2011-09-01

Povo de brandos costumes que tudo aceita


O governo anuncia todos os dias (com alguma bonomia educada e cortês, há que reconhecê-lo) mais uns cortes. Uns cortes nisto, uns cortes naquilo, no subsídio de Natal, nas achegas pindéricas do sistema de saúde, no subsídio de desemprego, nos parqueamentos, nos transportes, na electricidade e no gás, na água e no sabão azul e branco, no subsídio da dentadura, no subsídio da dioptria, talvez até mesmo no subsídio da morte súbita, um dia destes quem sabe, na morte súbita de quem, sem qualquer aviso prévio ou comunicação atempada, prudente e oficiosa, o tenha registado, comunicado ou anunciado, com total lhaheza e imbuído de um verdadeiro sentido cívico. Com as maçadas e as custas que isso possa acarretar para o erário público. Veja-se. Depreenda-se.
Mas os portugueses, este bom povo, de tão bons e de tão brandos costumes, de uma aceitação segura e meritória sempre que lhe metem ou vão metendo, com alguma suavidade, ternura e delicadeza, o dedo pelo cu acima, este bom povo à casa, não se precipita, não se exaltera nem se desmancha. Insiste e espera, atento e venerando, pelo início, pela rentrée do campeonato de futebol, agora que a volta ao portugal parece ter acabado, enquanto regista, lépido e encantado, os nomes estrangeiros dos novos jogadores do seu genuíno e português clube e vai contando mentalmente os dias que faltam para o natal, as prendas, o menino jesus e mais tarde a peregrinação a fátima - a pé, de joelhos, side-car ou opel corsa de 2001, consoante as possibilidades, os critérios e a dilatação possível de uma fé inquebrantável e transversal às possibilidades de cada um. No zintervalos e enquanto a esposa (a esposa do povo, claro) lava a louça, sempre vai vendo a grande noite do fado, que é óptima, pois ela é quase noite sim noite não, podendo a esposa, já depois da louça seca e arrumada, naturalmente, ver ainda em diferido as amálias de cartão e os faias de meia idade, de fado cinzento completo.
É um prazer para todos. Para o descritível povo atrás descrito e também para os senhores ministros, secretários de estado, directores gerais, técnicos de nomeada, assessores políticos, banqueiros, investidores, accionistas, motoristas e contínuos, politólogos e opinadores, jornais de enorme expansão, circulação e cilindrada, bem como para os vendedores de castanha assada e arrumadores de automóveis.
Bem nos dizia o professor de História do Liceu Camões, o saudoso Pereira Miguel (em coro com os diversos e sucessivos professores de Religião e Moral e ainda com o de Organização Política e Administrativa da Nação) que não há, que não havia, que nunca houve classes, que isso era tudo uma invenção malvada dos comunistas, perpetrada no intervalo dos seus pequenos almoços de flocos de aveia e sandwiches de crianças com manteiga. 
Carlos Reis  


Ler mais: http://aeiou.visao.pt/nao-ha-classes-nem-rapazes-maus=f618468#ixzz1WhAaRbiq

Manifestação com alguma violência (verbal) de vitivinicultores na Régua

Alguns vitivinicultores da Região Demarcada do Douro tentaram, esta quarta-feira, forçar a entrada no edifício sede do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, no Peso da Régua, na sequência de uma manifestação contra os limites impostos à produção de Vinho do Porto. Três indivíduos, do sexo masculino, foram identificados pela GNR.

O vidro de uma das portas do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto acabou por ceder à pressão dos manifestantes e partiu-se. A Guarda Nacional Republicana da Régua reforçou o número de elementos destacados para o local, tentando acalmar os ânimos e impedir a entrada dos manifestantes. Exaltados, alguns vitivinicultores partiram ainda garrafões de vinho e despejaram sacas de uvas à porta do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP).
Três detenções em manifestação de vitivinicultores na RéguaA redução de 25 mil pipas na produção de Vinho do Porto decretada para a vindima deste ano serviu de mote à manifestação organizada pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (Avidouro). De acordo com as informações da GNR, o protesto reuniu entre mil e 1500 pessoas.
JN
 

Diz o "Notas Verbais"

Revista da AICEP

Não! Não é publicidade institucional...

