2015-05-01

Terrorismo em Portugal? “Descobriram supositórios de vários calibres”...



Os melhores discursos da Constituinte: no final de 1975, o deputado da UDP, Américo Duarte, usou o humor para denunciar os meios usados pelas autoridades nas buscas por armamento. Foi eficaz.

“Passo agora a frisar um assunto que muito tem preocupado o Governo. Como seja a procura de armamento. A forma como se tem efectuado essa procura e a necessidade de mostrar que há material apreendido leva a aspectos cómicos pela deturpação que os comunicados oficiais sistematicamente fazem. (…) Nestas buscas não são poupadas sequer as clínicas médicas. Assim, ontem, dia 9, coube a vez à clínica popular comunal da Cova da Piedade. Passo a ler um comunicado distribuído à população sobre este assunto:
‘À população:
Hoje, dia 9 de Dezembro, pelas 6 horas da manhã, um forte aparato militar, composto por cerca de 100 guardas republicanos e fuzileiros, visitou interiormente a Clínica Popular Comunal, na Cova da Piedade. Que procuravam estes «senhores» no interior da clínica? Armas? Os seus detectores de metais e as suas equipas técnicas detectaram uma vasta gama de material de guerra e de combate, tal como: bisturis, pinças, tesouras, fórceps, seringas, agulhas, etc.
(Risos)
Todo este material foi pago pelo povo, pelo mesmo povo que dá de comer, vestir e calçar a essas forças armadas. Entretanto, os seus peritos (?) não só encontraram as armas acima mencionadas, como ainda um vastíssimo arquivo de documentação «altamente secreto», assim ordenado: 5798 tratamentos (pensos, injecções e pequenas intervenções cirúrgicas); noutro arquivo, também «altamente secreto», deparou-se-lhes um ficheiro, que poderá levar à prisão cerca de 5000 bebés consultados no gabinete de pediatria!
(Gargalhadas.)
E mais de 4300 adultos consultados no gabinete de clínica geral! Como bons «peritos», descobriram o paiol de munições da clínica, que consta de milhares de munições, cargas várias e detonadores, tais como: supositórios de vários calibres, vitaminas, antibióticos, bombas-antiasmáticas, Molotov’s de soro, uma arma altamente perigosa, o já célebre raio X…
(Risos)
… e tanto outro material, que só esses «peritos» poderão descrever. Quem os recebeu? A porta foi-lhes franqueada pelo enfermeiro de serviço (note-se que o banco de urgência funciona vinte e quatro horas por dia), um perigoso elemento «contra-revolucionário»…
(Risos)
… e secundado por uma médica espanhola. e três médicos alemães, que se encontram nesta clínica para dar instruções de«guerrilha» contra a doença.
(Risos)
Informa-se, ainda, que todo este material «bélico», altamente perigoso, se encontra em exposição e pronto a ser distribuído ao povo!’”
Observador - Portugal

Faut-il aider les pauvres djihadistes français?!!!



Un beau jour, « ils » ont décidé de tout quitter – leur famille, leur cité, leurs trafics – pour défendre l’islam et accéder ainsi directement au paradis. À l’appel et avec l’aide d’un imam que l’on désignerait, nous les mécréants, comme radical, ils sont arrivés en Syrie ou en Irak ? Enfin, non, ils ont été accueillis dans un pays sans frontière, dont le seul passeport est le livre sacré du Coran, un pays au nom fabuleux de califat islamique.
Là, pris en mains par les adeptes d’une charia implacable, ils se sont battus au nom de Mahomet le prophète. Ils ont tué, assassiné, décapité des hommes, des femmes, des enfants, des chrétiens, mais aussi des musulmans chiites, des yazidis. Ils ont éradiqué le califat de ses mécréants.

