2011-09-13

F.C. Porto-Shakhtar Donetsk, 2-1


James e Hulk

A figura: James Rodríguez
Daqui a muitos anos, quando alguém quiser saber mais sobre este F.C. Porto-Shakhtar Donetsk e vir, apenas, os frios números desta noite quente no Dragão, vai ver lá o nome de Kléber, num golo que deveria ser de James. Mas quem esteve no estádio portista ou viu o encontro pela televisão, dificilmente esquecerá o brilho do jovem colombiano em todo o lance que trouxe a reviravolta. Mais que isso, ganhou um penalty, atirou à trave, fez dribles impossíveis, túneis em espaços milimétricos...Joga que se farta. Para os adversários, é um terror. Para quem vê, um prazer.

Greve na Suiça - 13-09-2011

Lisboa, 13 set (Lusa) – O Partido Comunista Português (PCP) pediu hoje uma reunião urgente com o embaixador português em Berna para discutir a falta de apoio aos portugueses devido à greve dos trabalhadores consulares e também a situação dos professores na Suíça.
Em comunicado, a representação PCP na Suíça declarou que “protesta pela falta de apoio consular aos portugueses residentes neste país, situação que se mantém desde o final do mês de agosto, como consequência da greve nos postos consulares e nas representações diplomáticas”.
Os membros do partido solidarizaram-se com os motivos que levaram os trabalhadores consulares a entrar em greve, visto que “é impossível viver na Suíça com os baixos salários de que estão atualmente a usufruir”.
“A situação provocada pelos problemas da desvalorização do euro em relação ao franco suíço, o corte de 10 por cento no salário base e a aplicação das elevadas taxas pela entidade fiscal portuguesa, colocou os salários de todos os funcionários no limite da miséria”, refere a nota.
Segundo o documento, “o momento que se vive não só prejudica esta categoria de funcionários, como causa enormes transtornos, prejuízos financeiros e de outra ordem à comunidade portuguesa residente”.
Os 56 funcionários sindicais iniciaram no dia 29 de agosto uma greve por tempo indeterminado por falta de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros acerca da sua situação salarial.
A greve está a ser cumprida pelos trabalhadores da embaixada de Portugal em Berna, da missão junto da ONU em Genebra, os consulados naquela cidade e em Zurique, bem como os escritórios consulares em Sion e Lugano, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE).
A Lusa contactou várias vezes o Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, tendo o porta-voz salientado que não vão ser feitos comentários acerca da greve.
“Com os mesmos problemas estão os professores do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) a lecionarem na Suíça, pondo em causa a continuidade dos cursos de língua portuguesa a mais de dez mil crianças”, refere o comunicado.
O PCP sublinhou que, antes das últimas eleições, políticos do PSD e CDS/PP “foram incansáveis” em fazer denúncias, competindo agora “a estes partidos da coligação governamental a solução imediata do problema”.
“Assim, o organismo local do PCP solicitou, com a máxima urgência, uma reunião com o embaixador de Portugal em Berna, com a finalidade de exigir a esta entidade uma clara intervenção junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa”, lê-se o documento.
“Os funcionários do Estado português têm direito a um salário que lhes garanta um nível de vida digno na Suíça, e a comunidade tem o direito de ser assistida convenientemente. É preciso evitar o agravamento dos prejuízos”, finalizou o partido.
CSR.
Lusa/fim

Classicos do cinema português - 9/11 - O grande Elias


 
 

"O grande Elias"
9/11
Com
Antonio Silva -
Milu - Ribeirinho

Video - Ondas gigantes - impressionante!

Todos os anos, pela mesma altura,  se dá este fenómeno metereológico na China.

Ver vídeo aqui
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Greve na Suiça: perguntas ao governo

Assunto: Degradação salarial dos funcionários dos serviços consulares e diplomáticos
Destinatário: Ministério dos Negócios Estrangeiros


Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
Os trabalhadores dos serviços diplomáticos e consulares na Suíça encontram-se em greve desde o dia 29 de Agosto passado. Assim, encontram-se encerrados desde essa data a Embaixada em Berna, os consulados em Genebra e Zurique, os escritórios consulares em Sion e Lugano e os serviços da Missão Portuguesa Permanente Junto das Nações Unidas (NUOI) em Genebra. Os trabalhadores reivindicam uma actualização dos seus vencimentos, dado que, face à evolução cambial do franco suíço relativamente ao euro, viram as suas remunerações reduzidas em cerca de 40% ao longo dos últimos 10 anos.
O Bloco de Esquerda questionou já o Sr. Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre esta matéria no âmbito da audição parlamentar do dia 25 de Agosto. A resposta dada foi a de que seriam encetadas negociações com os responsáveis sindicais para este problema ser ultrapassado com celeridade. Quase três semanas depois, verificamos a completa incapacidade e vontade do Governo em resolver este problema. O Governo parece ter esquecido as reivindicações justas que os trabalhadores fazem, mas, também, a comunidade portuguesa na Suíça, a quem demonstram uma enorme falta de respeito.
A comunidade portuguesa na Suíça teve uma taxa de crescimento no primeiro semestre deste ano de 12% quando comparada com o período homólogo, segundo dados da Polícia Federal suíça. Actualmente, a comunidade portuguesa na Suíça já ultrapassa os 245 000 cidadãos, realidade que o Governo parece não relevar.
Os portugueses na Suíça estão, assim, impossibilitados, desde há três semanas, de realizar operações indispensáveis para o seu dia-a-dia. Questões essenciais como o registo de crianças recentemente nascidas, a renovação de passaportes, etc., não estão a ser realizadas à comunidade portuguesa, com as previsíveis consequências negativas. O Governo, para além de não apresentar respostas a esta situação, prejudica ainda mais os emigrantes portugueses. A forma como o número de emergência consular envia os emigrantes para serviços que estão encerradas é um desses exemplos, sendo os emigrantes enviados para deslocações de centenas de quilómetros para depois se depararem com os serviços fechados.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, as seguintes perguntas:
1.                  Qual a opinião do Governo sobre as reivindicações dos trabalhadores dos serviços consulares e diplomáticos na Suíça?
2.                  Que medidas pretende o Governo levar a cabo para resolver o problema das variações cambiais que afecta os trabalhadores consulares e diplomáticas na Suíça, mas também em vários outros países com situações semelhantes?
3.                  O que motivou o silêncio do Governo perante a difícil situação que a Comunidade Portuguesa na Suíça está a ultrapassar, sem acesso aos serviços consulares mais básicos?
4.                  Que garantias dá o Governo aos portugueses residentes na Suíça para a resolução deste problema?
5.                  Como explica o Governo que o número de emergência consular envie os portugueses ao engano para serviços que estão encerrados, levando-os a realizar deslocações relevantes completamente infrutíferas?

