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sábado, 30 de junho de 2012

Dossier - Saida do €uro inevitavel: A diabolica questão: como sair de forma ordeira?


Numa interessantissima (longa) entrevista ao "Publico" Costas Lapavitsas diz verdades que todos podemos compreender sem ser-mos peritos em Economia.
JMIRA

O Governo grego cairá em breve e a Grécia sai da moeda única até ao final do ano. Portugal que não se iluda: é o próximo da linha. Para o economista grego Costas Lapavitsas, só um plano Marshall pode salvar o euro.

Foi uma das vozes que se opôs, logo em 2010, ao acordo de resgate à Grécia e tem alimentado o debate europeu sobre a saída do país do euro e o colapso da moeda única. Costas Lapavitsas, professor de economia da SOAS (Escola de Estudos Africanos e Orientais da Universidade de Londres), acaba de publicar o livro Crisis in the eurozone (Crise na zona euro), em parceria com outros colegas do Research on Money and Finance (RMF) - um grupo de economistas, do qual faz parte o português Nuno Teles. Em entrevista por telefone ao PÚBLICO, o autor que tem influenciado as ideias do partido de esquerda radical, o Syriza, explica por que é que considera inevitável a desintegração da zona euro.

A Grécia formou um novo Governo. O pior já passou?

Não, de todo. Evitou-se o pior resultado, que seria uma saída caótica e violenta da Grécia da zona euro, no curto prazo. Mas este Governo, com o programa que tem de seguir, com as pessoas que o vão formar, não vai resolver a crise grega. Este Governo tem um período de vida curto.

Porquê?

Em primeiro lugar, porque o programa económico que vai seguir é basicamente o mesmo dos últimos dois anos e meio. É um programa com condições: austeridade, liberalização e privatização. Não correu bem até aqui e não vejo como pode resultar agora. Não vão conseguir nenhuma concessão significativa da União Europeia, no máximo um alargamento do prazo para as metas orçamentais. Se a Grécia continuar a aplicar este tipo de políticas, o caminho que se segue é de contracção e estagnação. Além disso, os políticos que formam este Governo são da velha escola. São os mesmos que colocaram o país nesta situação. Não estão habituados a trabalhar uns com os outros, a formar governos de coligação e a cooperar. Espero luta e fracções neste Governo.

O que vai acontecer então?

O Governo vai cair nos próximos meses e o partido de esquerda radical, o Syriza, será chamado a formar Governo e resgatar o país.

Mas o Syriza também diz querer manter o país no euro…

É verdade. Oficialmente, são muito defensores da ideia de manter a Grécia dentro da zona euro. Mas o Syriza também reconhece que há um limite até onde os gregos irão para manter o país dentro do euro. Se o que a zona euro lhes pedir para fazer for muito severo, vão recusar-se. Em última instância, isso irá significar a saída da Grécia do euro.

Isso acontecerá este ano?

Seria um milagre se a Grécia permanecer no euro no final do ano. Se a Grécia ficar e continuar a aplicar estas políticas, o futuro será muito mau para os gregos. A pobreza vai aumentar, o desemprego vai aumentar, não haverá futuro para os jovens. A economia vai estagnar durante anos. Será uma morte lenta. A Grécia tornar-se-á um país pobre, muito desigual, um país de velhos, pois os mais jovens sairão do país.

Se a Grécia sair, segue-se Portugal?

Sim. Não acho que Portugal tenha futuro dentro do euro. Sei que os portugueses acreditam que possa ser diferente com eles, mas estão a iludir-se. Portugal teve 10 a 15 anos de estagnação. A economia é fraca, não pode sobreviver facilmente dentro do euro. Portugal não pode sobreviver na união monetária com algum tipo de dinamismo. O que vale para a Grécia vale para Portugal. E o mesmo para Espanha. A Espanha não conseguirá recuperar facilmente nesta união monetária.

Mas, como diz no seu novo livro, a zona euro pode mudar…

Mas não pode mudar rapidamente. Seriam precisas mudanças estruturais dramáticas e profundas. As eurobonds, a intervenção do BCE, todas estas coisas que foram discutidas várias vezes são superficiais. Não podem resolver a crise e não podem ser introduzidas sem mudanças estruturais prévias. A Alemanha e a senhora Merkel estão certos em serem cépticos quanto a isso. O que a Europa precisa é de um plano Marshall.

Mas isso é precisamente o que a Alemanha não quer…

Exacto. Mas é o que a Grécia, Portugal e a Espanha precisam, para aumentar a produtividade do trabalho e tornarem-se mais competitivos. A Comissão Europeia e o FMI já entenderam que esse é o problema. Mas a maneira como o estão a tentar resolver é destruindo os custos laborais e os salários. Esta é a maneira mais brutal e menos efectiva de o fazer. Não vai funcionar, não só porque é violenta na destruição dos rendimentos das pessoas, mas também porque os salários da Alemanha permanecem muito baixos. Sem um plano Marshall, a periferia não tem hipótese.

O que seria esse plano?

Seria um investimento massivo proveniente de fundos do centro europeu, mas também know-how, profissionais qualificados, novos mecanismos institucionais. Um cenário diferente para criar capacidade produtiva na periferia e aumentar a produtividade do trabalho. Para isso, é preciso uma mudança de política económica e filosofia económica na Alemanha. A Alemanha criou uma economia que é internamente fraca. As pessoas não percebem isso, pensam que a economia germânica é muito forte. Mas não é. A procura doméstica está permanentemente deprimida, os salários são baixos, as pequenas empresas alemãs têm dificuldades em sobreviver. É uma economia que sobrevive contando dinheiro e gerindo-se de uma forma muito apertada. É muito bem-sucedida no que toca às exportações, porque mantém salários baixos. Este modelo pode resultar para os bancos e grandes empresas na Alemanha, mas não funciona para os cidadãos alemães e certamente não funciona para a união monetária.

Está a dizer que o euro não é apenas mau para a periferia, mas para a própria Alemanha?

Exactamente. O euro foi muito mau para os cidadãos alemães e eles sabem-no. É por isso que não querem fazer sacrifícios. Os alemães viveram durante 15 anos sob uma forte restrição salarial por causa do euro. Por isso, quando se diz que os alemães têm de pagar, eles zangam-se. A Alemanha tem de mudar o seu modelo económico, fortalecendo a procura interna, deixando de prestar tanta atenção às exportações e reequilibrando assim toda a união monetária. Ou seja, é preciso um plano Marshall para a periferia e um reequilíbrio da economia alemã.