Mas que género de poses napoleónicas têm os empresários portugueses para as capas de revistas, do género "Soldados! Do alto destas pirâmides 40 séculos vos contemplam!" A diplomacia económica deve ser mais discreta, e a diplomacia comercial exige postura de atendimento e sem riso entre dentes.
http://notasverbais.blogspot.com

Prédio desaba em Setúbal

O prédio que desabou esta quinta-feira de madrugada em Setúbal estava desabitado, mas os bombeiros ainda estão a verificar se existem vítimas dos escombros. A informação é avançada pela Agência Lusa, que cita fonte dos Bombeiros Sapadores, que estão no local a remover os destroços.

A mesma fonte avançou que, até cerca das 07:20, as vistorias já realizadas indicavam não haver ninguém soterrado, mas sublinhou que os bombeiros vão continuar a remover os escombros para confirmar se houve vítimas.

A jornalista da TVI no local apurou, junto de moradores, que, na casa, pernoitava esporadicamente um homem, filho dos donos do imóvel e que seria toxicodependente.

Um prédio de habitação de um andar desmoronou, cerca das 02:30, na rua D. Pedro Fernandes Sardinha, aquando da queda do telhado e de uma parede lateral. No local, estão «11 bombeiros, três médicos e a PSP», de acordo com a mesma fonte citada pela Lusa. «Uma máquina da autarquia está a remover os escombros para ajudar os bombeiros a encontrarem eventuais vítimas», acrescentou.

As causas do desmoronamento não são ainda conhecidas, mas fonte dos Bombeiros Sapadores disse à Lusa que «pode estar relacionado com o temporal, podendo a carga do peso da água ter provocado a queda do telhado e da parede».

2011-08-31

Governo impõe tecto ao número de funcionários públicos por ministério depois de falhar meta






O Governo vai impor um limite máximo de funcionários em cada ministério para compensar o falhanço no cumprimento da meta de redução de 3,6 por cento no número de trabalhadores da Administração Central.



De acordo com o Documento de Estratégia Orçamental, a redução de emprego na Administração Pública Central foi inferior a 1 por cento no primeiro semestre do ano, o que indica que a meta dos 3,6 por cento não será alcançada este ano.
"A meta transversal de redução de efetivos na Administração Pública Central subjacente ao Programa de Ajuda Externa Financeira (PAEF) para 2011, de 3,6 por cento não será cumprida", diz o documento hoje apresentado pelo ministros das Finanças.
A redução conseguida vai obrigar a um ajustamento dos objetivos estabelecidos no programa, obrigando a uma redução maior entre 2012 e 2014 para compensar os resultados de 2011.
Assim, a partir do próximo ano e durante três anos, a redução de efetivos na administração pública central terá de ser de dois por cento ao ano em vez do 1 por cento que estava inicialmente previsto para este período. No caso da Defesa (pessoal militar), esta redução terá de ser de, pelo menos, 10 por cento, entre 2011 e 2014.
O documento de estratégia orçamental prevê ainda a revisão das regras da mobilidade especial com o objetivo de reaproveitar de forma célere os recursos humanos disponíveis no quadro da Administração Pública.
Está também previsto o reforço dos mecanismos de flexibilização do trabalho na Administração Pública, nomeadamente simplificando os requisitos para a mobilidade geral e dinamizando a mobilidade voluntária.
Lusa

Consulados portugueses estão em greve na Suíça


Mais euros para comprar francos


Desde 2010, os funcionários portugueses perderam, em média, 30% do poder aquisitivo. A greve não é por aumento salarial, mas somente para compensar as perdas.

Consulados portugueses estão em greve na Suíça
Por causa das perdas salarias provocadas essencialmente pela valorização do francos suíço, as repartições consulares portuguesas estão em greve desde segunda-feira (30).

Desde 2010, os funcionários portugueses perderam, em média, 30% do poder aquisitivo. A greve não é por aumento salaria, mas somente para compensar as perdas.

“Se essa situação continuar, estamos a caminho da indigência na Suíça”, afirma à swissinfo.ch o delegado sindical Marco Martins. Os trabalhadores consulares estão em greve desde segunda-feira (29).

Com a valorização do franco suíço, a média salarial nos consulados portugueses passou de 4 mil francos para 2.600 ou 2.700. Não existe salário mínimo na Suíça, mas uma família não pode viver com essa soma. Na Suíça, existem 56 funcionários consulares portugueses.

Menos de 3 mil francos por mês. Em diversos países europeus, um salário desses seguramente é considerado mais que correto. Na Suíça, o custo de vida é muito mais alto e não basta para o mínimo vital. Basta pensar que em Berna, capital suíça, o salário médio, em 2008, era de 5.716 francos mensais.

