2013-10-06

Diz Nicolau Santos: Portugal tem de pedir desculpas pelo MNE que tem

O maior problema que o Governo tem atualmente na sua constituição é o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Desde que chegou às Necessidades, Rui Machete já teve de dizer 1) que quando disse ao jornal Público que tinha comprado acções da Sociedade Lusa de Negócios a um euro se tinha equivocado; 2) que quando respondeu por escrito a uma comissão parlamentar que nunca tinha tido acções da SLN mas apenas do Banco Português de Negócios se tinha equivocado; 3) que quando agora disse em Angola que tinha sido informado pela Procuradora Geral da República sobre o estado das investigações sobre cidadãos angolanos se tinha equivocado.

Convenhamos que são equívocos a mais para a mesma pessoa. O segundo destes equívocos pode mesmo ser considerado uma mentira. E o terceiro destes equívocos é imperdoável: ir a um país estrangeiro pedir desculpas por processos que correm na justiça portuguesa é negar a separação entre os poderes executivo e judicial e, pelo contrário, dar a entender que a proximidade da Procuradora Geral da República ao Governo é tanta que até lhe passa informações sobre processos em segredo de justiça.

Ou seja, de uma assentada, o senhor ministro descredibilizou-se perante as opiniões públicas angolana e portuguesa e enterrou-se a si próprio, ao mesmo tempo que manchava também a folha de serviços da Procuradora Geral da República.

Na verdade, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros tem pouco ou nada que fazer. Não conduz as negociações com a troika nem as relações com a União Europeia. Não é ele também que faz a ligação ao Brasil e aos países africanos de língua portuguesa. E está completamente desfasado da actual realidade internacional. Ou seja, não tem voz activa em nenhuma matéria externa crucial para os interesses nacionais.

Por outras palavras, o senhor ministro dos Negócios Estrangeiros é uma irrelevância no Governo e um embaraço para o país. Não se pode devolvê-lo à presidência das mais de 20 assembleias gerais e conselhos fiscais que acumulava antes de ter aceite este quadro?

Ler mais:
http://expresso.sapo.pt/-portugal-tem-de-pedir-desculpas-pelo-mne-que-tem=f834152#ixzz2gwdOgcQD

A imagem do dia 06-10-2013

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A Galáxia Ativa NGC 1275
Créditos e direitos autorais : Dados - Hubble Legacy Archive, ESA, NASA; Processamento - Al Kelly
Explicação: A galáxia ativa NGC 1275 é o membro central e dominante do grande e relativamente próximo Aglomerado de Galáxias de Perseus. Com uma aparência selvagem nos comprimentos de onda da luz visível, a galáxia ativa também é uma prodigiosa fonte de raios-X e de emissão de rádio. A NGC 1275 acresce matéria enquanto galáxias inteiras caem dentro dela, em última análise alimentando um buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia. Essa imagem colorida acima, recriada dos dados de arquivo do Telescópio Espacial Hubble, destaca os detritos galácticos resultantes e os filamentos de gás brilhante, com cerca de 20000 anos-luz de comprimento. Os filamentos persistem na NGC 1275 mesmo apesar da turbulência de colisões que deveriam destruí-los. O que mantém os filamentos juntos? Observações indicam que as estruturas, empurradas para fora do centro da galáxia pela atividade do buraco negro, são mantidas juntos por meio de campos magnéticos. Também conhecida como Perseus A a NGC 1275 se espalha por mais de 100,000 anos-luz e localiza-se a aproximadamente 230 milhões de anos-luz de distância da Terra.

Ultimas e exclusivas do Brasil - Carolina de Almeida


Soubemos que o Consulado Honorário de Portugal em Santos vai ser transformado em Vice Consulado e nomeada vice-cônsul Carolina Almeida.

2013-10-05

Procuradora-Geral arrasa ministro dos Negocios Esquesitos Rui Machete

Joana Marques Vidal diz que continuam pendentes processos contra cidadãos angolanos e alerta para separação entre os poderes judicial e político.
 
