2012-11-03

Texto: A mentira

A mentira faz parte da nossa vida; somos todos mentirosos, a diversos titulos; todos a aplicamos no nosso dia a dia, até porque ela é essencial às relações humanas; paradigmática, ela exerce-se nas relações entre Estados, como entre seres humanos. 

Posto isto, a mentira deve ser qualificada a diversos graus de objectividade; 

Existe a mentira por omissão simples; aquela em que o nosso cérebro cansado aceita, com automatismo, todo e qualquer facto dito adquirido que não deturpe a verdade fundamental. 

Existe, também, a omissão dolosa: aquela em que o nosso espírito, sabendo da inveracidade dos factos, deles se serve com premeditado e cúmplice interesse.
 
Existe, por fim, a mentira patológica: quem a pratica, tampouco pode ser considerado deturpador, porque o próprio não tem condições psicológicas nem para ajuizar da “peta”, nem para perceber da sua interpretacão. 

Temos todos os dias na comunicação social vários exemplos desta omissão dolosa ou patologica; “o autor não mentiu, o espectador é que é surdo ou um tanto analfabeto!”. Aquilo que ele ouviu naquele momento, passados alguns momentos, com a poluição dos ruídos do Mundo, transformou-se naquilo que quis ouvir. 

Tanto tenho eu pensado ouvir todas estas formas de assercões que decidi ir consultar um especialista, não tenha eu “conquistado” um cancro nas orelhas! 

Mas passemos sobre estes casos benignos; é de difícil compreensão a mentira permanente, insistente e patológica em que o mentiroso tende a fazer crer que é mais esperto que o interlocutor, tentando-o reduzir a analfabeto; quem a recebe, o tal “analfabeto” reduz-se ao que anteriormente foi dito, por conforto para evitar conflitos ou na esperanca de tentar compreender um espírito superior ao seu. 

Mas, para quem é das classes populares e perceba o que se trama e que deteste as injustiças, pode-lhe vir ao espírito a imagem do século XIX, do Bordalo Pinheiro:…. 

Sem ir tão longe, e na gíria actual, também pode apetecer dizer em voz muito alta: FOD@-SSE!!! 

Rio de Janeiro, 16 de Outubro de 2012 

JoanMira. 

 

2012-11-01

Foto - Elisa

Elisa (ou Garriguette, ou Charlotte Aux Fraises)
- uma neta -
JoanMira 

Vasco Lourenco: "Por este andar, havera violência"


Vasco Lourenço acusa o Governo de estar a empobrecer o país de forma «intencional» e ao serviço do capital financeiro internacional, o que classifica de «criminoso».
«É criminoso. Na minha opinião, não é falta de competência, porque eu não quero acreditar que eles [o governo] sejam tão estúpidos que não percebem que assim não atingimos a recuperação mantendo o bem-estar da população», afirma.
Em entrevista à agência Lusa, o «capitão de Abril» mostra-se convicto de que o empobrecimento do país é intencional, fruto de uma ideologia neoliberal que quer «empobrecer o povo, provocar desemprego, criar a situação de terra queimada para a seguir tentar plantar de novo começando quase do zero».
Para Vasco Lourenço, a prossecução desta política vai gerar situações «absolutamente degradantes», como o aumento dos suicídios, da emigração e a destruição do país.
«Por isso, não os considero absolutamente nada patrióticos. Estarão ao serviço do capital financeiro internacional. Ao serviço do nosso país eu penso que não estão».
Na lógica do destruir para plantar de novo, o responsável não tem dúvidas de que os novos «agricultores» seriam empresas estrangeiras, uma vez que já se está «a vender ao desbarato e a retalho o país».
Vasco Lourenço lamenta que o Governo diga «ufanamente que as exportações estão a aumentar e encubra que a grande fatia das exportações é o ouro que está a ser comprado às pessoas» e que depois é fundido e exportado.
O «capitão de Abril» não tem dúvidas de que Portugal está mais perto da ditadura do que da democracia.
«Quando pegamos na Constituição e dizemos, como disse Miguel Relvas aqui há uns tempos, que em momentos de crise a constituição é um ‘fait divers’, um pormenor, quando o Tribunal Constitucional toma determinadas atitudes e o executivo não liga, quando se defende abertamente que se devia acabar com o Tribunal Constitucional, porque o Governo deve estar acima de tudo isso, são situações de ditadura e não democracia».
O «ditador» é, na opinião de Vasco Lourenço, o «capital financeiro que está cego pelo lucro intensivo e imediato e não vê que está a matar a sua própria galinha dos ovos de ouro».
Mas alerta que «vem aí a revolta dos escravos» e que por este andar haverá violência.
«Eu só espero que quer as forças de segurança quer as forças armadas não aceitem ser instrumentos de repressão perante a população quando ela se revoltar, porque provavelmente os ditadorezinhos vão tentar impor a sua vontade».
Lusa/SOL

