2013-12-27

Foto - Elisa Mira



Elisa Mira

Texto - A "infantilidade" do Sôr Silva


Não nos apetece mesmo nada lembrar aqui tudo o que a excelência de mal tem feito ao Pais. Se o quiséssemos fazer, muitas páginas seriam necessárias; sim, para descrever a contribuição dada por esse cidadão, Rainha de Portugal e dos Algarves, ao descalabro da nossa economia. 
Esse transeunte passou por Portugal não só como mero turista; a ele se deve a responsabilidade – outorgada que foi pelos Portugueses há longo de décadas -  de usufruir de todos nos, fazendo pela vida, granjeando “carcanhois”, tal ditador africano, a pensar no futuro. O nosso?... Não! Na sua "miserável" reforma, como diz… 
Destruindo, a nossa agricultura, as nossas pescas e, para resumir, as nossas vidas. Não sabemos se alguém teria feito menos-mal, mas o que esta presente na memória das gentes humildes é que a Excelência, com a constante e assustadora benevolência do nosso Povo, continua sereno e impávido a assistir à nossa agonia. 
Como se não bastasse, Sexa é agora criticado até pela Guinéu-Bissau - potentado, como sabemos - de um Estado de direito democrático -!... Que o trata de “infantil”! Os nossos irmãos guineenses estão, sem dúvida, a exagerar…um pouco. 
De facto, cremos que a criatura de infantil pouco tem… Ele que começa a ficar mais perto do caixão que do ventre da sua mãe, - Com todo o respeito -  mesmo perdendo alguns neurónios, continua hábil, sábio e ardil na defesa dos interesses …seus! 
Arre... Estamos na miséria, a sofrer, sem saber como fazer contas à nossa vida, com mais impostos e cortes nos salários..
 
Mas Sexa continua impávido e sereno... Esperando talvez um milagre que impeça os Portugueses, no limite do passo abismal, de porem termo à sua reforma (aposentadoria – como dizem os brasileiros) dourada!
Ajuda-nos Cara do Corcovado. Nos nem queremos ganhar a “vossa” copa do Mundo; estamo-nos “borrifando” para ela; só queremos viver! 
Bordeaux, 27 de Dezembro de 2013. 
JoanMira

2013-12-25

Texto - Sôr Silva


Um post recente do embaixador Seixas da Costa, a propósito do “Nobel” de física que, no próximo ano pode ser atribuído a Portugal (o pelintrão), colocou-nos os parcos neurónios em ebulição e alerta; o anacronismo do caso muito nos tem perturbado.
 
 
Como possível que naquele florestal rectângulo algo, alguém, seres, qualquer coisa… possam ter veleidade não só de reflectir como de lograr atingir feitos de ciência?
 
Francisco Seixas da Costa, “honnête homme”, não pode estar em causa; ele foi e é um politico, um profissional de verdade.
 
Resta-nos, então, dirigir o nosso olhar para quem nos “dirige”… De Peter Steps Rabbit ou Paul Doors, nem pensar…
 
Ah, mas sim, temos um presidente da republica… Temos?...
 
Estamos feitos ao bife! Se quiséssemos contar com semelhante personagem não estaríamos longe de estar fod..os.
 
Alguma da retórica do Cavaco das Caldas:
 
“Ao fio e ao cabe não é comum pra mim, “vivende” ao “longue” de “muites”  “anes” por terra “algravia” ouvir a expressão pelintra.”.
 
O pelintrão é uma descoberta essencial de que os portugueses se podem orgulhar! 
 
A “propósite”: a ciência é apanágio dos Portugueses; vejam como conseguiram em pouco tempo, sob o meu mandamento, tempo que já la foi, empobreceu o povo e enriqueceu corruptos. Destruir a nossa industria, agricultura e pescas! Quê, subsídios…mais, para quem ? Tempo que já la Isso é tempo do que já la vai!
 
E a educação Sôr Silva de Boliqueime?  
“Nunca o fiz, não faço, nem façarei”…” 
 
O Sôr Silva, que não deve ser muito analfabeto hoje nada mais representa que os bananas do seu reinado. 
 
Bordeaux, 25 de Dezembro de 2013. 
JoanMira

Foto - Também em Bordeaux é Natal - "Bordeaux, às 17,30"...

"Bordeaux às 17,30..."
 
Naquela encruzilhada, entre seres vivos, humanos irracionais e ninguém, o Natal também chegou a Bordeaux. Com chuva e ar ameno; trégua  de quem respira Paz.
 
