2012-07-18

Foto - Novo Metro do Rio

Novos trens chineses do Metrô Rio passam por testes Foto: Marcelo Piu / O Globo



Novos trens chineses do Metrô Rio passam por testes.
Marcelo Piu - O Globo

Grécia: «É quase impossível cumprir exigências»


Grécia: «É quase impossível cumprir exigências»

A Grécia tem poucas hipóteses de conseguir economizar 11,5 mil milhões de euros nos próximos dois anos, como exigem os credores internacionais, uma condição prévia para um novo empréstimo, disse esta terça-feira o líder do Pasok, que apoia a coligação no poder.

«É muito difícil, é quase impossível reunir 11,5 mil milhões de euros devido às restrições orçamentais de 2013 e 2014», disse à rádio «Vima FM» Evangelos Venizélos, o líder do Partido Socialista (Pasok) e ex-ministro das Finanças grego.

«Esta dificuldade sempre esteve presente, mas hoje foi agravada pelas previsões de recessão», acrescentou, numa referência às exigências impostas ao novo governo de coligação pelos credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), cita a Lusa.

Economia grega poderá recuar 6,7% em vez de 4,5%

De acordo com o governo grego, liderado pelos conservadores da Nova Democracia (ND) e com apoio parlamentar do Pasok e da Esquerda Democrática (Dimar), a economia grega poderá recuar 6,7 por cento em 2012, ao contrário dos 4,5 por cento anunciados, em particular devido aos fortes cortes nas despesas e aos despedimentos em massa.

O antigo ministro das Finanças grego pretende que a Grécia obtenha um alargamento suplementar de três anos para garantir o ajustamento orçamental, que dessa forma estaria concluído em 2017.

O primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, também considerou que o país necessita de mais tempo para promover o saneamento económico, mas os apelos da ND para um prolongamento do programa durante mais dois anos, até 2016, permaneceram até agora sem resposta.

Na Zona Euro, a Alemanha tem-se oposto firmemente a qualquer alteração do memorando de entendimento, quer no conteúdo, quer no calendário de aplicação.

Nos últimos meses, assinalados por duas eleições legislativas e a formação de um novo governo, a Grécia apenas concretizou algumas das reformas exigidas pela «troika», de acordo com os peritos internacionais.

«Alguns membros do Eurogrupo estão a pedir novas medidas [cortes orçamentais], que tentamos evitar, argumentando que a recessão é mais grave que o previsto», admitiu uma fonte governamental à agência noticiosa Ana.

A mesma fonte admitiu a eventualidade de novos cortes nas reformas e salários, caso não seja viável efetuar reduções orçamentais em outros setores.

Os auditores da ¿troika¿ de credores da Grécia são esperados na próxima semana em Atenas para uma análise em profundidade do programa económico do novo governo.

A concessão ao país, em setembro, de uma nova fatia de 31,5 mil milhões de euros dos empréstimos internacionais está dependente das conclusões do relatório.

Atenas deve reembolsar ao BCE obrigações do Estado avaliadas em 3,1 mil milhões de euros e que expiram em 20 de agosto, enquanto o Eurogrupo prometeu ajudar o país a ultrapassar o desafio da dívida.
AGÊNCIA FINANCEIRA

2012-07-17

Foto - Protestos em Timor

Simpatizantes do partido Fretilin levam cartazes em protesto contra a morte de um militante durante distúrbios domingo em Dili, capital do Timor Leste. Uma pessoa morreu quatro policiais ficaram feridos nos protestos, iniciados após o partido ser excluído da coalisão governista Foto: Kandhi Barnez / AP

Simpatizantes do partido Fretilin levam cartazes em protesto contra a morte de um militante durante distúrbios domingo em Dili, capital do Timor Leste. Uma pessoa morreu quatro policiais ficaram feridos nos protestos, iniciados após o partido ser excluído da coalisão governista.
Kandhi Barnez - AP

2012-07-14

Paulinho Portas diz que responsveis são os funcionarios. Claro!



Funcionarios, velhos, pobres, gente honesta, aposentados, pagando IRS, enfim, toda a "ralé" que não tem hipotese de fugir ao fisco e que não coloca milhar de  milhões no estrangeiro,  em off-shores ou bancos suicos, que não vivem como "artistas" (caso Miguel Relvas). Estes ultimos, dos quais muitos politicos fazem parte, num incessante vai-vem entre parcerias publico-privadas, serão minimamente responsaveis pela miséria do Pais?!
Continuem, artistas fraudulentos, a espoliar o Povo, que o julgamento esta para breve!...
JOANMIRA

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Na abertura do 13.º Congresso do CDS/PP-Madeira, que decorre até domingo no Funchal, Paulo Portas disse "recusar entrar em controvérsia" com o presidente do Tribunal Constitucional (TC) sobre a decisão de declarar inconstitucional o corte dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e aposentados.
"Não devo responder, porque acho que um membro do Governo não deve entrar em controvérsia com o Tribunal Constitucional. Chama-se a isso institucionalismo", declarou o também ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, sublinhando: "Já basta os temas e problemas que temos de resolver, onde temos de nos concentrar, e um deles é político e económico."
"Não será comigo que Portugal vai diabolizar a função pública", garantiu Portas, considerando, no entanto: "Temos de saber e entender que, se o problema de Portugal é défice do Estado, não é justo pretender que o sector privado tem a mesma responsabilidade de ajudar."
Segundo Paulo Portas, com esta decisão do TC há "um problema político" que é necessário "procurar resolver com soluções que não são simples nem são fáceis", mas "as sentenças num Estado de Direito são para cumprir".
No dia 5 de Julho, o TC declarou a inconstitucionalidade da suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos ou aposentados, mas determinou que os efeitos desta decisão não tenham efeitos para este ano.
O TC justificou a decisão, aprovada por uma maioria de oito juízes contra três, considerando que "a dimensão da desigualdade de tratamento que resultava das normas sob fiscalização" violava o princípio da igualdade, consagrado no artigo 13.º da Constituição.

