidade de verão do PSD, que decorre naquela vila alentejana até domingo.
Meirinho adiantou que o trabalho que está a desenvolver sobre a redução do número de deputados não apresenta um “número determinado”, pois o estudo considera várias possibilidades, “desde 211, 181, 191, 201” deputados.
“Há várias possibilidades que estão a ser estudadas, tendo como limite os 181 e outro limite máximo, por exemplo, manter em 229 para ficar impar”, explicou.
O deputado acrescentou ainda que “não há nenhum fantasma em reduzir o número de deputados. Agora, as formas como podemos reduzir são várias”.
Questionado pelos jornalistas sobre a posição do CDS-PP, que é desfavorável a uma eventual redução do número de deputados, Manuel Meirinho desdramatizou essa questão, afirmando que a redução de deputados “não penaliza” os centristas.
“O PSD, julgo eu, não poderá fazer reformas que em certa medida ponham em causa a estabilidade da coligação, agora resta saber se essa é uma medida que penaliza o CDS. Dos estudos que eu tenho feito e posso já antecipar, não penaliza”, assegurou.
No entanto, acrescentou que “todos os partidos perdem”, desde que a redução venha a ser uma realidade.
“No global, não há efeitos muito significativos do ponto de vista negativo para os vários partidos. Ou seja, é possível reduzir o número de deputados sem ter grandes efeitos, grandes consequências, no nosso funcionamento, sobretudo do sistema partidário”, observou.
Sobre a possibilidade de introduzir o voto obrigatório para combater a abstenção, Manuel Meirinho disse que “pessoalmente” considera que o problema não reside na obrigatoriedade do voto.
“Eu pessoalmente não me parece que o problema seja o da obrigatoriedade do voto. É uma possibilidade a estudar, mas não corresponde à essência dos motivos que levam as pessoas a abster-se. São razões de outra ordem”, concluiu.

Benfica no poleiro apesar do nevoeiro

Nacional-Benfica
E à terceira jornada, aí está a liderança pedida na véspera por Jorge Jesus, ainda que partilhada com o Braga e à condição, porque o principal rival, o FC Porto, ainda tem um jogo a menos. Um Benfica de uma eficácia cirúrgica passou ontem no difícil terreno do Estádio da Madeira, vencendo o Nacional por 2-0, num jogo que teve duas interrupções ainda na primeira parte devido ao intenso nevoeiro que escondeu momentos da história. Os encarnados mostraram solidez defensiva e terminaram a partida sem sofrer golos, interrompendo uma série de 12 jogos consecutivos no campeonato a serem batidos. E, no ataque, colocaram-se em vantagem ao primeiro remate à baliza, como que a vingarem-se do desperdício da passada quarta-feira, frente ao Twente.
Jorge Jesus apresentou na Madeira praticamente a mesma equipa que lhe tinha dado a melhor exibição da época, trocando apenas o lesionado Garay por Jardel. Do lado do Nacional, cuja semana europeia foi bem mais infeliz (derrota por 3-0 em Birmingham e eliminação da Liga Europa), Ivo Vieira mexeu no esquema habitual, deixando na gaveta o 4x4x2 e apresentando-se em 4x3x3, de forma a bloquear o fortíssimo meio-campo encarnado e evitar as subidas dos laterais. No primeiro acto do jogo, os 12 minutos até à primeira interrupção, o plano resultava em pleno. Mais agressiva, a formação madeirense vestiu um colete de forças ao Benfica e aproveitava cada bola ganha no meio-campo para lançar ataques venenosos. Candeias avisou logo aos 2' e Mateus perdeu a melhor chance cinco minutos mais tarde, valendo às águias a defesa de Artur - que diferença em relação a Roberto na época passada!
Esta primeira paragem de jogo - de cerca de três minutos - acabou por cortar o ímpeto ao Nacional e o Benfica foi crescendo aos poucos. E na primeira jogada em que conseguiu chegar à área contrária, fez golo. Gaitán surgiu solto na direita e, com espaço, cruzou à medida da boa cabeçada de Cardozo, que aproveitou a apatia de Felipe Lopes para atirar picado, batendo pela primeira vez Elisson em jogos na Choupana. Os encarnados tinham quase a mesma equipa de quarta-feira, mas muito mais eficácia; desta vez, somaram apenas dois remates à baliza em toda a primeira parte (ambos por Cardozo) e chegaram ao intervalo a vencer, mesmo estando longe de serem brilhantes.
A ganhar, o Benfica pôde jogar como tanto gosta: em transições ofensivas rápidas, aproveitando os espaços que o Nacional teria forçosamente de abrir na procura do empate. Até ao intervalo, tal nunca aconteceu, pois os madeirenses continuaram compactos e solidários, embora sem arte para furar a defesa encarnada. A equipa lisboeta aproximou as suas linhas e raramente passou problemas na defesa, onde o tantas vezes criticado Jardel fez esquecer completamente Garay - o número 33 não tremeu e mostrou confiança com a bola nos pés, contribuindo para que a dupla que fez com Luisão tenha conseguido chegar ao fim do jogo sem consentir golos, algo inédito.
A segunda parte começou da mesma forma, embora Jorge Jesus tenha trocado o inoperante Nolito - fez a exibição mais discreta desde que chegou à Luz - pelo seu jogador fetiche, Bruno César. As águias continuavam longe da baliza contrária e limitavam-se a manietar o Nacional, impedindo Artur de passar por grandes problemas. A expulsão de João Aurélio, aos 62', acabou por libertar os criativos do Benfica. Gaitán deitou para trás as últimas exibições mais discretas e foi abrindo o livro, com lances sucessivos a semear o pânico na defesa madeirense. Luisão, por duas vezes, Cardozo e Bruno César tiveram nos pés oportunidades para matar o jogo, mas falharam na hora do remate e o Nacional foi acreditando. No último canto a seu favor, os adeptos da casa empertigaram-se, mas o lance acabou por terminar na baliza contrária: a arrancada do pesado Bruno César foi totalmente inesperada, mas o brasileiro beneficiou da passadeira estendida pela defesa do Nacional para correr uns bons 70 metros com a bola e dar uma sobremesa aos adeptos do Benfica, marcando o segundo golo cinco minutos depois dos 90'.
O Jogo

