2011-05-28

ALEMANHA: PEPINOS MORTAIS

Cerca de mil pessoas foram afectadas por gastroenterites agudas
O número de mortes na Alemanha associadas ao surto infeccioso provocado pela ingestão de alimentos crus já subiu para sete e cerca de mil pessoas foram afectadas por gastroentrites agudas.
A última vítima mortal do Síndrome Hemolítico Urémico (SUH) - uma doença potencialmente perigosa que provoca diarreias com sangue - foi uma mulher de 38 anos, que morreu na sexta-feira num hospital na cidade de Kiel, no estado de Schleswig-Holstein (norte da Alemanha).
As autoridades de saúde alemãs já pediram aos cidadãos que redobrassem os cuidados de higiene, já que a infecção ainda não terá atingido o seu pico.
Em Hamburgo, foram identificadas cerca de 400 pessoas afectadas, 60 das quais em estado grave. Quase todos os outros foram detectados nos estados da Baixa-Saxónia, Schleswig-Holstein e Renânia do Norte-Westfália, segundo o Instituto Robert Koch de Berlim.
Na quinta-feira, o Instituto de Higiene de Hamburgo afirmou que a bactéria teve origem em pepinos importados de Espanha. As autoridades alemãs asseguraram que a infecção, provocada por uma variante perigosa da bactéria Escherichia coli, foi originada por pepinos espanhóis que terão sido comercializados no mercado central de Hamburgo - importante centro de distribuição de legumes e frutas.
A responsável local pela área da saúde, Cornelia Prüfer-Storcks, do partido social-democrata alemão (SPD), garantiu mesmo ao "El País" que foram encontrados vestígios de contaminação em três pepinos importados de Espanha, adiantando que "outros produtos poderão estar também infectados" e que novos estudos deveriam ainda ser realizados.
Mas a ministra da Agricultura espanhola, Rosa Aguilar entende que é cedo para acusar Espanha e lamentou que as acusações já tivessem causado "danos irreparáveis" ao sector."Não sabemos onde é que a contaminação teve lugar e a Comissão Europeia tornou claro que pode ter ocorrido fora do país de origem", disse Aguilar citada pela AFP. "Até agora nada foi provado e não foi demonstrado que aconteceu no país de origem", acrescentou a ministra adiantando que em Espanha, o nível de "segurança e qualidade é extraordinariamente alto".
Também o porta-voz da da Comissão Europeia para a Saúde e o Consumo, Fréderic Vincent, declarou que a "contaminação pode produzir-se no transporte ou na distribuição a lojas na própria Alemanha", cita a agência espanhola EFE.
A bactéria já foi identificada noutros países. Os Ministérios da Saúde da Dinamarca e da Suécia relataram 17 casos confirmados de infeccções em pessoas que tinham estado antes no território alemão.
Também as autoridades suíças notificaram um possível caso de uma mulher que tinha estado no Norte da Alemanha e tinha sofrido fortes diarreias.
Na quinta-feira, o Ministério da Agricultura português informou que Portugal não foi indicado pelas autoridades europeias e alemãs como sendo país de destino dos pepinos espanhóis que poderão estar na origem do surto infeccioso.

PS NÃO ACEITA CONTRADIçÃO



Turista indignado por detenção em comício do PS

Rui Beles Vieira, de 37 anos, foi conduzido à Esquadra da PSP de Faro durante o comício de José Sócrates no largo da Liberdade, anteontem à noite, por ter recusado identificar-se perante polícias à paisana. O homem, de visita ao Algarve, estava entre o coro de protestos que perturbou a manifestação socialista.
Em comunicado ontem enviado à agência Lusa, Rui Vieira, que trabalha como teleoperador em Porto Salvo, Oeiras, admitiu ser um turista que parou junto ao comício e se sentiu "indignado" pelo "discurso de mentiras". Nega pertencer a qualquer partido ou movimento e garante que da sua boca apenas saíram frases acerca do PS, "referindo-me à condição precária de milhares de portugueses".
Por:Paulo Marcelino com Lusa/T.G.

