2011-05-27

PAULO PORTAS, O LIBERAL-CONSERVADOR-SOCIAL-POPULISTA-RESPONSÁVEL-MODERADO-CENTRISTA-RADICAL...

O CDS é a favor do acordo da troika mas nem por isso. Diz que tem espaço de manobra. Logo se vê, portanto. Já governou mas nem se lembra. Nomeou muitos boys mas já se esqueceu. Até Celeste Cardona que, sem saber nada da poda, aterrou na CGD. Gastou em submarinos mas é contra o despesismo. O CDS é liberal-conservador-social-populista-responsável-moderado-centrista-radical. Tudo depende do barrete que fica melhor a Paulo Portas quando aparece na televisão.
O voto no CDS é uma espécie de voto em branco que elege deputados. Ou uma tripla para um governo: qualquer um lhe serve. Tem apenas uma mensagem: somos diferentes. Diferentes dos outros e deles próprios. Portas é sempre uma novidade, mais pelo fato que usa do que pela política. É como aquele anúncio de uma água gaseificada: "podíamos dizer que somos muita bons e tal... mas mudámos só o rótulo".
Mas o novo estilo centrista de Paulo Portas resulta. E assusta um PSD desnorteado. Prova disso é o anúncio da disponibilidade do outrora liberal Coelho em rever a lei do aborto. Para reagir ao CDS, o novo PSD encontrou o seu lugar: bem à direita de Portas. Mais extremista no combate ao Estado Social, igual em tudo o resto. Não percebe o verde Coelho que é no centro que os votos lhe estão a fugir para o CDS. Passos entusiasmou-se e foi radicalizando o discurso. Portas, camaleão como sempre, adaptou-se e deu ao seu partido um ar um pouco mais social.
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

"TRAFULHICE" NA CONTRATAÇÃO DE ROBERTO

AFINAL O GUARDA-REDES DO BENFICA NÃO CUSTOU 8,5 MILHÕES DE EUROS. PARTE DESSE DINHEIRO FOI DESVIADO PARA OUTROS FINS.
INDÍCIOS DE BURLA, BRANQUEAMENTO E FRAUDE FISCAL.
 
A época acabou mas Roberto continua na ordem do dia. Agora por causa de uma investigação da Polícia Judiciária de Lisboa que se transformou num processo autónomo que está nas mãos do DIAP de Lisboa, como se sabe coordenado pela procuradora geral-adjunta Maria José Morgado. Caso que é apenas um resultante de uma investigação alargada às transferências do Benfica.
Quarta-feira, a PJ fez buscas no Estádio da Luz e apreendeu toda a documentação relativa à transferência do guarda-redes Júlio César para o Benfica. Mas esta foi a segunda busca feita pela PJ ao Benfica. Há alguns meses, a PJ esteve na Luz precisamente por causa de Roberto, tentando cruzar a documentação com o resultado de muitas escutas realizadas.
conseguiu-se apurar que há a suspeita de que “parte significativa” dos 8,5 milhões de euros que o Benfica teve de dar por Roberto pode ter sido usada como prémio para o título conquistado pelo treinador em 2009/2010. Encontrando-se desta forma uma maneira de também fugir aos impostos. Este é um processo com características muito semelhantes ao da transferência de João Vieira Pinto para o Sporting, no qual o ex-jogador, José Veiga e Luís Duque foram recentemente pronunciados por crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal, com o Estado a declarar-se lesado em 3,2 milhões de euros. No caso concreto de Roberto, um eventual crime de burla terá como vítima o próprio Benfica, surgindo Luís Filipe Vieira, Jorge Jesus e o presidente do Atlético Madrid como potenciais autores dos crimes que estão a ser investigados.
Fontes próximas do empresário Jorge Mendes garantem que este apenas fez a ponte entre o Atlético Madrid e o Benfica. O clube da Luz pretendeu inicialmente contratar o guarda-redes De Gea – entretanto muito valorizado – e a seguir avançou para Asenjo – que chegou a ser examinado na capital espanhola pelos clínicos do Benfica –, mas as duas possibilidades goraram-se. Roberto tornou-se a grande “paixão” de Jesus. Na condição de amigo do CEO do Atlético Madrid, Miguel Ángel Martín, Mendes acabou por ajudar a que o negócio se consumasse. A mesma fonte garante que o agente nunca conversou com a sua assessora Bárbara Vara sobre transferências, isto a propósito de uma escuta onde se fala em “trafulhice” na contratação de Roberto.