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sendo verdade, Argélia afasta-se um pouco mais do mundo civilizado

A mulher Safia Kadafi (esq. superior), os filhos Hannibal (dir.) e Mohammed (esq. inferior), e a filha Aisha (esq.). Foto: AFP A mulher Safia Kadafi (esq. superior), os filhos Hannibal (dir.) e Mohammed (esq. inferior), e a filha Aisha (dir.)
Foto: AFP


A mulher do coronel Muammar Kadafi e três filhos do líder líbio entraram esta segunda-feira na Argélia, anunciou o Ministério das Relações Exteriores argelino.
"A mulher de Muammar Kadafi, Safia, sua filha Aisha, seus filhos Hanibal e Mohammed, acompanhados dos filhos destes, entraram na Argélia às 8h45 (4h45 de Brasília) pela fronteira com a Líbia", indicou o ministério em um comunicado divulgado pela agência de notícias APS, sem apresentar maiores detalhes sobre o ex-homem forte líbio.
"Esta informação foi transmitida ao secretário-geral das Nações Unidas, ao presidente do Conselho de Segurança e a Mahmud Jibril, presidente do conselho executivo do Conselho Nacional de Transição líbio", acrescentou o ministério em um comunicado.
Em resposta ao anúncio do ministério argelino, o Conselho Nacional de Transição (CNT) afirmou que vai exigir a extração dos membros da família Kadafi e que abrigá-los é um "ato de agressão" à Líbia.
Na manhã desta segunda-feira, o Ministério argelino das Relações Exteriores havia publicado um primeiro comunicado no qual anunciava a realização de um encontro, à margem da Liga Árabe, entre seu ministro Morad Medelci e Mahmud Jibril, a pedido deste último.
A Argélia, que afirma ter uma posição de "estrita neutralidade" no conflito líbio, foi acusada por alguns rebeldes de apoiar o regime de Kadafi.
Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da
Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.
A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque. Na dia 23 de agosto, os rebeldes invadiram e tomaram o complexo de Bab al-Aziziya, em que acreditava-se que Kadafi e seus filhos estariam se refugiando, mas não encontraram sinais de seu paradeiro. De acordo com o CNT, mais de 20 mil pessoas morreram desde o início da insurreição.

