2012-11-30

Os pobres que paguem a crise!



Quem disse que é bom ter um português como presidente da Comissão Europeia, que neste caso importante se manteve em silêncio como cúmplice desta sinistra intenção ? Se hoje em França não fosse Hollande o presidente, continuaríamos na total ignorância por falta de divulgação na imprensa desta tramoia, que continuaria escondida numa gaveta dos governos ultra-liberais da Europa ao serviço dos Bilderberg's Group. Esta directiva existe desde Dezembro de 2011, já depois de o governo de Passos Coelho estar em funções. Alguém ouviu ou leu algo a seu respeito na imprensa portuguesa ? Pois...
A proposta de Directiva da União Europeia relativa aos contratos públicos, em apreciação no Parlamento Europeu, é um novo exemplo do processo em curso de destruição do chamado “modelo social europeu” e de regressão social e democrática do espaço europeu. Convertendo a União Europeia num espaço económico e político inteiramente comandado pelos mercados financeiros e por um ultraliberalismo suicidário. É também uma boa ilustração de como o diabo está nos detalhes.

A intenção de liberalizar e privatizar a segurança social pública é remetida para um anexo (o Anexo XVI) dessa proposta de directiva, mencionado singelamente como dizendo respeito aos serviços “referidos no artigo 74º”, sendo aí listados os serviços públicos que passariam a ser sujeitos às regras da concorrência e dos mercados:

- Serviços de saúde e serviços sociais
- Serviços administrativos nas áreas da educação, da saúde e da cultura
- Serviços relacionados com a segurança social obrigatória
- Serviços relacionados com as prestações sociais

Entre estes, avulta a intenção expressa de privatizar a segurança social pública, a par dos serviços de saúde e outros serviços sociais assegurados pelo Estado. Um alvo apetecido do capital financeiro em Portugal e no espaço europeu, que há muito sonha com a possibilidade de deitar a mão aos fundos da segurança social e às contribuições dos trabalhadores, sujeitando-os inteiramente às regras da economia de casino.

E como o fazem? À socapa, para ver se escapa à atenção e vigilância públicas. Um mero anexo, que remete para um mero artigo, nesta proposta de directiva em discussão.

Só que o artigo em causa (o 74º) diz que “os contratos para serviços sociais e outros serviços específicos enumerados no anexo XVI são adjudicados em conformidade com o presente capítulo”. Neste, relativo aos regimes específicos de contratação pública para serviços sociais, estabelece (artigo 75º) a regra do concurso para a celebração de um contrato público relativo à prestação destes serviços. E logo de seguida, enumerando os princípios de adjudicação destes contratos (artigo 76º), é estabelecida a regra de que os Estados-membros “devem instituir procedimentos adequados para a adjudicação dos contratos abrangidos pelo presente capítulo, assegurando o pleno respeito dos princípios da transparência e da igualdade de tratamento dos operadores económicos…”

Uma perfeição. De um golpe, escondido num anexo e numa directiva que daqui a uns tempos chegaria a Portugal, ficaria escancarada a porta para a privatização da segurança social pública e para a tornar inteiramente refém dos mercados financeiros. Que são gente de toda a confiança e acima de qualquer suspeita. Como esta crise tem comprovado. Ou não andamos nós há muito a apertar o cinto (e a caminho de ficar sem cintura) para merecermos o respeito e a confiança dos mercados financeiros, nas doutas palavras de Coelho & Gaspar, acolitados pelos representantes no Governo português dos interesses da Goldman Sachs, António Borges e Carlos Moedas? E, como também nos têm explicado, o que é bom para a Goldman Sachs e os mercados financeiros, é bom para Portugal e os portugueses.

Este golpe surge, como não podia deixar de ser, sob o alto patrocínio desse supremo exemplo de carreirismo e cobardia política chamado Durão Barroso que, além de se ter pisgado do governo português com a casa a arder, tem no seu glorioso currículo o papel de mordomo das Lajes na guerra do Iraque e, agora em Bruxelas a fazer de notário dos poderosos, faz jus ao seu nome sendo durão ultraliberal com os fracos e sempre servente dos mais fortes. Como é bom ter um português em Bruxelas!

Claro que isto anda tudo ligado. Esta proposta de directiva tem relação com os golpes sucessivos infligidos à segurança social pública em Portugal, com a operação para já frustrada em torno da TSU, com os insistentes cortes de direitos sociais, com os recorrentes argumentos do plafonamento e da entrega de uma parte das pensões ao sistema financeiro. Afinal, a lógica ultraliberal de que o melhor dos mundos será quando, da água à saúde, da educação à segurança social, tudo e toda a nossa vida estiver controlada pela lógica dos mercados e do lucro. Ou seja, pela lei do mais forte. Que é também coveira da democracia. E o Estado contemporâneo abdicar, como tarefa central, da sua função redistributiva e de redução da desigualdade social e regressar à vocação residualmente assistencialista do Estado liberal do século XIX.

Como refere o deputado socialista belga no PE, Marc Tarabella, “privatizar a segurança social é destruir os mecanismos de solidariedade colectiva nos nossos países. É também deixar campo livre às lógicas de capitalização em vez da solidariedade entre gerações, entre cidadãos sãos e cidadãos doentes…”, lembrando os antecedentes da sinistra proposta designada com o nome do seu autor por directiva Bolkestein (Bilderberg's member), e exigindo a eliminação da segurança social desta proposta de directiva.

