2015-02-07
A imagem do dia - 07-02-2015 - Antelope Canyon, Estados Unidos
El color viene dado por la luz y cambia según la estación del año. Las paredes areniscas erosionadas por el agua en el Antelope Canyon (Cañón del Antílope), en Page (Arizona), lucen desde naranjas intensos a violetas. Situado en territorio navajo, la cavidad solo se puede visitar con un guía local.
SAPNA REDDY
2015-02-06
Angola: o fim do sonho
Angola já não é o que era - e pelo caminho Tiago Sousa passou de imprescindível a indesejado. Ao fim de seis anos a trabalhar nos casinos de Angola, o profissional de marketing, de 39 anos, não aguentou mais as dificuldades crescentes na renovação dos vistos, os aumentos salariais a transitarem de generosos para irrisórios, a imposição de regras cada vez mais restritas e avulsas na empresa, as notícias sobre portugueses assassinados e a rarefação do dólar, trocado por um kwanza praticamente inútil entre imigrantes.
"O aumento de mão de obra qualificada barata acabou por se refletir nas condições de trabalho dos portugueses que já estavam em Angola", diz. "Era normal termos aumentos anuais consideráveis, que se foram tornando marginais, nos últimos anos. Também os tempos de espera dos vistos aumentaram, e nos últimos dois anos deixou de ser possível renová-los sem sair do território. Outra alteração que motivou a minha saída foi a 'desdolarização' levada a cabo pelo executivo angolano, sendo que os expatriados passaram a receber em kwanzas." A tudo isto, continua, "junta-se o problema de falta de divisas no mercado angolano, inviabilizando a transferência de valores provenientes de salários ou negócios."
Uma situação já de si hostil poderá tornar-se catastrófica para os imigrantes portugueses. O petróleo, que caiu drasticamente nos últimos meses para os 45 dólares o barril, é a base da economia angolana: representa 43% do PIB, 98% das exportações e 72% das receitas do Estado. O Presidente angolano ordenou, entretanto, que se fizesse um orçamento retificativo a partir de um preço por barril de 40 dólares, em vez dos 81 dólares orçamentados para 2015, o que implica cortes nas despesas de 14 mil milhões de dólares (12,3 milhões de euros). Outra medida em cima da mesa é a introdução de quotas às importações, limitando a entrada de produtos básicos cuja produção nacional cubra 60% das necessidades, como cerveja e produtos hortícolas, o que deixará em maus lençóis muitas das nove mil empresas portuguesas que exportam para Angola.
Por tudo isto, Tiago Sousa assegura que não podia estar mais satisfeito por ter saído, em novembro. "Amigos meus que continuam em Angola estão preocupados com as recentes notícias sobre uma política de austeridade no país, com o aumento do preço da gasolina (quando saí, o preço de um litro estava a 60 kwanzas, e ainda esta semana subirá para 120 kwanzas) e com as repercussões que tudo isso possa ter na população em geral. Prevê-se desemprego e convulsões sociais." Que os portugueses - imigrantes e não só - serão dolorosamente afetados, ninguém duvida. Mas quão profunda será a ferida?
Portugal: A austeridade é nossa amiga (!!!)
Portugal olha para o Syriza como o rabejador olha para o forcado da cara. Estamos com muita esperança no desgraçado que vai lá à frente e leva uma boa cornada do touro mas, com sorte, talvez consiga imobilizá-lo de modo a permitir que nós seguremos no lado do bicho que não aleija. É possível que esta metáfora tauromáquica seja injusta e não faça sentido. Não percebo o suficiente de tourada mas, agora que penso nisso, ser rabejador envolve muito mais coragem do que a que reconheço a Portugal (e a mim). Há que agarrar na ponta do boi que escoiceia. E, sem ajuda, fazer tudo para que os companheiros possam largar o toiro sem que o animal invista sobre eles. Não, Portugal não é o rabejador. Portugal é o forcado que aparece no fim da faena, já depois de o bicho estar morto, para se servir de umas fatias de acém, e que, se o animal calha a ter um espasmo, ainda faz xixi nas calças. Não sei como se chama esse forcado, mas somos nós. Angela Merkel, nesta metáfora, é o bovino. Neste ponto, não é necessária muita imaginação.
Ao que nós chegámos. Uma coisa é esperar o aparecimento de um rei falecido há séculos, outra é contar com um heleno para nos conseguir melhores condições de vida. Que é feito das fantasias tradicionais portuguesas? Onde estão as ilusões nacionais de antanho? É certo que a probabilidade de Portugal beneficiar da acção de Alexis Tsipras acaba por ser maior do que a do regresso de D. Sebastião, mas quão fracos têm de ser os nossos mitos para que um grego de 40 anos os substitua tão facilmente?
Felizmente, podemos contar com o nosso primeiro-ministro. Passos Coelho não espera nada de Tsipras. Não faz sentido combater a austeridade, porque a austeridade é nossa amiga. Dizer que a dívida é impagável é de uma desfaçatez impagável. O desemprego, o aumento da dívida e o incumprimento das metas do défice são fruto da má vontade da realidade, que se recusa a colaborar com o caminho certo. Desejar outra coisa é inútil e perigoso. Poderia gerar desemprego, aumento da dívida e incumprimento das metas do défice. Deus nos livre. De acordo com o primeiro-ministro, as ideias do Syriza são "um conto de crianças". É possível, não digo que não. Mas as ideias de Passos Coelho são, como sabemos, um filme para adultos. E o traseiro que o protagoniza, infelizmente, é o nosso.