Atleta faz segundo pior resultado de sempre nos 100 metros - (Video)

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Sogelau Tuvalu, da Samoa Americana, tornou-se o segundo pior atleta na prova de 100 metros na história dos Mundiais, ao correr a distância em 15,66 segundos, em Daegu, Coreia do Sul.
O jovem de 17 anos, que cumpria a sua estreia em Campeonatos do Mundo, correu no sábado a sua série nas eliminatórias dos 100 metros em 15,66 segundos, contra os 10,77 do vencedor, o malaio Mohammad Hadi.
Tuvalu, com um aspecto muito mais pesado do que o dos adversários e sem dispor de sapatos com pregos, fica na história com a segunda pior marca de sempre nos cem metros em Mundiais, depois dos 21,73 segundos de Kim Collins, de Saint Kitts e Nevis, em 1997, em Atenas.
Mas, 14 anos depois, Collins, agora com 35 anos, mostrou a Tuvalu que nem tudo está perdido para si: o atleta de Saint Kitts e Nevis contrariou todos os prognósticos do início da carreira e conquistou a medalha de bronze na final dos 100 metros em Daegu, com o tempo de 10,09.



Solidariedade com a Suiça. Greve ameaça alastrar noutras partes do Mundo

SUÍÇA INICIOU HOJE GREVE ILIMITADA! 
- ADESÃO DE 100% EM TODAS AS CHANCELARIAS
- GRANDE ECO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL NA SUÍÇA
OUTRAS GREVES EM PERSPECTIVA
-AUSTRÁLIA TAMBÉM SOFRE COM EVOLUÇÃO CAMBIAL
-NA ÍNDIA RECEBEM SALÁRIOS MISERÁVEIS
- NO LUXEMBURGO SALÁRIOS INFERIORES AOS LOCAIS

 
Apenas 4 trabalhadores auxiliares em serviço nas residências dos senhores embaixadores, com nacionalidades de terceiros países, não se encontram em greve. Quanto aos trabalhadores nas chancelarias diplomáticas ou consulares, em Berna, Genebra, Zurique, Sion e Lugano, a adesão é total, não havendo qualquer serviço consular aberto.
A comunicação social, em especial na Suíça (quer em língua francesa ou alemã, mas também a que é dirigida à comunidade portuguesa), tem dado grande relevo a esta luta. É possível que os grevistas sejam recebidos pela Ministra suíça dos Negócios Estrangeiros. 

Outros trabalhadores em situações difíceis

As evoluções cambiais adquiriram grande relevo já no ano passado, com os trabalhadores em cerca de 20 países a suportarem desvalorizações do euro que chegaram aos 20%, ao mesmo tempo que o governo entendeu não proceder a actualizações salariais de qualquer tipo, o que deu origem a uma acção em tribunal. Felizmente a situação global melhorou mas, além da Suíça, agravou-se nalguns países, nomeadamente na Austrália, onde a perda cambial já vai nos 40%(!), sem que o governo se mostre disposto a resolver o problema.

Já no ano passado os trabalhadores em Nova Deli estiveram duas semanas em greve, lutando por salários condignos. Os salários dos trabalhadores contratados na Índia estão na sua maioria abaixo do salário mínimo nacional de 485 euros, sendo que apenas 6 em 23 trabalhadores o ultrapassam (o mais elevado é na ordem dos 750 euros, 13 trabalhadores recebem menos de 300 euros). Estes salários, miseráveis em qualquer parte do mundo, estão decididamente abaixo do nível exigido pela recente pujança económica da Índia.
Contactada há já algumas semanas pelos colegas, no sentido de voltar a marcar nova greve por salários dignos, a c. executiva argumentou que deveríamos dar ao novo governo algum tempo para se inteirar dos problemas. Neste momento, depois da experiência colhida no exemplo suíço, entendemos que não há razões para continuar a esperar, pelo que a marcação de greve depende apenas da vontade dos trabalhadores directamente interessados.
No Luxemburgo, os colegas reclamam há anos que seja levado em consideração o nível de vida local, muito superior ao de qualquer outro país da União Europeia, tendo acabado de nos informar irem discutir a sua situação, agravada pela redução salarial.
STCDE

