2012-09-11

Apelo antes da revolta que se adivinha




Amigo, deixe, por favor, de ser capacho da corrupta corja; se não o fizer por si, faca-o pelos inocentes sem futuro: os seus filhos.
Chega de pedir sacrificios sempre aos trabalhadores por conta de outrem; aqueles que sufocam; tributem o capital. O Povo não pode mais; que os senhores do governo olhem para o passado e tirem ilacões da Historia (que é ciclica como sabem todos os politicos que não são analfabetos).
E que nos conta a Historia? que a maior parte das revolucões populares deram-se contra o sentimento de injustica. As revolucões, como dizia Che Guevara, "nascen en el seño del pueblo". A nossa, a de 25 de abril de 1974, foi a pacifica "Revolucão das Flores); inocua, deixou "tudo na mesma".
Ja em 14 de julho de 1787, em Franca, o povo, na recta final do desespero, acabou por cometer as maiores atrocidades contra quem, reiteradamente o não o quiz ouvir.
Companheiros, aos imbecis autistas do governo e a sua ideologica e patologica teimosia, ao presidente Cavaco e à sua letargia, lanco um apelo desesperado para que os sacrificios sejam igualmente suportados por todos os Portugueses.
Em nome das criancas de Portugal.
Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2012
JOANMIRA

Plataforma 15 de Outubro quer Portugal nas ruas


A contestação dos portugueses não tem estado à altura da austeridade imposta, o que não significa que, «de um momento para o outro, não lhes salte a tampa», considera a Plataforma 15 de Outubro, em vésperas de nova manifestação.
«Há que dizê-lo com clareza: Portugal está muito atrasado, se comparado com a Grécia ou Espanha. A contestação dos trabalhadores não tem estado à altura das medidas impostas, mas isso não quer dizer que, de um momento para o outro, não lhes salte a tampa», afirmou à Lusa André Esperança, membro da Plataforma 15 de Outubro, que hoje apelou à mobilização de todos portugueses na manifestação de sábado.
No entender do jovem de vinte e cinco anos, a manifestação ‘Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!’, que terá lugar em Lisboa, é uma «boa oportunidade» para os portugueses «saírem em força à rua e dizerem 'não' a mais austeridade», que não passa de «um roubo descarado para quem trabalha».
«’Que os portugueses são mansos, que o povo é ignorante e que gosta de ser mandado'... Não concordo com esse discurso. Sempre que se diz que um povo está muito calmo, acontecem grandes surpresas. E os portugueses já mostraram que são capazes de surpreender», vincou o jovem de 29 anos, aludindo à manifestação de Março de 2012, que foi convocada pelas redes sociais e que juntou cerca de 300 mil pessoas na capital portuguesa.
André Esperança, que está desempregado desde Janeiro, quis deixar «bem claro» que a manifestação de sábado foi convocada por vários cidadãos, e que a Plataforma apenas é uma das várias organizações que têm estado a fazer «todos os possíveis» para mobilizar o maior número de pessoas.
Em comunicado, hoje divulgado, a Plataforma refere que as novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo Governo trarão «ainda mais desemprego – quase a atingir os 16 por cento -, precariedade, miséria, dívida, ou seja, mais dificuldades para o povo».
Entre as medidas anunciadas pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, está a subida em sete pontos percentuais (para 18 por cento) das contribuições sociais dos trabalhadores e a descida dos descontos feitos pelas empresas para a Segurança Social, que passam a ser também de 18 por cento, de modo a estimular o emprego.
«Na prática, os trabalhadores do sector público vão ficar sem dois salários e os do privado sem um. Estimular o emprego? Isso é uma falácia pura, essa medida não terá efeito nenhuma na criação de emprego. Quem beneficia, de uma forma clara, mais uma vez, são os patrões», contrapõe André, para quem estas medidas são «mais do mesmo».
No entender da Plataforma, a austeridade «não cessará» enquanto as pessoas não saírem à rua a defender os seus direitos e a exigir a saída da troika de Portugal: «Não temos nenhuma bola de cristal, mas andamos a avisar há mais de um ano que este saque não iria parar», frisou o jovem, formado em economia.
Sobre as alternativas que a Plataforma propõe, o jovem vincou: «Temos várias propostas. É óbvio que há sensibilidades diferentes mas há uma questão fulcral, com a qual todos concordam na plataforma: a necessidade de se fazer uma auditoria às contas públicas e, nesse tempo, suspender o pagamento da dívida».
Só assim «haverá dinheiro para pagar salários» e será possível evitar mais «cortes brutais» em áreas essenciais como na educação ou na saúde. «Estas medidas estão a ser utilizadas para pagar uma dívida que nós – trabalhadores, jovens, reformados – não contraímos. Uma dívida que não é nossa», enfatizou.
Lusa/SOL

Sa Carneiro, um responsavel!

Partilha e ajuda a relembrar os membros da nossa Assembleia da República acerca do Decreto-Lei nº496/80, de 20 de Outubro que diz no artigo 17º da Lei:

"Os Subsídios de férias e de Natal são inalianáveis e impenhoráveis" 

Devolvam os subsídios ...