Nem um só Governo de coligação resistiu à crise

A primeira AD resistiu 2 anos e 8 meses após a morte de Sá Carneiro. Freitas do Amaral precipitou queda. CDS ficaria duas décadas na oposição ©Lusa
Falta de entendimento e situação económica forçaram queda das alianças governativas antes do tempo. Lições da história assombram futuro de Passos Coelho e Paulo Portas.
Antes do actual Executivo, as quatro alianças partidárias criadas desde 1976 em Portugal deram origem a sete governos de coligação. Nenhum deles cumpriu o mandato de quatro anos na íntegra. A maioria PSD-CDS, liderada por Passos Coelho, tem pela frente o desafio de ser a primeira excepção a confirmar a média do fim das coligações aos três anos de ‘casamento’.
Dos partidos do arco do poder, o PSD é o mais experiente em governar em conjunto. Em 36 anos de democracia, por nove vezes formou Governo, com o PS ou com o CDS. Apenas nos três mandatos (10 anos) de Cavaco Silva governou sozinho. O PS, pelo contrário, tende a governar sozinho. O partido que venceu as primeiras legislativas da nova era constitucional foi sete vezes convidado a formar governo: só em dois momentos fez coligação com outro partido.
Primeiro, em 1978, Mário Soares convoca o CDS de Freitas do Amaral para um acordo que não durou mais de oito meses; da segunda vez, em 1983, convida o PSD de Mota Pinto a criar um Bloco Central para enfrentar o FMI_e o povo na rua a protestar contra a austeridade. As tentativas de entendimento de Soares e Mota Pinto não chegaram para evitar a queda do Governo em 85. Foi «a coligação mais necessária» da história das coligações, admite Ângelo Correia, ex-ministro e ex-dirigente do PSD.
António Costa Pinto, politólogo, recorda que «a coligação à esquerda foi grande impossibilidade da democracia portuguesa», para explicar o diferencial entre o PS e o PSD. «À direita as coligações foram-se sucedendo porque o sistema eleitoral não favorece maiorias absolutas».
O PSD chamou o CDS para o poder três vezes. Em 1980, Francisco Sá Carneiro toma posse num Governo de maioria de direita com Freitas do Amaral no segundo lugar da hierarquia. A coligação corria bem até à morte de Sá Carneiro. O então ministro adjunto, Francisco Pinto Balsemão, foi o nome encontrado para chefiar os dois Governos que tentaram segurar a AD: acabou por pedir a demissão em todos eles com base nos desentendimentos entre os dois partidos e nos pedidos de remodelações que não se concretizaram.
Ângelo Correia, que foi ministro da Administração Interna no segundo Governo de Balsemão e tem criticado o actual Governo, reconhece que a primeira AD foi «a mais coerente mesmo considerando aquelas que são as potencialidades e vulnerabilidades das coligações».
O_CDS ficaria 20 anos fora do poder. Até que, com Paulo Portas na liderança, os centristas aproveitaram a falta de maioria absoluta de Durão Barroso. A aliança de direita sobreviveu três anos, um dos quais com Pedro Santana Lopes à frente do Governo depois da saída de Barroso para a presidência da Comissão Europeia.
Ainda à direita, Portas e Marcelo Rebelo de Sousa ensaiaram uma coligação em 1998 com vista às eleições do ano seguinte: as europeias, em Abril, e as legislativas, em Outubro. O acordo não chegou a avançar e António Guterres foi reeleito.
ricardo.rego@externo.sol.pt