2011-05-26

ANEDOTA: JOSÉ SÓCRATES E O JOÃOZINHO


José Sócrates, numa das suas múltiplas visitas a escolas, numa delas considerada escola-modelo onde foi distribuir uns computadores aos professores, resolve pôr um problema às criancinhas.
(Desta vez, parece que não houve casting prévio...)
- Meninos, tenho um problema para vocês resolverem. Quem acertar na solução ganha um computador que eu ofereço!!!
Então, é assim:
Um avião saiu de Amesterdão com uma velocidade de 800 km/h; a pressão era de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 ºC. A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 lugares para passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras, mas uma estava de folga.
A pergunta é... Quantos anos tenho eu?
Os alunos ficam assombrados.
O silêncio é total.
A professora fica estupefacta.
Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:
- 50 anos, senhor Engenheiro!
José Sócrates surpreendido fita-o e diz:
- Caramba! Acertaste em cheio. Vou dar-te o computador! Eu tenho mesmo 50 anos. Mas como encontraste esse número?
E Joãozinho diz:
- Bem, foi muito fácil. Foi uma dedução lógica, porque eu tenho um primo é meio parvo, e tem 25 anos...

METAFONIA ESTÚPIDA

Vão haver acórdos, dissestes bem

            Três erros, um talvez menos grave do que os outros, mas todos ferindo um qualquer ponto sensível da nossa alma. Com raiva. Porque são constantes, os media utilizam, as pessoas repetem a cada passo, brinca-se na revista com os dislates de cariz popular ajavardantes, e os erros gramaticais vão-se insinuando cada vez mais fundo na língua, a ponto de pessoas com responsabilidade intelectual os utilizarem.
            Perdoa-se facilmente o calão, é até “porreiro” e muito “bem” usá-lo, mas certos erros de acentuação ou de morfologia dão imediatamente a noção de deficiente estudo gramatical na escola, de falta de leitura, da permissividade ao erro como estratégia pedagógica.
            É o caso do plural “acordos” cuja sílaba tónica tenho ouvido tantas vezes com o aberto. De facto, há em português inúmeras palavras que alteram no plural o timbre da vogal tónica, caso de “ôsso”/“óssos”, “sôgro”/“sógros”, “jogo”/“jógos”. A esse fenómeno fonético se chama “metafonia”, e, para amenizar a leitura destas notas, lembro António Gedeão, e a primeira estrofe da sua “Impressão Digital”, expressiva do conceito de relatividade próprio da diversidade humana: “Os meus olhos são uns olhos. / E é com esses olhos uns / Que eu vejo no mundo escolhos / onde outros com outros olhos / Não vêem escolhos nenhuns.” No exemplo citado, a sílaba tónica do plural das palavras olho e escolho, pronuncia-se com o aberto.
            O mesmo não acontece com o plural de acordo, piolho, bolo, namoro, piloto, estojo, etc. Há imensos exemplos de excepção à regra da metafonia, como se pode ver, por exemplo, na gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”). Mas enquanto ninguém pensa em abrir o o tónico no plural de repolho, de lobo, de estojo, mais os outros exemplos citados, com o danado do “acordo” até advogados lhe abrem o o tónico no plural: acórdos. Não é. É acôrdos, acôrdos, acôrdos, irra! acôrdos!
            Os outros casos são constantes, ainda hoje ouvi na TVI o “vão haver” da nossa melancolia. Porque haver, significando existir, é um verbo impessoal, tal como nevar, chover, saraivar que ninguém pensa em conjugar nas várias pessoas, a não ser por metáfora: “vai haver”, “houve”, “haverá”, “há”, haja”, houvesse, “houver” ... ocasiões, factos, dias, tempestades, o que for, que esteja no plural, que serve de complemento directo e não de sujeito. É um verbo sem pessoa, sem sujeito, fica sempre no singular, como o il y a francês, il pleut, il tonne... É indigno esse erro!
            Bem assim a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, que nunca leva s, ao contrário dos outros tempos verbais, com o s de proveniência latina: tu comes, tu estavas, tu dirás, queiras tu se puderes.... Resulta de um tempo latino do sistema do perfeito que não leva s na segunda pessoa do singular: fecisti > fizeste; fuisti > foste; dedisti>deste; amavisti> amaste.
            E já agora: Na segunda pessoa do plural do mesmo pretérito perfeito, ao contrário de outros tempos verbais em “eis” (fazeis (vós), fazíeis, fizéreis, fareis, faríeis, fizésseis não é -steis- (vós) amásteis, fizesteis, comesteis, dançásteis, fôsteis, etc, mas (vós) amastes, fizestes, partistes, fostes, na segunda pessoa do plural, de sujeito vós (Latim amavistis, fecistis, fuistis...)
            Como é possível que não se insista em combater estes erros e tantos outros no ensino básico?
            A língua é algo de precioso que deveríamos cultivar com amor e não acanalhar como fazemos constantemente. Merece o nosso respeito, segundo os acordos com o fechado que devíamos aprender todos, tal como bebemos o leite materno da infância. Mesmo que os vamos adaptando aos acordos linguísticos próprios da evolução das línguas, ou dos interesses políticos, que, todavia, deverão preservar o bom senso e o bom gosto em função de valores como  a decência. Se é que esta ainda conta.
                                                                                                                 Berta Brás

