A partir de 1861, il devait commencer à abandonner les sujets historiques et s'intéresser au thème des courses de chevaux, coutume aristocratique importé d'Angleterre, que Géricault (1791-1824) avait traité avant lui. A Longchamp, qui venait d'ouvrir, Degas étudiera attentivement l'animation des champs de course - l'univers des jockeys, les préparatifs et le départ des courses... -. Il se lie dès 1862 avec Manet ("Portrait de Manet", 1864), mais ne rencontrera Monet et Renoir qu'en 1865 au Café Guerbois. De 1865 à 1870, il enverra chaque année ses oeuvres au Salon, avec succès. Après 1870, il cessera définitivement ses envois. Contrairement aux autres impressionnistes, Degas préfèrera toujours travailler à l'atelier et ne partagera ni leur goût de la campagne et du plein air, ni leur recherche sur la lumière naturelle qui était au coeur de leurs préoccupations. Bien au contraire, il se penchera sur les effets de la lumière artificielle (lampes à gaz). Sa mémoire visuelle lui permet de retranscrire précisément en atelier les sujets qu'il a observés, qu'il recrée dans une composition picturale voulue par lui. Degas revendiquait le droit de l'artiste à traduire ainsi sa volonté artistique, s'opposant en celà aux autres impressionnistes qui privilégiaient la spontanéité de la peinture sur le motif. Degas dira ainsi de son art : “ Aucun art n'est aussi peu spontané que le mien. Ce que je fais est le résultat de la réflexion et de l'étude des grands maîtres; de l'inspiration, la spontanéité, le tempérament, je ne sais rien...”, ou encore : "je ne veux pas perdre la tête face à la nature".
Epris de "modernité" et admirateur de la vie urbaine, Degas est un observateur sceptique et sans illusions, qui souvent cherche à exprimer dans ses tableaux l'incohérence, l'amèreté, l'insolite ou l'incompréhensible des situations. Pendant la guerre de 1870, Degas servira, comme Manet, dans la Garde Nationale à Paris. Après la Commune, il ira rendre visite à sa famille à La Nouvelle-Orléans, dont il ramènera le célèbre Bureau du coton à la Nouvelle-Orléans - 1873 Degas est co-organisateur de la 1ère exposition des Impressionnistes, et n'exposera plus que dans les expositions du groupe.
Degas vécut mal certaines mauvaises affaires de sa famille, quoiqu'il fut toujours à l'abri du besoin, et, surtout va être éprouvé à partir de 1870 par une maladie des yeux, qui ne fera qu'empirer, malgré les soins, jusqu'à une cécité totale, marquant la fin de son activité artistique, en 1911. D'un caractère difficle et solitaire, Degas vivra de plus en plus dans une certaine misanthropie, mais son activité artistique restera exceptionnelle : à sa peinture qu'il fera évoluer vers des scènes d'intérieur et le pastel, il ajoutera une oeuvre de sculpteur (et même une brève et intense oeuvre de photographe entre 1895 et 1896).
Degas est une personnalité trop indépendante pour pouvoir se fondre totalement dans le mouvement impressionniste. S'il en est historiquement une des pièces maîtresses, ce qui le lie au mouvement impressionniste, c'est bien plus son esprit frondeur, anticonformiste, son goût de la modernité et le désir d'une peinture contemporaine, que ses conceptions artistiques qui sont souvent en opposition avec celles des impressionnistes. Degas ne cessa toute activité artistique qu'à partir de 1911, lorsqu'il devint tout à fait aveugle.
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2012-08-12
Les grands peintres impressionnistes - Edgar Degas - 1834-1917
2012-08-11
Olimpíadas 2012 - Ouro para o Brasil!
LONDRES - O Brasil é bicampeão olímpico no vôlei feminino. Em mais uma prova de que sabem superar as adversidades, as meninas da seleção brasileira não se perturbaram com a derrota no primeiro set e, com uma atuação impecável nos sets seguintes, venceram os Estados Unidos por 3 a 1 na decisão em Londres (11/25, 25/17, 25/20 e 25/17) repetindo o placar da final de quatro anos atrás, em Pequim, também contra as americanas.
