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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Texto - Depois da tempestade (Ou a parolice da Filomena)

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Naquela linda manhã de sol pálido, mas de sol, os sobreviventes iam imergindo, atónitos, ainda pálidos e surpresos de que Deus os não tivesse levado para um Inferno menos atroz do que aquele que, por milagre, tinham sobrevivido.

Chamas e fumo por todo o lado… passava-se por cadáveres inertes (claro)... Ninguém bolia, (claro)... e ninguem  sabia o que se tinha passado depois do intenso clarão que escondeu a luz do Sol.

Alem do que a visão humana alcançava, apenas destroços num horizonte azul-metalico…

E aquele ultra-som quase imperceptível, acompanhado de odores ácidos…

Sem duvida, algo ou alguém, tinha apoiado no botão nuclear. (tenho fortes duvidas que tenha sido a Filomena parola)…

Abrigar-se… Salve-se quem puder; mas onde?

Não havia mais solução para a vida…

Nem um navio acostado naquele porto, comandado por uma Amiga minha, nos podia salvar! Teria feito algumas milhas que já a radioactividade nos teria alcançado.

E a Filomena, palerma, sorria entre “yeaps, yeaps, yeaps…” como se na sua cretinice extrema fosse imune aos raios que a destrocem…  

Acordei.

Não foi desta vez!

28-11-2016

JoanMira      

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