2012-04-14

A imagem do dia 14-04-2012

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Six Moons of Saturn
Créditos e direitos autorais : Rafael Defavari
Explicação: How many moons does Saturn have? So far 62 have been discovered, the smallest only a fraction of a kilometer across. Six of its largest satellites can be seen here, though, in a sharp Saturnian family portrait taken on March 9. Larger than Earth's Moon and even slightly larger than Mercury, Titan has a diameter of 5,150 kilometers and starts the line-up at the lower left. Continuing to the right across the frame are Mimas, Tethys, [Saturn], Enceladus, Dione, and Rhea at far right. Saturn's first known natural satellite, Titan was discovered in 1655 by Dutch astronomer Christiaan Huygens, while most recently the satellite provisionally designated S/2009 S1 was found by the Cassini Imaging Science Team in 2009. Tonight, Saturn reaches opposition in planet Earth's sky, offering the best telescopic views of the ringed planet and moons.

Golpe de Estado na Guiné-Bissau: ONU e Casa Branca condenam.


Golpe militar na Guiné-Bissau

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou unanimemente o golpe militar na Guiné-Bissau e exigiu o restabelecimento da situação normal.

Numa declaração aos jornalistas, o Conselho manifestou preocupação com a segurança do presidente interino e do primeiro-ministro, pedindo aos militares para os libertar.

A embaixadora americana nas Nações Unidas, Susan Rice, que preside atualmente ao Conselho de Segurança, confirmou que «a situação evolui rapidamente e não é possível confirmar as informações», alertando para a necessidade de acabar com a violência e restaurar a autoridade civil.

Também a Casa Branca condenou veementemente o golpe militar. O porta-voz Jay Carney garantiu que «os Estados Unidos apelam para a restauração imediata do governo legitimo».

Sexta-feira foi um dia particularmente agitado. O chefe das Forças Armadas
foi detido, assim como o jornalista António Aly Silva, mas este foi entretanto libertado. Entretanto, Portugal pode enviar meios já no domingo para resgatar os cidadãos nacionais que estão no país.

Texto - "Oxymore"

OXYMORE

Arrivé à un âge où il sied de faire, sans concession, une introspection des actes commis au long de la vie, j’entends, exceptionnellement, m’arroger le droit  de juger un homme. Cette introduction abrupte paraîtrait intempestive si l’homme questionné n’était autre que moi.

Le terme « oxymore » pourrait s’appliquer dans toute l’acception du terme à toutes les associations du personnage: courageux et craintif, point assez  lettré mais informé, décidé et parfois hésitant, organisé et quelque fois indolent, communiquant, agoraphile et agoraphobe, timide et décidé, prévenant et égoïste, désintéressé et avare, avare aussi de ses sentiments et parfois exagéré dans les transports, entendant ses semblables au point d’en abstraire son existence, d’un bilinguisme certain, aimant la compagnie et préférant, souvent la solitude.

Est-ce la définition de l’être humain où ces suppositions oxymoriennes pourraient-elles être à l’origine d’un être différent sans idéologie politique aucune sinon celle du bien être de ses semblables, faisant que l’Homme traverse, heureux, la nano-période de son existence matérielle ?  

L’exploration de l’Univers est à ses prémices ; nous ne savons presque rien du néant intersidéral dans lequel nous baignons, ignorants ! Nous faisons la guerre aux autres, ceux qui ne nous ressemblent pas – Tous, puisque nous sommes des individus – discriminant arbitrairement, tels des dieux ou architectes visionnaires de l’au-delà ce qui doit être ou pas…« Je pense, donc je suis », « être ou ne pas être ». Réfléchissons.

Rio de Janeiro, 13 de abril de 2012.