2011-05-27

LES DERNIERS INSTANTS DU VOL AF 447


L'AF447 s'est abîmé dans l'Atlantique en juin 2009.

Le Bureau d'enquêtes et d'analyses (BEA) a publié vendredi le scénario de l'accident du vol AF 447 qui, le 1er juin 2009, a disparu dans l'Atlantique sud avec 228 personnes à son bord. Selon les enquêteurs, l'équipage a identifié une zone de turbulence et a cherché à l'éviter.
Les boites noires révèlent aussi que le pilote a appelé le personnel commercial et leur a dit que «dans deux minutes là on devrait attaquer une zone où ça devrait bouger un peu plus que maintenant. Il faudrait vous méfier là». L'avion a «entamé un léger virage à gauche (…) d'environ 12 degrés». S'en est suivi malgré tout l'arrivée dans une zone de turbulences et un givrage des sondes Pitots qui mesurent la vitesse et l'incidence de l'appareil. Durant 45 secondes, l'équipage n'a plus obtenu d'information de vitesse cohérente. «Le pilote automatique puis l'auto-poussée se désengagent et le pilote en fonction annonce: j'ai les commandes». Cet événement est bien maîtrisé par l'équipage. L'appareil passe en mode «dégradé», ce qui veut dire qu'en cas d'erreur de pilotage, il ne peut plus corriger l'ordre que lui donne le pilote. Durant cet événement, l'avion prend de l'altitude: il atteint 37.500 pieds alors que son niveau de croisière devait être d'environ 33.000 pieds.

3 minutes 30 de chute

L'alarme (Stall) de décrochage résonne dans le cockpit. À ce moment précis, l'un des deux copilotes qui est aux commandes tire le manche en arrière et met plein gaz (procédure TO/GA). «Le pilote en fonction maintient son ordre à cabrer. (…). Il restera dans cette dernière position jusqu'à la fin du vol». Les enregistrements des boites noires s'arrêtent à 2h14 et 28 secondes, au moment de l'impact dans l'océan. La chute aura duré 3 minutes 30.
Les enquêteurs du BEA confirment également que le commandant de bord n'était pas dans le cockpit lorsque le vol AF 447 a connu ses premières difficultés. «A partir de 2h10 et 50 secondes, le pilote non en fonction (le copilote qui n'a pas les commandes, NDLR) tente plusieurs fois de rappeler le commandant de bord. (…) Vers 2h11 et 40 secondes, le commandant de bord rentre dans le poste de pilotage».

Une erreur de pilotage

Ce scénario promet une belle bataille d'experts. Air France a tiré en premier vendredi en soulignant le «professionnalisme» de son équipage et en indiquant que «la panne des sondes de vitesse est l'événement initial qui entraîne la déconnexion du pilote automatique et la perte des protections de pilotage associé». Une interprétation qui laissait sceptique les experts aéronautiques proches d'Airbus ainsi que des pilotes de la compagnie interrogés par Le Figaro.
«On semble s'orienter vers une erreur de pilotage, explique ainsi un pilote d'Air France, mais il est clair que tout ce qui se passe est d'abord lié à un givrage des sondes Pitot». Selon les experts, le point crucial du rapport est ce qui suit: le pilote «maintient son ordre à cabrer» alors que résonne l'alarme de décrochage dans le cockpit. «Il restera dans cette position jusqu'à la fin du vol». Cette manœuvre de l'équipage aurait fait décrocher l'avion. L'appareil tombe ainsi dans l'océan sans être récupéré par un pilote qui garde son «ordre à cabrer» - son manche tiré - jusqu'à l'impact. Les experts sont formels: pour éviter le drame, le pilote aurait dû pousser le manche - et non le tirer - pour réduire l'incidence et retrouver de la portance.