Seis jogadoras que foram ouro em 2008 se tornaram as primeiras mulheres bicampeãs olímpicas do país: Fabi, Fabiana, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa. Treinador no primeiro título olímpico do vôlei masculino (Barcelona-1992) e também na primeira conquista do feminino, José Roberto Guimarães chegou ao seu terceiro ouro em Jogos, um tricampeonato sem medalha, já que os técnicos não recebem a premiação.
A seleção brasileira começou muito mal a partida, e os EUA abriram 6 a 1 rapidamente. Desperdiçando muitos contra-ataques, o Brasil não conseguia reagir, foi para o segundo tempo técnico perdendo por 16 a 7. A preocupação com bloqueio americano também levou as brasileiras a atacar muitas bolas para fora. Mesmo com mudanças na equipe - Paula Pequeno e Adenizia nos lugares de Fê Garay e Thaísa, o time do técnico José Roberto Guimarães continuou facilmente envolvido, e perdeu o set em apenas 21 minutos.
O Brasil reagiu no segundo set. Com dois ataques de Jaqueline e um de Fernanda Garay, o time abriu 3 a 0, mostrando estar recuperado da péssima atuação na primeira parcial. Mesmo depois de os EUA equilibrarem a partida em 12 a 12, o Brasil não se desesperou. Pelo contrário, com uma sequência de pontos, abriu grande vantagem: 18 a 12. A partir daí, bastou confirmar seus ataques para fechar o set em 26 minutos e empatar o jogo.
Novamente, a equipe brasileira teve um bom início de set, abrindo 6 a 2. Por mais que se aproximasse, os EUA não passaram à frente no placar em nenhum momento na parcial. Com Fê Garay, Jaqueline e Sheilla inspiradas no ataque, o Brasil controlou a vantagem até fechar em 25/20, em 27 minutos, virando o jogo para 2 a 1.
O bom início foi mais uma vez o trunfo do Brasil no quarto set. Com 5 a 2 contra, o técnico dos EUA, o neozelandês Hugh McCutcheon teve de queimar cedo seu primeiro pedido de tempo. Não adiantou, e as brasileiras continuaram sobrando em quadra, novamente com Fê Garay vencendo o bloqueio adversário de toda maneira. No segundo tempo técnico, o Brasil já vencia por 16 a 10, e as meninas já não escondiam o sorriso de quem via o bicampeonato se aproximando. E com as americanas totalmente perdidas em quadra, o Brasil foi somando ponto atrás de ponto, até chegar ao título com um ataque de Fê Garay.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/olimpiadas2012/selecao-brasileira-feminina-de-volei-bicampea-olimpica-5763350#ixzz23GdcLsPoRelvas: "Está caladinho, senão levas no focinho!"
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, avisou o seu vice-presidente de que as críticas feitas por este ao ministro Miguel Relvas
"não se podem repetir".
Firmino Pereira, que é vice-presidente do PSD/Porto e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, defendeu a saída do Governo do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, por considerar que Miguel Relvas "está a fragilizar a imagem do Governo".
O ministro adjunto já está reformado. Miguel Relvas, de 51 anos, optou por suspender a sua pensão quando aceitou integrar o Governo liderado por Passos Coelho, dando cumprimento à lei que impede a acumulação de salários com pensões aos titulares de cargos políticos. A subvenção vitalícia de Relvas é de 2.800 euros por mês. No ano passado, a Caixa Geral de Aposentações pagou mais de 14 mil euros ao ministro adjunto a título de pensão vitalícia, um pagamento que foi suspenso quando tomou posse no actual Governo.
Ultima hora - importante declaracão de Paulo Portas: "Não me falem em submarinos..."