Isso bastaria?

Há o primeiro passo essencial: o perdão da dívida. A dívida acumulada na união monetária é enorme, tanto pública como privada. É uma dívida nunca será paga e um enorme fardo sobre a economia. A Europa precisa de se livrar dessa dívida. Há duas maneiras de o fazer: uma é através de uma reestruturação, outra é através da inflação, que gradualmente iria diminuir esse fardo. Além disso, é preciso um sistema bancário unificado na Europa.

Vê os líderes europeus a chegarem a acordo para essas mudanças?

Não. Uma vez que se começa a ir tão fundo, percebe-se quão complicada e difícil seria essa transformação. Realisticamente, não vejo estas mudanças a serem implementadas.

Então o colapso do euro é inevitável?

Acho que alguma espécie de ruptura violenta é inevitável. Que forma irá assumir, não sei. Ninguém sabe, porque, até certo ponto, isso dependerá dos acontecimentos. De quem irá sair primeiro e como.

Mas não teme também as consequências que uma saída do euro teria na Grécia ou em Portugal?

Estou muito preocupado com isso e, de certa forma, também estou muito zangado com as pessoas que criaram este incrível mecanismo e puseram as nações europeias nele, sem pensarem no que significaria sair dele. Sair do euro será muito doloroso, para a Grécia, para Portugal, para Espanha, para quem quer que seja. Se o euro colapsar completamente, será uma catástrofe para a Europa. Por isso, se os líderes europeus têm algum bom senso ainda, devem pensar seriamente em como tornar a saída do euro o mais suave possível. O debate na Europa tem de passar de como resgatar o euro a como gerir uma ruptura ordeira do euro. A Grécia, por exemplo, irá enfrentar grandes problemas se sair: na circulação monetária, nos bancos, que terão de ser nacionalizados, e no comércio, porque não será capaz de comercializar internacionalmente. Irá precisar de ajuda para comprar petróleo, comida, medicamentos. Será um choque enorme. Será um contexto de guerra, mas também já o é neste momento. Se houver algum bom senso, os líderes gregos e europeus têm de começar a falar sobre como organizar essa saída. Mas, infelizmente, acredito que irá acontecer de uma forma violenta e caótica.

Em Portugal também?

Portugal é um pouco diferente. O sistema político é diferente, as pessoas são diferentes, a sociedade portuguesa é diferente. Não é tão de confronto, de oposição como a grega. Mas claro que o problema é fundamentalmente o mesmo. Por isso, se Portugal sair do euro, enfrentará os mesmos problemas. Irá precisar de ajuda. Mas é a única maneira que vejo de estas economias recuperarem. No médio prazo, é a única esperança. Claro que a saída do euro, por si só, não basta. É importante referir isso. A saída é um passo necessário, mas não é suficiente.

O que os países que saírem do euro precisarão?

Irão precisar, claro, de um default na dívida pública. Mas irão também precisar de um programa amplo de reorganização das suas sociedades, o equivalente de um plano Marshall interno. Terão de reorganizar os seus recursos, reequilibrar as suas economias, terão de controlar os bancos e de lançar uma política industrial. A periferia da Europa precisa de reorganizar o seu sector produtivo, apostar em algumas áreas, ligar a produção à educação, reorganizar o Estado social.
PUBLICO  

Merkel cede à Itália e Espanha e desbloqueia pacto de crescimento



O braço de ferro entre os países da zona euro em torno das medidas de protecção da Itália e Espanha da especulação financeira foi ultrapassado na madrugada desta sexta-feira, graças a um acordo entre os respectivos líderes autorizando, em certas condições, os fundos de socorro a comprar dívida dos dois países no mercado e a recapitalizar directamente os bancos.
O acordo foi conseguido durante uma reunião dos líderes dos países do euro que arrancou de forma inesperada às primeiras horas desta sexta-feira, depois de terminado o primeiro de dois dias de uma cimeira dos 27 chefes de Estado ou de Governo da União Europeia (UE).

A reunião entre os 17 do euro só estava prevista para a hora do almoço, depois de concluídos os trabalhos a 27, mas foi antecipada devido ao bloqueio de um acordo sobre o novo pacto de crescimento económico por parte da Itália e Espanha enquanto não obtivessem as medidas pretendidas de protecção contra o contágio da crise da dívida soberana.

Este pacto, exigido pelo novo presidente francês, François Hollande, estava virtualmente acertado entre os 27, antes do início da cimeira, para injectar 120 mil milhões de euros na economia europeia através de empréstimos do Banco Europeu de Investimentos e do orçamento comunitário às pequenas e médias empresas e para a realização de grandes projectos de infra-estruturas, a par da reafectação de fundos comunitários já atribuídos às regiões mais desfavorecidas até 2013, mas ainda não utilizados.

Mario Monti, primeiro-ministro italiano, apoiado pelo homólogo espanhol Mariano Rajoy, bloqueou no entanto o acordo final enquanto não obtivesse o acordo dos parceiros – a começar pela Alemanha – para a utilização dos fundos de socorro (FEEF e ESM) para comprar dívida pública dos dois países no mercado de modo a baixar as elevadas taxas de juro exigidas pelos investidores e que estão em risco de os tornar insolventes.

"Abrimos a possibilidade para os países que se comportarem bem [no plano orçamental] de utilizar os instrumentos de estabilidade financeira para sossegar os mercados e obter de novo alguma estabilidade em torno de alguns títulos de dívida dos nossos Estados membros" afirmou Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, no final da reunião.

Os países interessados terão de subscrever memorandos de entendimento tal como os outros países ajudados (Portugal, Grécia e Irlanda) mas, ao contrário destes, não terão de adoptar medidas adicionais de austeridade nem ficarão submetidos aos controles regulares da troika de credores (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI).

"O processo foi duro, mas o resultado foi bom", afirmou o chefe do Governo italiano no final da reunião.