Guerra na Europa é "inevitável"

Vasco Lourenço

O "capitão de Abril" Vasco Lourenço considera que uma guerra na Europa é inevitável, se esta se continuar a "esfrangalhar", e defende a rápida saída de Portugal do Euro, preferencialmente em conjunto com outros países na mesma situação.
"A Europa vai esfrangalhar-se, vem aí a guerra inevitavelmente", disse, referindo--se à "destruição do estado social" e à "falta de solidariedade que está a haver na Europa".
O presidente da Associação 25 de abril, em entrevista à agência Lusa, recordou que a Europa tem atravessado o maior período de paz da sua história, desde a Segunda Guerra Mundial, o que só foi possível graças à conquista pelos cidadãos do direito ao Estado social, à proteção, à saúde, à educação e à segurança social.
Recorrendo à fábula da rã que é cozida sem dar por isso, porque está dentro de uma água que vai aquecendo aos poucos, Vasco Lourenço não tem dúvidas de que é preferível a rutura do que "deixarmo-nos cair no abismo para onde este Governo e a Europa nos estão a atirar".
Como alternativa aponta a saída atempada e programada da União Europeia e do euro, manifestando esperança de que haja condições para Portugal ser capaz de se ligar a outros países nas mesmas circunstâncias e tentarem encontrar soluções coletivas.
"Se possível seria ideal sairmos com outros países, porque as dificuldades serão muito maiores se sairmos isolados. Agora se houver um conjunto de países que estão em dificuldades que se unam e concertem a sua saída do euro, é capaz de ser muito melhor e dá-nos a possibilidade de darmos a volta por cima".
DN

Índia: tempestade obriga à retirada de cem mil pessoas

Inundações na Índia (Reuters)

Uma tempestade tropical está a afetar o sul da Índia, com fortes chuvas e ventos, que obrigaram à retirada de mais de 100 mil pessoas.

A tempestade, que atingiu o território indiano na quarta-feira, provocou o encalhe de um petroleiro com 37 tripulantes, em Chennai, no Estado de Tamil Nadu, dos quais um morreu afogado depois de o bote salva-vidas onde se encontrava ter virado, estando outros seis desaparecidos, segundo a agência noticiosa Press Trust of India.

A mesma agência deu também conta da morte por afogamento de um homem de 46 anos ao escorregar num cais para o mar e de outras duas mortes no Sri Lanka.

2012-10-31

Deputados insultados à saída do Parlamento

Deputados insultados à saída do Parlamento

Munidos de "very light", um grupo de estivadores impediu a saída de muitos deputados da Assembleia da República, após a votação do OE 2013.
Os deputados tentaram abandonar o Parlamento pela porta lateral, como habitualmente. Porém, perante o protesto dos trabalhadores dos portos, foram obrigados a recuar e a percorrer vários corredores, para chegar à outra porta lateral.
No exterior, apercebendo-se da movimentação, o grupo de estivadores dividiu-se e travou de novo a intenção de saída dos políticos. Só com a ajuda do contigente da PSP se pôde então sair da Assembleia, sob fortes apupos dos estivadores.
Milhares manifestantes concentraram-se em frente à Assembleia da República, desde que o Orçamento de Estado de 2013 foi aprovado, pelas 15 horas, e foram vários os movimentos que protestaram contra a proposta orçamental. Neste momento, a CGTP já terminou o protesto.
Junto à escadaria do Parlamento eram visíveis muitos elementos da organização do protesto do dia 15 de Setembro, "Que se lixe a Troika", da CNA (Confederação Nacional de Agricultores), dos Indignados, Precários Inflexíveis e manifestantes da CGTP, que incluíram a marcha da Função Pública.
"Estão a vender Portugal" ou "queremos um Governo que saiba governar" eram algumas das frases visíveis nos cartazes empunhados", secundados por canções de intervenção que saíam do sistema de som do movimento "Que se lixe a Troika".
JORNAL DE NOTICIAS

Foto - Meyya

"Meyya"
(uma neta)
JoanMira

Foto - "la alegria en sus ojos"

"La alegria en sus ojos"
Cuba - 29-10-2010
JoanMira