"...submarinos, não! Falem-me de problemas sérios e necessarios para a retoma (!) da Economia portuguesa:
Reducão dos elevados salarios portugueses, que impedem as empresas de terem mais lucro sem investir, reducão dos subsidios de férias e de natal que permitem aos Portugueses um consumismo desenfreado sem contrapartida laboral, fecho de escolas e hospitais, ja que a maioria dos Portugueses são "doutores" e não necessitam do ensino primario e que, segundo estatisticas do Instituto Dapreciacão Internacional Otario Terapeutico e Analfabeto (I.D.I.O.T.A.), os Portugueses estão todos bem de saude e não carecem de cuidados médicos, vivendo num Pais com excelentes condicões climatéricas, gracas, devo dizer, ao esforco dos nossos letrados politicos em geral e do CDS-PP em particular. Disfrutem das excelentes condicões do Pais e, por favor, não me envolvam em polémicas que poderiam travar o nosso desempenho. Obrigado. Submarinos? Não, não e não!"
JOANMIRA - Rio de Janeiro
Submarinos de Portas sumiram!
Num despacho de 4 de Junho, o procurador revela que «apesar de todos os esforços e diligências levadas a cabo pela equipa de investigação, o certo é que grande parte dos elementos referentes ao concurso público de aquisição dos submarinos não se encontra arquivada nos serviços [da Defesa], desconhecendo-se qual o destino dado à maioria da documentação».
De acordo com as informações avançadas pelo jornal, desapareceram os documentos com os registos das posições assumidas pela antiga equipa de Paulo Portas, que à data do negócio era ministro da Defesa.
O negócio foi concretizado em 2004, quando Durão Barroso era primeiro-ministro português e o actual ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, tutelava a Defesa nacional.
Nos últimos anos já tinha sido noticiado o desaparecimento de vários documentos deste processo. Agora, é a vez de o Ministério Público o admitir e a conferir outra dimensão ao problema.
Futebol, Dortmund, Benfica e arbitro de "tragédia"!!! - Video
Fotografia © João Girão/Global Imagens
Brasileiro Luisão envolveu-se com o juiz alemão. O encontro particular entre o Fortuna de Dusseldorf, da primeira divisão da Alemanha, e o Benfica foi interrompido aos 40 minutos de jogo por alegada agressão de Luisão ao árbitro da partida. Tudo aconteceu quando o juiz alemão se preparava para dar o segundo cartão amarelo a Javi Garcia, e o respetivo vermelho. Luisão dirigiu-se então ao árbitro e pelas imagens disponibilizadas dá a ideia que o brasileiro pode ter dado um empurrão ao árbitro, que se atirou para o chão quando sente o encosto.
Subitamente "ressuscitado", a partida ficou suspensa por alguns minutos, visto que o árbitro se dirigiu de imediato para os balneários. Algum tempo depois, contudo, o jogo foi oficialmente anulado.
Mexico, campeon olimpico!
Un error de la defensa brasileña fue aprovechado por Oribe Peralta, que con un disparo fuera del área venció a Gabriel para adelantar 1-0 a la Selección Mexicana Sub-23, antes de cumplirse el primer minuto de juego en la Final de los Juegos Olímpicos de Londres 2012. Sin embargo, a los 74 de tiempo corrido, el mismo delantero de Santos Laguna incrementó el marcador.
Aunque lo hace sin crear llegadas de peligro, la selección de futbol de México controla las acciones en el estadio de Wembley, donde vence 2-0 a Brasil tras los primeros 15 minutos.
En busca de aprovechar ese dominio y de presionar a la selección de México, el técnico brasileño Mano Menezes realizó su primer cambio, al minuto 32, con el ingreso de Hulk y la salida de Alex Sandro.
Con disparos fuera del área de Marco Fabián y de Carlos Salcido, la selección de México quiere reaccionar y quitarse el dominio de Brasil, que estuvo cerca de igualar gracias a Hulk, aunque José de Jesús Corona estuvo atento para desviar al minuto 38.
Tres minutos más tarde y luego de una buena jugada de conjunto, Marcelo sacó zurdazo potente dentro del área que se fue desviado de la puerta de Corona.
Ya en acciones del segundo tiempo, el cuadro 'Verdeamarela' presionó durante los primeros instantes de la parte complementaria, no obstante, al minuto 75, Marco Fabián lanzó un centro con dirección al manchón penal y de nuevo Peralta se hizo presente con el instinto de 'depredador' para lanzar el esférico al fondo del marco de Gabriel y así poner el 2-0 en el marcador.
