2020-01-15

Texto - "Rumores do passado"

Mignon petit garçon avec un sourire caucasien debout sur la plage de la mer. Banque d'images - 44317554Não é tarde nem é sempre ; não é cedo nem 
escuro nem tampouco alvorada.
 
Se não é luz, dia também não é e por isso se
soltam silhuetas bem visíveis rumo ao vapor.
E, no nevoeiro barreirense, la vai minha mãe
rumo à faina.
E aqueles perfumes passados no nosso Alentejo, 
Não têm qualquer felicidade comparável!

O Padrinho Chico, a madrinha Bia, O Zé Manel,
Maria Joaquina, a Rosinha, a Martinha 
(desaparecida muito

Barco longe de Évora, Longe do Giraldo 
Sem Pavor. Évora esta longe :
Esboçam-se saudades.

Então, vive-se a nostalgia do
tempo passado; Meu Alentejo…E aquele 
carinho único, no rosto de minha mãe jovem)

A vadiagem por terras nunca antes exploradas 
(por nos), e os medronhos que em pleno sol nos 
Destilavam uma  embriaguez até la desconhecida.

Os pirolitos e bugalhos, as gasosas com prémios sob as cápsulas…

Tantas recordações quase esquecidas no monte do Giraldo onde se encontravam miniaturas das caravelas do século XV…!!!

São tantas recordações felizes em que, nesse tempo, conseguíamos brincar com tudo o que nos aparecesse pela frente sem o auxilio de brinquedos de alta tecnologia, (que para já não existiam) …

Muito resta para contar… Será para uma próxima vez. Verão que naquele tempo dos anos “60” a malta divertia-se à farta!

Bordeaux, 21-12-2015

JoanMira

2019-12-23

Texto : "Dia horroroso"



Depois de ver o dia artificial e tédiamente prolongado, ouvi chuva.

Miudinha ; senti a corrente de ar da queda da folha de outono.

Vi aproximar-se a noite, anunciando horrorosos pesadelos e alucinações.

Ainda talvez por pouco tempo oculta, ameaçando aproximar-se do esconderijo protector mas deixando chegar ameaças e pavores indiscritiveis.

Perdi-me então. Entrei em pânico ; procurei a minha companheira... 

Como se ela ali permanecesse, mas não... ! Estava absolutamente só...

O meu espírito já não tinha raciocínio para qualquer reconforto. 

Cai em estado letárgico. O relógio marcava duas da manhã. 

Abri a janela e deparei com um céu escuro de breu, violentas rajadas de vento. 

A lua tremente tentando equilibrar-se entre nuvens escuras passando rapidamente no horizonte, com pressa, decerto, de irem para sitio mais aprazível.

O pressagio de antemão transformado em ideias cinzento-escuras tinha-me advertido da chegada do dia mais horrível da minha vida. E é facto : perder subitamente a pessoa amada, mãe dos filhos, avo, amiga de tantos seres... é demais !

*Arranquei todos os fios que me ligavam à cama de hospital e fui a pé buscar a Julinha ao hospital do sofrimento onde se encontrava. Levei-a comigo para o meu quarto e adormecemos.

Acordei em sobressalto às 11 da manhã. A Júlia dormia na sua cama ao meu lado. 

Não me respondeu, fui rapidamente à casa de banho passar a cara por agua e 

Regressei ao quarto. O meu "bebé" continuava a dormir impávido. 

Não, não estava a sonhar, mas, no dia seguinte, de madrugada, a Julinha rumou ao Céu.

* Isto foi o sonho que tive 24 horas antes de 3/12-2019 - 5,20 h.

23-12-2019
JoanMira



Pintura - Anjos : "Cores vãs"

02-diapositivo14
"Cores vãs"

2019-12-22

Photographie - Animaux : Clair comme de l’eau de roche

Un balbuzard pêcheur se reflète dans une rivière comme dans un miroir, lorsqu’il plonge pour pêcher. L’animal a été capturé par une caméra accrochée à une truite qu’il avait capturée à Aviemore, juste à la lisière du parc national de Cairngorms, en Écosse.


Un balbuzard pêcheur se reflète dans une rivière comme dans un miroir, lorsqu’il plonge pour pêcher. L’animal a été capturé par une caméra accrochée à une truite qu’il avait capturée à Aviemore, juste à la lisière du parc national de Cairngorms, en Écosse.

Par Steve Laycock 
© Solent News & Photo Agency

2019-12-16

Texto - "Julinha, sinto muito a tua falta"

Por vezes sentimos a necessidade de sentir ; sentir que não estamos sós neste tão vasto Universo ; nos nano-átomos com alguma inteligência não raramente somos submergidos por oceanos de lágrimas ; afogamo-nos naquelas ondas temíveis ; morremos ; ressuscitamos, mas, entretanto, o mundo mudou... Já não temos aqueles seres tão aprazíveis e amados que connosco construiram a nossa vida.

Julinha, sinto muito a tua falta.

16-12-2019
JoanMira