JMIRA      

2012-04-13

A esquerda ganha terreno em Franca

Salário mínimo de 1700 euros é uma das medidas prometidas por Jean-Luc Mélenchon
Não é o socialista François Hollande que mais encarna a mudança para os franceses nas eleições presidenciais, diz uma sondagem ontem divulgada. É certo que 53% dos franceses lhe atribuem esse papel, mas é em Jean-Luc Mélenchon, o candidato da Frente de Esquerda, que 60% pensam como o homem da mudança. É uma ajuda ou um entrave para Hollande?

O trotskista Mélenchon, que congrega na sua candidatura os comunistas, o seu próprio Partido de Esquerda e outras formações "à esquerda da esquerda", tem conquistado eleitores como se apanhasse flores num jardim: de Janeiro até agora, duplicou as intenções de voto.

Segundo a sondagem BVA para o jornal Le Parisien, 13% dos eleitores dizem-se decididos a votar por ele, mas alguns estudos de opinião dão-lhe 15%. Transformou-se no "terceiro homem" das presidenciais, que têm a primeira volta no dia 22, com um discurso inflamado e à esquerda, sem fazer concessões. A sua palavra de ordem é "tomemos o poder".

Mélenchon, um tribuno dotado e inflamado de 60 anos, incentiva à "revolta civil" e à "revolução cidadã". Faz referências múltiplas à história da Revolução Francesa, num discurso de retórica elevada em que cabem apelos à utopia e aos sentimentos, tudo temperado com um humor e ironia arrasadores. A Marine Le Pen, candidata do partido de extrema-direita e anti-islão Frente Nacional (FN), dispensa insultos sem dó: chama-lhe "morcego", "meia maluca", "presença negra", "besta suja a vomitar veneno"...

O seu manifesto eleitoral. O Humano Primeiro, tem propostas radicais: taxar a 100% todos os rendimentos acima de 360 mil euros anuais, salário mínimo de 1700 euros, sair da NATO e, claro, nem pensar em ratificar o mecanismo europeu de estabilidade do euro e a regra de ouro (criação de limites legais ao défice e à dívida de cada país, e de um regime de sanções).

Este ex-socialista e ministro da Educação de Lionel Jospin (2000-2002) foi fundador, com Julien Dray, da tendência Esquerda Socialista, que se opunha à abertura ao centro de Michel Rocard. A esta tendência foram assacadas culpas pelo desastre de 2002 - quando Jospin não passou à segunda volta das presidenciais, batido por Jean-Marie Le Pen, então líder da FN.

Mas em 2005, Mélenchon fez campanha pelo "não" no referendo sobre a Constituição europeia - contrariando a posição do PS. Juntou-se aos comunistas para defender o "não", que ganhou o referendo.

Hoje, perante um cenário de esquerda em refluxo na Europa, poderia pensar-se que Mélenchon seria um candidato do passado, com poucas hipóteses de singrar. Mas não foi nada disso que aconteceu, talvez por particularidades nacionais: por exemplo, 80% dos franceses dizem que a globalização está a acabar com os empregos e 70% acham que ajuda a aumentar o défice, revela uma sondagem IFOP publicada ontem no jornal La Croix.

Muitos franceses estão zangados com Nicolas Sarkozy, com vontade de mudar mas pouco entusiasmados com o socialista François Hollande, o "candidato normal". Por isso, entusiasmaram-se com Mélenchon e os seus comícios que o jornal Figaro (tendência próxima do Eliseu) descreve como "semelhantes às grandes missas tele-evangélicas" dos EUA.

François Hollande não estava à espera disto, embora conheça bem Mélenchon. Ele foi o seu rival no congresso de 1997, no qual foi eleito primeiro secretário do PS. Por causa da campanha de Mélenchon pelo não em 2005, não pôde candidatar-se à presidência em 2007 (Hollande liderava então o PS).