Negociação fracassou 

O Sindicato dos Funcionários Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) tentou, sem sucesso, negociar com o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Uma reunião ocorreu dia 26 de agosto em Lisboa, mas não houve negociação. “O ministério alega que não tem recursos para compensar as perdas”, afirma Marco Martins. Pediram-nos compreensão e que não fizéssemos greve, mas não temos outra alternativa”, acrescenta.

"Foi transmitido ao sindicato que relativamente à questão da Suíça e de outros países em que houve perdas salariais resultantes de diferenças cambiais, o governo não tem neste momento condições para satisfazer as reivindicações em causa", afirmou à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, depois da reunião de segunda-feira em Lisboa.

Greve vai continuar

Pela legislação portuguesa, os funcionários consulares recebem seus salários em euro, convertido posteriormente em moeda local, no caso em franco suíço. Mas essa própria legislação prevê correções em caso de perda acentuada do poder aquisitivo. Além disso, os salários já foram cortados de 10% em média, por conta do plano de austeridade do governo português. “Chegamos a um impasse e a greve vai continuar”, conclui Marco Martins. Os grevistas estão em contato com o Ministério Suíço das Relaçoes Exteriores e esperam ser recebidos ainda esta semana.

O Ministério suíço das Relações Exteriores (DFAE) pode pressionar baseando-se na declaração de garantia. Essa norma permite ao DFAE de verificar que os representantes estrangeiros tenham remuneração e condições de trabalho do país hóspede, como declarou à agência suíça ATS, o porta-voz do DFAE, Adrian Solberger.

Contatada por swissinfo.ch por e-mail, a Embaixada de Portugal em Berna não respondeu até a publicação deste artigo.

Italianos também discutem

O descontamento com os salários em euros não é só dos funcionários consulares portugueses. Na embaixada da Itália em Berna, cerca de quinze funcionários procuraram o sindicato Unia em busca de apoio, reinvindicando perdas salarias importantes, pois também recebem em euros.

A porta-voz do Unida, Anne Robin, confirma que "já houve uma reunião com representantes da embaixada para buscar uma solução para o problema".

Uma funcionária da embaixada italiana explica “que o pessoal local, que está na classe salarial mais baixa, ganha 3 mil euros líquidos por mês”. Cerca de 15 pessoas têm esse tipo de contrato. “Nossa única reivindicação é que o salário seja corresponde ao franco suíço”, acrescenta.

Mudar a lei

O problema é acompanhada de perto pelo deputado federal socialista Corrado Pardini, membro da direção sindicato Unia.

A questão do pessoal contratado das embaixadas é parte da problemática mais ampla da pressão para pagar os funcionários em euro ou para adaptar os salários à cotação da moeda europeia”, explica o deputado.
A solução pode vir do Ministério italiano das Relações Exteriores, que até agora não reagiu.

As coisas estão se mexendo, porém a nível interno. Recentemente, Pardini apresentou uma moção parlamentar que pede ao governo de vetar o pagamento de salários suíços em moeda estrangeira. Uma solução poderia ser modificar o artigo 323 b do Código de Obrigações, que atualmente admite que, em caso de acordo entre empregados e empregadores, o pagamento dos salários pode ser em euro.

Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch
Colaboração: Daniele Mariani

Calhau da Madeira manda mais "bacoradas": "diz que notícias sobre 'buraco financeiro' devem-se à proximidade de eleições"