Ricardo Araujo Pereira - Visão - Portugal
Astronomy picture of the day - 06-02-2015 - Jupiter Triple-Moon Conjunction
Image Credit: NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)
Explanation: Our solar system's ruling giant planet Jupiter and 3 of its 4 large Galilean moons are captured in this single Hubble snapshot from January 24. Crossing in front of Jupiter's banded cloud tops Europa, Callisto, and Io are framed from lower left to upper right in a rare triple-moon conjunction. Distinguishable by colors alone icy Europa is almost white, Callisto's ancient cratered surface looks dark brown, and volcanic Io appears yellowish. The transiting moons and moon shadows can be identified by sliding your cursor over the image, or following this link. Remarkably, two small, inner Jovian moons, Amalthea and Thebe, along with their shadows, can also be found in the sharpHubble view. The Galilean moons have diameters of 3,000 to 5,000 kilometers or so, comparable in size to Earth's moon. But odd-shaped Amalthea and Thebe are only about 260 and 100 kilometers across respectively.
2015-02-05
Animais - Imagens do Mundo - Jessica, bébé gorila
Jessica, un bebé gorila de cuatro semanas, descansa en el pecho de su madre en el zoológico de San Diego (EE UU), el 30 de enero de 2015.
KEN BOHN/SAN DIEGO ZOO SAFARI PARK (AFP)
Fotografia - Imagens do Mundo - Nova York à noite
Manhattan vista desde el Observatorio del Empire State Building, en Nueva York (EE UU).
JEWEL SAMAD (AFP)
Pintura - José Malhoa - "Jovens musicos"
José Malhoa Nascido em 1855, foi um grande pintor, desenhista e professor da Língua Portuguesa. Estudou na escola de Belas Artes de Lisboa. Seu primeiro trabalho como pintor foi pintar o teto da sala de concerto no Conservatório Real de Lisboa. Mais tarde, também pintou o teto da sala do Supremo Tribunal de Justiça de Lisboa, o teto da sala de jantar do palácio do Sr. Conde de Burnay e o dos aposentos do senhor infante D. Afonso. É o artista português que mais se aproximou do Impressionismo, embora tenha sido o grande pioneiro do naturalismo. Realizou exposições em diversos pontos da Europa como Madrid, Paris, e também no Brasil. Malhoa alcança um novo recorde a 26 de Julho de 2007, na Christie’s de Londres, com o quadro naturalista Jóvens Músicos adjudicada por 445,560 euros.
Tem a palavra Jorge Veludo - Secretario-geral do STCDE
Prezadas associadas, prezados associados
Foi anunciada – e será em breve convocada - a Assembleia Geral Eleitoral que terá lugar no próximo dia 11 de Abril, momento em que, após uma longa caminhada de mais de 35 anos, deixarei de integrar a Comissão Executiva do STCDE, na qual venho desempenhando o lugar de Secretário-geral desde Outubro de 1993 – quando essa responsabilidade me caiu em cima.
Não vou fazer um balanço do caminho que juntos percorremos – extensão do âmbito da Europa a todo o Mundo, conquista das actualizações salariais anuais e dos prémios de antiguidade, construção de uma estrutura sindical e do Serviço Jurídico, intervenção na área da formação, negociação de um número razoável de promoções, luta sem quartel pelo EPSE coroada com a execução do DL 444/99.
Referiria que fui ficando por se não vislumbrar algum sócio disponível para liderar uma alternativa, mas, já em 2009, com um filho recém-nascido, clamei em vão por alguém que desse continuidade ao trabalho desenvolvido.
E, antes das últimas eleições, já em plena crise nacional, pressionei fortemente os mais capazes para constituírem uma equipa, mas as incompatibilidades entre alguns dos dirigentes supostamente mais capazes ou disponíveis para assegurar o futuro do STCDE inviabilizaram uma solução. Assim, pressionado no sentido de cumprir um último mandato, acabei por aceder a constituir uma lista que nos juntasse, procurando nomeadamente uma distribuição entre a Comissão Executiva e os outros membros da Direcção Nacional que aplanasse tensões.
Foi um erro. Precisamente quando mais precisávamos de militância e unidade contra os recuos que os governos nos impuseram nos últimos tempos, alguns entenderam privilegiar a afirmação e o interesse pessoal em lugar do trabalho de equipa, as amizades em detrimento das capacidades, a imagem em vez da substância, a troca de favores com o poder em prejuízo da defesa dos direitos e interesses colectivos.
Cesso funções com a consciência tranquila. Cumpri o melhor que pude e soube, sem proveitos materiais nem honrarias - nem promoções, nem nomeações, nem avaliações de jeito, nem medalhas, e assumindo tranquilamente que o nível remuneratório no meu país de prestação de serviço fosse descendo em termos relativos, para permitir alguma melhoria de situações mais graves, face à postura do poder em aceder às nossas justas reivindicações salariais.
Mas preocupa-me o futuro do STCDE, que antevejo com apreensão, não só pelo mundo que nos rodeia mas também pelas nossas fragilidades internas. Tal como há 3 anos, a falta de entendimento está aí, podendo vir a expressar-se em duas candidaturas e, embora saiba perfeitamente de que lado estou, sei que o STCDE perderá sempre, aliás, já perdeu.
A responsabilidade é de todos, porque todos somos chamados a participar e a votar. Poderei continuar a dar o meu contributo, se valer a pena, isto é, se as linhas de acção sindical digna e honesta forem as que sempre defendi e que permitiram vitórias essenciais para o conjunto dos trabalhadores do nosso quadro, mas, de qualquer forma, serei essencialmente um pai-avô reformado que vos deseja...
Boa sorte
Jorge Monteiro Veludo
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