Rajoy bateu-se em contrapartida, sobretudo, pela possibilidade de recapitalização directa dos bancos sem agravar a dívida pública dos Estados, o que poderá acontecer logo que a zona euro tiver instituído um sistema europeu de supervisão do sector financeiro. Este é um objectivo que os líderes do euro declararam querer concretizar até ao fim do ano no quadro dos primeiros passos de uma união bancária. Madrid poderá vir assim a beneficiar desta possibilidade numa segunda fase do seu programa de ajuda europeia aos bancos, que arranca dentro de poucas semanas.

Ao mesmo tempo, os líderes decidiram retirar ao ESM o estatuto de credor preferencial nos empréstimos à Espanha, de modo a sossegar os mercados financeiros. Com este estatuto, os empréstimos do ESM teriam de ser os primeiros a ser reembolsados por Madrid, o que colocaria os investidores privados na primeira linha de eventuais perdas. Desta forma, todos os credores, públicos e privados, ficarão em pé de igualdade.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pedro Proença é o árbitro da final Espanha-Itália



Pedro Proença foi nomeado, esta sexta-feira, apara arbitrar a final do Euro2012 em futebol, que se disputa domingo entre a Espanha e a Itália, no Estádio Olímpico de Kiev, informou a UEFA.

O árbitro português estava de prevenção juntamente com o inglês Howard Webb, quarto árbitro no jogo de quinta-feira entre a Itália e a Alemanha (2-1), e o italiano Nicola Rizzoli, fora das opções após o apuramento dos transalpinos.
Habitualmente, a UEFA retira de prova os árbitros dos países que se apuram para as meias-finais do torneio, o que não sucedeu com Pedro Proença e Nicola Rizzoli, naturais de dois países que discutiram a presença na final.
Como Portugal foi afastado pela Espanha, no desempate por grandes penalidades (4-2), o português voltou às opções da UEFA para o jogo decisivo.
Pedro Proença já dirigiu três jogos da fase final, o último entre a Itália e a Inglaterra, dos quartos de final, que os italianos venceram no desempate por grandes penalidades.
O árbitro lisboeta estreou-se nesta fase final a 14 de Junho, na goleada por 4-0 da Espanha, campeã europeia e mundial, sobre a República da Irlanda, na segunda jornada do Grupo C.
A 19 de julho, orientou o encontro entre a França e a Suécia, jogo da terceira e última jornada do Grupo D, que os escandinavos, já eliminados na altura, venceram por 2-0.
O árbitro lisboeta tem cumprido a melhor época desde que recebeu as insígnias da FIFA, em 1993, num percurso que tinha sido coroado, até ao momento, com a final da Liga dos Campeões, ganha pelo Chelsea ao Bayern de Munique, nas grandes penalidades.

Peinture Corot - Le précurseur des impressionistes

Huile sur bois 29.8 x 41 cm

Corot, qui termine son oeuvre quand les impressionnistes arrivent en scène, est déjà un peintre moderne et fait figure de précurseur des impressionnistes 

Balotelli "arruma" alemães contra a vontade do palhaco Platini


Balotelli "arruma" alemães contra a vontade de Platini

"Super Mario" fez dois golos, afastou a Alemanha da final e contrariou o desejo de Platini em ver alemães contra espanhóis em Kiev.
Ele já incendiou a própria casa-de-banho com fogo de artifício; já se vestiu de Pai Natal para andar a distribuir notas de 20 libras pelas ruas de Manchester; já foi confundido com um ladrão dentro da própria casa; já teve um carro apreendido um dia depois de o comprar, já foi expulso de casas noturnas e já levou com bananas lançadas por adeptos. A Balotelli já aconteceu, definitivamente, de tudo, inclusive eliminar a toda-poderosa Alemanha com dois golos e colocar a Itália na final do Euro 2012.
É uma surpresa recheada de mérito: a Itália vai disputar a final do Europeu com a Espanha, depois de ter derrotado a favorita Alemanha, por 2-1, em Varsóvia, na última meia-final da competição, disputada esta quinta-feira. Mario Balotelli foi a figura da partida e, desta vez, encherá manchetes em todo o mundo pelas melhores razões possíveis: uma grande exibição de um talento que, aos 21 anos, só dependerá da "cabecinha" para se tornar num caso sério.
Balotelli foi "forçado" a quebrar a sua própria filosofia no futebol, quando festejou efusivamente o primeiro golo na partida aos 20 minutos, através de um cabeceamento certeiro, após centro de Cassano. "Quando marco não celebro porque só estou a fazer o meu trabalho. Quando o carteiro entrega as cartas, ele celebra?", questionou, um dia, Balotelli. Certo é que "Super Mario" festejou com uma alegria poucas vezes vista e partilhada por milhões de italianos.
Determinado em mostrar "porquê sempre ele", Balotelli assinou um dos momentos do Europeu aos 36 minutos, quando atirou um "missíl" para o fundo das redes alemãs, deixando Neuer pregado ao solo. Desta vez, não houve festejos: apenas uma pose "à Hulk", ar sério e camisola deitada ao chão. O avançado italiano tinha razões para estar orgulhoso da sua exibição, mas quando foi substituído, aos 70 minutos, saiu do relvado frustrado e revoltado: sofreu cãibras e Prandelli guardou-o, e bem, para a final. O golo da Alemanha, de penálti, por Özil, já no período de compensação, não fez mais que acelerar os corações dos adeptos. Em vão.
O "herói" foi Balotelli, mas os louros têm que ser repartidos por outras duas lendas transalpinas: Buffon, que negou o golo à Alemanha em diversas ocasiões, algumas delas de golo iminente; e Pirlo, um mágico e incrível Pirlo, que foi dispensado pelo AC Milan aos 32 anos e que arrisca, um ano depois, ser eleito o melhor jogador do Europeu. Michael Platini, presidente da UEFA, lá terá que se contentar com uma final sem a Alemanha; e a chanceler alemã, Angela Merkel, que já tinha reservado bilhete para final, irá certamente rever a sua agenda. Os adeptos, esses, podem marcar para dia 1 de julho, em Kiev, uma final que promete ser épica.
DN 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Aeronave cai em zona urbana e faz dois mortos

Avioneta cai no bairro de Matarraque (Foto do leitor Hugo Torres)A queda de uma aeronave no bairro de Matarraque, na Parede, Cascais, fez duas vítimas mortais, adiantou à TVI24, fonte da Proteção Civil.

Segundo a mesma fonte, o acidente ocorreu às 22:33, numa zona de perímetro urbano, no entanto, «não há informação de danos colaterais».

