2011-08-22

Incidente na Madeira: deputado do PND interrompe discurso de Jardim - video

Alberto João Jardim foi interrompido no seu discurso do Dia da Cidade do Funchal por um deputado do PND. A saída da cerimónia, foi a vez de José Manuel Coelho acusar o líder regional de levar a Madeira à falência.

O bailinho de Jardim


500 anos do Funchal custaram mais 75% que o previsto

A dívida da Madeira cresceu mais de 100% em apenas cinco anos, é hoje da ordem dos mil milhões de euros e serviu para financiar a perpetuação de Alberto João Jardim no poder.
Agora, perante a realidade, quer negociar um acordo de urgência com Pedro Passos Coelho. A pouco mais de um mês das eleições regionais.
A situação da Madeira, ironicamente, faz-nos recuar alguns meses e recordar José Sócrates e a forma como acabamos nas mãos da ‘troika', do FMI e de Bruxelas. A poucas semanas de ir a votos, Sócrates foi mesmo obrigado a pedir ajuda externa; agora, Jardim também quer ajuda externa, dos ‘cubanos' do Continente. Separados à nascença, por ideologia e feitio, unidos na desgraça financeira que resulta de uma política alimentada por dívidas que, simplesmente, não se pagam por si. A falência, na Madeira, também está aí ao virar da esquina.
O pedido dramático de João Jardim, é claro, antecipa o debate eleitoral, narrativa, aliás, que já tinha começado antes das legislativas que levaram Passos Coelho a primeiro-ministro e que só se esbateu quando a tragédia do temporal arrasou com a região. Primeiro, ‘explicou-nos' que tinha de recorrer à dívida para evitar o ataque financeiro do Governo socialista, que, obviamente, não foi muito eficaz, ou Jardim não teria tido a oportunidade de multiplicar por várias vezes a dívida que tinha em 2005 quando Sócrates chegou.
Este fim-de-semana deu a saber que vai deixar de pagar aos fornecedores e que o problema está agora nas mãos do novo primeiro-ministro. E ainda tem a ‘lata' de exigir mais autonomia... Percebem, agora, porque é que Merkel não está disposta a aprovar as obrigações europeias, as ‘eurobonds', sem fortes restrições às autonomias dos Estados, ou, se quisermos a versão benigna, sem mais coordenação e integração europeia. A Madeira não precisa de mais autonomia, precisa de menos, especialmente se não existirem sanções efectivas para comportamentos como os de Jardim.
Passos Coelho tem uma tarefa difícil, e uma oportunidade única. Será difícil, obviamente, dizer não a João Jardim, porque isso será também dizer não ao partido, ou a uma parte dele. Mas se aceitar negociar agora, e nos termos de Jardim, estará a envolver-se directamente nas eleições regionais, estará a promover o que criticou antes e depois das legislativas, estará a contribuir para perpetuar uma forma de (des)governo que nos trouxe a austeridade que vivemos hoje.
Os portugueses fizeram a vontade a Pedro Passos Coelho e abriram um novo ciclo no País, político e até geracional. O novo Governo tem prometido muito, embora, para já, só os aumentos de impostos sejam uma realidade. A forma como este processo for conduzido vai revelar se as intenções do primeiro-ministro são para todos os portugueses ou se uns continuarão a ser mais do que outros.
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António Costa, Director
antonio.costa@economico.pt

2011-08-21

Alcochete: Enxame de abelhas assusta moradores

Um grande enxame de abelhas está assustar os moradores de uma rua de Alcochete, cujas varandas e beirais de telhado se tornaram este domingo no local de poiso dos insectos, com os bombeiros locais sem meios para resolver a situação.

Um grande enxame de abelhas está assustar os moradores de uma rua de Alcochete, cujas varandas e beirais de telhado se tornaram este domingo no local de poiso dos insectos, com os bombeiros locais sem meios para resolver a situação. .


Fonte dos bombeiros de Alcochete confirmou à agência Lusa que foram recebidas várias queixas de moradores na alameda do Grupo Desportivo Alcochetense, que se situa junto ao estádio de futebol, que não se atrevem a abrir as janelas com medo de serem picados pelas abelhas. De acordo com a mesma fonte, os bombeiros locais "não têm condições para ajudar a resolver a situação porque se trata de uma grande quantidade de abelhas". A agência Lusa contactou a Protecção Civil de Setúbal, que disse desconhecer a situação, mas adiantou que em situações idênticas é chamado um apicultor para recolher as abelhas.

Celorico de Basto: queda de palco faz um morto

Um temporal causou um morto e vários feridos em Celorico de Basto. Tudo aconteceu na localidade de Senhora do Carvelo durante uma festa religiosa. Um palco colocado para o evento caiu com a força do vento, atingindo várias pessoas.