Sa Carneiro pertencia a um partido responsavel; aprende com quem sabe, oh badameco Pedro Conejo; e diz aos teus "muchachos" que comecem a recear andar perto do Povo, não vão apanhar um resfriamento pelos olhos!

Video - Volta Raul Solnado, vem explicar aos pelintras como é!

Raul Solnado (actor)
"O aumento do patrão"

Apelo antes da revolta que se adivinha

 
Amigo, deixe, por favor, de ser capacho da corrupta corja; se não o fizer por si, faca-o pelos inocentes  sem futuro: os seus filhos.
 
Chega de pedir sacrificios sempre aos trabalhadores por conta de outrem; aqueles que sufocam; tributem o capital. O Povo não pode mais; que os senhores do governo olhem para o passado e tirem ilacões da Historia (que é ciclica como sabem todos os politicos que não são analfabetos).
 
E que nos conta a Historia? que a maior parte das revolucões populares deram-se contra o sentimento de injustica. As revolucões, como dizia Che Guevara, "nascen en el seño del pueblo". A nossa, a de 25 de abril de 1974, foi a pacifica "Revolucão das Flores); inocua, deixou "tudo na mesma".
 
Ja em 14 de julho de 1787, em Franca, o povo, na recta final do desespero, acabou por cometer as maiores atrocidades contra quem, reiteradamente o não o quiz ouvir.
 
Companheiros, aos imbecis autistas do governo e a sua ideologica e patologica teimosia, ao presidente Cavaco e à sua letargia, lanco um apelo desesperado para que os sacrificios sejam igualmente suportados por todos os Portugueses.
 
Em nome das criancas de Portugal.
 
Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2012
 
JOANMIRA
 

2012-09-10

Petição contra mais impostos propaga-se pela net - Assine no final deste post



Na sequência do último anúncio do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o Diário Económico lançou na internet uma petição pública contra o aumento de impostos. O manifesto Não a mais impostos apela à subscrição de todos os portugueses e compromete-se a «levar as assinaturas à Assembleia da República».
Resumindo o percurso e as escolhas do actual governo desde que fazia parte da oposição até ser eleito há pouco mais de um ano, o texto incita todos os portugueses a negarem a «terapia de choque» a que a maioria PSD-CDS-PP os está a sujeitar e a fazerem parte integrante da discussão política e económica em torno do Orçamento do Estado para o ano que se segue.
O manifesto lembra ao pormenor os cortes salariais e aumento da carga fiscal que incidiram sobre os trabalhadores portugueses no último ano. Lembra que, em 2011, «a carga fiscal sobre os portugueses atingiu o valor recorde de 35,9% do Produto Interno Bruto (PIB)», fazendo o país atingir o seu «nível máximo». E é nesse sentido que apela ao governo de Passos Coelho para que abandone esse caminho, que «só poderá ter consequências perversas e afundar a economia e o país numa espiral recessiva».
Como alternativa ao aumento de impostos, o Diário Económico propõe uma renegociação do calendário com a ‘troika’.
A petição termina com a promessa de levar as assinaturas à Assembleia da República e, consequentemente, à discussão dos partidos com assento parlamentar.
Às 16h30 a petição contava já com mais de 18700 signatários.
A subscrição pode ser feita em
SOL

SMMP: Novas medidas são 'flagrante violação' da Constituição


O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou hoje «incompreensível» e «inconstitucional» as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo, avançando tratar-se de uma «flagrante violação» do princípio da igualdade.
«Se a Lei do Orçamento de Estado para 2013 vier a ter um conjunto de normas, no sentido do que foi agora anunciado pelo primeiro-ministro, penso que não haverá muita margem para dúvida de considerar que tais normas são inconstitucionais» disse à agência Lusa o presidente do SMMP, Rui Cardoso.
Nesse sentido, o presidente do SMMP apelou ao Governo para que opte «por outro caminho» e que «que não incorra nesta flagrante violação do princípio da igualdade».
Caso o Governo mantenha para 2013 as medidas de austeridades anunciadas na sexta-feira, Rui Cardoso defendeu que o Presidente da República, Cavaco Silva, deve submeter tais normas à fiscalização do Tribunal Constitucional (TC).
«Sendo flagrante a violação daquilo que já foi entendimento do TC a propósito do OE para 2012, não nos parece que reste alternativa ao presidente da República do que suscitar a fiscalização preventiva dessa norma», afirmou.
Rui Cardoso considerou que «uma norma tão flagrantemente inconstitucional não poderá deixar de ser fiscalizada preventivamente», não devendo chegar a produzir efeitos, como aconteceu este ano.
O presidente do SMMP considerou também «incompreensível que se tenham apresentado novas medidas de austeridade que recaem apenas sobre alguns daqueles que já tinham sofrido» com medidas que já tinham sido consideradas inconstitucionais pelo TC.
«É incompreensível que, sendo o acórdão do TC tão claro, o Governo tenha optado por não dar qualquer passo no sentido de atenuar essa iniquidade nos sacrifícios impostos ao rendimento do trabalho face a outros tipos de rendimentos e tenha até agravado a desigualdade de tratamento», disse ainda Rui Cardoso.
Pedro Passos Coelho anunciou um aumento de 11 para 18 por cento da contribuição para a Segurança Social dos trabalhadores dos sectores público e privado e a redução de 23,75 para 18 por cento da contribuição das empresas.
Com as novas medidas de austeridade os funcionários públicos continuam a perder o equivalente ao subsídio de Natal e de férias, cuja suspensão tinha sido considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional.
Um dos subsídios continuará suspenso e o outro será diluído pelos 12 meses de salário, mas na prática será absorvido pelo aumento de 7 por cento da taxa a pagar à Segurança Social.
Lusa/SOL