A aeronave pertence ao aeródromo de Cascais e tratava-se de uma aeronave de instrução que terá sofrido uma queda ao efetuar uma manobra e aterrado num quintal e no telhado de uma casa.
As vítimas são o comandante da aeronave e um aluno.
No local estão os bombeiros de São Domingos de Rana, Parede, INEM e PSP.
TVI24 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Portugal vs Espanha - o video da RTP que até os espanhois admiraram!





A UNIÃO LUSA

Recordando amigos e colegas: Manuela


Manuela

Lembrando colegas e amigos: Antonio

Image du profil

Antonio

Foto - Espectacular! (Que esperas, Anjos?)

Russos observam show de lasers em navio durante o feriado romântico Velas Escarlates, voltado a recém-formados do ensino médio, em São Petersburgo

Russos observam show de lasers em navio durante o feriado romântico Velas Escarlates, voltado a recém-formados do ensino médio, em São Petersburgo
Kirill Kudryavtsev/AFP

So falta o pintor para criar a bela tela impressionista... (não é Anjos?)

Tempestade tropical Debby ruma para costa da Flórida


Tempestade tropical Debby ruma para costa da Flórida
Brian Blanco/Reuters

domingo, 24 de junho de 2012

Lembrando amigos e colegas - José Manuel


JOSE MANUEL

(naquela altura era "so" amigo, agora é o novo Cônsul de Portugal em Andorra)

Lembrando colegas e amigos: Bruno


BRUNO

Fotografia - De casa em Copacabana


Copacabana à minha janela

Lembrando amigos e colegas - Sofi


SOFI

Lembrando amigos e colegas - Angela



ANGELA (Andorra)

Desenho - "Noite serena na cidade"

"Noite serena na cidade"
24-06-2012

JMIRA

sábado, 23 de junho de 2012

Fotografia - Passeando em Cuba


Perto de Guantanamo
(27-10-2010)

Corrupcão no Consulado - Diz o Notas Verbais: "Assim vai a transparência informativa do MNE"






Imagine-se que foi ontem notícia que o Consulado-Geral no Rio de Janeiro foi alvo em maio de uma inspeção "diplomática" (sic) acompanhada por inspetores da Polícia Judiciária, acrescentando-se que se desconhecem "ainda publicamente as suspeitas em causa"... E "privadamente", serão conhecidas? E como é possível que a PJ actue em maio mas apenas em junho a mera actuação seja notícia? E mesmo assim a notícia só é notícia apenas porque o deputado Paulo Pisco tomou conhecimento da situação numa visita àquele consulado a 17 de junho, levando-o a a dirigir, ontem (21), um "requerimento" segundo a Lusa que diz ter acesso ao documento, ao ministro dos Negócios Estrangeiros a solicitar informações?...

Ora, o documento parlamentar é público e não se trata de um requerimento. É uma pergunta, coisa diferente. Além disso, pela parte do MNE, a inspeção foi consular (que também há) e não diplomática.

E o mais curioso é que, ainda segundo a agência, "contactado pela Lusa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou que está a recolher informações sobre o caso e remeteu para sexta-feira eventuais esclarecimentos"
. Está ainda a recolher informações, sendo porta-voz, sobre algo que ocorreu em maio, todo o MNE há muito sabe em pormenor menos o porta-voz, e com o Primeiro-Ministro e o MNE às portas do consulado?
---
Creio, que como funcionario publico , a exercer funcões no consulado do Rio de Janeiro (desde marco deste ano),  é meu dever  corrigir a informacão.

De facto, uma equipa do MNE acompanhada por um inspector da PJ (e não varios) esteve no Rio a averiguar factos.

O deputado Paulo Pisco esteve no consulado no passado dia 20, onde permaneceu cerca de uma hora, não tendo por isso tido tempo material para averiguar quaisquer factos objecto da inspeccão; alias, que saiba ele não é inspector diplomatico, consular ou da PJ.

Pode ter conversado com funcionarios, como comigo fez, mas não foi dessas conversas-relâmpago que formou qualquer juizo; na realidade e em nome da verdade creio que a rapidissima visita do senhor deputado destinava-se apenas a justificar o que ja tinha de antemão preparado para protagonizar o seu objetivo politico e distrair jornalistas incautos.

Sem querer falar do que eventualmente tenha acontecido naquele consulado e que esta em fase de averiguacão, apenas queria referir que os factos datam de ha pelo menos quatro anos altura em, que se me lembro bem, eram os amigos do deputado Paulo Pisco que estavam no governo.

Não ter nascido ontem lembra-nos permanentemente o quanto ja sofremos nesta vida e, simultâneamente, coloca-nos ao abrigo de qualquer "chico-espertice"!

Quem quer tirar o cavalinho da chuva?!

JMIRA

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Passeando pelo Rio - Praia de Copacabana


Praia de Copacabana

JMIRA

Passeando pelo Rio - "Céu e Cristo Redentor"


"Céu e Cristo Redentor"
02-05-2012

JMIRA

Passeando pelo Rio - Niteroi


"Niteroi vista do Rio"

JMIRA

Consulado no Rio de Janeiro alvo de inspeção da PJ

O Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro foi alvo em maio de uma inspeção diplomática acompanhada por inspetores da Polícia Judiciária portuguesa, desconhecendo-se ainda publicamente as suspeitas em causa, segundo um deputado do PS.