A procuradora-geral da república, Joana Marques Vidal, arrasou ontem o pedido de desculpas do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, ao governo angolano, pelas investigações judiciais em Portugal contra cidadãos daquele país.

Em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), Machete assegurou: "Não há nada substancialmente digno de relevo e que permita entender que alguma coisa estaria mal, para além do preenchimento de formulários e de coisas burocráticas."
 
Ontem, em comunicado, Joana Marques Vidal garantiu que continua a haver "processos pendentes" contra figuras públicas angolanas – que envolvem nomes como os do PGR de Angola , João Maria de Sousa, o ex-presidente do BESA Álvaro Sobrinho, o vice-presidente do BCP, Carlos Silva, e as filhas do presidente angolano –, havendo "suspeitos" e "queixosos". A PGR sublinha que os processos estão em segredo de justiça e que "o respetivo conteúdo só é acessível aos intervenientes", desvalorizando as palavras de Machete. Lembrou ainda "o princípio da separação entre os poderes" e a "autonomia do Ministério Público".

Em resposta, Machete disse ontem que "não tinha intenção de interferir" com as competências do MP e que o que disse "resulta da interpretação" que fez do comunicado do DCIAP de 13 de novembro de 2012".
 
CM

2013-10-04

Texto - Alô Rio, aqui Mira


Em apenas um ano fiz muitos Amigos no consulado do Rio de Janeiro; não esqueço o apoio que me foi dado à chegada pelo Araújo, pela Maria José, pela Tânia; jamais esquecerei a Teresa, Giani, Alessandra, Pedro, Elisa, Rodrigo, Wagner, Paula, Leila, Fábio, José Carlos, Fernando, Francisca, Cavalcanti, Nilton, Valdeir, Roberta, … me desculpem os que  não citei…Esta lista não é exaustiva, e nem por ordem de preferências e nem sequer se pode considerar fechada…
 
É verdade, não posso esquecer os bons momentos vividos no Rio de Janeiro tanto na companhia dos colegas quanto de outros indígenas …
 
Dizem que o Rio é perigoso; que os transeuntes são constantemente assaltados, agredidos ou mortos; nada disso se me constou na minha passagem; existem sim é europeus que, nada percebendo da cidade maravilhosa, se confrontam com a realidade de um Pais de múltiplas desigualdades e com a corrupção institucionalizada ao mais alto nível…
 
Como dizemos na Europa, trabalho é trabalho conhaque…
 
Parece-me que no consulado de Portugal no Rio de Janeiro se misturaram os dois.
 
A inspecção do Tribunal de Contas não deixara de clarificar uma situação que envolve milhares €uros de perdas para o Estado.
 4 de Outubro de 2013
JoanMira

Texto - "Doutorzecos merdosos"


Esperançado em ser humano e, por vezes amanhado de “homem de gravata às riscas” (dixit Stau Monteiro), não necessito de qualquer tortura moral para confessar o intuito de busca da verdade que sempre me acompanhou na  vida profissional.

 

Ao “longo de uma longa” carreira ao serviço, não do Estado mas sim de muitos palermas arrogantes e incompetentes, que conseguiram ser qualquer coisinha graças aos paizinhos, que já tinham logrado qualquer porcaria de situação de destaque da mesma forma, chego à conclusão, talvez um pouco exagerada, de que os males do nosso Pais não provêm dos que trabalham mas sim dos que, nada fazem.

 

O importante é “parecer”, sem nunca fazer! Por isso procuram de forma insistente e doentia o jornalista que lhes vai tirar frequentemente o retrato; é que uma imagem num periódico é sempre bom para que a hierarquia “mais superior” saiba que o gajo não morreu; não faz nada mas aparece na imprensa; isso sim é importante.