Uma mulher, com idade entre os 45 e 55 anos, teve morte imediata. Há ainda a registar seis feridos. Os casos mais graves foram transferidos para o hospital de Guimarães.

TRAGEDIA EM CELORICO DE BASTO

Vídeos
 

Frases obscenas, injúrias e vizinhas cuscas. A triste história de amor que acabou em tribunal


?A culpa foi dela, ela põe-me fora de mim.?

Ao fundo da Rua dos Fanqueiros, plena baixa lisboeta, uma conspiração de vizinhas quadrilheiras amontoa-se à volta do prédio decrépito. Uns vêm cá fora espreitar só para ver se ninguém morreu e recolhem aos seus lares, enrolados nos seus roupões. Outros - ou melhor, outras - estão tão embrenhadas na tarefa de descobrir os segredos dos lençóis alheios que esticam as orelhas, e ainda mais as línguas. São três da madrugada mas nenhuma se retira sem conhecer na íntegra os pormenores da revolução que varreu o 3.º andar direito.

Na verdade, estão estas vizinhas fartas de saber. A Amélia, a Judite, a Esmeralda não vão à sala de audiências, mas está na cara que foi uma delas quem chamou a polícia. E quem não chamou fez questão de dotar os agentes de informações úteis: coisas da cama alheia e intrigas comoventes.

Conta o agente Maximiliano ter sido chamado ao local por excesso de ruído naquele andar tarde e a más horas. Conta também que quando a denunciante ligou para a esquadra foi instada a ir ela própria bater à porta do vizinho, denunciar o incómodo. Mas ela nem pensar, "eu cá não me meto lá dentro, ainda acabo feita em postas". Até porque, diz-se, era o pão nosso de cada noite. Berros para aqui, empurrões para acolá, choro, gritaria. Bum. Tanto que o prédio, ansioso por obras, todo ele tremia. E dessa vez parece que o episódio azedou à séria.

Quando o agente Maximiano e o colega de serviço bateram à porta do 3.º direito tiveram logo uma recepção à bruta: injúrias, ultrajes, insolências, empurrões. É por isso que o Zé, o inquilino do 3.º andar, está a responder em tribunal pelos crimes de injúria agravada, resistência e coacção sobre funcionário, e não por ter violado a lei do ruído ou por violência doméstica.

O pior era lá dentro, no apartamento desarrumado. "O cenário era pavoroso, assustador. Parecia coisa de filme", conta o agente à juíza. As paredes estavam riscadas, as portas eram enormes blocos de notas, o frigorífico estava cheio de post-it. Por todo o lado frases lascivas, obscenidades. "Dizia coisas como ''sou uma porca'', ou ''uma galdéria'' ou ''a minha mãe fez--me rameira''" [tudo formas ligeiras que o agente encontrou para ocultar palavrões como "puta", apesar de a juíza ter pedido para se deixar de pruridos, que não havia ali criancinhas].

O Zé, homem na casa dos 40, vive agora com esta mulher, de 25. Alta e magra, pés e pescoço de bailarina, diz--se que é de um homem ficar vidrado no movimento ondulante das suas pernas e no sacudir dos seus ombros. E consta que, quando trocou a ex-mulher por ela, Zé se transformou numa espécie de adolescente, sempre todo assarapantado. "Que paixões assolapadas", mordiam as vizinhas, que certamente terão contribuído com os pormenores mais deliciosos do folhetim contado pelos agentes em tribunal.

Mas, de há uns meses para cá, "tudo se tornou muito esquisito". A conversa - que as vizinhas terão jurado ouvir por acaso, que ouvidos de tísica elas têm - deixou de ser uma coisa melosa, os ruídos deixaram de ser só os de cama, e o prédio inteiro não sabe se era mais incómodo este barulho dos amantes, os ditos carnavais a desoras; se este que agora ouvem de objectos partidos, ofensas, palavrões, choro e cama a ranger de vez em quando.

Que Deus lhes parta uma perna se elas colaram o ouvido à porta, era perceptível no prédio inteiro que o Zé tinha enlouquecido de ciúmes. Gritava coisas como: "Eu não sou corno, sua porca", "tu é que te abres para os homens todos". "Sua puta, foi assim que a tua mãe te fez, uma rameira, sua vadia." E a mulher chorava, dizia que o Zé estava louco, que lhe era fiel, que só tinha olhos para ele, que era só dele. Mas o Zé não acreditava.

Terá sido essa desconfiança que o levou a espalhar berros pela casa. Frases, escritas com a letra dele mas na primeira pessoa, como se tivessem sido escritas por ela. Espalhadas por sítios estratégicos, como o frigorífico ou a prateleira dos cremes, para que a cada hora ela tivesse de conviver com o pecado que sempre negou.

Em tribunal, Zé tem pouco a acrescentar sobre este amor desordeiro.