Jardim diz que notícias sobre 'buraco financeiro' devem-se à proximidade de eleições | © Lusa
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje não estar surpreendido com as notícias de “novos buracos” financeiros e disse que “vai ser assim” até às eleições regionais de 9 de Outubro.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Em declarações produzidas na ilha do Porto Santo, onde se encontra de férias, Alberto João Jardim salientou não haver “um novo buraco”, como foi hoje noticiado citando a Comissão Europeia, no valor global de 500 milhões de euros.
“Já se sabe qual é o montante da dívida, só que a estratégia é dar os números às pinguinhas e vai ser assim durante o mês de Setembro”, disse.
“O que se está a passar foi aquilo que já avisei o povo madeirense: é mobilizar-se a comunicação social do continente, mobilizar-se, agora, até neste caso, os próprios sectores da União Europeia que são afectos à Internacional Socialista e que estão a trabalhar neste grupo da 'troika', a Maçonaria mobilizou tudo quanto podia em termos de utilizar este período para atacar a Madeira”.
O presidente do Executivo Regional lembrou que “até o Governo dos Açores que recebeu três vezes mais que a Madeira, quer de fundos europeus, quer do Estado também já pediu a ajuda do Estado nos termos da intervenção da troika”.
“Já se sabe que durante este mês vai ser esta história”, concluiu.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, voltou hoje a sugerir que a Região Autónoma da Madeira recorra a um programa de ajustamento semelhante ao do continente e diz que a situação na região é de crise e "insustentável".
Vítor Gaspar disse, durante a apresentação do documento de estratégia orçamental 2011-2015, que a solução para a situação da Madeira (principalmente) e dos Açores poderia passar por “se estabelecer um programa semelhante ao que existe para a República”, acordado com as instituições internacionais.
“Nessas condições parece-me que será possível garantir um ajustamento bem sucedido nas Regiões Autónomas, garantir a disciplina orçamental e contribuir para a estabilidade financeira. A situação na Região Autónoma da Madeira parece-me uma situação de crise, parece-me uma situação insustentável, e por isso parece-me importante que se actue rapidamente”, disse o ministro.
A Comissão Europeia já tinha confirmado hoje “deslizes” nas contas públicas da Madeira na ordem dos 500 milhões de euros, que agravam o défice português em 0,3 por cento do PIB, e reclamou uma melhor monitorização para prevenir novas derrapagens.
Em declarações à Lusa, o porta-voz da Comissão responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, Amadeu Altafaj Tardio, apontou que os deslizes se devem a “dívidas de uma empresa do Governo Regional com problemas financeiros” (Estradas da Madeira) e a “um acordo abortado de Parceria Público-Privada” (PPP).
Segundo a Comissão, “estes deslizes exigem uma monitorização e gestão eficientes” por parte das autoridades regionais mas também locais, dada a necessidade de “conter riscos orçamentais, ao mesmo tempo que se procura melhorar as perspectivas de competitividade e crescimento, para toda a República Portuguesa”.

Por favor Dr. Passos meta o "palhaço" na ordem!

Classicos do cinema português - 7/8 - A aldeia da roupa branca

"A aldeia da roupa branca" 7/8

Tubarão avistado em Quarteira



Um tubarão-martelo com cerca de três metros foi avistado na terça-feira a Sul de Quarteira pela tripulação de uma lancha da Marinha, disse esta quarta-feira à Lusa fonte da Autoridade Marítima.
De acordo com a mesma fonte, o animal foi avistado a 4,5 milhas da costa (aproximadamente oito quilómetros), num mês em que já se registaram pelo menos mais dois avistamentos, na praia do Zavial, Vila do Bispo e na Fuseta, Olhão.
Na praia do Zavial, os banhistas foram mesmo aconselhados pelos nadadores-salvadores a sair da água, conduta que, segundo o director de Ciência e Educação do parque temático Zoomarine, é a correta nestes casos.
"Como com qualquer animal selvagem, deve evitar-se estar próximo dos tubarões e sair da água de forma calma", referiu Élio Vicente à Lusa, lembrando, contudo, que o animal costuma também afastar-se na presença de humanos.
De acordo com o biólogo, a presença de tubarões na costa portuguesa "é normal" e o que é "novidade" é o facto de estes se aproximarem da costa e os humanos os avistarem.
"Os tubarões sempre estiveram cá mas não eram vistos", resume, acrescentando que existe uma rota migratória de tubarões com passagem pela costa portuguesa nesta altura do ano.
A migração de várias espécies de tubarões por motivos de alimentação ou reprodução em conjunto com o aumento da temperatura da água são factores que favorecem o avistamento destes animais, explica o biólogo.
CM

Surf - Um dia histórico em Teahupoo - video


Manhã de domingo no Taiti, tarde de sábado no Brasil. Como já esperado, um swell com força e tamanho descomunais faz Teahupoo quebrar de forma poucas vezes vista. O governo do Taiti emite um alerta proibindo a saída ao mar de embarcações e a etapa do World Tour é adiada, mas os big riders não querem nem saber. Lá fora, ondas de até 20 pés (cerca de seis metros) explodem na rasa bancada, formando tubos absurdos, pesados.
O webcast do campeonato do WT transmitiu a sessão de tow in ao vivo por horas. Grandes nomes do surfe mundial (na foto acima, o havaiano Bruce Irons) desafiaram as condições, e os brasileiros não ficaram atrás. Os cariocas Pedro Scooby e Felipe 'Gordo' Cesarano foram alguns dos brazucas a encarar Teahupoo em um dia que até Carlos Burle, que já fez sessões históricas naquele mar, admitiu que era especial.


GLOBO - BRASIL