En tiempo agregado, Hulk hizo gala de su fuerza y cruzó a Corona para descontar en los cartones, sin embargo, no fue suficiente para alcanzar al Tri, quien se coronó como Campeón Olímpico del torneo de futbol varonil por primera vez en su historia.
RECORD MEXICO
Football : La Ligue 1: il y aura Paris et les autres?
Honneur au champion. Sacré roi de Ligue 1 à sa propre surprise, Montpellier ouvre la saison de Ligue 1, dès ce vendredi soir à 21 heures contre Toulouse. Mais la grande attraction de la saison sera évidemment le Paris Saint-Germain armé comme jamais. Paris et les autres : le scénario semble écrit à l'avance mais la lutte promet d'être serrée à tous les étages de la Ligue 1.
1. Paris Saint-Germain hors catégorie
« Ça fait même bizarre pour le championnat de France » : Cédric Carrasso est comme beaucoup de ses collègues de Ligue 1, estomaqué par la force de frappe hors norme du PSG cette saison. Ibrahimovic, Thiago Silva, Lavezzi en attendant le petit dernier brésilien Lucas Moura en janvier : pour le gardien bordelais, il ne fait aucun doute que les Parisiens version Qatar « vont écraser la concurrence ».
Si le titre de champion sauf accident industriel semble promis aux joueurs de Carlo Ancelotti, la concurrence pour monter sur le podium s'annonce encore rude. Champion en titre, Montpellier n'a perdu qu'Olivier Giroud (Arsenal) mais devra se montrer à la hauteur de son nouveau statut et ne pas gaspiller trop d'influx dans sa première participation à la Ligue des Champions.
Avec les Héraultais, Lille qui a accéléré sa préparation pour être au rendez-vous du tour préliminaire de cette même Ligue des Champions affiche déjà une cohésion prometteuse. Sans leur prodige Eden Hazard mais avec Marvin Martin et Salomon Kalou, les Dogues sont à notre sens les outsiders numéro 1 du PSG. Il faudra aussi surveiller le Lyon d'un Yohan Gourcuff qu'on annonce de retour en forme, l'OM d'Elie Baup contraint à l'économie mais revanchard après une dernière saison ratée.
Tout en bas de l'échelle, les promus (Bastia, Troyes et Bastia) ainsi que Sochaux, Brest ou Ajaccio pour qui le couperet est passé près la saison dernière devraient lutter pour le maintien dans un championnat de plus en plus homogène.
2. Les Girondins dans la continuité ?
Hier matin devant la presse au Haillan comme dans nos colonnes, Francis Gillot est resté prudent pour son équipe des Girondins, d'autant qu'il doit composer pour commencer avec des absences (lire par ailleurs). « Je ne peux pas fixer d'objectif pour la saison. J'espère simplement qu'on débutera mieux que la dernière et qu'on passera le tour de Ligue Europa ».
Sans nouveau joueur ni départ d'importance jusqu'à aujourd'hui, Bordeaux bénéficiera au moins au début de l'atout de la stabilité et de la dynamique de la fin de saison dernière (6 victoires et 1 nul). « Faire aussi bien, ce serait déjà pas mal », annonce Gillot. C'est en tout cas ce que leur promet le pronostic réalisé par nos confrères franc-comtois du « Pays » auprès de journalistes des vingt clubs de L1, qui place les Girondins 5e derrière Paris, Lille, Lyon et Montpellier…
3. Les joueurs : Zlatan, Thiago Silva, Kalou…
Avec plus de 150 millions d'euros investis dans les transferts, il faut évidemment chercher les stars du côté du Parc des Princes. L'attaquant suédois Zlatan Ibrahimovic évidemment, dont les 14 millions (nets) de salaire annuel ont fait couler beaucoup d'encre. Mais pas seulement : son coéquipier Thiago Silva (ex Milan AC) considéré comme l'un des meilleurs défenseurs du monde.
