2012-11-22

Diz O Pais do Burro: "Viva o respeitinho"!



Bater em inocentes primeiro e investigar depois. Se a consciência não pesa, trabalhar a imagem é muito importante para estancar a indignação. A PSP fez saber que está a apertar a vigilância aos grupos de radicais que terão provocado a violência registada no protesto de quarta-feira em frente à Assembleia da República. Tudo é melhor do que admitir que no grupo daqueles selvagens que arremessaram paralelepípedos à polícia havia colegas infiltrados. Reza a versão oficial que foram membros de claques de futebol, traficantes de droga, gente que semeia violência por puro prazer. Às tantas, estes hooligans drogaram-se tanto que, ao chegarem ao Parlamento, ao verem tanta gente, convenceram-se que estavam na Luz ou em Alvalade em pleno derby lisboeta. Ou então é a polícia que pensa que pode anestesiar a opinião pública com histórias da carochinha, ainda por cima tão mal contadas.
Os "hooligans" estavam ali, separados do resto, era ali e naquele momento que a polícia teria que ter dado serventia ao treino que recebe para fazer face a incidentes deste tipo. É para isso, para serem protegidos e não para serem agredidos, para que os seus direitos sejam respeitados e não esmagados, que aqueles cidadãos que ali se manifestavam ordeiramente descontam os impostos que pagam os treinos, os salários e as fardas ultrajadas pelos hooligans que delas se serviram para agir como autênticas bestas, em total impunidade.
As imagens que todos vimos nas televisões e nas redes sociais são claríssimas. Houve violência, mesmo muita violência. Os relatos das detenções que ocorreram depois também coincidem todos. Entre outras proezas, a polícia coagiu os detidos a assinarem documentos em branco e negou-lhes o direito a serem defendidos pelos respectivos advogados. Perante isto, nem o menor sinal de arrependimento. "A polícia agiu adequadamente". Três dias depois, em vez das desculpas públicas e do anúncio dos inquéritos com vista à expulsão de bandidos que, como tal, não podem pertencer à polícia, brindam-nos com histórias destas. As chefias quiseram aproveitar a oportunidade para mostrarem de que lado estão e a quem servem. Viva o "respeitinho". Não estava morto, estava só a dormir.
BLOGUE "O PAIS DO BURRO"

FMI: Mandar postas de pescada e destruir Portugal

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para Portugal, Abebe Selassie, defendeu, numa entrevista ao "Diário de Notícias" e "Jornal de Notícias", que, no segundo trimestre de 2013, o PIB deverá inverter a sua tendência de queda e regressar a terreno positivo em 2014. O representante da troika disse também que Portugal poderá voltar a ter taxas de desemprego mais baixas no longo prazo. No que diz respeito à necessidade de se refundar o Estado social, no âmbito do pacote de poupanças de pelo menos quatro mil milhões de euros, Abebe Selassie diz que o Governo português deve debater o que "realmente quer fazer" nos sectores da saúde, na educação pública e nos apoios sociais.
Três coisas rápidas:
Primeira: porque raio um funcionário do FMI, que ninguém elegeu, se acha no direito de dar entrevistas em que manda postas de pescada sobre as grandes escolhas políticas de um Estado soberano? O senhor Selassie está em Portugal, diz-se, para acompanhar a aplicação de um memorando assinado pelo Estado português. Que se sente na sua secretária, no seu horário de trabalho, e o faça. A participação, através da comunicação social, no debate nacional sobre as grandes opções política de Portugal, país do qual não é cidadão e onde não vive, não está contemplada nas sua funções de mero burocrata.
Segunda: não sei se o senhor Abebe Selassie leu as conclusões da instituição para a qual trabalha e se sabe que o FMI conclui, recentemente, que em vez de se perder cinquenta cêntimos por cada euro de austeridade (onde se incluem o aumento de impostos e os cortes na despesa do Estado), como previa, se perdiam entre 90 cêntimos 1,70. Ou seja, que a economia perde mais do que ganha com a austeridade. Bem sei que no mastodonte de incompetência que é o Fundo Monetário Internacional - que tem deixado um rasto de destruição em tudo o que toca -, aprende-se lentamente e se trabalha em piloto automático, mas seria bom que as conclusões a que chegam servissem para alguma coisa.
Terceira: as precisões da troika para a evolução do PIB não valem um cêntimo. Recupero aqui um excelente quadro, feito pelo jornal "Público", sobre o que foi sendo previsto nas sucessivas revisões do memorando de entendimento. Na sua primeira versão, dizia-se que o aumento do PIB seria, em 2014, de 2,5%. A previsão manteve-se em Setembro de 2011, na primeira revisão. Na segunda, em dezembro, já era de 2,4%., Na terceira, em abril de 2012, era de 2,1%. Na quarta, em Junho, era ainda de 2,1%, mas na quinta, em outubro, quando finalmente os efeitos das receitas recessivas da troika se começaram a sentir a sério, tinha passado para 1,2%. Um mês depois, em novembro, a sexta revisão já fala de 0,8%. Acho que estamos conversados sobre as capacidades técnicas destes senhores em preverem os efeitos económicos do que defendem. Por isso, se é para destruírem um país, que ao menos o façam calados.
Daniel Oliveira  