 
Bordeaux, 25 de dezembro de 2013.
JoanMira

Luciano Pavarotti - "Adeste Fideles" - Video - Musica - Ao vivo

"Adeste fideles" - Live Montréal

Playing For Change - "War/No more trouble" - Video - Music - Around

"War/No more trouble"

2013-12-24

Foto - Meyya Mira

Meyya Mira

Texto - Paz

Foto de Mary Mira.
Amaia e Marianne
Como sintetizar e reunir numa imagem singela a representação da felicidade? 
 
Tudo que mais gosto neste mundo é a simplicidade sincera!
 
A solidariedade, a amizade a honestidade… 
 
Longe, muito longe, do mercantilismo que de tudo se apoderou, das frases de circunstância, - passagem quase obrigatória, se bem que nem sempre -  da hipocrisia social, queria transmitir a todos os meus Amigos (e aos outros) uma mensagem de paz. 
 
E tempo de trégua; por isso a todos, do fundo do coração transmito, com a cumplicidade do Cristo do Corcovado, os meus votos de felicidade.
  
Bordeaux, 24 de Dezembro de 2013
JoanMira

Tem a palavra Daniel Oliveira - O desamparo aprendido dos portugueses (masoquismo)

 


Nas aulas de psicologia aprende-se o conceito de "desamparo aprendido", que, trocado por miúdos por alguém que é menos do que leigo na matéria, corresponde ao processo que leva um humano ou qualquer outro animal aprender a não responder às oportunidades que surgem para sair duma determinada situação ou vita-la, ganhando a convicção da sua própria impotência.
 
O psicólogo Martin Seligman desenvolveu, no final dos anos 60, uma experiência um pouco sádica mas muitíssimo interessante. Para ela usou dois grupos de cães. Explicado de forma tosca, o primeiro grupo de cães recebeu choques elétricos, tendo a possibilidade de se livrar do sofrimento, coisa que rapidamente aprendeu a fazer. Um segundo grupo foi sujeito ao mesmo tratamento doloroso. Com uma diferença: aos cães era retirada a possibilidade prática e evitar essa dor. Naturalmente, porque têm capacidade de aprender com a repetição, a dada altura os animais deixavam de tentar fugir. Limitam-se a aguentar, estoicamente, o sofrimento que lhes era infligido.   Numa segunda fase, os mesmíssimos cães, depois de sujeitos a esta aprendizagem - a de se libertarem cos choques elétricos e a de aguentarem sem reação esse inevitável sofrimento -, são postos nas mesmas condições: ambos se podem livrar do sofrimento. O primeiro grupo faz o que fazia antes: reage de forma a deixar de ser torturado. O segundo grupo, apesar das novas condições, também faz o que fazia antes: aguenta, apesar de poder fugir, a dor que poderia, afinal, evitar. E fica a apanhar os choques eléctricos como se não tivesse alternativa. Porque foi isso que aprendeu.   Não me quero dedicar às minudências científicas da matéria, assunto sobre o qual nada sei, nem desenvolver em pormenor o poder metafórico que esta experiência tem para a atual situação do país. Penso que há coisa que se perdem se forem demasiado explicadas.
 
Sendo este o último texto que escrevo em 2013, fica um desejo para o próximo ano: que, ao contrário do que aconteceu durante meio século, passe a ser claro que não é inevitável sermos, como nos chamou um senhor da troika, um "povo bom". A submissão é, neste momento, uma escolha. O problema é que aprendemos a senti-la como uma inevitabilidade.

Seguindo o "conselho" de Peter Steps Rabbit, este ano emigraram 120 mil portugueses

José Cesário, Secretário de Estado das Comunidades, diz que 120 mil portugueses emigraram em 2013
O Governo calcula que em 2013 tenham saído do país entre 100 a 120 mil portugueses. Uma taxa de emigração "bastante alta"disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário.
"Não tenho nota que tenha havido um aumento [em relação ao ano anterior]. Temos números mais ou menos constantes, mas que são bastante altos", adiantou José Cesário. O número de pessoas que deixam o país "não pode aumentar muito porque não há empregos [noutros países]", disse José Cesário.
Os países da Europa, em particular a França, continuam a ser os principais destinos dos portugueses, com Angola a atrair também números semelhantes aos do ano passado, na ordem dos 25 mil.

Ausência de reconhecimento de diplomas dificulta emigração para o Brasil

No que toca à emigração para o Brasil, o secretário de Estado admitiu que "não se está a verificar", sobretudo devido à falta de equivalências para certas profissões, como engenheiros e arquitetos, que não podem exercer naquele país.
No que diz respeito a Moçambique, os "valores se mantêm idênticos" aos de 2012. Calcula-se que cerca de três a quatro mil portugueses tenham escolhido Moçambique para procurarem trabalho, sobretudo na área da construção porque "o volume de obras públicas não aumentou muito".