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2011-11-05
A imagem do dia 05-11-2011
Europa: crise é idêntica à do tempo de Hitler
«Repetir este erro é completamente imperdoável», defende académico
Daqui a uns anos, a Europa vai «olhar para trás e ver que, no caso da crise da Grécia, perdeu uma oportunidade gigante» para reforçar o continente e corrigir uma política económica e financeira idêntica àquela que levou à ascensão de Adolf Hitler. A opinião é de um investigador da universidade espanhola Pompeu Fabra, o alemão Hans-Joachim Voth.
«É o que os alemães viveram no início da década de 1930. A cada ano, o governo tomava novas medidas orçamentais, reduzia os salários da função pública, tentava equilibrar o orçamento e sempre que fazia isto a economia contraía ainda mais, as receitas fiscais era ainda mais baixas, o governo tinha de cortar mais e, no final, destruiu a democracia alemã».
Veja o desenvolvimento da notícia na Agência Financeira
«É o que os alemães viveram no início da década de 1930. A cada ano, o governo tomava novas medidas orçamentais, reduzia os salários da função pública, tentava equilibrar o orçamento e sempre que fazia isto a economia contraía ainda mais, as receitas fiscais era ainda mais baixas, o governo tinha de cortar mais e, no final, destruiu a democracia alemã».
Veja o desenvolvimento da notícia na Agência Financeira
Guimarães renascido goleia Paços à moda antiga
O Vitória de Guimarães foi à Mata Real golear o Paços de Ferreira por 5-1, no jogo de abertura da 10.ª jornada da Liga.
Numa primeira parte fraca, o destaque vai mesmo para os dois golos, um para cada lado. Primeiro foi Bruno Teles, à passagem do minuto 37, na marcação de um livre indirecto, a colocar o Vitória de Guimarães em vantagem. No entanto, a festa vimaranense durou pouco. Cinco minutos depois, Luiz Carlos descobre Melgarejo e o jogador emprestado pelo Benfica tirou Nilson das contas e apontou o golo do empate.
Na segunda parte, veio o show de Edgar. Aos 60 minutos, o brasileiro desmarca-se muito bem, tira Cássio do caminho e coloca os vimaranenses de novo em vantagem, num lance quase tirado a papel químico do golo do Paços.
Aos 69 minutos, Edgar é derrubado por Luisinho na grande área e o árbitro João Ferreira aponta para a marca dos onze metros. O mesmo Edgar, chamado a converter, enganou Cássio e fez o terceiro do Vitória.
Cinco minutos depois foi a vez de Toscano fazer o gosto…à cabeça. Cruzamento do lado direito do ataque, Nuno Assis tenta o pontapé de bicicleta mas falha a bola. Esta sobra para Toscano que amplia a vantagem, com um belo cabeceamento no coração da área.
Ainda se festejava o golo de Toscano quando Edgar completou o hat-trick, com um belo remate de fora da área.
Até final, só deu Vitória tendo o Paços ido timidamente à área contrária ainda que com relativo perigo.
Com esta vitória, a equipa de Rui Vitória ascendeu ao oitavo posto com 10 pontos, enquanto o Paços de Ferreira desceu para o 15.º com sete.
2011-11-04
Diz o Daniel Oliveira: A arrogância franco-alemã
Perante a marcação de um referendo - que poderá não chegar a acontecer ou por vir a ser o último suspiro do governo de Papamdreu -, a Alemanha e a França não demoraram a reagir. Esquecendo, como de costume, que é com a União Europeia, composta por 27 Estados, e não com Berlim e Paris ,que os gregos têm de conversar. E a reação foi a do costume: a ameaça. Perante o ato normal em qualquer democracia - referendar a perda de soberania e decisões com repercussões para gerações de cidadãos -, Sarkozy e Merkel falam com um Estado soberano como nunca aceitariam que algum estadista alguma vez se dirigisse a eles próprios.