Conheça o inferno das prisões do Sudão do Sul



Sudão do Sul: Presioneiros acorrentados caminham lado a lado para regressar às celas na prisão de Rumbek (EPA/DAI KUROKAWA)Acorrentados pés e mãos para o resto da vida, atirados para o corredor da morte sem provas nem julgamento. A sobrelotação das prisões de Juba e Rumbek, no Sudão do Sul, acaba por ser o menor dos problemas para quem está ali recluso. À total ausência de cuidados de saúde, de saneamento ou se acesso a uma alimentação, junta-se a condenação sem acesso a defesa jurídica.

As detenções arbitrárias e o crime estão aqui de mãos dadas, os Direitos Humanos longe de serem cumpridos, conforme indicou o relatório de 2012 da organização Human Rights Watch. Este mês, uma funcionária das Nações Unidas que investigava a não aplicação dos Direitos Humanos no país foi expulsa e considerada persona non grata pelo governo sudanês. Foi acusada de produzir relatórios «antiéticos» e «não confirmados» pelo porta-voz do governo.

Uma reportagem fotográfica da EPA - European Pressphoto Association - mostra a miséria humana do mais novo país do mundo. Falta tudo, a começar pelo direito a ser inocente.

Smile Tombek, 33 anos, é um desses exemplos no Estabelecimento Prisional de Juba. Foi condenado a 14 anos de prisão sem julgamento, juntamente com as suas três irmãs, acusado de um homicídio que diz não ter cometido. «Alguém foi assassinado e toda a nossa família foi acusada disso e foi presa. Desde essa altura, nunca tive a oportunidade de falar com ninguém, como um advogado», relatou a EPA. Os exemplos de casos sucedem-se.

Os detidos que são acusados ​​ou condenados por homicídio são acorrentados durante longos períodos de tempo, muitas vezes para sempre, por vezes em conjunto. O castigo corporal é usado como «disciplina» e há relatos de presos espancados com bastões e chicotes por desobediência a guardas prisionais.

O Sudão do Sul foi declarado independente a 9 de julho de 1011 e tem cerca de oito milhões de habitantes.

TVI24

Vergonhoso: Imagens RTP: Comissão Trabalhadores acusa Miguel Macedo


Miguel MacedoMais uma reação que surge após a demissão de Nuno Santos do cargo de diretor de informação da RTP, a propósito de imagens em bruto da manifestação no dia da greve geral cedidas à PSP.

A Comissão de Trabalhadores (CT) da RTP emitiu um comunicado em que dirige duras acusações ao ministro da Administração Interna: «Não pode tolerar-se que Miguel Macedo, para efeitos da propaganda do Governo, induza ao crime ¿ seja com as pedradas dos seus infiltrados, seja com pedidos de imagens que pressupõem uma violação da legalidade pela RTP».

«Não pode tolerar-se que homens de mão do ministro entrem na televisão pública como numa quinta sua, sem mandado judicial, para visionar e requerer cópias de imagens destinadas exclusivamente ao trabalho jornalístico», lê-se no texto divulgado esta quinta-feira, em que também já existe reação às
declarações de Miguel Relvas, que rejeitou qualquer intervenção: «Não pode tolerar-se um Ministério da tutela que tolera toda esta intromissão e dela se faz cúmplice, por acção ou omissão».