Kalou (Chelsea) à Lille sera une autre tête d'affiche de la L1, dans le rôle tenu par Joe Cole la saison dernière, et il faudra suivre le nouvel attaquant de Montpellier, l'Argentin Herrera. Sans oublier ses coéquipiers Belhanda et Cabella, la valeur sûre Lisandro à Lyon ou le prometteur Hamouma qui va tenter de passer un cap à Saint-Etienne.
JO - Perche : Renaud Lavillenie champion olympique !
28 ans après Pierre Quinon, 16 ans après Jean Galfione, le Charentais Renaud Lavillenie, licencié à Clermont-Ferrand a remporté la médaille d'or du saut à la perche des jeux Olympiques de Londres. C'est grâce à un saut à 5,97 m, réalisé lors de son ultime essai que Lavillenie a devancé les Allemands Bjorn Otto (5,91 m) et Raphael Holzdeppe (5,91 m), qui prennent les médailles d'argent et de bronze.
Lavillenie, 25 ans, a battu le record olympique (5,96 m) et égalé sa meilleure performance de la saison.
Les grands peintres impressionnistes - Paul Cézanne - 1839-1906
Le milieu d'origine de Cézanne est celui de la bonne bourgeoisie provinciale . Son père, propriétaire à Aix-en-Provence d'une prospère fabrique de chapeaux, vivait cependant quelque peu en marge de la société aixoise: il n'était pas marié avec la mère de son fils, une de ses anciennes ouvrières, lorsque ce dernier naquit, en 1839, et ne légalisa sa situation que cinq ans plus tard, avant de s'établir comme banquier. Cezanne fit toutes ses études à Aix, acquérant une solide culture classique et se liant d'une profonde amitié avec quelques-uns de ses camarades de collège, au premier rang desquels Émile Zola, alors son confident le plus intime. Son père le destinait au droit, et il s'inscrivit à la faculté d'Aix en 1858. Sa vocation artistique était pourtant déjà suffisamment affirmée (il avait suivi les cours de l'école gratuite de dessin depuis 1857) pour qu'il songe à aller étudier la peinture à Paris. Il finit par obtenir de son père - qui subvient à ses besoins - l'indispensable autorisation pour un premier séjour parisien au printemps et à l'été de 1861, lors duquel il fréquente l'Académie Suisse, où il rencontre Pissarro et Guillaumin, mais échoue au concours d'entrée à l'Ecole des Beaux-Arts. Il revient à Aix travailler dans la banque paternelle, mais repart un an plus tard pour Paris où il se réinscrit à l'Académie Suisse. C'en est désormais fini des faux départs, des hésitations sinon du découragement devant les difficultés du métier : Cézanne, définitivement, a décidé d'être peintre. | Portrait de Paul Cézanne |
Les années suivantes, où il alterne les séjours parisiens, les retours à Aix et les voyages en Provence, le voient suivre le chemin d'un étudiant indépendant, mais aussi respectueux de l'apprentissage traditionnel. Il travaille sur le modèle à l'Académie Suisse, fréquente le Louvre où il remplit de nombreux carnets de croquis d'après les maîtres et copie plusieurs tableaux.
Il continue à fréquenter Zola, qui le soutient dans ses efforts, intellectuellement, moralement et même financièrement, et fait aussi la connaissance de Bazille, Renoir, Monet, Sisley. Par l'intermédiaire de Zola devenu l'ami de Manet, il rencontrera celui-ci en 1866.
| Les toutes premières oeuvres de Cézanne n'ont pas grand chose à voir avec celles de ses amis impressionnistes, dont il ne partage alors que l'ambition, le désir de nouveauté, et la révolte contre les normes académiques. Il est d'abord séduit par le romantisme de Delacroix, et fait entrer dans ses sujets et ses compositions les obsessions qui l'habitent. La violence dramatique de ses sujets est rendue par des couleurs sombres, comme dans "L'enlèvement" - 1867. Il peint aussi de nombreux paysages et portraits dans un style réaliste inspiré de Courbet. Cézanne étant un peintre autodidacte (il ne fera pas l'Ecole des Beaux-Arts et l'Académie Suisse ne dispensait pas de cours), sa peinture est alors moins homogène que celle de ses collègues impressionnistes, voire parfois maladroite. |
Cézanne, à partir de 1863, propose régulièrement des peintures au jury du Salon Officiel de Paris : elles y seront toujours refusées (à une exception près, un portrait, en 1882), malgré ses efforts et les appuis dont il pouvait disposer.