É preciso defender a Segurança Social (e a Saúde e a Educação públicas) como uma prerrogativa do Estado e um sector não sujeito às regras dos Tratados relativas ao mercado interno e da concorrência. Para não termos um dia destes os nossos governantes e os seus comentadores de serviço, com a falsa candura de quem nos toma por parvos, a explicarem que vão entregar a segurança social pública aos bancos e companhias de seguros porque se limitam a cumprir uma decisão incontornável da União Europeia, como já estão a fazer na saúde e na educação. Decisão pela qual, evidentemente, diriam não ser responsáveis. Como é próprio dos caniches dos credores. E acrescentando sempre, dogma da sua fé neoliberal, que nada melhor do que a concorrência e a privatização para baixar os custos e proteger os “consumidores”, aquilo em que querem converter os cidadãos. Como se vê nos combustíveis, nas comunicações ou na electricidade. Tudo boa gente.

É preciso levantar a voz e a resistência social e política à escala europeia contra este projecto, antes que seja tarde demais. Em defesa da Segurança Social pública e do Estado Social. Garante de democracia e de menos desigualdade social.

2012-11-28

Roberto Carlos - "Esse cara sou eu" - Video - Musica - Ao vivo

Roberto Carlos
"Esse cara sou eu"

E a roubalheira continua...



O Governo quer que os trabalhadores do setor privado recebam metade do subsídio de férias e de Natal em duodécimos; os restantes 50% deverão ser pagos dentros dos prazos atuais. Ou seja, os trabalhadores do privado recebem assim metade dos subsídios diluído por 12 meses e as duas metades no período do verão e de dezembro.

A proposta do Governo foi avançada pelo «Diário Económico», e confirmada pela TVI, e afiança que vigorará apenas durante 2013. O jornal económico escreve que só serão abrangidos por esta medida contratos por tempo indeterminado, o que deixa de fora contratos a prazo.

A medida pretende diminuir o impacto do aumento da carga fiscal, já a partir de janeiro, e irá ser abordada esta quinta-feira no Conselho de Ministros.

Imagens do Mundo - Reino Unido

Filhote de elefante com três dias de vida é visto no zoológico de Chester, no Reino Unido
Filhote de elefante com três dias de vida é visto no zoológico de Chester, no Reino Unido - Phil Noble/Reuters

Imagens do Mundo - India

Aves migratórias no rio Yamuna em Nova Délhi, na Índia
Aves migratórias no rio Yamuna em Nova Délhi, na Índia - Mansi Thapliyal/Reuters

Maltempo, quattro morti in Puglia

(Ansa/Degl'Innocente)Il maltempo in Toscana, dopo la bomba d'acqua che ha messo in ginocchio Firenze, continua a tenere in allarme la popolazione e la protezione civile in diverse zone. L'esondazione del torrente Carrione ha causato allagamenti in alcune zone di Carrara, una delle aree già colpite da un'alluvione poco più di due settimane fa. Molte persone sono state evacuate dalle case, aiutate dai vigili del fuoco che stanno operando con i natanti dei reparti fluviali fatti arrivare anche da Firenze e da Lucca. Tante le richieste di soccorso nella notte, giunte soprattutto da disabili e anziani per lasciare le loro abitazioni.
PAURA AD ALBINIA E A MASSA - A Massa Carrara salgono a 81 persone le persone evacuate in seguito alle forti e intense piogge che stanno flagellando il territorio della provincia Toscana da questa notte. Anche Albinia, nel Grossetano, è stata colpita da una nuova alluvione dopo quella del 12 novembre scorso, in cui sono morti tre dipendenti Enel: alcune famiglie sono state fatte evacuare. Tra la gente del luogo, riferiscono i vigili del fuoco, c'è paura che possa verificarsi nuovamente un'inondazione come quella di un paio di settimane fa. Il tutto mentre la protezione civile ha confermato l'allerta elevata per il fiume Albegna. Intanto a Grosseto, dove piove forte da stanotte, si registrano allagamenti in diverse parti della città. Nella provincia di Massa Carrara le scuole sono rimaste chiuse a scopo precauzionale.
CORRIERE DELLA SERA

2012-11-25

Cavernas maravilhosas

John Spies/Barcroft
O fotógrafo John Spies registrou o interior de 85 cavernas impressionantes na Tailândia, onde vive. Acima, a caverna Tham Lod, em Pang Mapha, norte do país

 

Ligação rodoviária Dinamarca-Suécia - Video - Impressionante!


Visto no blogue do Pedrinho do Rio - http://www.pedrinhodorio.blogspot.com.br/

A nova estrada que liga a Dinamarca à Suécia.Clique no link abaixo,altere a qualidade da imagem para
HD, aumente o volume, maximize a imagem (ecrã total)
e....coloque o cinto de segurança.
Estrada recomendada a motociclos somente no verão e em fato de banho.
Boa viagem.

Rui Veloso - "Beirã" - Slides - Musica - (legendado)

"Beirã"

Pelo menos 121 mortos em incêndio em fábrica de têxteis na capital do Bangladesh


Pelo menos 121 pessoas morreram hoje nos arredores da capital do Bangladesh, Daca, na sequência de um incêndio numa fábrica de têxteis, indicaram os bombeiros.
O fogo, que deflagrou ao final da noite de sábado deixando centenas de trabalhadores presos nos pisos superiores do edifício, foi dado como controlado hoje de manhã, após mais de quatro horas de combate às chamas.
"Resgatámos 112 corpos no domingo de manhã", disse fonte dos bombeiros à agência noticiosa francesa AFP.