A CT considera que «está na hora de apurar também as responsabilidades políticas» neste processo, depois de «uma parte das responsabilidades» ter sido assumida pelo Diretor de Informação e pelo Conselho de Administração. «Um inquérito interno irá correr para apurar outras responsabilidades: o ministro Miguel Macedo deverá saber que nem nós somos figurantes da sua encenação, nem a RTP é uma manifestação onde possa colocar impunemente os seus peões infiltrados», frisa.

Sobre o que aconteceu nos últimos dias, a Comissão refere que o Governo «quis contar com imagens gravadas pela RTP», mas «a cada passo que dava dentro da RTP, o pedido governamental tropeçava na resistência dos trabalhadores».

Entretanto, o Conselho de Redação convocou um plenário de jornalista para as 21:00 desta quinta-feira.

TVI24
Em qualquer Pais civilizado e democratico, o ministro demitia-se imediatamente. Mas os "Miguéis" não largam o tacho, eles que transformaram a nossa Patria numa qualquer "Republica das Bananas"!

A imagem do dia 22-11-2012

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Night of the Long Leonid
Image Credit & Copyright: Stéphane Vetter (Nuits sacrees)

Explanation: A cosmic grain of sand left the long and colorful trail across this all-sky view. Its grazing impact with planet Earth's atmosphere began at 71 kilometers per second. With the Milky Way stretching from horizon to horizon, the scene was captured on the night of November 17 from the astronomically popular high plateau at Champ du Feu in Alsace, France. Of course, the earthgrazer meteor belongs to this month's Leonid meteor shower, produced as our fair planet annually sweeps through dust from the tail of periodic Comet Tempel-Tuttle. The shower's radiant point in the constellation Leo is very close to the eastern horizon, near the start of the trail at the lower left. Bright planet Jupiter is also easy to spot, immersed in a faint band of Zodiacal light just below and right of center. The image is part of a dramatic time-lapse video (vimeo here) that began only 7 minutes before the long leonid crossed the sky.

Texto - "E foi feita justica"


 

Naquele ano e noite de graça de Mil novecentos e oitenta e qualquer coisa, estava eu bem pacato e sossegado, no habitual balcão do Tony’s Bar, quando um personagem, de olhos avermelhados, nariz inchado em batata, sorriso cretino, manifestamente muito mais alcoolizado que eu decidiu, investido de crente e divina missão, que devia ser eu o eleito para, “embrulhar” e desfazer assim as suas magoas.

 

Naquele balcão comprido eu, que só tinha olhos para a empregada que também era a dona, fui, pouco a pouco, lentamente mas inexoravelmente, com lentas mas  persistentes cotoveladas empurrado sempre em silêncio, até ao limite do suportável e estremo do balcão. Ai chegado e sem espaço para mais, resolvi, conciliante ainda, questionar o porquê daquela  atitude…

 

Claro que o borracholas só esperava uma palavra minha para por em pratica os seus intentos… Logo ai iniciou grande e violenta verborreia onde, pelo meio, não faltaram nem insultos nem grandes ameaças contra a minha pobre integridade física. Claro que comecei a recear o que certamente me iria acontecer e entendi dever ficar calado.

 

Mas o brutamontes cuja cabeça, em altura, ficava muitos centímetros acima da minha, entendeu o meu silêncio como uma provocação suplementar; tratou-me de tudo em que a palavra “cobardia” ganhava a todas as outras. Bem, comecei também a ficar um pouco irritado; mas continuando sem nada dizer, aceitando as humilhações no intuito de salvar a pele.

 

Atento, contudo, não deixava de avaliar a situação na esperança de, em desespero de causa, lhe esborrachar a penca… Mas os insultos multiplicavam-se, agora dirigidos aos meus pais e família. Pronto: tinha que ser; não podia continuar sem reacção e virei-me, por fim face à besta. era o que ele esperava e, numa ultima careta, vomitou a agressão anunciada…

 

Preparei a defesa; o animal então, certo da sua brutalidade, prepara um murro monstruoso; recua, toma balanço, inclina-se para trás, e vai desferir… mas, talvez efeitos da bebedeira, tanto quis armar, que perde o equilíbrio e cai redondo de costas; bate com os tutelos traseiros no mosaico e vai para o hospital!

 

Não levei, não esbocei um gesto, não bati, safei-me!

 

Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2012.