Isto acontece por três razões. Porque as instituições europeias, depois do desastroso Tratado de Lisboa, passaram de Bruxelas para Berlim e Paris. A culpa foi de Estados como o português, que acharam, como dizia Vital Moreira, que o tratado era demasiado complicado para ser entendido pelo povo. Cá está ele, no comportamento de Sarkozy e Merkel, trocado por miúdos. Porque o poder absoluto faz perder todas as maneiras. França e Alemanha já não se socorrem da diplomacia, como era hábito na União. Dedicam-se o bullying político. Porque se instalou, nas opiniões públicas dos seus países - e até de países periféricos -, a ideia de que os gregos estão como estão porque são descuidados, corruptos e preguiçosos. O racismo sempre passou bem na velha Europa. E, como sabemos, em França e na Alemanha têm um currículo invejável.
As coisas estão de tal forma que em Bruxelas diz-se que os tratados não preveem a saída do euro sem sair da União. Isto, quando há vários países europeus sem euro. Julgávamos nós que, em democracias, tudo o que não é proibido é permitido. Ficámos a saber que nesta nova e assustadora Europa é a regra das tiranias que funciona: tudo o que não é permitido é proibido. Se estivermos a falar da Grécia, claro está. Como se viu no comportamento da Europa para com os primeiros prevaricadores do limite dos défices - França e Alemanha -, se for deles o erro funciona uma outra máxima: tudo o que é proibido é-nos obviamente permitido.
A pergunta que sobra é esta: quem, mal saia desta crise, quererá ficar na União Europeia e ter de prestar vassalagem a quem apenas alemães e franceses elejam? Orgulhosamente sós? Nem pensar. Mas, como se costuma dizer, mais vale só que mal acompanhado. Se alemães e franceses querem um império que peguem nas armas. Já o fizeram noutros momentos da história. Nem sempre lhes correu bem.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/o-ibullyingi-alemao-e-frances=f685156#ixzz1cm09e8kFA imagem do dia 04-11-2011
Image Credit & Copyright: Stephen Leshin
BRASIL: Carro da polícia choca com avião de contrabandistas (video)
Nas imagens, captadas no meio de um canavial na região de Ribeirão Preto, o piloto tenta descolar ao perceber a presença da polícia. Mas o aparelho acaba por ser atingido num asa e fica imobilizado.
A Polícia Federal brasileira interceptou na terça-feira um grupo de contrabandistas de equipamentos electrónicos. Nada de mais, não fosse a acção ter sido filmada e terminado com o carro das autoridades a bater no avião em que se seguiam os contrabandistas.
O piloto foi obviamente detido e a polícia conseguiu mais tarde capturar mais quatro elementos desta rede. No avião estavam 114 computadores portáteis,além de impressoras e máquinas fotográficas.
Icebergue do tamanho de Nova Iorque em 2012 devido a fissura em glaciar
Cientistas da NASA descobriram uma fissura num glaciar da Antártida, que continua a aumentar e dará origem, em 2012, a um icebergue do tamanho da superfície de Nova Iorque.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Segundo a agência espacial norte-americana, citada pela AFP, a fissura no glaciar de Pine Island, na parte ocidental da Antártida, mede pelo menos 30 quilómetros de comprimento e 50 metros de profundidade.
A fenda, que dilata dois metros por dia, produzirá um bloco de gelo de cerca de 880 quilómetros quadrados, estimam peritos em glaciares, ressalvando que este fenómeno, que ocorre periodicamente na Antártida, resulta de um ciclo natural e não do aquecimento global.
O icebergue estará completamente formado no início do próximo ano.