Miguel Relvas! Só tu para me fazeres rir assim!

 

2012-07-13

Foto - Palacio de São Clemente - (Passeando pelo Rio)


Vista interior do Palacio de São Clemente - Residência do Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro

Foto
Joanmira
Marco de 2012

2012-07-12

Foto - O edificio Gherkin de Londres vestido com capa de pinguim

Cuidado com o pinguim


Cuidado com o pinguim :O famoso edifício Gherkin em Londres é vestido com uma capa de pinguim para promover o Zoológico de Londres
(EPA/STEVE VIDLER)

2012-07-10

O escândalo Relvas: Lusófona não justifica equivalências «cadeira a cadeira»


Secretas: Relvas ouvido no Parlamento (Lusa/Manuel de Almeida)

O processo curricular de Miguel Relvas, consultado pela TVI, não contém justificações específicas para cada uma das 32 cadeiras atribuídas por equivalência, num parecer assinado por dois professores da Universidade Lusófona.

Recorde-se que, este domingo, Marcelo Rebelo de Sousa tinha explicado que o processo não podia conter apenas uma justificação generalizada. «Para 32 cadeiras, tem de estar, uma a uma, justificado por que é que se dá essa equivalência. Deve haver um parecer escrito a dizer, cadeira a cadeira, que este aspeto da carreira justifica que se dê esta cadeira...», afirmou.

No registo assinado pela responsável dos serviços académicos da Universidade Lusófona, Rosa Ribeiro, vê-se apenas que o ministro obteve 11 valores em 21 cadeiras por «equivalência atribuída de acordo com o decreto-lei nº74/2006». Segundo o processo de Bolonha, as universidades e os politécnicos podem reconhecer, «através da atribuição de créditos, a experiência profissional» de ex-alunos do ensino superior que desejem regressar aos estudos.

Nas 11 cadeiras às quais foi dada uma «equivalência atribuída pelo departamento» de Ciência Política e Relações Internacionais, Relvas obteve uma classificação de 10 valores.

Normalmente, este curso é distribuído por seis semestres, equivalentes a 180 ECTS (créditos). Mas o parecer assinado pelos professores José Fialho Feliciano e António Fernando dos Santos Neves decretou que a «elevada experiência profissional» de Miguel Relvas era suficiente para a atribuição de 160 créditos.

Os cargos desempenhados por Relvas são enumerados pelo próprio na carta que consta do processo e na qual pede aos responsáveis da Lusófona para «apreciarem o currículo profissional que se segue» para «eventual reconhecimento de equivalências ou de créditos». O governante divide a sua experiência em exercício de cargos públicos, exercício de cargos políticos, exercício de funções provadas, empresariais e de intervenção social e cultural, e frequência universitária.

Os 20 créditos que o ministro realizou por exame dizem respeito a quatro disciplinas: Introdução ao Pensamento Contemporâneo (18 valores), Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução (14 valores), Geoestratégia; Geopolítica e Relações Internacionais II (15 valores) e Quadros Institucionais da Vida Económico-Político-Administrativa (12 valores). Do processo não constam os nomes dos professores, nem a composição do Conselho Científico, que decide as equivalências.

«O currículo submetido tem mais-valias claras e aspetos salientes muito positivos, que levam a que sejam considerados relevantes para efeito de creditação de competências profissionais uma parte significativa dos elementos aí constantes», afirma o parecer de apreciação de informação curricular.

Os professores da Lusófona destacam três «aspetos relevantes»: a longevidade das funções desempenhadas, a natureza das funções (liderança ou grande responsabilidade institucional) e a variedade das funções exercidas.

O processo para o qual os jornalistas tiveram apenas 30 minutos para consultar estava dividido em seis pastas: legislação, candidatura, matrícula/inscrição, registos académicos, certificado académico e processo financeiro.

Nesta última pasta, constavam três recibos de pagamento no total de 1777,52 euros, sendo que só o diploma custou 350 euros. Pelo pedido de equivalências, Miguel Relvas pagou 89 euros.

Segundo o processo, o ministro matriculou-se a 9 de novembro de 2006 e concluiu o curso em menos de um ano, a 24 de outubro de 2007, com uma classificação final de 11 valores.

A TVI consultou o processo perante a presença das duas responsáveis dos serviços académicos da Universidade, que controlavam as ações dos jornalistas. A justificação dada esta manhã para o
atraso no acesso ao processo mostrou ser falsa, uma vez que o provedor do aluno não esteve presente.
TVI24