2011-08-10

Portugal entra a vencer no Mundialito de futebol de praia

A Seleção Nacional de futebol de praia entrou com o pé direito no Mundialito de Futebol de Praia, que decorre na praia da Rocha, em Portimão, ao vencer a congénere francesa por 6-2.
A França adiantou-se no marcador logo no pontapé inicial do 1.º período, mas Portugal empatou logo a seguir, por Alan. Jordan, aos 8’, colocou a equipa das quinas na frente do marcador, num resultado que não sofreu mais alterações até final do 1.º período.
No 2.º tempo, Madjer esteve perto de ampliar a vantagem, através de um pontapé de bicicleta, mas a bola passou perto da barra do guarda-redes Gasset. A equipa gaulesa ameaçou sempre a baliza de Paulo Graça, mas Torres fez o 3-1, num remate colocado de meia distância, sem hipóteses para o gurdião francês.
No 3.º período, o mesmo Jordan fez o 4-1, aproveitando uma desatenção do sector defensivo da França. Samoun, aos 3’, ainda reduziu para 4-2, fazendo a sua equipa almejar o empate ou a reviravolta no resultado, mas Belchior, com um bis, acabou com as dúvidas e fixou o resultado em 6-2.
Amanhã os comandados de José Miguel enfrentam o México, que hoje perdeu com o Brasil pelo mesmo resultado.

Um calceteiro, uma dívida e uma história de fazer saltar as pedras da calçada


O subempreiteiro terá levado meio metro quadrado de calçada para devolver ao fornecedor

Um homem endividado, mas honrado é capaz de tudo para limpar o seu nome. Nem que tenha de deitar para o lixo as horas que andou a trabalhar de joelhos ou de cócoras a picar a pedra. Se o preço a pagar é estragar a sua própria obra, então, há que ter coragem. Sábado, Roosevelt Fernandes, subempreiteiro de uma obra na aldeia da Salvada, concelho de Beja, agarrou nas picaretas e em dois funcionários e voltou à obra inacabada da Avenida 25 de Abril. Acto contínuo, começou a remover a calçada já colocada.

Três homens, picaretas na mão e as pedras a saltarem uma a uma. No final, essas e outras pedras amontoadas a um canto tiveram todas o mesmo destino. Seguiram viagem numa camioneta. Porque vai um homem arruinar o seu próprio trabalho? Porque a autarquia não pagou ao empreiteiro da obra, que não pagou ao subempreiteiro e que, por sua vez, não conseguiu pagar a pedra ao fornecedor. Perante os sucessivos azares, Roosevelt tomou uma decisão: já que não pode pagar a dívida ao vendedor, pelo menos entrega a pedra.

O presidente da Junta de Salvada, Sérgio Engana, ainda tentou travar o subempreiteiro. Ligou ao chefe de gabinete do presidente da Câmara de Beja a dar conta da situação, mas já era tarde: os três calceteiros já tinham retirado um metro quadrado de calçada.

"Não tenho problema nenhum em perder o meu tempo, porque pelo menos não perco a pedra e lavo o meu nome", desabafou Roosevelt Fernandes ao i, acrescentando que se a autarquia não saldar a dívida de 22 mil euros até hoje, irá voltar à avenida e retirar os mil metros quadrados de calçada que restam para devolver ao fornecedor.

Jorge Pulido Valente, presidente da Câmara de Beja, responde com outro ultimato: se o subempreiteiro arrancar o resto da calçada, a polícia será chamada ao local "porque as coisas não podem ser resolvidas dessa forma". Ao i, o presidente da autarquia confirmou que existe, de facto, uma dívida para saldar, mas disse desconhecer qual o montante. Garante, no entanto, estar nos planos da câmara saldar "as dívidas todas" e agendar com urgência uma reunião com o empreiteiro e o subempreiteiro da obra. Pulido Valente admite, porém, que a câmara enfrenta "problemas financeiros" e para já "não será possível saldar o montante total da dívida". "Vamos ter de conversar para encontrarmos uma solução."

O presidente insistiu em sublinhar que "o que está em causa neste momento não é um problema da câmara com o subempreiteiro, mas um problema entre o empreiteiro-geral e o subempreiteiro." Roosevelt Fernandes contrapõe: "Nós é que fizemos o trabalho e nós é que levámos o material para lá, nós é que o vamos ter de pagar." A empresa de Roosevelt Fernandes - a Romocalçadas - foi subcontratada pela Aquino Construções, a quem a câmara adjudicou a obra. Como se esta história não fosse já demasiado insólita, resta acrescentar que a Aquino Construções está neste momento em processo de insolvência.