 

JoanMira 

2012-11-21

Funcionários da PJ protestam em frente ao Parlamento

Funcionários da PJ protestam em frente ao Parlamento

Algumas centenas de funcionários da Polícia Judiciária (PJ) encontram-se concentrados em frente ao Parlamento em protesto contra as medidas de austeridade previstas no Orçamento de Estado para 2013 (OE2013).


O presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da PJ (ASFIC/PJ), Carlos Garcia, entregou um manifesto à presidente da Assembleia da República.

A associação está preocupada com o impacto das medidas contidas no Orçamento do Estado para 2013 na vida pessoal e profissional dos funcionários da PJ, designadamente com a alteração das regras de aposentação e de disponibilidade, congelamento na progressão das carreiras e restrições na gratuitidade dos transportes públicos.

Os manifestantes empunham cartazes contestando os cortes salariais e no orçamento de funcionamento da PJ.

Antes de se deslocarem à Assembleia da República os funcionários da PJ participaram, às 15h30, numa reunião geral de trabalhadores, em Lisboa.
DIARIO DIGITAL

2012-11-20

A revolta dos sargentos

A Associação Nacional de Sargentos (ANS) lançou hoje um apelo à participação dos militares nas iniciativas de protesto contra o Orçamento do Estado previstas para o dia 27, dia da votação final do documento no Parlamento.
"A instabilidade e insegurança já latentes no seio dos militares, particularmente desde o início de 2005, muito se agravaram com a entrada em funções do atual Governo face às medidas que desde então foram sendo implementadas, mesmo contrariando as promessas eleitorais que lhes permitiram chegar ao poder", lê-se num comunicado hoje divulgado pela ANS.
Considerando que a proposta de Orçamento para 2013 veio agravar este "clima de insegurança e de instabilidade, acrescentando-lhe agora um grave sentimento de indefinição", prossegue o comunicado, a associação apela à presença dos militares na manhã de terça-feira nas galerias da Assembleia da República para assistirem ao momento da votação final global do Orçamento.

Vigília frente ao Palácio de Belém

A ANS apela ainda à participação na vigília marcada para a tarde, em frente ao Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República -o comandante supremo das Forças Armadas - e a quem os militares pedem que não promulgue o Orçamento e o envie para o Tribunal Constitucional.
A realização desta vigília foi decidida a 10 de novembro, no final de uma manifestação organizada pelas três associações que representam os militares e que reuniu em Lisboa milhares de pessoas.
No comunicado de hoje, a ANS sublinha a mobilização conseguida nesta manifestação para contrariar declarações de "diversos responsáveis" pelo Ministério da Defesa Nacional e "responsáveis militares" que querem "tentar fazer passar a imagem de que a instabilidade, o mal-estar e a insegurança não existem no seio dos militares".
A este propósito, a ANS refere ainda o "aparecimento de centenas (por ramo) de pedidos de passagem à situação de reserva" e que "vários militares" tiraram férias quando o ministro Aguiar Branco foi ao Centro de Formação Militar e Técnico da Força Aérea, na Ota, "para não estarem presentes naquele dia", enquanto outros "abdicaram de almoçar para não o fazerem ao mesmo tempo" que o ministro.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/sargentos-apelam-a-participacao-nos-protestos-contra-orcamento=f768342#ixzz2CneUjFwL

FMI entende que sacrificios em Portugal não são suficientes!


 
O Fundo Monetário Internacional (FMI) quer que o Governo português corte despesas sobretudo com a função pública e com as prestações sociais. No relatório elaborado pela missão do fundo em Portugal, divulgado esta terça-feira, a instituição deixa claro que, no âmbito dos cortes de despesa que o Governo tem de efetuar nos próximos anos, a prioridade deve ser dada a estes dois setores.

«O principal foco terá de ser a racionalização dos pagamentos e do emprego no setor público, além da reforma das pensões e outras prestações sociais, com o objetivo de conseguir serviços públicos mais eficientes e uma redistribuição mais equitativa», pode ler-se no documento.

«Dado o ainda significativo ajustamento orçamental necessário daqui para a frente, é necessário um debate público sobre a forma de dividir o fardo do ajustamento restante, de forma justa e amiga do crescimento. A despesa, particularmente nos salários públicos e prestações sociais, escalou ao longo de muitos anos, sem observância pela capacidade financeira do Estado», lembra.