ESTADIO FLUTUANTE REUTILIZÁVEL


Estádio para a Copa do Mundo 2022 em Qatar por Stadiumconcept

Desenvolvido pelos arquitetos alemães do Stadiumconcept, este estádio servirá para a Copa do Mundo de 2022 e representa um conceito ambicioso e extraordinário – que pode ser considerado o estádio a ser a solução mais sensacional desde o surgimento das arenas esportivas modernas.
O estádio flutuante é uma construção que pode ser deslocada para locais à beira-mar através dos oceanos. Devido à sua mobilidade global, pode ser utilizado demonstrando ser mais eficaz que os estádios tradicionais.
Esse conceito oferece uma forma visionária, para maximizar o aproveitamento dos investimentos a longo prazo, sem sacrificar o uso eficiente dos recursos energéticos – o Estádio Flutuante é eco-eficiente alimentado por uma mistura de energias híbridas, tais como água, vento e a energia solar.

PAULO PORTAS, O LIBERAL-CONSERVADOR-SOCIAL-POPULISTA-RESPONSÁVEL-MODERADO-CENTRISTA-RADICAL...

O CDS é a favor do acordo da troika mas nem por isso. Diz que tem espaço de manobra. Logo se vê, portanto. Já governou mas nem se lembra. Nomeou muitos boys mas já se esqueceu. Até Celeste Cardona que, sem saber nada da poda, aterrou na CGD. Gastou em submarinos mas é contra o despesismo. O CDS é liberal-conservador-social-populista-responsável-moderado-centrista-radical. Tudo depende do barrete que fica melhor a Paulo Portas quando aparece na televisão.
O voto no CDS é uma espécie de voto em branco que elege deputados. Ou uma tripla para um governo: qualquer um lhe serve. Tem apenas uma mensagem: somos diferentes. Diferentes dos outros e deles próprios. Portas é sempre uma novidade, mais pelo fato que usa do que pela política. É como aquele anúncio de uma água gaseificada: "podíamos dizer que somos muita bons e tal... mas mudámos só o rótulo".
Mas o novo estilo centrista de Paulo Portas resulta. E assusta um PSD desnorteado. Prova disso é o anúncio da disponibilidade do outrora liberal Coelho em rever a lei do aborto. Para reagir ao CDS, o novo PSD encontrou o seu lugar: bem à direita de Portas. Mais extremista no combate ao Estado Social, igual em tudo o resto. Não percebe o verde Coelho que é no centro que os votos lhe estão a fugir para o CDS. Passos entusiasmou-se e foi radicalizando o discurso. Portas, camaleão como sempre, adaptou-se e deu ao seu partido um ar um pouco mais social.
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

"TRAFULHICE" NA CONTRATAÇÃO DE ROBERTO

AFINAL O GUARDA-REDES DO BENFICA NÃO CUSTOU 8,5 MILHÕES DE EUROS. PARTE DESSE DINHEIRO FOI DESVIADO PARA OUTROS FINS.
INDÍCIOS DE BURLA, BRANQUEAMENTO E FRAUDE FISCAL.
 
A época acabou mas Roberto continua na ordem do dia. Agora por causa de uma investigação da Polícia Judiciária de Lisboa que se transformou num processo autónomo que está nas mãos do DIAP de Lisboa, como se sabe coordenado pela procuradora geral-adjunta Maria José Morgado. Caso que é apenas um resultante de uma investigação alargada às transferências do Benfica.
Quarta-feira, a PJ fez buscas no Estádio da Luz e apreendeu toda a documentação relativa à transferência do guarda-redes Júlio César para o Benfica. Mas esta foi a segunda busca feita pela PJ ao Benfica. Há alguns meses, a PJ esteve na Luz precisamente por causa de Roberto, tentando cruzar a documentação com o resultado de muitas escutas realizadas.
conseguiu-se apurar que há a suspeita de que “parte significativa” dos 8,5 milhões de euros que o Benfica teve de dar por Roberto pode ter sido usada como prémio para o título conquistado pelo treinador em 2009/2010. Encontrando-se desta forma uma maneira de também fugir aos impostos. Este é um processo com características muito semelhantes ao da transferência de João Vieira Pinto para o Sporting, no qual o ex-jogador, José Veiga e Luís Duque foram recentemente pronunciados por crimes de branqueamento de capitais e fraude fiscal, com o Estado a declarar-se lesado em 3,2 milhões de euros. No caso concreto de Roberto, um eventual crime de burla terá como vítima o próprio Benfica, surgindo Luís Filipe Vieira, Jorge Jesus e o presidente do Atlético Madrid como potenciais autores dos crimes que estão a ser investigados.
Fontes próximas do empresário Jorge Mendes garantem que este apenas fez a ponte entre o Atlético Madrid e o Benfica. O clube da Luz pretendeu inicialmente contratar o guarda-redes De Gea – entretanto muito valorizado – e a seguir avançou para Asenjo – que chegou a ser examinado na capital espanhola pelos clínicos do Benfica –, mas as duas possibilidades goraram-se. Roberto tornou-se a grande “paixão” de Jesus. Na condição de amigo do CEO do Atlético Madrid, Miguel Ángel Martín, Mendes acabou por ajudar a que o negócio se consumasse. A mesma fonte garante que o agente nunca conversou com a sua assessora Bárbara Vara sobre transferências, isto a propósito de uma escuta onde se fala em “trafulhice” na contratação de Roberto.