As obras de requalificação da principal artéria de Salvada, orçamentadas em 230 mil euros, tiveram início em Outubro de 2009 e o prazo previsto para a sua conclusão era de 180 dias. Segundo o presidente da Junta, "a autarquia anunciou sucessivos prazos nunca cumpridos". Como Roosevelt Fernandes deixou de receber há oito meses, desde Fevereiro que "a obra ficou abandonada". "O que é censurável é que a autarquia até foi alertada para encontrar soluções financeiras que permitissem pagar a obra e não cumpriu", acusa Sérgio Engana. No meio deste braço-de-ferro, está a população de Salvada, que há dois anos anda a passear "entre pó e lama", critica o presidente da junta, que já deu o prejuízo como inevitável e agora só reza para que o subempreiteiro não cumpra a palavra e deixe ficar o que ainda sobrou.

FOTO - BARREIRO, BELO, ANTIGO E DEGRADADO...

BARREIRO, JULHO DE 2011

2011-08-09

Motins alastram para Manchester e West Bromwich

Motins em Inglaterra (Reuters)
Os motins em Inglaterra parecem ter entrado no quarto dia consecutivo. Segundo avança a BBC, o centro de Manchester está a ser alvo de um ataque por jovens rebeldes. A loja Miss Selfridge, situada numa das principais ruas de compras, está já em chamas.

Segundo as imagens da estação televisiva há também vários carros em chamas. Uma das testemunhas relata que a situação está muito tensa.

A polícia colocou uma barreira onde vários britânicos aguardam pelo desenrolar dos motins.

Há ainda relatos de tumultos em West Bromwich, Wolverhampton, e Salford. Em Wolverhampton foram atacadas e pilhadas algumas lojas e em West Bromwich dois veículos foram incendiados por grupos de jovens.

As licenças da polícia metropolitana foram canceladas na totalidade e os efectivos foram reforçados.

Motins Londres: jovem ferido é roubado na rua (vídeo)

Cenas impressionantes que vão surgindo na Internet

Motins no Reino Unido (Reuters)

London riots - injured boy is robbed by passers-by por Zoomin_UK

Os motins em Londres continuam a trazer imagens impressionantes. Depois das lojas pilhados, dos edifícios e carros incendiados, surgem mais imagens de assaltos, agora a pessoas.

O vídeo mais recente mostra um rapaz ferido a ser assaltado por um grupo de criminosos, aparentemente em Londres. Primeiro há uma pessoa que o ajuda, percebendo que o rapaz estava ferido no nariz e boca, mas esse mesmo indivíduo acaba por receber a companhia de um terceiro homem e começa a retirar coisas da mochila.

Durante os 75 segundos do vídeo vêem-se mais pessoas a aproximar-se do local e a levar tudo o que esteja à mão, enquanto o rapaz não consegue reagir.

Um problema para Portas. Que fazer aos "boys" e "girls" do MNE?


 
2785488.jpg
Melhor que ser "boy" em Portugal é seguramente ser "boy" no exterior. Cerca de 40% do pessoal das embaixadas são ocupados por profissionais que não são diplomatas de carreira, mas que são colocados nos postos diplomáticos na sequência de proximidade com o poder, nomeadamente carreiras na assessoria dos governos.

O caso de David Damião, ex--assessor de imprensa do primeiro-ministro José Sócrates e do primeiro-ministro António Guterres, há um ano colocado na embaixada em Madrid, é apenas um exemplo entre 103.

Outro é Carneiro Jacinto, antigo porta-voz do MNE Freitas do Amaral, agora em Washington. E Maria Luís, que foi assessora de Sócrates enquanto ministro do Ambiente, foi depois colocada na Representação Per- manente de Portugal junto à União Europeia.

O próprio assessor de imprensa de Paulo Portas, Miguel Guedes, esteve na embaixada portuguesa em Paris, onde foi colocado depois de uma carreira no governo Barroso-Santana.

É uma tradição antiga. Mas, em época de austeridade e cortes, espera-se que a Associação dos Diplomatas, que sempre se insurgiu contra estes "intrusos" - num momento em que não há dinheiro para colocar mais embaixadores de carreira no exterior -, venha a fazer a vida negra ao actual ministro dos Negócios Estrangeiros.