A partir de meados de Fevereiro, as perdas de Hollande são quase o espelho dos ganhos de Mélenchon: este passou de 9% para 15%, enquanto o socialista caiu de 32% para 28%. Hollande pede aos seus próximos que não ataquem Mélenchon, embora apele ao "voto útil".
PUBLICO

PPC mais papista do que o papa nos sacrificios impostos aos Portugueses


<p>Passos Coelho anunciou que os cortes do 13º e 14º meses irão durar mais do que estava previsto</p>

Troika não sabia do fim das reformas antecipadas e de cortes dos subsídios após 2013.
Ao que o PÚBLICO apurou junto de fontes próximas do processo, a proibição das reformas antecipadas decretada sem aviso pelo Governo apanhou todos de surpresa, inclusive a Comissão Europeia (CE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). A troika não sabia nada sobre esta decisão do Governo e também ainda não analisou o impacto desta medida.

Do mesmo modo, o Executivo de Pedro Passos Coelho não tinha discutido com a CE e com o FMI a manutenção dos cortes dos subsídios além de 2013, bem como a sua reposição gradual. O programa da troika só tem definidas medidas e reformas até ao final do próximo ano e, embora haja metas de redução da despesa com salários até 2015, não tinham ainda sido discutidas as medidas para as atingir.

Na semana passada, foi publicado em Diário da República um documento decretando a suspensão imediata das reformas antecipadas. A medida entrou em vigor na véspera da Páscoa e prolonga-se até 2014, abrangendo todos os trabalhadores que descontam para a Segurança Social e que, a partir de agora, não poderão pedir reforma antes dos 65 anos. O Governo justificou a medida e a sua não divulgação pública com a necessidade de evitar uma corrida às reformas.

Além disso, o primeiro-ministro anunciou na semana passada que os cortes do 13º e 14º meses irão durar mais tempo do que estava inicialmente previsto. Segundo Passos Coelho, os subsídios não serão devolvidos antes de 2015 e a sua reposição será feita de forma gradual.

PUBLICO

2012-04-12

Texto - "Democracia e policia"

 

DEMOCRACIA E POLICIA

Numa Sociedade civilizada a policia tem um papel fundamental. Ela é a garante do processo democrático, permitindo que a escolha do Povo seja respeitada, garantindo o bom funcionamento do Estado, protegendo os mais desprovidos, fazendo respeitar a Lei. Essa Lei, que, muitas vezes, não dispondo dos agentes que a saibam interpretar e aplicar cabalmente, aparece, ao cidadão comum de forma obscura, obtusa e permissiva para aqueles que conhecem todos os seus meandros…

E ponto assente que os cidadãos devem  ser protegidos pelos seus representantes. A policia é um deles. Os policias existem e são pagos pelo erário publico. Como compreender, então, que alguns desses agentes agridam o povo? Tivemos dois casos em poucos dias de empregados do Estado a “exercerem autoridade” sobre pessoas que tão somente tiveram a infelicidade de se encontrar ao seu alcance.

Parece-me que precisamos, aqui também, de uma nova revolução, desta feita diferente do “25 de Abril de 1974”; desta vez temos que mostrar a essa gentalha que o seu comportamento numa sociedade que se preza pelo respeito dos direitos humanos é absolutamente inaceitavel.

Mas como o Povo Português é pacifico e civilizado não reclamamos torturar com requinte esses miseraveis complexados, vulgo patéticos, parvalhões ou patêgos, nem condena-los a uma "pena de morte e suplicio" que, felizmente, não existe no nosso Pais; julgo sim que, devemos  infligir-lhes o que seria o maior dos castigos: exila-los para um daqueles paises do terceiro-mundo onde impera a violência para que assim pudessem "beneficiar" de um "tratamento especial" de acordo com a sua estupidez e brutalidade!

Um "26 de Abril" Ja!!!