 99 d’entre eux, venus de leurs banlieues françaises, ne reviendront pas. Ils sont morts sous les obus de l’armée syrienne, sous les balles kurdes ou encore les bombes ou les missiles de la coalition occidentale. Car ces « ils », ce sont nos chères têtes brunes, jeunes gens, garçons et filles, qui se sont rendus au Moyen-Orient pour participer au djihad, à la guerre religieuse.
Pauvres jeunes gens perdus, égarés par un discours démentiel. Ne faut-il pas les excuser ? Ne sont-ils pas les brebis égarées d’un vivre ensemble que la France n’a pas réussi à leur procurer ?
Alors, notre bien-aimé et très efficace Premier ministre n’a pas hésité une seconde. À l’initiative de son ministre de l’Intérieur, il a lancé son énième plan, ses millions d’euros qui ne coûtent rien, ses fonctionnaires qui sont si peu occupés par Vigipirate et autres fantaisies que nous procure la présence, sur notre sol, de la cinquième colonne islamiste. Ces criminels dont personne ne saura quels crimes épouvantables ils ont commis pendant leurs vacances guerrières au califat, Manuel Valls les traite d’individus, pas de terroristes ni même de criminels. Non, d’individus…
Devant les magistrats antiterroristes de plusieurs pays réunis en colloque, dimanche à Paris, voici ce qu’il a déclaré : « Ces individus jeunes qui sont signalés doivent faire l’objet d’un suivi. Nous devons aussi apprendre à mieux détecter les signes avant-coureurs de ces ruptures. Dans le cadre du plan de lutte contre la radicalisation, 2.500 fonctionnaires de différents ministères sur tout le territoire ont d’ores et déjà été formés. »
Et là, grand bond en avant. Il a proposé d’explorer de nouvelles pistes. « Une structure sera créée d’ici à la fin de l’année afin de prendre en charge, sur la base du volontariat, des jeunes de retour de zones de conflit et ne faisant pas […] l’objet de poursuites judiciaires. » Précisant que cette structure sera chargée d’accueillir, à leur retour du Moyen-Orient, ces jeunes Français pour une prise en charge psychologique et un encadrement renforcé, afin qu’ils puissent retrouver toute leur place dans notre société.
Ben voyons ! On va les dorloter, leur offrir le RSA, le gîte et le couvert ; une vierge, aussi, pourquoi pas ? Alors que nous serons incapable de connaître l’étendue de leurs crimes. Et on va les réinsérer chez nous, bien gentiment. Comment un Premier ministre de la France peut-il être aussi candide ? Aussi naïf ? Et où sont les réaction politiques à ce projet farfelu et criminel ?

 Ces jeunes qui sont partis faire la guerre ne mérite qu’une chose : leur expulsion s’ils sont binationaux ou la prison en quartier d’isolement pour qu’ils puissent prendre le temps de réfléchir à leur criminel engagement.
Boulevard Voltaire - France

Astronomy picture of the day - 2015 May 1 - MESSENGER's Last Day on Mercury

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MESSENGER's Last Day on Mercury 
Image Credit: NASAJohns Hopkins Univ. APL, Arizona State Univ., CIW
Explanation: The first to orbit Mercury, the MESSENGER spacecraft came to rest on this region of Mercury's surface yesterday. Constructed from MESSENGER image and laser altimeter data, the scene looks north over the northeastern rim of the broad, lava filled Shakespeare basin. The large, 48 kilometer (30 mile) wide crater Janacek is near the upper left edge. Terrain height is color coded with red regions about 3 kilometers above blue ones.MESSENGER'S final orbit was predicted to end near the center, with the spacecraft impacting the surface at nearly 4 kilometers per second (over 87,000 miles per hour) and creating a new crater about 16 meters (52 feet) in diameter. The impact on the far side of Mercury was not observed by telescopes, but confirmed when no signal was detected from the spacecraft given time to emerge from behind the planet. Launched in 2004, the MErcury Surface,Space ENvironment, GEochemisty and Ranging spacecraft completed over 4,000 orbits after reaching the Solar System's innermost planet in 2011.

2015-04-30

Texto - "As cabanas da rebêra" - (1/…)



Éramos todos pré-adolescêntes. Viviamos num lindo paraíso em que o nosso mundo se circunscrevia ao espaço físico delimitado entre o “Mitra2” e o castelo do Giraldo. Era um grande território de cerca de 10 km de comprimento e de bilhões de anos-luz de altura de estrelas…

Depois de muitas lutas, consegira-mos acrescentar o nosso território de 12 km, até à entrada de Évora.

Mas as corridas só decorriam da escola ao “Mitra2”. E para quem era magrinho, praticando intensa actividade física, já era muito bom…

Em breve, no próximo encontro, dir-vos-ei o que era o “Mitra 2”…

20-04-2015
JoanMira


Imagens do Mundo - Katmandu - Nepal despede-se dos seus mortos

Vista aérea de la ciudad de Katmandú (Nepal). La ciudad despide a sus muertos en el terremoto del sábado mientras cientos de miles de personas se marchan de la devastada capital, adonde llegan, sin embargo, nepalíes de todo el país y quieren saber qué ha sucedido con sus familiares.