2011-05-25

NOW, IT'S TIME TO SAY GOODBYE

PIN-UPS-WILL MURAI-1-
CIAO, CIAO, CIAO...

FUKUSHIMA: LA FRANCE CONTAMINEE

Tchernobyl bis repetita ?
La CRIIRAD publie ce jour la carte qui prouve que la France a été contaminée dès le 22 mars 2011 :
1/ les masses d’air contaminé par les rejets radioactifs de la centrale nucléaire de fukushima daiichi sont arrivées 2 jours avant la date indiquée par l’Institut de Radioprotection et de Sûreté Nucléaire (IRSN) ;
2/ elles ont affecté les trois quarts de la France (et non pas le seul sommet du Puy-de-Dôme) ;
3/ l’activité de l’iode 131 particulaire était plus de 20 fois supérieure à celle annoncée pour le 24 mars.
Ni l’IRSN, ni les grands exploitants du nucléaire, ne pouvaient l’ignorer. Omission involontaire (mais invraisemblable) ou délibérée… mais dans quel but ?
La CRIIRAD a saisi ce jour, le Premier ministre et le président de l’Autorité de Sûreté Nucléaire d’une demande d’enquête sur la chronologie des faits et les différents niveaux de responsabilités.
Plus d’information ci-dessous:
http://www.criirad.org/actualites/dossier2011/japon_bis/sommaire.html

2011-05-20

Bin Laden é encontrado no Mar... Morto...

VISTO NO EXCELENTE BLOGUE NOTAS VERBAIS
 

ANEDOTA CIGANA


Um azar nunca vem só...
Estava um cigano a circular na auto-estrada com o seu novo BMW último modelo, quando de repente um pneu se furou.
O cigano sai do carro, tira o macaco e começa a mudar o pneu...
Passado um minuto, chega um outro cigano que ao ver o compatriota a desmontar o pneu, sai do seu Renault Clio com um martelo e parte o pára-brisas do BMW dizendo:
- Despacha-te..., rouba lá os pneus, que eu roubo o rádio !!