O vencimento de alguns destes antigos jornalistas, agora com o estatuto equiparado a conselheiros de embaixada, varia entre 10 mil euros e 15 mil euros. No caso de Madrid, por exemplo, além do vencimento, existe um subsídio para arrendamento de casa de cerca de 3200 euros.

A Associação Sindical dos Diplomatas já denunciou que não tem sido feito "qualquer esforço de redução, ou pelo menos contenção, destes lugares que, excepcionais no passado, traduzem hoje um verdadeiro serviço diplomático alternativo".

Segundo os números da Associação, "actualmente existem 264 funcionários diplomáticos no estrangeiro (englobando todas as categorias e todos os postos)". "E existem 103 nomeados no regime de pessoal especializado. Este pessoal especializado corresponde hoje a 39% dos funcionários da carreira diplomática em posto no estrangeiro." Os nomeados estão a ocupar lugares de diplomacia e também lugares técnicos que não podem assim ser preenchidos por pessoal de carreira do MNE. Na prática, os técnicos e diplomatas ficam em Portugal sem progredir na carreira e vêm os cargos ocupados por pessoal externo à carreira diplomática.

Não é de hoje a guerra dos diplomatas aos "boys" e "girls", mas os cortes orçamentais estão a paralisar a capacidade de o MNE colocar os seus diplomatas. Os quadros do MNE dizem que as regras de acesso são muito mais fáceis para os escolhidos pelo poder político do que para os funcionários de carreira.

No último decreto-lei que regulamentou a progressão, no final de 2010, a Associação queixava--se da manutenção de "condições menos exigentes para nomeação para estes lugares: apenas seis anos de experiência profissional para ocupar um lugar de conselheiro especializado, face a um mínimo de 11 anos para que um funcionário diplomático possa aceder ao concurso de promoção a conselheiro de embaixada". O facto de estarem em causa quase 40% do total dos postos diplomáticos no exterior levava a Associação a defender que "a simples dimensão relativa deste universo aconselha um cuidado especial e um rigor acrescido na sua regulação".

Alguns postos estão em fase de renovação de comissões de serviço. E Paulo Portas terá duas opções: cancelá-las, destacando diplomatas de carreira "desempregados", ou mantê-las em nome da sã convivência que sempre permitiu aos partidos de poder fazer rodar os seus amigos políticos por lugares com algum interesse profissional.

A um mês da negociação do próximo Orçamento do Estado, e com os olhos postos nos gastos públicos, esta vai ser uma batata quente para o MNE.

Com Liliana Valente - ionline 

Benfiquista agride árbitro Pedro Proença



O juiz internacional, que no passado domingo arbitrou a final da Supertaça Cândido Oliveira entre o FC Porto e o V. Guimarães (2-1 para os portistas), confirmou ao Correio da Manhã o ataque, tendo inclusivamente apresentado queixa na PSP contra o agressor, que lhe terá partido um dente. "É verdade fui agredido por um indivíduo adepto do Benfica", disse Pedro Proença, recusando entrar em pormenores sobre o sucedido. "Já confirmei o ataque de que fui alvo e não quero falar mais nisso", prosseguiu. Pedro Proença tem 40 anos, é director financeiro de uma empresa de gestão de resíduos. Está na arbitragem desde 1988/1989. Foi eleito o melhor árbitro da época passada.

2011-08-08

Assaltos: acabou a paz e sossego no Algarve?

A «onda de crime» a sul do país parece aumentar de dia para dia. Os assaltos mais ou menos violentos ameaçam a tranquilidade do destino de férias preferido dos portugueses e também de muitos estrangeiros. Este fim-de-semana três jovens turistas foram assaltadas com uma caçadeira e até um hotel de cinco estrelas foi alvo de larápios. Estamos perante um Algarve menos seguro?

«Sinceramente acho que não», respondeu ao tvi24.pt fonte oficial da GNR. «Todos os anos há vários indivíduos que rumam ao Algarve com o intuito de assaltar. Sempre foi assim. Onde há mais gente, há mais crime», explicou o oficial da Guarda que já comandou vários destacamentos da região Algarvia.

Os assaltos a Sul do país têm sido mediatizados desde o início do Verão não só por uma percepção de aumento em quantidade, mas também na violência exercida. O mesmo responsável explica que estamos perante uma maior visibilidade do crime no Algarve nesta época do ano e por isso mesmo a «sensação» de mais assaltos. «Mas honestamente não estamos perante mais assaltou ou mais violência».