 

Entre alguns tédios  “despachos”, depois de muito bocejar, algumas dessas criaturas podem entrar também em estado segundo, imaginando serem pessoas de muito valor; e então começam a expelir tantas ordens aos seus subordinados que quando chegam ao fim já nem se lembram do motivo da excitação exacerbada.

 

Mas, “bipolarité oblige”, retomando as rédeas da sua vida fracassada, tentando, agora com um tanto de sensatez, apagar o patológico complexo de que também sofrem; ei-los, subitamente, a ocupar o seu tempo de serviço com qualquer predilecta, estúpida e cínica manha: amedrontar os “seus” funcionários e "parir" despachos do tipo: “Faça-se em conformidade”!...

 

E o funcionário executa, não a ordem bacoca, mas sim o que deve fazer de acordo com a realidade e a sua experiência.

 

Portugal não pode continuar a sustentar patetas que nada produzem!

 

Portugal não pode continuar a manter desnecessários incompetentes  Filhinhos Dos Pais!

 

Portugal merece outra coisa que a bosta de doutorzecos que “dirige” o Pais em todas as instâncias!

 

Bordeaux, 4 de outubro de 2013.
 
JoanMira

2013-09-29

Texto - Eleições autárquicas

Hoje é sábado e por isso é-nos dado o lazer, além de respirar e suspirar, (porque não conspirar) de podermos reflectir sobre a nossa condição humana.
 
Boa é a pausa mas, infelizmente, não dura.
 
Passamos uma semana a trabalhar para chegar ao “week-end” saturados de falsas informações: papel, noticias no rectângulo televisivo, “facebook”, e palermas que dele se servem, SMS’s no TLM, parolos deficientes que reproduzem, ao segundo, todo e qualquer rumor veiculado por outros patetas internétezes…
 
Mas, o que queria referir é que, amanhã, há eleições em Portugal; e mais gostaria de sublinhar o apelo à memoria; lembra-se de tudo o que foi dito por  políticos de esquerda, direita e centro? Lembra-se de todas as promessas que foram feitas? Sabe da situação vergonhosa em que se encontra o nosso Pais? Viu filas de idosos e crianças à espera de uma tigela (malga) de sopa?
 

Simultaneamente viu os ”Mercedes”, “Audis”s, BM’s que "eles" ostentam?
 
Se tem memoria e se quiser votar (deve-o fazer) não esqueça nunca o que lhe foi feito no passado.
 
A conclusão sera: “ferozmente” reptiliano.
 
28 de setembro de 2013
 
JoanMira
 

 

2013-09-28

Texto - A “Balsinha” das eleições , carago! - Video


Até que enfim, finalmente chegou um momento sagrado e de esperança na Sociedade portuguesa, as eleições autárquicas!

 

E que já estávamos preocupados: Puxa, tanto tempo sem expressão democrática! Como iria sobreviver o Povo?! Sem “botos” como comeria e o quê?

 

Mas, no próximo domingo, a população vai ficar mais alegre; vai refastelar-se porque vai ganhar; alias toda a gente vai ganhar: bloquistas, orgulhando-se de mais alguns “percentos”, comunistas que vão apregoar que o Peter Steps Rabbit e o PSD perderam uns tantos “percentos”, socialistas masturbando-se com, talvez, alguns “percentos” a mais, palermas sem dignidade (PSD) porque o seu partido só perdeu uns poucos “percentos” e o próprio PSD “y sus muchachos” alegrando-se de na “situação difícil em que o Pais se encontra” de só ter perdido poucos “percentos”.

 

Há mais, os fãs do partido contra a democracia social (CDS) vão se orgulhar de ganharem alguns “percentos” graças ao grande estratego Paulo Portas que é o nosso melhor “politico”.

 

Não queira ser pai ou mãe dele não; não aceite nunca a sua amizade, porque seria a melhor forma de se encontrar sozinho e órfão.

 

Nunca esqueça quanto o hipócrita marialva lucrou no caso dos helicópteros-submarinos quando ardiam – e ainda ardem – quilómetros quadrados de floresta portuguesa!