Ses tableaux dénotent déjà une grande diversité thématique : portraits, scènes historiques ou religieuses, natures mortes, paysages de Provence...
| Grâce à la pension paternelle, le jeune peintre n'a pas les mêmes problèmes d'argent que certains de ses amis (Monet, Renoir, Guillaumin). En 1869, Cézanne rencontre Hortense Fiquet, un modèle qui va devenir sa compagne, mais craignant que son père, un être particulièrement borné et sévère, ne désapprouve cette liaison et remette en cause sa pension, Cézanne la lui cache donc, de même que plus tard la naissance d'un fils, Paul, en 1872, dont l'existence ne sera découverte par son père, fortuitement, qu'en 1878. Cette situation bancale durera en fait jusqu'au mariage, en présence des parents, en 1886. |
Cézanne n'avait alors jusque là travaillé qu'en atelier, et il va suivre l'exemple de Pissarro et se consacrer surtout au paysage sur le motif. Leur collaboration sera très intense et bénéfique, Cézanne s'imprégnant de la manière impressionniste et confortant Pissarro dans sa volonté d'une composition spatiale plus construite.
Dans toutes les années qui suivirent, Cézanne entretiendra un dialogue permanent avec Pissarro et Guillaumin, avec lesquels il partage le souci d'une représentation exacte de la nature.
Pissarro obtint la participation de Cézanne à la première exposition impressionniste, en 1874 : ses œuvres y seront très mal reçues, et Cézanne refuse d'envoyer des toiles à la deuxième exposition, en 1876.
| Il s'y résout pour la troisième exposition, en 1877, où ses tableaux seront à nouveau mal accueillis par le public, qui les juge plutôt lourds et d'une facture grossière. Les critiques s'en prirent avec une violence particulière aux tableaux de Cézanne. Théodore Duret (1838-1927) écrit à ce sujet : "L'apport des novateurs en peinture ne s'est jamais produit, au XIXe siècle, sans soulever une opposition plus ou moins violente. Si les Impressionnistes étaient aussi maltraités à leur exposition de 1877, c'est qu'ils avaient atteint leur plein développement et qu'ils montraient réellement des œuvres d'un caractère différent de ce que l'on avait déjà vu. Cézanne était de tous celui qui excitait et devait exciter longtemps le plus d'horreur. On peut dire, pour caractériser l'opinion qu'on s'en formait, qu'il faisait l'effet d'un monstre, d'un ogre. Il avait mis du temps à pleinement se développer. A la première exposition de 1874, il envoyait "La Maison du pendu à Auvers", une œuvre déjà puissante, mais qu'il devait dépasser et qu'il dépassait en effet, en intensité de coloris et en originalité de facture avec "le portrait de M. Choquet" et les paysages exposés rue Le Peletier. " Cézanne, dégoûté et meurtri, cessera toute participation aux expositions impressionnistes. Il va prendre ses distances avec ses amis. |
A la fin des années 1870, Cezanne trouvera, plus tard que ses collègues, une forme achevée de peinture, son style personnel.
Cézanne est alors découvert: par ses anciens amis, qui ignoraient en fait beaucoup de son évolution, mais aussi par de jeunes artistes pour qui il est un point d'ancrage, une référence immédiate.
Petit à petit va naître et croître une reconnaissance, à l'origine surtout le fait de jeunes peintres, comme Émile Bernard ou Maurice Denis, qui voient en lui un maître autant qu'un précurseur, puis aussi de quelques rares critiques perspicaces, Gustave Geffroy, Thadée Natanson, Roger Marx, Rilke.