A situação chegou ao conhecimento do deputado socialista Paulo Pisco na sequência de uma visita que efetuou ao Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro em 17 de junho, o que o levou a dirigir hoje um requerimento ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a solicitar informações sobre o caso.
Segundo o requerimento, a que a agência Lusa teve acesso, "o Consulado-Geral do Rio de Janeiro desde há bastante tempo que era objeto de queixas da comunidade portuguesa devido a problemas e dificuldades relacionados com o atendimento consular, suscitando até no passado recente algumas inspeções diplomáticas".
"Entre as queixas e críticas mais frequentes feitas pela comunidade portuguesa estavam os problemas e dificuldades no atendimento, a demora para a obtenção de documentos e o favorecimento de algumas pessoas exteriores ao consulado para a resolução de alguns problemas", acrescenta o documento.
Paulo Pisco refere também que, na sequência da visita que efetuou recentemente ao Consulado-Geral, soube que "uma nova inspeção diplomática acompanhada de agentes da PJ esteve no consulado no passado mês de maio, muito pouco tempo depois de o novo cônsul-geral assumir funções".
"A presença de uma nova inspeção diplomática acompanhada de agentes da Polícia Judiciária (PJ) suscita a maior apreensão" e "evidencia certamente suspeitas graves de irregularidades ou situações anómalas", lê-se no requerimento.
Questionado pela Lusa sobre se se trata de um caso inédito na vida consular portuguesa a realização de uma inspeção diplomática acompanhada pela PJ, Paulo Pisco, deputado pelo círculo da Europa, disse não ter conhecimento de "nenhuma outra".
"Habitualmente, quando há alguma dúvida relativamente ao funcionamento dos serviços, o que existe são inspeções diplomáticas, que depois internamente, dentro do Ministério dos Negócios Estrangeiros, fazem as diligências que consideram necessárias. Mas agora com inspetores da Polícia Judiciária não tenho conhecimento de nenhuma", realçou.
Paulo Pisco acrescentou que "a partir do momento em que há uma inspeção da PJ, e não apenas a inspeção diplomática, é porque haverá suspeitas de anomalias graves e de irregularidades sérias também", considerando que "só assim se justifica a presença dos inspetores da PJ" naquele Consulado-Geral, onde, de acordo com o deputado, trabalham 32 funcionários.
No requerimento Paulo Pisco solicita ao ministro Paulo Portas que esclareça, nomeadamente, "que tipo de suspeitas de irregularidades ou situações anómalas motivou a ida da PJ ao Consulado-Geral do Rio de Janeiro".
Contactado pela Lusa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros referiu que está a recolher informações sobre este caso e remeteu para sexta-feira eventuais esclarecimentos.
A Procuradoria-Geral da República também foi contactada sobre o assunto, mas não deu qualquer resposta até ao momento.
DIARIO DE NOTICIAS

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Prefeitura diz que cariocas devem ter paciência e usar transporte público até o fim da Rio+20



Marcha Global deixa trânsito caótico no Centro do Rio
Foto: Pedro Kirilos / Agência O Globo

RIO — No primeiro dia da reunião dos chefes de Estado presentes na Rio+20, manifestações e mudanças no trânsito complicaram o tráfego em diferentes pontos da cidade. A prefeitura voltou a pedir que os cariocas tenham paciência, usem transporte público e deixem seus carros em casa. Mais cedo, uma manifestação com 20 mil pessoas chegou a interditar as avenidas Rio Branco e Presidente Vargas.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/prefeitura-diz-que-cariocas-devem-ter-paciencia-usar-transporte-publico-ate-fim-da-rio20-5260633#ixzz1yOfcacYq

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Rio - Manifestacões voltam a complicar o trânsito

Índios participam da Marcha Global, no Centro do Rio Foto: Pedro Kirilos / O GloboRIO — No primeiro dia da reunião dos chefes de Estado presentes na Rio+20, manifestações que acontecem pela cidade e interdições no entorno do Riocentro atravancam o trânsito em diferentes pontos. Milhares de manifestantes ocupam a Avenida Rio Branco, no Centro, na Marcha Global da Cúpula dos Povos. A CET-Rio recomenda que os motoristas evitem a região na tarde desta quarta-feira.
Representantes de movimentos sociais, ONGs e aldeias indígenas reinvidicam diferentes questões relacionadas à sustentabilidade. Os manifestantes carregam bandeiras e adereços, como galhos de árvore, e muitos estão fantasiados de animais.
Segundo o Centro de Operações da prefeitura, permanece interditada a Avenida Rio Branco. Após ficarem fechadas por uma hora e meia, as duas pistas centrais da Avenida Presidente Vargas foram liberadas por volta das 16h30m, mas a via segue com bloqueio na pista lateral, sentido Candelária, desde a Avenida Passos até a altura da Rio Branco. O trânsito na região continua caótico. Um congestionamento afeta toda a extensão da Presidente Vargas, sentido Candelária, o que causa lentidão também na Avenida Franciso Bicalho, sentido Centro, e no Trevo das Forças Armadas.
A Avenida Presidente Antonio Carlos e a Rua Primeiro de Março também registraram a passagem de grupos de manifestantes que já se uniram ao protesto na Avenida Rio Branco. Um terceiro grupo deixou o Sambódromo e segue pela pista lateral da Presidente Vargas para se unir ao protesto.
Os manifestantes carregam bandeiras e adereços, como galhos de árvore, e muitos estão fantasiados de animais. Devido a manifestação, o trânsito nas ruas do entorno da Avenida Rio Branco é complicado. Apesar da movimentação, o clima na passeata é de tranquilidade, com a presença de um grande número de policiais militares e agentes da Guarda Municipal. Mesmo sem confusão, muitas lojas da via estão com as portas fechadas.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/manifestantes-da-cupula-dos-povos-voltam-fechar-vias-do-centro-do-rio-5260633#ixzz1yMqZ90z1

Ikira Baru - "Waiting in vain" - Video - Musica - Al vivo


"Waiting in vain"
(Secret love)

terça-feira, 19 de junho de 2012

Escultura em garrafas de plastico

Peixes feitos com garrafas plásticas de agua mineral enfeitam a praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio Foto: Marcos Tristão / O Globo

Esta manhã de autocarro a caminho do trabalho, fui surpreendido por esta imagem: Peixes feitos com garrafas plásticas de agua mineral a enfeitarem a praia de Botafogo, na Zona Sul do Rio
Marcos Tristão - O Globo

Texto: E foi feita justica

E FOI FEITA JUSTICA

Naquele ano e noite de graça de Mil novecentos e oitenta e qualquer coisa, estava eu bem pacato e sossegado, no habitual balcão do Tony’s Bar, quando um personagem, de olhos avermelhados, nariz inchado em batata, sorriso cretino, manifestamente muito mais alcoolizado que eu decidiu, investido de crente e divina missão, que devia ser eu o escolhido para, “embrulhar” e desfazer assim as suas magoas.