2011-05-26

ANEDOTA: JOSÉ SÓCRATES E O JOÃOZINHO


José Sócrates, numa das suas múltiplas visitas a escolas, numa delas considerada escola-modelo onde foi distribuir uns computadores aos professores, resolve pôr um problema às criancinhas.
(Desta vez, parece que não houve casting prévio...)
- Meninos, tenho um problema para vocês resolverem. Quem acertar na solução ganha um computador que eu ofereço!!!
Então, é assim:
Um avião saiu de Amesterdão com uma velocidade de 800 km/h; a pressão era de 1.004,5 milibares; a humidade relativa era de 66% e a temperatura 20,4 ºC. A tripulação era composta por 5 pessoas, a capacidade era de 45 lugares para passageiros, a casa de banho estava ocupada e havia 5 hospedeiras, mas uma estava de folga.
A pergunta é... Quantos anos tenho eu?
Os alunos ficam assombrados.
O silêncio é total.
A professora fica estupefacta.
Então, o Joãozinho, lá no fundo da sala e sem levantar a mão, diz de pronto:
- 50 anos, senhor Engenheiro!
José Sócrates surpreendido fita-o e diz:
- Caramba! Acertaste em cheio. Vou dar-te o computador! Eu tenho mesmo 50 anos. Mas como encontraste esse número?
E Joãozinho diz:
- Bem, foi muito fácil. Foi uma dedução lógica, porque eu tenho um primo é meio parvo, e tem 25 anos...