Imagens do Mundo - Vietnam celebra os 40 anos do fim da guerra

Em comemoração aos 40 anos do fim da Guerra do Vietnã, foi realizada uma marcha nas ruas de Ho Chi Minh City, antiga Saigon Foto: HOANG DINH NAM / AFP
Vietnam celebra os 40 anos do fim da guerra
Globo - Brasil

Aconteceu a 30 de abril de 1949 - Nascimento de Antonio Guterres

 1949 - Nascimento de António Guterres
António Guterres
A 30 de Abril de 1949, nasce, em Lisboa, António Manuel de Oliveira Guterres. Foi Primeiro-ministro de Portugal, desempenhando, actualmente, as funções de Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

Astronomy picture of the day - 2015 April 30 - Across the Sun

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Across the Sun 
Image Credit & Copyright: Göran Strand
Explanation: A long solar filament stretches across the relatively calm surface of the Sun in this telescopic snap shot from April 27. The negative or inverted narrowband image was made in the light of ionized hydrogen atoms. Seen at the upper left, the magnificent curtain of magnetized plasma towers above surface and actually reaches beyond the Sun's edge. How long is the solar filament? About as long as the distance from Earth to Moon, illustrated by the scale insert at the left. Tracking toward the right across the solar disk a day later the long filament erupted, lifting away from the Sun's surface. Monitored by Sun staring satellites, a coronal mass ejection was also blasted from the site but is expected to swing wide of our fair planet.

2015-04-29

Texto - Historias veridicas da Emigração - Auto de interrogatorio a cidadão reguila


Estava eu tão descansado naquela linda manhã, respirando perfumes de maio, quando fui interrompido por estridente e telefónico som inimigo:

“Allô… daqui fala Pinto Barradas. O senhor chanceler vai ter que ouvir em auto de interrogatório, a pedido da Justiça portuguesa, um cidadão que fez das boas…

- Sim, claro, senhor cônsul-geral, vou chama-lo à sala de espera?

- Sim…Não…Espere ai, eu próprio o levo ao seu gabinete”.

E apareceram-me em curto prazo o corpanzil do cônsul empurrando o frágil “arguido”.

- “Tome la, - lançando a carta precatoria - e extraia dele tudo o que for necessário para boa elucidação da autoridade.”. E saiu repentinamente para se dedicar, decerto, a actividades mais importantes.

- “Senhor…?”

- “Jaquim Manoel”, responde com largo sorriso o faltoso.

Li rapidamente e em silêncio o termo de culpa, sem de vez em quando ter de reprimir um esboço de riso. A situação era cómica e eu, transformado em magistrado, tinha de manter um oficial respeito.

Li ao arguido o relatório elaborado pelo cabo-comandante da GNR do Seixal…

O Jaquim Manoel era o protótipo do tuga bem disposto; amável, risonho mas, que quando a coisa saia para o torto, não deixava crédito por mãos alheias…Pequenino, moreno de cabelo preto, bigodaça enorme, ia sorrindo à medida que lhe lia o auto.

E o auto redigido pelo cabo tinha uma certa graça.

- “Eram 4 horas da manhã quando vi um carro de matricula estrangeira aproximar-se do ponto de controlo a alguma velocidade. Instado a parar, o conductor parou. Como lhe fiz a observação de que me parecia estar ébrio, rindo me respondeu: “Pois, tive numa festa e querias que bebesse agua seu labrego”.

Ignorando o insulto, pedi-lhe que soprasse no detector de alcoolemia, ao que me respondeu: “Só sopro depois de tu soprares seu manguela”…

Pedi-lhe, então que me mostrasse os documentos de identificação e da viatura, ao que me respondeu: “Eu mostro-te é o caralho!”.

“Diga-me então o seu nome” ao que respondeu: “Olha, em português é Jaquim Manoel e em francês é tens os cornos virados para tras”…

De paciência esgotada apontei-lhe a arma de serviço; mas o individuo saindo bruscamente do veiculo, apoderou-se da mesma, deu-me dois pares de estalos, rasgou-me a farda e pirou-se. Viria a saber algumas horas depois que já se encontrava no estrangeiro de França.

Logicamente, o assunto não sendo meu, esperei a sua saída para desatar umas gargalhadas largas.

Bem, confesso que perante o pitoresco da situação apenas pedi ao Jaquim Manel que assinasse o depoimento…

29-04-2015

JoanMira       

Fot'assim - "New York - To the memory of the black people murdered in the United States" 29-04-2015

"New York - To the memory 
of the black people murdered 
in the United States"

29-04-2015
JoanMira