Naquele balcão comprido eu, que só tinha olhos para a empregada que também era a dona, fui, pouco a pouco, lentamente mas inexoravelmente, com lentas mas  persistentes cotoveladas empurrado sempre em silêncio, até ao limite do suportável e estremo do balcão. Ai chegado e sem espaço para mais, resolvi, conciliante ainda, preocupar-me do porquê daquela  atitude…

Claro que o borracholas só esperava uma palavra minha para por em pratica os seus intentos… Logo ai iniciou grande e violenta verborreia onde, pelo meio, não faltaram nem insultos nem grandes ameaças contra a minha pobre integridade física. Claro que comecei a recear o que certamente me iria acontecer e entendi dever ficar calado.

Mas o brutamontes cuja cabeça, em altura, ficava muitos centímetros acima da minha, entendeu o meu silêncio como uma provocação suplementar; tratou-me de tudo em que a palavra “cobardia” ganhava a todas as outras. Bem, comecei também a ficar um pouco irritado; mas continuando sem nada dizer, aceitando as humilhações no sentido de salvar a pele.

Atento, porém, não deixava de avaliar a situação na esperança de, em desespero de causa, lhe esborrachar a penca… Mas os insultos multiplicavam-se, agora dirigidos aos meus pais e família. Pronto: tinha que ser; não podia continuar sem reacção e virei-me, por fim face à besta. era o que ele esperava e, numa ultima careta, anunciou a agressão…

Preparei a defesa; o animal então, certo da sua brutal vantagem, prepara um murro monstruoso; recua, toma balanço, inclina-se para trás, e vai desferir… mas, talvez efeitos da bebedeira, tanto quis armar, que perde o equilíbrio e cai redondo de costas; bate com os tutelos traseiros no mosaico e vai para o hospital!

Não levei, não esbocei um gesto, não bati, safei-me!

Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2012.

JMIRA 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Indios manifestam no Rio de Janeiro

Durante a manhã, uma manifestação de mulheres que participam da Cúpula dos Povos complicou o trânsito no Centro do Rio Foto: Sergio Moraes / Reuters


Durante a manhã, uma manifestação de mulheres que participam da Cúpula dos Povos complicou o trânsito no Centro do Rio
Sergio Moraes-Reuters

Indios em Kari-Oca



Domingo na aldeia Kari-Oca, onde índios se reúnem para debates e reivindicações na Rio+20

sábado, 16 de junho de 2012

A Oliana chegou!

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Benvinda sejas Oliana!

Nasceu hoje a minha neta Oliana. (5a. depois de Helena, Elisa, Meyya, Imanol); que comecem os festejos!




Texto - Adelino Pereira


ADELINO PEREIRA

E verdade meu irmão gémeo; é que no Rio
Não passo um dia sem me lembrar de você.
Esta ai? Você me ouve? Você escuta essas musicas
Lindas que eu programo no Céu para você?

Se você não escuta, de que vale tudo isso Amigo?
Para você um caloroso abraco de fé, meu irmão,
Camarada; uma sensação muitas vezes tida neste
Rio de que tantas vezes sonhamos…

Lembrando as canções do Roberto, ele
Vive aqui ao lado e manda recordacões 
Para você! Ele me disse “Eu te amo”, falando
De você. Roberto e eu temos algo em comum:

Ele é o artista, eu não. Mas os dois pensamos
Em você. Continua escutando a voz de Deus,
Teu ídolo que achou por bem levar-te à sua companhia.
Lino, “sinto muito a tua falta … “

JMIRA

Texto - Nini

NINI


Ei-la, docil, compenetrada, obediente, boneca linda, cabelos loiro-castanho-ruivos, sorriso ingenuamente imenso, bochechas bem cheias, narizinho bem pequenino ao lado de belos caracois. Boneca minha.
E a minha Nini.
 Rio de Janeiro, 15 de Junho de 2012.
 JOANMIRA

Atencão: as condicões estam reunidas para nova guerra mundial!

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL 

Subitamente, e num dia atípico em que o sol se pôs e tornou a nascer (!), iria acontecer o grave e diplomático incidente.

Duas potências mundiais, na sua bélica afirmação, decidiam abrir conflito à escala mundial com catastróficas consequências para o destino da Humanidade.

Um Estado minúsculo, povoado essencialmente de espanhóis, portugueses, franceses e  também andorranos, entendeu que bastava  de não ser reconhecido a nível internacional; "Nacão", de 340 km2, em que quando um mosquito se coca faz noticia; a oportunidade era boa.

Vexada de ter perdido a embaixada de Portugal na sua “aldeia”, o governo de Andorra através de personagem (Meritxell Bode), do serviço do protocolo do ministério dos negocios estrangeiros (detestada pela esmagadora maioria de quem com ela lida) declarou guerra a Portugal.

Descartes, o filosofo, dizia: "je pense donc je suis". Duvido que a Meritxell tenha  cultura suficiente para entender a referência. Creio que a sua se limite a : "para existir tenho que "inventachatear"..."

E assim fez, inundando  o nosso inutil (também) Ministério dos Negócios Estranhos (MNE) com múltiplas “Notas Verbais” de perfume de biorreia…

Claro que o Paulinho não gostou não!

E através dos seus esbirros, tratou de encontrar um “bode expiatório” para acalmar a Bode-Meritxel, no intuito (louvavel) de impedir o conflito em que iriam, no mínimo, perecer 80.000 andorenhos… e sobreviver alguns milhões de Portugueses!

Advinhem; quem é o responsável desta tragédia?

O vosso servidor,  pois claro!

Porquê?

Porque não entregou a tempo e a horas machucadas, malditas e hororosas placas de matricula diplomática da sua velha e cansada carripana!

Mas, depois de todos estes devaneios, é de apostar que, se apesar de tudo a guerra rebentar muitos, sem contarem, candidatar-se-ão a receber balázios que, por tabela, quer merecam ou não, não vão deixar de chegar ao seu destino... 

E depois digam que eu sou maluco…

Rio de Janeiro, 14 de Junho de 2012.