METAFONIA ESTÚPIDA

Vão haver acórdos, dissestes bem

            Três erros, um talvez menos grave do que os outros, mas todos ferindo um qualquer ponto sensível da nossa alma. Com raiva. Porque são constantes, os media utilizam, as pessoas repetem a cada passo, brinca-se na revista com os dislates de cariz popular ajavardantes, e os erros gramaticais vão-se insinuando cada vez mais fundo na língua, a ponto de pessoas com responsabilidade intelectual os utilizarem.
            Perdoa-se facilmente o calão, é até “porreiro” e muito “bem” usá-lo, mas certos erros de acentuação ou de morfologia dão imediatamente a noção de deficiente estudo gramatical na escola, de falta de leitura, da permissividade ao erro como estratégia pedagógica.
            É o caso do plural “acordos” cuja sílaba tónica tenho ouvido tantas vezes com o aberto. De facto, há em português inúmeras palavras que alteram no plural o timbre da vogal tónica, caso de “ôsso”/“óssos”, “sôgro”/“sógros”, “jogo”/“jógos”. A esse fenómeno fonético se chama “metafonia”, e, para amenizar a leitura destas notas, lembro António Gedeão, e a primeira estrofe da sua “Impressão Digital”, expressiva do conceito de relatividade próprio da diversidade humana: “Os meus olhos são uns olhos. / E é com esses olhos uns / Que eu vejo no mundo escolhos / onde outros com outros olhos / Não vêem escolhos nenhuns.” No exemplo citado, a sílaba tónica do plural das palavras olho e escolho, pronuncia-se com o aberto.
            O mesmo não acontece com o plural de acordo, piolho, bolo, namoro, piloto, estojo, etc. Há imensos exemplos de excepção à regra da metafonia, como se pode ver, por exemplo, na gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”). Mas enquanto ninguém pensa em abrir o o tónico no plural de repolho, de lobo, de estojo, mais os outros exemplos citados, com o danado do “acordo” até advogados lhe abrem o o tónico no plural: acórdos. Não é. É acôrdos, acôrdos, acôrdos, irra! acôrdos!
            Os outros casos são constantes, ainda hoje ouvi na TVI o “vão haver” da nossa melancolia. Porque haver, significando existir, é um verbo impessoal, tal como nevar, chover, saraivar que ninguém pensa em conjugar nas várias pessoas, a não ser por metáfora: “vai haver”, “houve”, “haverá”, “há”, haja”, houvesse, “houver” ... ocasiões, factos, dias, tempestades, o que for, que esteja no plural, que serve de complemento directo e não de sujeito. É um verbo sem pessoa, sem sujeito, fica sempre no singular, como o il y a francês, il pleut, il tonne... É indigno esse erro!
            Bem assim a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, que nunca leva s, ao contrário dos outros tempos verbais, com o s de proveniência latina: tu comes, tu estavas, tu dirás, queiras tu se puderes.... Resulta de um tempo latino do sistema do perfeito que não leva s na segunda pessoa do singular: fecisti > fizeste; fuisti > foste; dedisti>deste; amavisti> amaste.
            E já agora: Na segunda pessoa do plural do mesmo pretérito perfeito, ao contrário de outros tempos verbais em “eis” (fazeis (vós), fazíeis, fizéreis, fareis, faríeis, fizésseis não é -steis- (vós) amásteis, fizesteis, comesteis, dançásteis, fôsteis, etc, mas (vós) amastes, fizestes, partistes, fostes, na segunda pessoa do plural, de sujeito vós (Latim amavistis, fecistis, fuistis...)
            Como é possível que não se insista em combater estes erros e tantos outros no ensino básico?
            A língua é algo de precioso que deveríamos cultivar com amor e não acanalhar como fazemos constantemente. Merece o nosso respeito, segundo os acordos com o fechado que devíamos aprender todos, tal como bebemos o leite materno da infância. Mesmo que os vamos adaptando aos acordos linguísticos próprios da evolução das línguas, ou dos interesses políticos, que, todavia, deverão preservar o bom senso e o bom gosto em função de valores como  a decência. Se é que esta ainda conta.
                                                                                                                 Berta Brás

2011-05-25

NOW, IT'S TIME TO SAY GOODBYE

PIN-UPS-WILL MURAI-1-
CIAO, CIAO, CIAO...

FUKUSHIMA: LA FRANCE CONTAMINEE

Tchernobyl bis repetita ?
La CRIIRAD publie ce jour la carte qui prouve que la France a été contaminée dès le 22 mars 2011 :
1/ les masses d’air contaminé par les rejets radioactifs de la centrale nucléaire de fukushima daiichi sont arrivées 2 jours avant la date indiquée par l’Institut de Radioprotection et de Sûreté Nucléaire (IRSN) ;
2/ elles ont affecté les trois quarts de la France (et non pas le seul sommet du Puy-de-Dôme) ;
3/ l’activité de l’iode 131 particulaire était plus de 20 fois supérieure à celle annoncée pour le 24 mars.
Ni l’IRSN, ni les grands exploitants du nucléaire, ne pouvaient l’ignorer. Omission involontaire (mais invraisemblable) ou délibérée… mais dans quel but ?
La CRIIRAD a saisi ce jour, le Premier ministre et le président de l’Autorité de Sûreté Nucléaire d’une demande d’enquête sur la chronologie des faits et les différents niveaux de responsabilités.
Plus d’information ci-dessous:
http://www.criirad.org/actualites/dossier2011/japon_bis/sommaire.html