JMIRA

2012-04-11

Fotografia - "Céu do Rio"

"Céu do Rio às 18 horas e 11 minutos, menos 1 minuto, do domingo 18 de marco de 2012"

JMIRA

Diz o Daniel Oliveira: Maternidade Alfredo da Costa: nem as joias de coroa escapam ao saque



Se tivéssemos de escolher um símbolo de uma evolução positiva de Portugal desde o nascimento da democracia provavelmente a escolha mais acertada seria a drástica redução da mortalidade infantil.
Portugal tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do Mundo. Estamos no topo, com uma média inferior aos países da OCDE e sendo o 6ª melhor da União Europeia. E éramos, antes do 25 de Abril, o pior país da Europa. Em 1960 morriam 77 crianças com menos de um ano em cada mil nascidas. Números que podemos hoje observar na Guiné Equatorial, na Libéria ou no Sudão. Em 2011 morriam apenas quatro, números muito próximos da Holanda, da Bélgica ou da Dinamarca. Em apenas duas décadas (anos 80 e 90), a mortalidade infantil desceu 79%, a mais rápida evolução que se conhece até hoje no Mundo. Teremos poucos records de que nos orgulhar. Este é, seguramente, um dos mais relevantes. Em pouco tempo passámos do terceiro Mundo para o melhor do primeiro. Num indicador que diz imenso sobre as prioridades de um País.
Para estes números contribuiu, de forma determinante, a criação de uma rede de cuidados de saúde pública materno-infantil, que funciona de forma exemplar. E para a sua construção trabalharam vários governos, do PS e do PSD, naquilo que parecia ser um dos poucos consensos políticos nacionais com vantagens para os portugueses. E dessa rede, um dos símbolos de qualidade e excelência, é a Maternidade Alfredo da Costa. Não é um hotel de luxo. Quem procura conforto não escolherá aquela maternidade. Mas quem se quer sentir seguro, na cidade de Lisboa, não hesita. Foi naquela maternidade que a minha filha nasceu, como nasceram muitos lisboetas.
Os burocratas do Ministério da Saúde falam da possibilidade de encerrar a Maternidade Alfredo da Costa. Como de costume, apresentam números de uma capacidade excedentária nesta área. Mas muitos não ignoram o valor do edifício da MAC, bem no coração da cidade. O desmantelamento das funções sociais do Estado, que os contabilistas deste governo estão a levar a cabo, não poupa vítimas. E nem o que de melhor o Estado fez neste País, motivo de orgulho de profissionais e cidadãos, será poupado. O saque é geral. Nem o essencial do essencial ficará de fora.

Alerta de tsunami

O sudeste asiático foi hoje abalado por um forte sismo seguido de uma réplica de 8,2. Até ao momento não há registo de vítimas.

O Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico levantou o alerta de tsunami no oceano Índico, após o forte sismo registado hoje ao largo da ilha de Sumatra, Indonésia.
"Os níveis do mar indicam que a ameaça diminuiu na maioria das regiões, e por esse motivo o aviso de tsunami emitido por este centro é agora cancelado", referiu o norte-americano Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico, sediado do Havai e que tem vigiado as correntes do Oceano Índico após o sismo de magnitude 8,6 na escala de Richter e uma réplica de 8,2 na ilha indonésia.
Victor Saridna, geofísico do instituto, afirmou à agência de notícias Reuters que não parece haver perigo, mas que o centro ainda está a "monitorizar a situação."
O primeiro sismo foi também sentido em Singapura, Tailândia e Índia. A agência de notícias AFP revelou que o abalo durou cerca de cinco minutos e ocorreu às 15h38 locais, 9h38 em Lisboa. Imediatamente foi emitdo um alerta de tsunami para todo o Índico.
Com a tsunami de 2004, que matou 230 mil pessoas, ainda na memória gerou-se o pânico, levando muitas pessoas a saírem das zonas costeiras em direção a regiões mais altas. Ainda não se conhecem vítimas ou danos materiais. O Presidente indonésio diz que não há mortos nem feridos graves, mas ainda pode levar alguns dias até se conhecerem os efeitos do sismo.

Desenho - "Corcunda" - 10-04-2012

"Corcunda" - 10-04-2012 - (inspirado pela sombra na parede da roupa a secar no meu estendal) 

JMIRA