Esta posição é sustentada pelas estatísticas oficiais. Os números revelam que as ocorrências a Sul do país não aumentaram em relação ao ano anterior. Ainda assim, a falta de efectivos no Algarve foi assumida pelo

Com a estação alta em pleno é certo que há mais militares da GNR nas ruas do Algarve, mas isso não demove quem leva o crime na bagagem.

A comunidade britânica habitualmente fã das águas quentes algarvias tem sido um dos principais alvos. Este ano pelo menos dois turista britânicos morreram na sequência de assaltos violento e já este fim-de-semana três jovens foram assaltadas sob a ameaça de caçadeiras.

Os hotéis parecem estar no top dos locais preferidos para os assaltos. Este domingo a selecção do Luxemburgo, que joga na quarta-feira com Portugal, foi assaltada no hotel de cinco estrelas onde ficou hospedada. Cinco quartos, quatro de jogadores e ainda o quarto do presidente da Federação foram «limpos». iPads, iPods, computadores, dinheiro, relógios e até bilhetes para o jogo foram parar a mãos alheias.

Apesar de alguns casos ocorrerem junto de unidades hoteleiras, as vivendas são frequentemente o «alvo preferido» para os meliantes. Já neste mês de Agosto, em Vilamoura, uma família de férias viu o descanso transformado em pesadelo.

A tranquilidade do calor é bem merecida, mas é preciso não descuidar cuidados essenciais de segurança. «É verdade que em tempo de férias há sempre quem facilite um pouco. Mas é necessário lembrar que os cuidados de segurança são sempre necessários», lembra a GNR.

Não deixar objectos à vista nos carros, trancar bem as portas e não andar com muito dinheiro e objectos valiosos no bolso são regras de segurança em qualquer lugar. De férias ou não. A GNR deixa ainda um último alerta: «Avisem, sejam pró-activos. Se avistarem algo suspeito não hesitem em alertar a GNR. Nós só não vamos averiguar se não pudermos mesmo».

2011-08-07

SUPERTAçA : PORTO - GUIMARÃES

Os dois clubes disputam a Super Taça Cândido de Oliveira 2011, no estádio Municipal de Aveiro.
Domingo, 21h na RTP.

Petit cours de météorologie à l'intention de Nicolas Sarkozy


Nicolas Sarkozy sous le parapluie d'Angela Merkel en septembre 2007 (Tobias Schwartz/Reuters)

A en croire Le Canard enchaîné du 27 juillet, Nicolas Sarkozy a étalé toute son ignorance en matière d'hydrologie lors du conseil des ministres du 20 juillet.
Le président de la République s'est d'abord félicité du temps pluvieux des dernières semaines qui, selon lui, permettrait de reconstituer les réserves en eau souterraine, avant de se lancer dans une explication hasardeuse du cycle de l'eau.
Nathalie Kosciusko-Morizet a vainement tenté de réagir – mais un ministre ne contredit pas le chef de l'Etat. Voici le dialogue entre les deux éminences, tel que rapporté par l'hebdomadaire :
« Ça va restaurer la nappe phréatique, toute cette eau qui tombe.
– Non, ça ne restaure pas du tout la nappe phréatique. La terre est trop sèche.
– Vous pouvez m'expliquer le contraire, mais le cycle de l'eau, on le connaît. L'eau s'évapore vers les nuages. Les nuages pleuvent sur la mer, et, de toute manière, c'est une bonne nouvelle la pluie ! »

La pluie qui tombe l'été ne recharge pas les nappes

Nicolas Sarkozy s'est réjoui des averses estivales avec un peu de précipitation.
D'abord, comme le souligne NKM, un sol trop sec ne favorise pas la pénétration de l'eau de pluie dans les aquifères. Au contraire, en raison du changement climatique, explique le climatologue Jean Jouzel au quotidien La Croix, « des pluies qui pourraient être plus intenses, tombant sur un sol plus sec, peuvent entraîner un effet de ruissellement et donc des inondations ».
Ensuite, si la situation en surface s'est quelque peu améliorée après le mois de juin, les pluies, en cette période de l'année, « ne rechargent pas ou peu les nappes », indique le bulletin national de situation hydrologique.
Le phénomène d'évaporation est en effet plus fort qu'en hiver, et les plantes consomment l'eau activement. Au 1er août, 66 départements métropolitains étaient encore concernés par des arrêtés préfectoraux restreignant l'usage de l'eau.