Recorde-se que o Governo tem planos para cortar 4 mil milhões de euros até 2014 mas as medidas só serão detalhadas em fevereiro, aquando da sétima avaliação regular da troika ao programa português.

Ao mesmo tempo, e «embora seja difícil reduzir a carga fiscal nos próximos anos, existe margem para reduzir distorções nos impostos e simplificar o sistema fiscal. Em particular, as despesas fiscais podem ser mais reduzidas, e existem incentivos fiscais que devem ser tornados mais eficazes e direcionados ao setor dos bens transacionáveis».

O FMI defende ainda uma base de incidência fiscal mais ampla, como forma de reduzir as taxas dos impostos, incluindo o IRC, para atrair mais investimento direto estrangeiro.

Reformas são politicamente difíceis e consenso será posto à prova

O FMI elogia os «progressos consideráveis» já feitos por Portugal no programa em curso, mas sublinha que ainda há uma parte significativa do caminho por percorrer, e que existirão obstáculos até ao destino.

«Apesar dos atrasos, o ajustamento orçamental de fundo avançou de forma marcada», começa por dizer o Fundo, no relatório emitido pela missão em Portugal. Mas, «apesar disso, a perspetiva de curto prazo permanece incerta e persistem consideráveis desafios económicos de médio prazo».

«Manter e ancorar a disciplina orçamental e desalavancar o setor privado continuarão a ser imperativos, mas também gerarão ventos contrários ao crescimento», admite, especificando que «o ajustamento orçamental tem de continuar, apesar de um abrandamento inesperadamente forte das receitas esteja a atrasar o cumprimento das metas originais de redução de défice».

Sublinhando que as reformas estruturais, cuja
agenda pode ter de ser revista, são «difíceis do ponto de vista político», o Fundo refere que «ultrapassar estes desafios vai continuar a testar o consenso social e político português, que até aqui se tem mantido robusto de uma forma assinalável».

Mais: o Fundo alerta para a resistência à mudança de hábitos instalados, em termos de política económica e fiscal. «As tendências da política económica para favorecer maior despesa e financiamento de dívida deverão permanecer fortes, e o anterior desvio para políticas orçamentais indisciplinadas podem ser recorrentes».

Europa e BCE têm papel a desempenhar

O sucesso do programa depende também da capacidade dos líderes europeus para forjar as reformas necessárias para ultrapassar a crise. Para já, «o compromisso público dos líderes europeus em darem apoio adequado a Portugal até que o acesso ao mercado seja restaurado, desde que programa seja cumprido, oferece uma rede de segurança valiosa».

Para ultrapassar a segmentação do mercado de crédito, seria também importante clarificar melhor os critérios de elegibilidade para o programa de compra de dívida do BCE, apela.
TVI24

Diz Carlos Goncalves: Homenagem ao Vice-Cônsul de Portugal em Paris Nuno Cabeleira

"Hoje na Embaixada de Portugal em Paris vai ter lugar a cerimónia de entrega das insígnias de
Comendador da Ordem de Mérito ao Vice-Cônsul de Portugal em Paris António Nuno Cabeleira de Sousa.
É uma homenagem justa pois o Nuno Cabeleira é uma das figuras da comunidade portuguesa e o seu trabalho no Consulado de Paris é por todos reconhecido como exemplar.
O Nuno Cabeleira foi meu chefe, colega e ...
amigo e lamento imenso não poder estar presente na cerimonia em que o Estado Português reconhece o mérito de um dos seus cidadãos que dedicaram a sua vida profissional às comunidades portuguesas.
Todos os que conhecemos o Nuno Cabeleira temos uma história para contar sobre ele tantos são os exemplos de amizade, sobriedade e generosidade que ele como Vice-Cônsul sempre manifestou.
Eu também tenho muitas historias mas gosto principalmente de uma. O Nuno, meu colega, foi um dos fundadores de meu Sindicato, o STCDE, e foi ele com mais alguns funcionários que o criaram que permitiram dar dignidade aos trabalhadores consulares.
É a outra faceta do Nuno que muitos desconhecem mas que eu e muitos colegas espalhados pelo mundo devemos estar eternamente agradecidos.
Parabéns ao Nuno Cabeleira."
Este blogue associa-se a esta tão merecida homenagem. Pessoalmente, desejo ao Nuno toda a felicidade do Mundo.