2011-05-19

Artigo - Andorra - Visita sofrida à Andorra portuguesa

O empresário que não pensa regressar, a cozinheira que só quer ganhar umas coroas, o clube de alma lusitana que sonha chegar à UEFA e o supermercado com bacalhau e óleo Fula. Uma visita à Andorra portuguesa

Da janela do quarto andar do Hotel Diplomàtic vê-se o bar por cuja porta saíram apressados, pouco tempo antes, dois rapazes. Atravessaram a Avinguda de Tarragona - é avenida mas nem é muito - para esvaziar a bexiga junto a um pequeno parque de estacionamento. Ao lado, um baldio cercado por telas metálicas estava branco de neve. Temperatura abaixo dos zero graus. Os rapazes, aquecidos, vestiam t-shirt. Não havia gelo que lhes pegasse.

São quase quatro da manhã e Andorra La Vella, núcleo central do principado de Andorra, parece dormir. Num canal de vendas espanhol procura-se convencer os telespectadores que um computador portátil é a 13.ª maravilha do mundo e uma verdadeira pechincha. O bar em frente ao hotel já tem a porta fechada. Dos rapazes, nem sinal. Ninguém na rua.

Está frio em Andorra. Ainda a muitos quilómetros de autocarro...

Joel Dinis acordou às cinco da madrugada e, depois da viagem de comboio entre Aveiro e o Porto, já estará a pouco tempo de ver terminada a jornada de autocarro que começou, quase 20 horas antes, na portuense Praça da Galiza. De camioneta, para ir de Portugal a Andorra, mais de mil quilómetros, gasta-se quase um dia inteiro na estrada. "Vou três ou quatro vezes por ano", conta.

Em Andorra, a língua oficial é o catalão, mas uma comunidade portuguesa com quase de 14 mil pessoas torna o ambiente familiar. A crise já levou muita gente a regressar. Se o turismo resiste, a construção civil ressente-se da conjuntura económica. A emigração está praticamente encerrada - é tarefa quase impossível conseguir uma autorização para trabalhar em Andorra.

Há 18 anos, António Leão da Silva só queria lá ir comprar uma aparelhagem, uma máquina fotográfica e aprender a esquiar. Depois de um par de meses emigrado na Suíça e uma temporada em França na apanha da fruta, resolveu passar pelo principado antes do regresso a casa. Mas arranjou emprego, ganhou dinheiro e, quase duas décadas depois, ainda lá continua. Até já chegou a servir o rei de Espanha.

"Não há condições em Portugal para quem quer buscar a vida", desabafa, num sotaque musicado pelo castelhano. Uma "língua" partilhada por muitos dos que formam a comunidade portuguesa. Inúmeras palavras espanholas polvilham o discurso. António é dono do restaurante "Pa i Vi", já tem mais dois negócios em perspectiva e não pensa regressar a Portugal. Nem quando se reformar: "Tenho uma casa aqui, outra para férias na Costa Brava. Não vejo condições para voltar, tendo em conta o nível de vida que faço".

"Ai que saudades!", exclama Rita Moura, enquanto prepara "bocadillos" (sandes) e uma imensa feijoada à transmontana. Também há carapaus à espera de tratamento para o almoço. "Isto só é bom para férias. Minha rica cidade do Porto...", suspira a cozinheira gaiense que há quatro anos está em Andorra. O filho, Sérgio, cozinheiro como a mãe, chegou primeiro. Os pais, Rita e Delfim, seguiram-lhe as pisadas. "Quero voltar a Portugal, estou aqui para ganhar umas coroas", esclarece logo Rita.

Agostinho vai continuar em Andorra com a mulher e os dois filhos pequenos. Até porque as primeiras dificuldades de integração foram ultrapassadas. A presença de uma vasta comunidade portuguesa ajudou. A relação com os locais, com os andorranos, uma minoria dentro do próprio país, é mais complicada.