JMIRA

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Par de galáxias protagoniza uma útil ilusão cósmica



Perspectiva da dupla de galáxias dá a falsa impressão de que elas estão colidindo e permite estudo do fenômeno das microlentes gravitacionais
Foto: Nasa

Perspectiva da dupla de galáxias dá a falsa impressão de que elas estão colidindo e permite estudo do fenômeno das microlentes gravitacionais
Nasa
RIO – O telescópio espacial Hubble produziu uma imagem detalhada de uma útil ilusão cósmica. Embora pareça estar em colisão, o par de galáxias batizado NGC 3314 na verdade está separado por dezenas de milhões de anos-luz de espaço.
Os astrônomos sabem que tudo não passa de um jogo de perspectiva devido ao formato das galáxias, já que as imensas forças gravitacionais envolvidas num processo de fusão deveriam não só deformar suas espirais como provocar episódios de rápida formação estelar, gerando estrelas gigantes azuis e nebulosas luminosas que se destacariam.
Segundo os cientistas, a pequena deformação observada abaixo e à direita do núcleo da galáxia da frente, batizada NGC 3314A, foi causada por um encontro com outra galáxia próxima, a NGC 3312, visível em imagens com ângulo mais amplo. Além disso, estudos dos movimentos do par de galáxias indicam que elas se mexem independentes uma da outra.
Estes alinhamentos são importantes para os astrônomos por permitirem o estudo das microlentes gravitacionais, fenômeno previsto pela Teoria da Relatividade de Einstein em que a luz de objetos distantes é deformada e ampliada ao passar por estruturas maciças a caminho da Terra.

Debate Rio+20

Debate 'A voz do professsor', no auditório do evento Humanidade 2012, atraiu centenas de pessoas ao Forte de Copacabana Foto: Gabriel de Paiva / O Globo


Debate 'A voz do professsor', no auditório do evento Humanidade 2012, atraiu centenas de pessoas ao Forte de Copacabana
Gabriel de Paiva - O Globo

Copacabana - Rio+20

Artista de rua na praia de Copacabana celebra com esculturas de areia a realização da conferência sobre meio ambiente Rio+20 Foto: Pablo Jacob / O Globo
Artista de rua na praia de Copacabana celebra com esculturas de areia a realização da conferência sobre meio ambiente Rio+20
Pablo Jacob - O Globo

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dinamarca-Portugal, 2-3

Pepe

Figura: Pepe

Que pena o segundo golo da Dinamarca! Até aí tinha sido enorme, poderoso! Só podia ser dele o primeiro golo de Portugal na prova. À semelhança, aliás, do que já sucederam contra a Turquia no Euro2008. O cabeceamento é fabuloso e a forma como procura a bola também. Recuperou bolas atrás de bolas, meteu a cabeça onde alguns temem meter o pé, ganhou praticamente todos os lances em que esteve envolvido. Beija o emblema, sente o país, é um exemplo de abnegação. Portugal precisa deste Pepe concentrado e sereno até ao fim do torneio.

A imagem do dia 13-06-2012

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A Venus Transit Over the Baltic Sea
Image Credit & Copyright: Jens Hackmann
Explanation: Waiting years and traveling kilometers -- all to get a shot like this. And even with all of this planning, a good bit of luck was helpful. As the Sun rose over the Baltic Sea last Wednesday as seen from Fehmarn Island in northern Germany, photographer Jens Hackmann was ready for the very unusual black dot of Venus to appear superimposed. Less expected were the textures of clouds and haze that would tint different levels of the Sun various shades of red. And possibly the luckiest gift of all was a flicker of a rare green flash at the very top of the Sun. The above image is, of course, just one of many spectacular pictures taken last week of the last transit of the planet Venus across the face of the Sun for the next 105 years.

Ikira Baru - "Contigo en la distancia" - Video - Musica


"Contigo en la distancia..."

domingo, 10 de junho de 2012

Curiosidades de nomes de lugares do Rio de Janeiro


Facchinetti, "Praia de Botafogo", 1868
Está em todos os livros de história e praticamente todo mundo sabe que São Sebastião do Rio de Janeiro foi batizada com este nome porque os portugueses adentraram na Baía de Guanabara e venceram a batalha contra os Tamoios no dia deste santo, quando caía uma chuva insessante. Mas muita gente não sabe a origem do nome de bairros onde moram ou frequentam e de outros lugares da cidade, que algumas vezes são termos curiosos e, que quase sempre estão ligados aos nomes de seus originais proprietários, pois na época da expansão da cidade esta estava dividivda em grandes fazendas e loteamentos particulares, à história do próprio desenvolvimento do local ou mesmo a fatos pitorescos e cômicos.
Seguindo o caminho dos bondes, que partiam do Centro em direção aos bairros que surgiam na expansão urbana da cidade, nossa primeira parada é a Lapa. O Convento de Santa Teresa passou a emprestar seu nome ao monte do Desterro, em cuja encosta foi instalado. Mas essa era uma pretensão do governador responsável pela construção do Aqueduto Carioca, os famosos Arcos da Lapa, que tinha vontade dar seu próprio nome ao monte, mas teve de contentar-se em batizar uma avenida recém aberta, que seria um dos novos acessos ao local. Ela está lá até hoje e ainda leva o nome de Gomes Freire.
Wiegandt, "Rua São Clemente", 1884
Outro importante ponto de parada dos bondes, puxados a burro ou elétricos que seguiam para a zona sul, era o Largo do Machado. A atual praça que leva este nome era antigamente a lagoa do Suruí e em sua margem havia um açougue. Para chamar a atenção da freguesia o comerciante pendurou à porta um enorme machado, símbolo bastante adequado às suas atividades. A lagoa, como tantas outras, foi aterrada e o açougue, extinto. Mas o nome pegou e perdura até hoje.
Algumas histórias curiosas explicam também o nome dado pela população a algumas das mais conhecidas praias do Rio. A do Flamengo, por exemplo, se chama assim devido a um grupo de marinheiros holandeses que se instalou durante algum tempo no local depois que toda tripulação se amotinou contra o cruel comandante do navio que os trouxera. Próximo à Praia do Flamengo existe o Morro da Viúva, que recebeu este nome em 1753 quando faleceu o Sr. Joaquim de Barros, deixando a propriedade para sua viúva. A praia de Botafogo tornou-se um conhecido balneário depois que a D. Carlota Joaquina lá mandou construir uma mansão que era usada como casa de praia.
Depois que a Família Real deixou o Brasil a casa foi adquirida pelo Marquês de Abrantes, que suprimiu o antigo nome de Caminho Novo de Botafogo e batizou com seu nome a rua que dava acesso à enseada de Botafogo, sobrenome de um grande proprietário de terras e chácaras no local. Outro grande proprietário de terrenos naquela parte da cidade era o Sr. Clemente de Matos, muito devoto do santo do qual havia herdado o nome. No estreito caminho que ligava as terras do Sr. Botafogo e do Sr. Clemente de Matos foi erguida, por iniciativa deste último, uma capelinha para São Clemente, o que deu origem à movimentada rua que vai da praia até o largo dos Leões. Em tempos idos, este local era uma chácara pertencente aos irmãos Marques Leão, em cuja entrada havia duas estátuas de leões que, além de ornamento, serviam para identificar a propriedade. Apenas o que restou daquele recanto foi o nome.

