2015-10-15
Portugal. Vers un gouvernement anti-austérité ?

Malgré la victoire de la droite aux élections législatives, le prochain gouvernement portugais pourrait être… de gauche.
Même si la coalition de droite au pouvoir à Lisbonne (PSD et CDS-PP) a nettement remporté les élections législatives du 4 octobre, elle est loin – avec seulement 38 % des votes – d’atteindre la majorité parlementaire.
De fait, le reste du Parlement portugais sera presque exclusivement constitué de députés du Parti socialiste (PS) et de la gauche radicale. Une situation nouvelle qui a ouvert une période de tractations entre les différentes formations politiques.
Le président Aníbal Cavaco Silva et l’actuel Premier ministre Pedro Passos Coelho, tout deux membres du Parti social-démocrate (PSD), ont rapidemment réagi en faisant, dès le lendemain des élections, un appel du pied au PS pour former un gouvernement au centre. C’était sans compter avec la pression de la gauche de la gauche, qui a totalisé près de 20 % des votes et qui menace, selon un article du journal portugais Público, “de bloquer tout gouvernement qui défendrait l’austérité”.
Un gouvernement de gauche
António Costa, le leader du PS, qui pourrait finalement former un gouvernement marqué à gauche, a rencontré le Parti communiste portugais (PCP) le 7 octobre et s’entretiendra avec le Bloc de gauche (BE) le 12 octobre prochain.
“[António] Costa et Jerónimo [de Sousa, PCP] mettent la droite sous pression” titrait le 8 octobre Público. Le leader du PCP a ainsi garanti à António Costa qu’il “rendrait viable un gouvernement PS” et que “le PCP est prêt à assumer toutes les responsabilités, y compris au gouvernement” .
Le Parti socialiste s’est montré beaucoup plus prudent dans ses déclarations, expliquant que c’était “au PCP et au BE de démontrer l’existence de conditions pour un gouvernement de gauche majoritaire”.
Courrier International - France
Astronomy picture of the day - 2015 October 15 - M16 and the Eagle Nebula
Image Credit & Copyright: Jimmy Walker
Explanation: A star cluster around 2 million years young surrounded by natal clouds of dust and glowing gas, M16 is also known as The Eagle Nebula. This beautifully detailed image of the region includes cosmic sculptures made famous in Hubble Space Telescope close-ups of the starforming complex. Described as elephant trunks or Pillars of Creation, dense, dusty columns rising near the center are light-years in length but are gravitationally contracting to form stars. Energetic radiation from the cluster stars erodes material near the tips, eventually exposing the embedded new stars. Extending from the ridge of bright emission left of center is another dusty starforming column known as the Fairy of Eagle Nebula. M16 and the Eagle Nebula lie about 7,000 light-years away, an easy target for binoculars or small telescopes in a nebula rich part of the sky toward the split constellation Serpens Cauda (the tail of the snake).
2015-10-14
Astronomy picture of the day - 2015 October 14 - A Gegenschein Lunar Eclipse
Image Credit & Copyright: Petr Horálek; Rollover Annotation: Judy Schmidt
Explanation: Is there anything interesting to see in the direction opposite the Sun? One night last month, there were quite a few things. First, the red-glowing orb on the lower right of the featured image is the full moon, darkened and reddened because it has entered Earth's shadow. Beyond Earth's cone of darkness are backscattering dust particles orbiting the Sun that standout with a diffuse glow called the gegenschein, visible as a faint band rising from the central horizon and passing behind the Moon. A nearly horizontal stripe of green airglow is also discernable just above the horizon, partly blocked by blowing orange sand. Visible in the distant sky as the blue dot near the top of the image is the star Sirius, while the central band of our Milky Way Galaxy arches up on the image left and down again on the right. The fuzzy light patches just left of center are the Large and Small Magellanic Clouds. Red emission nebulas too numerous to mention are scattered about the sky, but are labelled in a companion annotated image. In the image foreground is the desolate Deadvlei region of the Namib-Naukluft National Park in Namibia, featuring the astrophotographer himself surveying a land and sky so amazing that he described it as one of the top experiences of his life.
2015-10-13
Antonio Costa esta a negociar um governo de esquerda