Video - Análise de Paulo Trigo Pereira: "TC deve declarar inconstitucionais" novas medidas de austeridade


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Análise de Paulo Trigo Pereira: "TC deve declarar inconstitucionais" novas medidas de austeridade
Fonte: PÚBLICO
Para o economista Paulo Trigo Pereira, as novas medidas de austeridade anunciadas por Passos Coelho mantêm um tratamento diferente entre os trabalhadores do privado e os funcionários públicos e pensionistas.

Foto - Ave na baia de Guanabara


Ave caminha pelas águas da Baía de Guanabara na manhã desta segunda-feira
Foto: Gabriel de Paiva / O Globo

Ave caminha pelas águas da Baía de Guanabara na manhã desta segunda-feira
Gabriel de Paiva / O Globo

Fiz o Daniel Oliveira - "Anatomia de um assalto: a mentira da equidade"


O Tribunal Constitucional foi claro: tirar dois subsídios aos funcionários públicos punha em causa a equidade. E não deixou espaço para equívocos: os recursos que o governo procurava não podem apenas ser retirados dos rendimentos do trabalho.
As medidas apresentadas na sexta-feira pretendem, segundo o governo, responder a esta decisão de um tribunal superior. O resultado foi este: continuam a retirar-se dois subsídios aos funcionários públicos e a roubar-se dois aos pensionistas. Acrescenta-se ao assalto um salário retirado, por via dos descontos à segurança social, aos trabalhadores do privado.
Tirando a generalização do roubo aos trabalhadores por conta de outrem, onde está a equidade? Onde está o contributo, pedido pelo Tribunal Constitucional, do capital? Passos Coelho anunciou que ele viria. Mas absteve-se de apresentar qualquer proposta. Suspeito da razão para tal omissão: é provável que a apresentação do que será pedido a quem vive do seu salário no mesmo momento em que se apresentasse alguma evolução na taxação de outras fontes de rendimento tornasse demasiado clara a desigualdade na distribuição de sacrifícios.
Mas Passos Coelho foi bem claro quanto ao destino a dar ao dinheiro dos salários roubados aos trabalhadores, através do aumento em 60% dos seus descontos para a segurança social: uma parte vai para o Estado, tentando assim tapar a cratera que a desastrosa política fiscal de Vítor Gaspar nos deixa, a restante vai para o empregador, com a redução da taxa social única. Ou seja, a desigualdade na distribuição de sacrifícios, em vez de ser amenizada, com exigia o Tribunal Constitucional, foi reforçada. Não há mais equidade, há menos. É aos que têm pago sozinhos esta crise que tudo continua a ser exigido. Já muito para lá do que lhes é humanamente possível dar.
Esta injustiça, repetida vezes sem conta, dificilmente poderia, no país mais desigual da Europa na distribuição de rendimentos e o que, desde a crise, tornou o seu sistema fiscal mais injusto, fazer alguma coisa pela economia portuguesa. Mas, reduzindo ainda mais o poder de compra e rebentando definitivamente com o mercado interno, apenas ajudará mais um pouco a afundar o País. O resultado da receita já se conhece: aumento do desemprego, queda do PIB, queda das receitas, desastre no défice. O dois em um: mais longe de recuperar a economia, mais longe de sanear as contas públicas. O pleno, portanto. Se não resultou antes, não passará a resultar agora.
O mesmo governo que sistematicamente rouba nos rendimentos do trabalho, não se preocupando sequer em dar a ideia de que quer distribuir com alguma justiça os sacrifícios, nada muda na sangria dos dinheiros públicos e da economia para pagar rendas a quem tenha bons contactos ou um monopólio. A Parceria Público-Privada para a construção do Hospital de Todos os Santos, que substituirá vários hospitais públicos existentes, segue em frente com a bênção da troika. A peregrina ideia de concessionar um canal da RTP, pondo os contribuintes a pagar um negócio privado, ainda não foi definitivamente enterrada. E a EDP continua a sugar as empresas, contribuindo para custos de contexto insuportáveis. Não, não estamos perante um governo "reformista". Os interesses que contam continuam intocados. Estamos perante assaltantes que só conseguem fazer grossa para a arraia miúda.