Segundo a tradição é sinónimo de ouvir muito bem. Esta tradição está, aliás, explícita na peça Frei Luís de Sousa, onde a personagem tuberculosa ouve claramente melhor do que as restantes personagens saudáveis
Carthage (ou Cartago) foi fundada pelos fenícios, no século 12aC., tornou se uma potência devido à localização costeira no Mar Mediterrâneo e chegou a ser destruída pelos romanos durante as Guerras Púnicas. Anos depois, os próprios romanos reconstruíram a cidade que foi novamente destruída quando tomada pelos muçulmanos. As ruínas desta antiga cidade, localizada na atual Tunísia, recebe todos os anos milhares de turistas.
Ao longo de sua história, foi, por diversas vezes, arruinada pelas cheias do Cávado. Desde a altura da tragédia de Entre-os-Rios, quando todas as pontes da região foram vigiadas para certificar a sua segurança, tem o trânsito interdito a veículos pesados.
À meia noite do dia de Páscoa, a ponte é invadida por um mar de gente, que para lá se desloca para cumprir a tradição do Ovo na Ponte.
“Aquele que, à meia-noite do dia de Páscoa, sobre ela comer um ovo cozido, passará todo o ano sem ser acometido de dores de cabeça”, reza a lenda.
Diz a voz do povo que as cascas do ovo devem ser lançadas sobre o leito do Rio Cávado para que se cumpra a profecia popular.
Com ou sem superstição, a verdade é que os ovos cozidos tomam conta do tabuleiro da ponte.
A ocasião é de festa e celebração, uma tradição suis generis que dá o mote para momentos de alegria e confraternização, encontros de velhos amigos e conversas que se estendem pela noite dentro.
A ponte, em estilo românico, em aparelho de granito, é constituída por nove arcos (5 ogivais e 4 redondos).
Constitui-se em uma pontemedieval. O seu nome, "porto" é uma palavra do arcaico Galaico-português com o significado de "ponto de passagem".
As primeiras travessias de que se tem registo nesta zona do rio, foram a da Via Nova, mais conhecida por Geira, feitas por barcas numporto local. Acredita-se que posteriormente aqui foi construída uma ponte.
A ponte atual foi construída na Idade Média. Até à data da construção da ponte de Prado, foi a única ponte existente no baixo Cávado a atravessar o rio.
A ponte, em aparelho de granito, é constituída por onze arcos desiguais e um tabuleiro, estreito e irregular, com dois metros e oito decímetros de largura, entre muros de vedação, e cento e cinquenta metros de comprimento. Possui fortes talhamares a montante e tímpanos vazados nos elementos centrais.
De acordo com a lenda local, esta ponte foi construída para poder conquistar as terras da outra margem do rio, pelos homens numa única noite, com pedras trazidas pelas mulheres que vinham de Terras de Bouro, a cerca de 30 quilómetros da zona.