Ainda assim os emigrantes rejeitam a existência de xenofobia para com a comunidade lusitana. Concedem que, entre milhares de portugueses, há sempre quem arranje problemas e que isso, por vezes, poderá acarretar prejuízos à imagem da comunidade. António da Silva Cerqueira, presidente d' "Os Lusitanos", lembra-se bem do trabalho que deu apagar a conotação negativa da equipa "portuguesa" que disputa a primeira divisão de futebol de Andorra.

"Tinha má fama, pegava-se sempre com o árbitro", recorda. Agora, mais do que barafustar, o objectivo é garantir, pela primeira vez, a presença na Taça Uefa (através da conquista da Taça de Andorra). Apoio não falta.

Num principado onde é difícil andar na rua sem esbarrar num português, é uma equipa formada quase exclusivamente por craques nacionais (há apenas três "estrangeiros") que leva mais gente ao estádio, constata António José Fernandes - é o treinador Tozé. Funcionário numa empresa de construção civil e com uma paixão pelo futebol "desde garoto", recorda o sacrifício que os jogadores têm de fazer para, depois de uma jornada de trabalho, terem disposição para treinar. Sobretudo no Inverno, com temperaturas muito baixas: "Numa destas noites chegámos e o campo tinha 30 a 40 centímetros de gelo".

No supermercado de Maria Conceição não entra frio. Aos 46 anos, leva quase metade da vida em Andorra. Ninguém diria, ao entrar no Luso Shopping. Nas prateleiras há massas Milaneza, cerveja Sagres, óleo Fula e fumeiro de Montalegre. E bacalhau. Sempre o bacalhau. "Os portugueses buscam o que é nosso", garante a comerciante, que também tem clientes de outras nacionalidades. Os produtos são todos portugueses. Dá para matar as saudades. Voltar? "De momento é difícil. Então se não há emprego para os novos, quanto mais para nós". Crise por crise, em Andorra sempre se aguenta melhor.

O salário mínimo é de 900 euros e António Leão da Silva garante que pouca gente trabalhará por essa retribuição. O ordenado é sempre mais alto. Aliás, antes da crise ter chegado, um trabalhador da construção, com horas extraordinárias e serviço aos fins-de-semana, poderia chegar a arrecadar entre cinco e seis mil euros. Números que o estado actual da economia transformou em recordações.

"O nível de vida da comunidade portuguesa é bom", sublinha José Manuel Silva, conselheiro para as comunidades portuguesas em Andorra. Não admira, portanto, que quem tem um negócio e a vida estruturada em Andorra encare como difícil o regresso. As férias e fins-de-semana prolongados podem dar para matar as as saudades de Portugal.

Palavra do embaixador? Impossível. Informou o recepcionista, que para falar tinha de pedir autorização prévia ao Governo...

2011-05-18

Liga Europa: F.C. Porto-Sp. Braga, 1-0

Radamel Falcao castigou sem piedade um erro de Rodríguez e ofereceu a quarta glória europeia aos dragões; depois de Viena, Sevilha e Gelsenkirchen, Dublin .

Viena, Sevilha, Gelsenkirchen, Dublin. A Europa pode ter outros amantes, mas reserva uma atenção especial ao F.C. Porto. De cidade em cidade, qual peregrino imbuído da mais sagrada das convicções, os dragões somam conquistas, espalham temor e recolhem respeito. A Liga Europa acaba nas mãos certas, nas mais hábeis e venturosas.

Em Dublin tudo começou devagar, devagarinho. Como quem chega a casa tarde, a tactear o escuro, com medo de acordar quem não pode. O Porto sentiu o espartilho apertado do Braga, foi incapaz de se soltar e submeteu-se a uma vigília dolorosa. Dolorosa e dormente. Só em cima do intervalo, através do 17º voo triunfal de Radamel Falcao na prova, a história mudou de rumo e a letra passou a ser azul.