2012-09-25

Foto - Marianne

Esta crianca é minha (Marianne, 15-12-1992)

Igreja portuguesa pode ser recanto mais bonito de Espanha

Igreja da Madalena, Olivenca

Santa Maria Madalena, uma igreja portuguesa localizada em Olivença, lidera a votação para o “recanto mais bonito de Espanha”.

É a “jóia” da coroa, é assim que Alexandre define a Igreja de Santa Maria Madalena, conhecida como Igreja da Madalena, em Olivença, uma cidade fronteiriça, anexada por Espanha em 1801 mas ainda hoje reclamada por Portugal.

Rivalidades à parte, a verdade é que o monumento que data da primeira metade do século XVI é um exemplar único em Espanha do património manuelino português. É uma das igrejas mais bonitas que já viu, diz este português a viver em Olivença há seis anos. “É a jóia da coroa da Espanha. O que tem de diferente é a beleza, pois se for ver os vários pilares no interior da igreja, são torneados em pedra, e isso não se vê muito nas igrejas. Depois, toda a estrutura da igreja é um espectáculo.”

Clarisa Pensado pertence ao “Logar de Nazaret”, um instituto secular que em Olivença dedica-se à paróquia da Madalena: “Esta instituição nasceu para ajudar as paróquias, os seus sacerdotes, para o culto, para as celebrações, mas também para ajudar os mais pobres.”

A Igreja da Madalena está na final do concurso “El mejor rincón de España”, o que enche de orgulho quer portugueses, quer espanhóis. O monumento manuelino é, efectivamente, de uma grande riqueza cultural e histórica, explica Clarisa. “A Madalena é uma igreja magnífica, é uma igreja portuguesa, tem o escudo de Portugal. É de uma grande beleza e quem a visita, fica verdadeiramente deslumbrado com a sua arquitectura. É uma igreja muito maternal e muito acolhedora. Para nós, é um dos recantos de Olivença, que tem muitos mais recantos valiosíssimos.”

Por enquanto a Igreja portuguesa lidera a votação para "Melhor recanto de Espanha".
Quem quiser pode fazer a sua escolha através do site da organização, sendo que a votação termina amanhã, dia 26 de Setembro.

Igreja da Madalena, uma igreja portuguesa que pode ser “coroada” como melhor recanto de Espanha.
ROSARIO SILVA - RENASCENÇA

2012-09-24

Texto: Dialogos com o Cristo - 6

- Amigo do Corcovado, estas ai ? 
- Sim cara, para as curvas! diz lá em que te posso ser útil? 
- Olha, vou ser muito breve: hoje mandaste-me uma porra duma doença que nem imaginava que pudesse existir… 
Interrompe-me repentinamente o “Cara de lá de cima” com uma das suas expressões preferidas. 
- O quê, diz lá, o que é que foi, o que é que aconteceu? 
- Olha, foi assim: estava eu sentado, muito ocupado a fingir que trabalhava, lendo na “Bola” as declarações do outro Jesus, o “rasca” do meu glorioso Benfica, quando fui atingido por uma repentina e aguda dor na cabeça que me deixou tonto durante largos minutos. Terás sido tu? Porquê? Por ser ateu?
- Meu caro amigo, tonto já sabia que eras um tanto, mas imaginares uma coisa dessas… Achas que teria coragem de fazer uma coisa dessas a um amigo! Eu não quero o mal de ninguém; nem ateus como tu, nem integristas de qualquer religião ou seita que por trás dela se esconda; no meu coração só existe amor … Mas, diz-me uma coisa, isso aconteceu-te no teu posto de trabalho, não é verdade? Como estão as coisas por lá? 
- De facto, devo reconhecer que no trabalho as noticias não são as melhores; o clima esta muito tenso, com vários colegas implicados num processo disciplinar; alguns deles são meus amigos; e… 
Nova interrupção do Cristo do Corcovado: 
- Não procures mais além Amigo Ateu, a essa doença se da o nome de stress; eu sei que te tens implicado ao máximo para que entre todos os teus colegas reine a harmonia possível; tens dado o teu melhor contributo para tentar amenizar antagonismos que sei irreconciliáveis. Muitos agora ralham mas poucos têm razão; não tenhas ilusões sobre o comportamento humano; eu sei do que falo… Um ultimo conselho: protege-te; fazendo-o nem precisas de ir ao médico! E agora desculpa-me mas tenho outros casos a atender; manda sempre! 
- Como te agradecer Amigo? 
- Como te disse: protege-te e nunca hesites em falar comigo. Ciao cara!...e o safado desligou mesmo. 
Rio de Janeiro, 24 de Setembro de 2012. 
JOANMIRA