2011-11-03
Reportagem em Cuba: à espera que Fidel morra
Cubanos começam a aventurar-se pelos negócios privados e só o turismo lhes dá melhores condições de vida. Não querem nem pensar na entrada dos EUA no país, mas admitem que a mudança só chegará quando os Castro deixarem o poder
Por: Catarina Pereira / , Cuba | 14- 5- 2011
A revolução foi há 52 anos. O sonho cubano de um país socialista vai esmorecendo de dia para dia e a evidente pobreza do povo obriga a novos caminhos. Che Guevara e Camilo Cienfuegos, dois dos heróis da Sierra Maestra, já não estão cá para ver no que se tornou a sua luta. Sobraram Fidel e Raul, os irmãos Castro que se esforçam por manter unida uma ilha que grita por mudança.
«Se não sorrirmos, ficamos loucos». Alejandro (nome fictício), um mecânico de 45 anos, ganha 200 pesos cubanos por mês ao trabalhar para o Estado. É o equivalente a cerca de 7 euros. Confessa que não tem nenhuma formação para arranjar carros. «Vai-se inventando». Não passa fome porque o governo lhe dá o racionamento necessário para sobreviver. Carne, açúcar, ovos e feijão chegam todos os meses a toda a gente. Mas a oferta já foi melhor e o governo já avisou que vai continuar a cortar.
O mecânico quer saber tudo sobre Portugal. «Vocês estão pior do que Espanha?» E admira-se pelo nosso «sim», integrado numa pequena explicação do que é o FMI e da ajuda que está a ser dada ao nosso país. Lamenta não ter acesso a essas notícias. «Não temos toda a informação de fora». Dos últimos tempos, recorda apenas ouvir falar dos sismos no Japão e no Haiti.
Apesar das dificuldades, Alejandro tem orgulho em ser cubano. Elogia sobretudo o seu sistema de saúde, garante que qualquer um tem acesso a qualquer tratamento a custo zero e até fica um pouco triste por nós quando lhe dizemos que em Portugal há cada vez mais hospitais privados. No entanto, sabe que o país está a mudar. «Agora deviam deixar entrar aqui a União Europeia e a China». É a sua esperança. Acredita que o dinheiro europeu e asiático lhe traria uma vida melhor. O eterno inimigo é que não. «Se os EUA entrarem aqui, deixamos de ser pessoas».
Cuba está a abrir. O recente Congresso do Partido Comunista Cubano foi um exemplo disso mesmo. Ouvir um Castro a falar de abertura à iniciativa privada e ao investimento estrangeiro seria impensável há uns anos atrás. Os sinais chegam ao povo não só através do «Granma» (jornal oficial do partido), mas sobretudo pela prática: cerca de 500 mil funcionários públicos estão a ser despedidos. É urgente aprender a viver às suas próprias custas.
Guillermo, aos 30 anos, já o faz. Paga 900 pesos cubanos (cerca de 32 euros) por mês ao Estado para ter um carro para guiar turistas aventureiros. Tem um nível de vida muito acima da média, porque os estrangeiros lhe pagam bem. Mostra-nos o seu telemóvel repleto de fotografias e ostenta um relógio e uma pulseira de ouro. «Eu tenho dinheiro, mas não posso viajar. Queria conhecer a Argentina...» Os cubanos não podem sair do seu país, ainda é proibido por lei, embora vá deixar de ser brevemente. A única forma deste motorista conhecer o mundo é através da Internet. «Tenho acesso a todos os sites. Mas mesmo que eu veja o mundo, não posso conhecê-lo».
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/cuba-castro-fidel-raul
2011-11-02
Inspectores do SEF aderem à greve geral
O Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SCIF-SEF) anunciou esta quarta-feira que vai aderir à greve geral de 24 de Novembro devido aos cortes previstos para o próximo ano.
Numa nota enviada à agência Lusa, o sindicato refere que a proposta do Governo do Orçamento de Estado para o próximo ano mostra «de forma clara» que «mais uma vez» são os trabalhadores a pagar uma crise financeira «sobre a qual não têm qualquer responsabilidade».
Para o sindicato, são os trabalhadores da administração pública, nomeadamente os funcionários de investigação e fiscalização do SEF, que sofrem as «mais graves proporções».