"Peço desculpa aos senhores agentes, precipitei-me, mas a culpa foi dela, ela põe-me fora de mim."

"Agora a culpa é dela? Nem sabemos se não se esticou na briga mas como não é disso que é acusado..."

"Sôtora, o que está a insinuar? Nunca lhe bati. Posso dizer disparates e, pronto, perder a cabeça, mas isso não."

A juíza condena-o a 600 euros de multa pelas injúrias e a mais 600 pela resistência e coacção. Antes de sair, Zé declara em nome da sua honra:

"Mas eu amo muito a minha mulher, sôtora juíza, amo-a muito."

Silêncio na sala. Os poetas é que sabiam como o amor desarruma os sentimentos.
 
por Sílvia Caneco - Ionline 

CINEMA PORTUGUÊS - 4/8 - MARIA PAPOILA

"Maria Papoila"

RTP condenada a pagar 550 mil euros a Gabriel Alves

A RTP foi condenada em tribunal por despedimento ilícito do jornalista Gabriel Alves, a quem terá de pagar uma indemnização que ultrapassa o meio milhão de euros.

O repórter, uma das caras mais conhecidas na informação desportiva, e trabalhador da RTP durante 32 anos, foi despedido em 2007 por "justa causa", segundo a RTP, mas o funcionário alega ter-se tratado de um "acto de pura retaliação sem qualquer motivo", lê-se no processo a que o CM teve acesso.
A discórdia entre o jornalista e a estação remonta a 2006, altura em que Gabriel Alves realizou a cobertura do Campeonato do Mundo de Futebol da Alemanha para a Televisão Pública de Angola (TPA), na sequência de um acordo de colaboração entre as duas estações públicas. Findo o período estabelecido, a TPA convidou o jornalista a permanecer por mais um mês, comunicando essa intenção à RTP, que não se pronunciou, favorável nem desfavoravelmente, à cedência do trabalhador.
A RTP alertou Gabriel Alves de que este estaria a faltar injustificadamente. Quando este regressou, não lhe foi permitido "qualquer trabalho para realizar, numa total desocupação e inactividade", alega o repórter, a quem foi comunicada a dispensa em Março de 2007. O jornalista interpôs uma acção no Tribunal de Trabalho, que condenou a RTP a pagar os salários em atraso desde Novembro de 2007 até Julho de 2011, a que se somam vários subsídios e a indemnização por antiguidade. No total, Gabriel Alves deverá receber um valor próximo de 550 mil euros.
Contactada pelo CM, a RTP admite ter sido notificada da sentença e vai "avaliar o processo". A estação não adianta, porém, se vai recorrer da decisão. Gabriel Alves, que também não fala sobre o processo, não pediu a reintegração na empresa.

Consultor da Megafinance em prisão preventiva



Na nossa série "Corruptos, trafulhas e vigaristas"...

O juiz Carlos Alexandre decidiu no sábado à noite, após várias horas de audição no Campus da Justiça, em Lisboa, manter o consultor da Megafinance Pedro Xavier Pereira em prisão preventiva.
O presidente do Conselho de Administração da Megafinance, Luís Valente, saiu em liberdade, tendo que se apresentar na esquadra da polícia da sua área de residência.
Vários empresários com elevadas dívidas revelaram nos últimos dias indícios da prática de crimes de burla.
Segundo os mesmos, os responsáveis da Megafinance prometiam-lhes a recuperação financeira em pouco tempo, tendo estes que ceder, em troca, parte das quotas como garantia do pagamento final. A gestão do negócio ficaria também ao encargo dos funcionários da Megafinance.

África: Um milhão de crianças podem morrer de fome nos próximos dias


190811_africa1La Radio del Sur - [Tradução de Diário Liberdade] Merixie Mercado, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância, comentou que existem na região dois milhões de crianças subnutridas, a metade dos quais estão em condições críticas e podem morrer.

O funcionário da ONU indicou que estas cifras supõe um incremento de 50% em relação às de 2010.
Por sua vez, a porta-voz Emilia Casella disse que a situação mais grave é a da Somália, e que o cenário no Quênia, Uganda, Etiópia e Djibuti está se agravando rapidamente.
Precisou Mercado que a taxa de subnutrição de crianças somalianas em alguns acampamentos de acolhimento é de 45%, e que nos da Etiópia a mortalidade é de quatro falecidos diários para cada 10 mil.
Ainda assim, nas zonas mais afetadas do Quênia, indicou, a taxa de subnutrição subiu de maneira alarmante. No norte desta nação, não choveu durante os meses de abril e junho da atual temporada de previsões.
No caso específico do milho, alimento básico destes países, seu valor aumentou em 160% em 2011, sendo que um saco de 90 quilos do grão pode custar agora 44 dólares.