Parte II
A praia de Ipanema, hoje uma das mais disputadas pelos banhistas, surfistas e gente que frequenta o lugar somente pela badalação, custou a se tornar um "point", talvez por causa do significado de seu nome, de origem indígena, que quer dizer "água ruim para nadar e pescar". O crescimento do bairro só tomou impulso com a abertura da avenida Vieira Souto e das Praças General Osório e Nossa Senhora da Paz. Do outro lado do canal que fazia a ligação da Lagoa Rodrigo Freitas com o mar existia uma pacata fazenda, cujo último proprietário foi o francês Carlos Le Blum, que se desfez das terras em 1845. Somente em 1930 deu-se início a um loteamente nesta parte da restinga, cujo nome foi adaptado para Leblon.
A origem do nome da praia e do bairo do Copacabana não é nenhuma novidade, a história já foi contada até nas telas do cinema. Todos sabem que se refere à devoção por uma santa peruana cuja imagem foi achada na praia como que por milagre. A curiosidade está na adptação do nome, que de Kjopac Kahuana passou a Copacabana. Outra conversão curiosa é a do nome da ponta do Joá. Com o objetivo de isolar-se, o francês Laurence Anchois comprou terras muito distantes da cidade e logo o local foi batizado de Ponta do Anchois. A dificuldade de pronunciar o nome do francês fez com que os pescadores o rebatizassem para ponta do Chuá, o que foi encurtado e modificado no boca a boca, com o passar do tempo, para Joá.
No final do século XIX só era possível ir de um ponto a outro da cidade de bonde, apesar de muitos ainda se utilizarem de cavalos e charretes. Mas este foi um tipo de transporte bastante eficiente e utilizando-se dele qualquer um podia fazer um delicioso passeio por lugares paradisíacos do Rio, como visitar o espelho d'água da Lagoa Rodrigo de Freitas - mais um entre tantos locais que levam o nome de antigos donos - hoje tombado pelo patrimônio histórico. À margem da lagoa existia um bica que derramava água cristalina e que, acima do pedestal, trazia a inscrição "Fonte da Saudade". Era um ponto de parada para viajantes e para aqueles que cruzavam a cidade, tarefa não muito fácil naqueles dias. Os pescadores da região diziam que quem bebesse daquela água ali sempre voltaria, por isso a inscrição. A única lembrança da velha fonte hoje é o nome gravado na placa da rua paralela à margem da lagoa.
O bairro da Gávea é assim chamado pois, do alto da serra que culmina com uma elevações mais apreciadas do Rio de Janeiro - a Pedra da Gávea - tinha-se uma das vistas mais bonitas da cidade. A serra era procurada por aventureiros que quisessem apreciar esse panorama privilegiado, como se estivessem na gávea do mastro principal de um navio e, dessa comparação, surgiu o nome do bairro. A praia da Gávea, hoje praia de São Conrado, estava dentro das terras do Comendador Conrado Niemeyer, uma fazenda contígua a do senhor Le Blum. O comendador era devoto de São Conrado e em sua propriedade mandou construir uma igrejinha em homenagem ao santo, que ainda existe e encontra-se bem conservada. O nome foi herdado pelo bairro ali edificado depois do loteamento do imenso imóvel.
Para se chegar às terras do comendador era preciso subir e descer pelo o antigo Caminho do Céu, que seguia pelo sopé do Morro Dois Irmãos, pelo lado do mar, até a praia do Vidigal. No finalzinho do século XIX uma das empresas que explorava a circulação de bondes pela cidade iniciou a construção de uma linha férrea que passaria pelo local e seguiria até a Barra da Tijuca e depois até a fazenda de Santa Cruz, sendo o destino final Angra dos Reis. A disputa pela concessão de linhas fez com que a empresa abandonasse a obra, que foi retomada anos depois por iniciativa do colégio Anglo-Brasileiro, recém instalado na Chácara do Vidigal por volta de 1910. A continuação da estrada até a praia da Gávea foi feita em 1915 e paga pelo comendador Conrado Niemeyer. Desde então a estrada passou a ser conhecida como Avenida Niemeyer, um dos pontos turísticos da cidade.
Como se vê, a iniciativa privada sempre esteve à frente da prefeitura na melhoria de obras e serviços públicos. Outros dois nomes aos quais estamos muito acostumados também têm origem em curiosidades que estão ligadas a este pioneirismo de empresas particulares no Rio. A palavra "gari", que denomina o profissional que varre as ruas tem origem no sobrenome de Aleixo Gary, dono da primeira empresa de limpeza e conservação pública, mas de iniciativa privada. O bairro da Urca deve seu nome à empresa Urbanização Carioca, que aterrou e loteou (e batizou!) o bairro, concluindo uma obra que sucessivas prefeituras deixaram abandonada. E essa história de obras inacabadas, o carioca conhece bem.
Fonte: Rio Antigo by Camões; A paisagem carioca

A alegria da Alemanha.

Torcedores alemães comemoram a vitória sobre Portugal Foto: AFP

Torcedores alemães comemoram a vitória sobre Portugal
AFP

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A imagem do dia 08-06-2012

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When Venus Rises with the Sun
Image Credit & Copyright: Emil Ivanov
Explanation: This dramatic telephoto view across the Black Sea on June 6 finds Venus rising with the Sun, the planet in silhouette against a ruddy and ragged solar disk. Of course, the reddened light is due to scattering in planet Earth's atmosphere and the rare transit of Venus didn't influence the strangely shaped and distorted Sun. In fact, seeing the Sun in the shape of an Etruscan Vase is relatively common, especially compared to Venus transits. At sunset and sunrise, the effects of atmospheric refraction enhanced by long, low, sight lines and strong atmospheric temperature gradients produce the visual distortions and mirages. That situation is often favored by a sea horizon.