A greve geral de 24 de Novembro é convocada pelas duas centrais sindicais em protesto contra as novas medidas de austeridade incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2012.
Numa nota enviada à agência Lusa, o sindicato refere que a proposta do Governo do Orçamento de Estado para o próximo ano mostra «de forma clara» que «mais uma vez» são os trabalhadores a pagar uma crise financeira «sobre a qual não têm qualquer responsabilidade».
Para o sindicato, são os trabalhadores da administração pública, nomeadamente os funcionários de investigação e fiscalização do SEF, que sofrem as «mais graves proporções».
A greve geral de 24 de Novembro é convocada pelas duas centrais sindicais em protesto contra as novas medidas de austeridade incluídas na proposta de Orçamento do Estado para 2012.
Camaradas, vamos aderir todos à Greve Geral!
Os pastéis que só Lisboa tem e que todo o mundo conhece
Vivas, só existem cinco pessoas que conhecem o segredo dos famosos pastéis de Belém. Uma já está reformada, e as restantes continuam a confeccionar este doce português que atrai, além de muitos portugueses, turistas de todas as nacionalidades.
A tradição tem-se mantido inalterada, não só no que diz respeito à receita, como também na decoração das várias salas. E nem mesmo as mais recentes medidas de segurança e higiene alimentar vieram quebrar ou alterar o que este espaço lisboeta tem para oferecer.
"A receita mantém-se a mesma, mas é óbvio que ao longo dos anos fomos aperfeiçoando a forma como trabalhamos, nomeadamente para respeitar todas as regras de segurança alimentar que têm sido implementadas. No entanto, estou em condições de dizer que a maior mudança que operámos foi ao nível dos circuitos internos que os funcionários têm de fazer", explicou Miguel Clarinha, um dos gerentes dos Pastéis de Belém, descendente da família fundadora.
A receita, criada no Convento de Belém, foi continuada no edifício que hoje conhecemos após a revolução dos liberais e a consequente extinção das ordens religiosas em Portugal. O local escolhido não se baseou apenas na proximidade, mas também nas condições já existentes neste edifício. É que antes de ser o edifício dos Pastéis de Belém, naquele prédio encontrava-se uma refinaria de açúcar.
A expansão e reconhecimento deste doce só chega mais tarde, no início do século XX, quando passam a existir transportes que ligam Belém ao centro de Lisboa. Isto porque a partir dessa altura passa a ser comum as famílias irem passear para os jardins de Belém aos fins-de-semana.
A tradição tem-se mantido inalterada, não só no que diz respeito à receita, como também na decoração das várias salas. E nem mesmo as mais recentes medidas de segurança e higiene alimentar vieram quebrar ou alterar o que este espaço lisboeta tem para oferecer.
"A receita mantém-se a mesma, mas é óbvio que ao longo dos anos fomos aperfeiçoando a forma como trabalhamos, nomeadamente para respeitar todas as regras de segurança alimentar que têm sido implementadas. No entanto, estou em condições de dizer que a maior mudança que operámos foi ao nível dos circuitos internos que os funcionários têm de fazer", explicou Miguel Clarinha, um dos gerentes dos Pastéis de Belém, descendente da família fundadora.
A receita, criada no Convento de Belém, foi continuada no edifício que hoje conhecemos após a revolução dos liberais e a consequente extinção das ordens religiosas em Portugal. O local escolhido não se baseou apenas na proximidade, mas também nas condições já existentes neste edifício. É que antes de ser o edifício dos Pastéis de Belém, naquele prédio encontrava-se uma refinaria de açúcar.
A expansão e reconhecimento deste doce só chega mais tarde, no início do século XX, quando passam a existir transportes que ligam Belém ao centro de Lisboa. Isto porque a partir dessa altura passa a ser comum as famílias irem passear para os jardins de Belém aos fins-de-semana.
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