Sa participation au mouvement impressionniste, somme toute relativement mineure, compte moins que la place qu'il occupe entre le XIXe et le XXe siècle, entre d'une part le romantisme de Delacroix et le réalisme de Courbet, qui le marquèrent si fortement à ses débuts, et, de l'autre, les mouvements de la peinture contemporaine depuis le cubisme qui, à des degrés divers, se réclamèrent tous plus ou moins de lui.
| Il n'est pas sûr que le bruit fait maintenant autour de son œuvre aurait vraiment réjoui le Cézanne des dernières années, qui redoutait par-dessus tout qu'on le récupérât, qu'on lui mît “le grappin dessus”. La peinture fut pour lui avant tout un travail d'ouvrier, un travail solitaire, sauf à de rares moments, presque pénible, pratiqué sans interruption. De même le dessin, dont on oublie trop souvent qu'il s'agit d'un élément essentiel de son processus créatif. |
| Cézanne plaçait très haut les fins de l'art, voulant produire des tableaux “qui soient un enseignement”. Aussi ceux-ci sont-ils de plus en plus réfléchis au fur et à mesure qu'il vieillit, mûris dans l'introspection d'un artiste qui, cependant, se donnait comme premier maître la nature: “On n'est ni trop scrupuleux, ni trop sincère, ni trop soumis à la nature; mais on est plus ou moins maître de son modèle, et surtout de ses moyens d'expression”, écrivait-il en 1904. Cette tension entre la réalité objective et sa transposition esthétique est au cœur de sa démarche. Ainsi s'explique pourquoi Cézanne a pu être un modèle pour les générations qui l'ont suivi, alors même qu'elles employaient des chemins divers et contradictoires entre eux. |
"CEZANNE 2006 EN PROVENCE"
Aix-en-Provence
Aix-en-Provence
Paroles de "Cézanne peint" Album Hommage Michel Berger
Silence les grillons
Sur les branches immobiles
Les arbres font des rayons
Et des ombres subtiles
Silence dans la maison
Silence sur la colline
Ces parfums qu'on devine
C'est l'odeur de saison
Mais voilà l'homme
Sous son chapeau de paille
Des taches plein sa blouse
Et sa barbe en bataille
Sur les branches immobiles
Les arbres font des rayons
Et des ombres subtiles
Silence dans la maison
Silence sur la colline
Ces parfums qu'on devine
C'est l'odeur de saison
Mais voilà l'homme
Sous son chapeau de paille
Des taches plein sa blouse
Et sa barbe en bataille
Cézanne peint
Il laisse s'accomplir la magie de ses mains
Cézanne peint
Et il éclaire le monde pour nos yeux qui n'voient rien
Si le bonheur existe
C'est une épreuve d'artiste
Cézanne le sait bien
Il laisse s'accomplir la magie de ses mains
Cézanne peint
Et il éclaire le monde pour nos yeux qui n'voient rien
Si le bonheur existe
C'est une épreuve d'artiste
Cézanne le sait bien
Vibre la lumière
Chantez les couleurs
Il y met sa vie
Le bruit de son coeur
Et comme un bateau
Porté par sa voile
Doucement le pinceau
Glisse sur la toile
Et voilà l'homme
Qui croise avec ses yeux
Le temps d'un éclair
Le regard des dieux
Chantez les couleurs
Il y met sa vie
Le bruit de son coeur
Et comme un bateau
Porté par sa voile
Doucement le pinceau
Glisse sur la toile
Et voilà l'homme
Qui croise avec ses yeux
Le temps d'un éclair
Le regard des dieux
Cézanne peint
Il laisse s'accomplir le prodige de ses mains
Cézanne peint
Et il éclaire le monde pour nos yeux qui n'voient rien
Si le bonheur existe
C'est une épreuve d'artiste
Cézanne le sait bien
Quand Cézanne peint
Cézanne peint
Il laisse s'accomplir le prodige de ses mains
Cézanne peint
Et il éclaire le monde pour nos yeux qui n'voient rien
Si le bonheur existe
C'est une épreuve d'artiste
Cézanne le sait bien
Quand Cézanne peint
Cézanne peint
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