 

Va votar, va: predigo que domingo à noite só vai haver vencedores de “percentos” nas emissões de rádio-televisão.

 

Mas sabemos, de antemão, sem recorrer a falsas e bacocas sondagens, que quem vai perder, com os nossos representantes, é o Povo Português, longe do ambicionado poleiro.

 

Felizmente, depois chega o 5 de Outubro, o primeiro de Dezembro, o Natal, o Ano Novo, o 25 de Abril, o… 10 de Junho…serão ainda feriados? Guardem o 10 de Junho, carago!

 

E que eu quero continuar a dansar a valsinha das medalhas, fueda-se!

 

28-09-2013

 
Rui Veloso - "A valsinha das medalhas"
JoanMira

2013-09-27

Texte - Souvenirs de l’école de la Republique

J’avais un copain d’école, que l’on surnommait « la fillette »… Je ne me souviens plus de son nom ;  seul j’ai présent son souvenir d’adolescent délicat qui ne prisait point trop les jeux de brutes auxquels nous nous livrions quand nous en avions le temps, c’est-à-dire, constamment !
 
Je transportais sur mon vieux vélo rouillé ma petite sœur Christine, à l’école des filles et, entre son domaine et le parvis de Saint-Vincent, j’entrais dans le no man’s land, aussi bien connu, en cette année 1965, par le « Royaume de la Castagne »…
 
Toutes frustrations : études ratées ou une vie familiale stricte et violente se réglait là ! Entre deux cours à l’Ecole Primaire Saint-Vincent tous les élèves se rendaient au fronton pour le « yo pour le roi » ; une espèce de jeu de pelote stupidement adapté aux règles des handicapés du cerveau avec gros bras.
 
Plus tard dans j’ai compris qu’il en est de même dans la vie : notre intelligence ne sert à rien si l’on n’a pas assez de force pour la faire reconnaître…
 
Mais revenons au jeu ; il valait mieux être viril car il ne s’agissait pas simplement, au milieu de la confusion, de « chopper » la balle : encore fallait-il ne pas la prendre à « l’andouille » maladroit mais costaud, évitant, de ce fait, la « tabassée » probable qui pourrait s’en suivre...
 
Ce jeu, au demeurant intéressant, finissait invariablement par une bagarre générale interrompue par la sonnerie indiquant la fin de la « récréation »…
 
Comme je comprends, aujourd’hui, que la « fillette » ne voulût point se joindre à ce jeu noble mais accaparé  constamment par la frustration de certains…
 
La « fillette » (j’en ai marre je l’appellerai Jean désormais) subissait tous quolibets et  sévices de cette virilité campagnarde sans mot dire… Je le comprenais mais, appartenant au clan des imbéciles, il ne m’était pas permis de le défendre. J’ai un grand regret rétrospectif : ne pas m’être opposé à la bande de brutes à laquelle j’appartenais « à l’insu de mon propre gré »…
 
Parfois, le mercredi surtout, nous nous aérions allant jouer au « ruby » du côté du « Gond »… Avec mes frêles 65 kilos, je ne faisais pas trop le poids ni le fier ; mais je jouais, quand-même, profitant de l’agilité qui me permettait d’éviter la plupart des défis physiques; et cela a fonctionné, jusqu’au jour où, sur un terrain boueux jusqu’aux genoux et  après quelques feintes de passe, regardant à gauche et à droite, je suis venu m’empaler sur un mamouth qui, (d’après Jean qui assistait au « spectacle »), traînait à cet endroit, immobile  depuis l’éternité que lui permettait sa graisse, avec la foi inébranlable de pouvoir attraper quelque « brêle » qui se présenterait sur son pauvre e restreint territoire!
 
Et ce fut moi… le coup de corne fut si rude que, j’ai contemplé un ciel gris zébré d’éclairs multicolores…
 
La suite à la prochaine édition.
 
27 septembre 2013. 
JoanMira