António Costa considera que está em “melhores condições do que a direita para assegurar a formação de um governo que seja estável para os próximos quatro anos”. E também garante que “uma mudança política” “criará certamente melhores condições para a estabilidade política, para a estabilidade social, paria a criação de condições de investimento, crescimento e recuperação do emprego”.
As declarações foram feitas à Reuters pelo líder do PS que garantiu que as conversas com o PCP e o BE “tomam por base o programa do PS, com as propostas que, uns e outros, têm proposto acrescentar e com a correcção de algumas das medidas". E conclui: "Aquilo que é claro, e que pode ser surpresa para muitos porque de facto é novo, é de, pela primeira vez, haver um governo que corresponda à maioria de esquerda que existe hoje no parlamento, sem pôr em causa o funcionamento das regras europeias".
Costa diz mesmo que o compromisso com a participação na Europa e na zona euro é uma “linha vermelha”, assegurando: “O PS é o partido mais pró-europeu que existe em Portugal desde sempre e creio que para sempre".
As declarações surgem numa altura em que se associa às reuniões à esquerda dos últimos dias alguma instabilidade nos mercados. Em sua defesa, o líder socialista refere que “o programa do PS é conhecido há muitos meses e toda a gente o considerou um programa muito inovador porque propunha de forma responsável virar a página da austeridade, mantendo o cumprimento das regras em vigor na zona euro e designadamente a trajectória acordada para as reduções do défice e da dívida".
“Há todos os motivos para se encarar, não só com tranquilidade, mas com esperança, uma mudança política que se venha a concretizar em Portugal”, afirma o secretário-geral do PS ao mesmo tempo que argumenta que isso “criará certamente melhores condições para a estabilidade política”.
Ionline - Portugal
Astronomy picture of the day - 2015 October 13 - The Elephant's Trunk in IC 1396
Image Credit & Copyright: J.C. Canonne, P. Bernhard, D. Chaplain & L. Bourgon
Explanation: Like an illustration in a galactic Just So Story, the Elephant's Trunk Nebula winds through the emission nebula and young star cluster complex IC 1396, in the high and far off constellation of Cepheus. Of course, the cosmic elephant's trunk is over 20 light-years long. This composite was recorded through narrow band filters that transmit the light from ionized hydrogen, sulfur, and oxygen atoms in the region. The resulting image highlights the brightswept-back ridges that outline pockets of cool interstellar dust and gas. Such embedded, dark, tendril-shaped clouds contain the raw material for star formation and hide protostars within the obscuring cosmic dust. Nearly 3,000 light-years distant, the relatively faint IC 1396 complex covers a large region on the sky, spanning over 5 degrees.
Mariana Mortagua: Adeus Passos!

Não sabemos como vão acabar as negociações desta semana entre o PS e os partidos à sua esquerda. Mas uma coisa sabemos: o momento é histórico e a hipótese de uma alternativa estável que proteja salários, pensões e o emprego vale o risco. Não douremos a pílula, mas também não vale a pena fingir que ela não existe. O que une neste momento PS, Bloco e CDU são preocupações comuns e a vontade, até agora expressa, de romper com o ciclo de empobrecimento do país.
Sim, é legitimo tentar. O tempo do bloco central acabou e todos os partidos devem, em respeito pelos seus compromissos eleitorais, assumir as suas responsabilidades. O Bloco de Esquerda é o segundo partido mais votado da maioria eleitoral que rejeitou o empobrecimento estável que a Direita tem para oferecer. E cada voto será útil para cumprir esse propósito.
O que não me parece legítimo é que o quarto partido com assento parlamentar ache que pode reivindicar para si a vice-liderança do Governo, enquanto diz ao terceiro partido que esse, porque é de Esquerda, não tem legitimidade para participar em soluções políticas. O que não me parece legítimo é que a Direita tenha mais legitimidade para governar em minoria do que um PS com apoio parlamentar maioritário.
Deixemo-nos de rodriguinhos. A hipótese de largar o poder incomoda a Direita, a probabilidade do Bloco ou do PCP participarem numa solução aterroriza-os. Por isso jogam com todas as armas que têm.
A liderar o pelotão vai Cavaco Silva, o presidente da República mais preocupado em defender a sua área política que em garantir o cumprimento da Constituição. Atrás de si há muito por onde escolher, mas vale a pena destacar o líder da UGT, Carlos Silva, a quem volta a faltar a vergonha, ao ponto de declarar apoio aos partidos campeões do ataque aos direitos do trabalho e que têm como plano mais ou menos tácito acabar com as organizações sindicais.
Vivemos tempos interessantes, serão duros. Há dois caminhos e duas linguagens, a do medo e a da esperança.
DEPUTADA DO BE
2015-10-12
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