Foto - Carrinhas dos correios brasileiros: Absolutely Sex


Em posicão de descanso...


Em plena actividade!

Rio de Janeiro, 24-09-2012
JoanMira

Foto - Passeando pelo Rio - Praia Vermelha

"Praia Vermelha" - 02-03-2012
JOANMIRA

2012-09-21

Quatro detidos em frente ao Palácio de Belém

Vigília à porta do Palácio de Belém [Reuters]

Quatro pessoas foram detidas esta sexta-feira, em frente ao Palácio de Belém, em Lisboa.

Fonte da PSP confirmou, por volta das 21:40, que três pessoas tinham sido detidas por «arremesso de petardos». Pouco depois das 22:00, os ânimos exaltaram-se, a polícia formou um cordão policial enquanto eram lançados vários objetos e as imagens televisivas mostraram que pelo menos mais uma pessoa foi detida.

Milhares de pessoas aguardam o fim da reunião do Conselho de Estado.

Desde as 17:00 que a multidão, que terá atingido o pico pelas 20:00, manifesta o seu desagrado com a austeridade, com o silêncio do Presidente da República, Cavaco Silva, e com a atuação de um governo que é chamado de «vergonha» e «gatuno».
TVI24

Vigília: “Cavaco, escuta: o povo está em luta”

A vigília de hoje em frente ao Palácio de Belém
Milhares de pessoas estão concentradas em Belém numa vigília que pede a demissão do Governo. Gritam palavras de ordem contra a troika, o Executivo e o Presidente da República.
 
Concentrados no jardim em frente ao Palácio de Belém, separados por barreiras e forças policias, dizem: “Aqui Portugal, ali o capital”. “Cavaco, escuta: o povo está em luta” é outra das palavras de ordem que se ouve em Belém, onde a concentração vai continuar enquanto estiver a decorrer o Conselho de Estado, que teve início pelas 17h15.

Para o ministro das Finanças, que Cavaco Silva chamou para estar presente na reunião do Conselho de Estado, há uma mensagem dura: “Vítor Gaspar, és muito lento a falar e quando abres essa boca dás orgulho a Salazar”.

O início da acção de protesto estava marcado para as 18h, mas as pessoas começaram a concentrar-se logo ao início da tarde. Por volta das 16h30, várias dezenas de manifestantes já estavam presentes e o protesto foi engrossando. Assobios, apitos, gritos, bombos e alguns petardos lançados entre a massa ouviram-se dentro do palácio.

Myriam Zaluar, uma das organizadoras da vigília, apontava minutos antes das 19h para a presença de dez mil pessoas. A PSP não avança com números.

Para a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, que se juntou à multidão, esta é – depois da manifestação de sábado – mais uma “prova de que há aqui uma vontade democrática que não apoia nenhuma medida [anunciada pelo Governo], nem a continuação desta austeridade”.

Um dos objectivos dos organizadores é a demissão do Governo. Myriam Zaluar insiste que é preciso rasgar o Memorando de Entendimento assinado com a troika e volta a pedir que o Executivo se demita.