Eduardo quer sair do Benfica já este mês



Eduardo quer sair do Benfica até quarta-feira (dia 31 deste mês, data do fecho das inscrições), apurou o Correio da Manhã.
O guarda-redes internacional português de 28 anos foi um pedido expresso de Jorge Jesus para a titularidade na baliza das águias, mas o bom momento de Artur remeteu o português para o banco, o que desagradou a Eduardo, que não foi convocado para o jogo de hoje à noite com o Nacional da Madeira. O CM sabe que o guarda-redes emprestado pelo Génova quer sair da Luz até ao dia 31 e que estão a ser analisadas opções nos mercados de Inglaterra e Escócia, países onde o internacional já era desejado antes de rumar ao Benfica.
Eduardo está desiludido com Jesus, pois apostava muito em vingar na Luz, mas agora também vê em perigo o lugar de titular na Selecção (Patrício jogou no último jogo particular, com o Luxemburgo, 5-0) e quer um clube onde possa ser titular, hipótese cada vez mais remota na Luz.
JESUS ATRÁS DO FC PORTO
Jorge Jesus só tem olhos para o FC Porto no início de época e, depois de na semana anterior ter lembrado uma grande penalidade mal assinalada a favor dos dragões frente ao V. Guimarães, ontem voltou a trazer o nome da equipa portista à conversa: "Se conquistarmos os três pontos na Madeira, passamos, ainda que de forma provisória, o FC Porto. É sempre bom, mesmo que seja temporário", disse o técnico, que antevê uma tarefa dura para a sua equipa na Madeira: "Sabemos como é difícil vencer na Choupana."
CM

30 assaltantes lançam pânico em autocarros



O pânico instalou-se em dois autocarros da Rodoviária de Lisboa, na zona de A-da-Beja, Amadora, depois de um grupo com mais de 30 elementos ter invadido anteontem à noite os veículos, num espaço de meia hora. Um motorista foi assaltado, ficando sem dinheiro e pertences – e a PSP ainda apanhou 12 suspeitos, que levou à esquadra para identificação.

Depois dos dois incidentes, que levaram a polícia a comparecer em peso, as restantes carreiras já foram efectuadas sob vigilância dos agentes. O pesadelo começou ainda na zona de Casal de Cambra, Sintra, pelas 23h00, quando cerca de 30 pessoas, todas jovens, saíram de uma festa. Ali perto invadiram um autocarro, onde seguiam poucos passageiros. Fizeram-no sem pagar bilhete, gerando logo alguma confusão.
Durante o trajecto, já na zona da Amadora, alguns dos jovens acercaram-se do motorista, com cerca de 35 anos, e acabaram por roubar-lhe o dinheiro dos bilhetes que tinha em caixa, bem como alguns dos seus bens pessoais. Concretizado o roubo, o gang abandonou o autocarro, mas, pouco depois, tomou de assalto um outro ali perto.
Já no outro veículo, onde seguia apenas o motorista, os distúrbios mantiveram-se. No entanto, devido à primeira ocorrência, as autoridades já tinham sido alertadas, acabando por interceptar o autocarro.
Em clara inferioridade numérica, a patrulha da PSP acabou por pedir reforços, com várias equipas do Corpo de Intervenção a deslocarem-se até ao local, tendo os membros do gang ficado retidos durante largos minutos no interior do autocarro. Sob forte aparato policial, as pessoas foram retiradas faseadamente do autocarro, com doze delas a serem levadas à esquadra para identificação.
CM

Trabalhadores consulares na Suíça iniciam greve por tempo indeterminado

29 de Agosto de 2011, 04:32

Lisboa, 29 ago (Lusa) -- Os trabalhadores consulares na Suíça iniciam hoje uma greve por tempo indeterminado, convocada pelo sindicato do setor, que justifica a paralisação com a queda do poder de compra devido às diferenças cambiais.
O governo português e o Sindicato dos Funcionários Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) reuniram sexta-feira mas não conseguiram chegar a acordo sobre a situação salarial daqueles funcionários consulares.
A paralisação dos funcionários irá afetar a embaixada de Portugal em Berna, a missão junto da ONU em Genebra, os consulados naquela cidade e em Zurique, bem como os escritórios em Sion e Lugano, segundo o STCDE.
EL (SK).
Lusa/Fim