Da multidão, um grito que ganhou força no último sábado: “Está na hora, está na hora de o Governo se ir embora”. João Camargo, outro dos organizadores, considera que “tem de ser o povo a decidir”. “Não podemos esperar que sejam eles lá dentro”, diz.

Teresa Delgado, de 53 anos, esteve na rua no último sábado. Hoje, juntou-se ao protesto em Belém pelas mesmas razões. Está desempregada há dois anos, já não tem direito a receber subsídio de desemprego. Quer uma mudança. Mas avisa: “Se houver um governo de salvação nacional, mudam as moscas, mantém-se a trampa”.

Rute Cerqueira, estudante de Enfermagem, veio trajada com outros colegas para fazer ouvir a voz dos estudantes. Marca uma posição: dizer que não querem ser obrigados a emigrar. E acrescenta uma nota: “Se a minha mãe governasse a nossa casa como este Governo governa o país, eu tinha morrido à fome”.
Esta concentração pretende também “demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de mudança de rumo”, descrevem os promotores na página oficial da manifestação.

Na quinta-feira, a Plataforma 15 de Outubro apelou a que os cidadãos se manifestassem ruidosamente durante a reunião do Conselho de Estado.
 
Concentrados no jardim em frente ao Palácio de Belém, separados por barreiras e forças policias, dizem: “Aqui Portugal, ali o capital”. “Cavaco, escuta: o povo está em luta” é outra das palavras de ordem que se ouve em Belém, onde a concentração vai continuar enquanto estiver a decorrer o Conselho de Estado, que teve início pelas 17h15.

Para o ministro das Finanças, que Cavaco Silva chamou para estar presente na reunião do Conselho de Estado, há uma mensagem dura: “Vítor Gaspar, és muito lento a falar e quando abres essa boca dás orgulho a Salazar”.

O início da acção de protesto estava marcado para as 18h, mas as pessoas começaram a concentrar-se logo ao início da tarde. Por volta das 16h30, várias dezenas de manifestantes já estavam presentes e o protesto foi engrossando. Assobios, apitos, gritos, bombos e alguns petardos lançados entre a massa ouviram-se dentro do palácio.

Myriam Zaluar, uma das organizadoras da vigília, apontava minutos antes das 19h para a presença de dez mil pessoas. A PSP não avança com números.

Para a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, que se juntou à multidão, esta é – depois da manifestação de sábado – mais uma “prova de que há aqui uma vontade democrática que não apoia nenhuma medida [anunciada pelo Governo], nem a continuação desta austeridade”.

Um dos objectivos dos organizadores é a demissão do Governo. Myriam Zaluar insiste que é preciso rasgar o Memorando de Entendimento assinado com a troika e volta a pedir que o Executivo se demita.

Da multidão, um grito que ganhou força no último sábado: “Está na hora, está na hora de o Governo se ir embora”. João Camargo, outro dos organizadores, considera que “tem de ser o povo a decidir”. “Não podemos esperar que sejam eles lá dentro”, diz.

Teresa Delgado, de 53 anos, esteve na rua no último sábado. Hoje, juntou-se ao protesto em Belém pelas mesmas razões. Está desempregada há dois anos, já não tem direito a receber subsídio de desemprego. Quer uma mudança. Mas avisa: “Se houver um governo de salvação nacional, mudam as moscas, mantém-se a trampa”.

Rute Cerqueira, estudante de Enfermagem, veio trajada com outros colegas para fazer ouvir a voz dos estudantes. Marca uma posição: dizer que não querem ser obrigados a emigrar. E acrescenta uma nota: “Se a minha mãe governasse a nossa casa como este Governo governa o país, eu tinha morrido à fome”.
Esta concentração pretende também “demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de mudança de rumo”, descrevem os promotores na página oficial da manifestação.

Na quinta-feira, a Plataforma 15 de Outubro apelou a que os cidadãos se manifestassem ruidosamente durante a reunião do Conselho de Estado.
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