Palácio de São Bento, 13 de Setembro de 2011.
O Deputado


Pedro Filipe Soares 

Contratos antigos: Corte nas indemnizações debatido já este mês


Apresentação do Programa do XIX Governo Constitucional

A situação é de “emergência nacional”, disse ontem o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, à saída de uma reunião de quatro horas de concertação social. E, ao que o Dinheiro Vivo apurou junto de pessoas que estiveram no encontro, um grupo de especialistas do Governo, patrões e sindicatos começará a discutir, já a partir do próximo dia 22 de Setembro, a nova etapa que visa reduzir os dias de indemnizações para níveis próximos da média europeia; e de que forma este regime mais apertado pode começar a ser aplicado aos trabalhadores mais antigos.
Para tal, serão criados três grupos de trabalho com os patrões e os sindicatos para analisar vários dossiers. Um deles será o grupo para analisar o fundo dos despedimentos e voltar a olhar para os dias de indemnizações, que vão cair de 30 para 20 dias por ano de trabalho de acordo com a nova lei que entrará em vigor em finais de Outubro, mas só para os novos contratos.
Contudo, a ideia agora é “aprofundar” a reforma em curso, reduzindo gradualmente os dias de indemnizações por despedimento dos 20 (que a mais recente alteração à lei prevê) para um valor inferior a dez dias (a média europeia). Os novos contratos estão na linha da frente, mas para a medida ter um impacto substantivo, os actuais trabalhadores também terão de ser abrangidos, ainda que salvaguardando os anos de casa até à entrada em vigor da lei, manda o memorando da troika.
Manuel Carvalho da Silva, líder da CGTP, diz que “o que temos aqui é um processo de desmantelamento no despedimento”, que força a redução de salários na economia. A UGT protesta pelo facto do Governo ter desvirtuado a proposta do fundo de compensação dos despedimentos.
DINHEIRO VIVO

2011-09-12

Homens da luta - E o Povo Pah?

E O POVO, PAH?

Pergunta | Suíça, consulados (Carlos Gonçalves, PSD - 22 de agosto)

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Carta aberta de Catarina Patricio ao Presidente da Republica (lido no "Aqui Tailândia")

Meu nome é Catarina Patrício, sou licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, fiz Mestrado em Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sou doutoranda em Ciências da Comunicação também pela FCSH-UNL, projecto de investigação "Dissuasão Visual: Arte, Cinema, Cronopolítica e Guerra em Directo" distinguido com uma bolsa de doutoramento individual da Fundação para a Ciência e Tecnologia. A convite do meu orientador, lecciono uma cadeira numa Universidade. Tenho 30 anos.

Não sinto qualquer orgulho na selecção de futebol nacional. Não fiquei tão pouco impressionada... O futebol é o actual opium do povo que a política subrepticiamente procura sempre exponenciar. A atribuição da condecoração de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique a jogadores de futebol nada tem que ver com "a visão de mundo" (weltanschauung) que Aquele português tinha.
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A conquista do povo português não é no relvado. Sinto orgulho no meu percurso, tenho trabalhado muito e só agora vejo alguns resultados. Como é que acha que me sinto quando vejo condecorado um jogador de futebol? Depois de tanto trabalho e investimento financeiro em estudos?!! Absolutamente indignada.
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Sinto orgulho em muitos dos professores que tive, tanto no ensino secundário como no superior. Sinto orgulho em tantos pensadores e teóricos portugueses que Vossa Excelência deveria condecorar. Essas pessoas sim são brilhantes, são um bom exemplo para o país... fizeram-me e ainda fazem querer ser sempre melhor. Tenho orgulho nos meus jovens colegas de doutoramento pela sua persistência nos estudos, um caminho tortuoso cujos resultados jamais são imediatos, isto numa contemporaneidade que sublinha a imediaticidade. Tenho orgulho até em muitos dos meus alunos, que trabalham durante o dia e com afinco estudam à noite....
São tantos os portugueses a condecorar...



E o Senhor Presidente da República condecorou com a distinção de Cavaleiro da Ordem do Infante Dom Henrique jogadores de futebol... e que alcançaram o segundo lugar... que exemplo são para a nação? Carros de luxo, vidas repletas de vaidades... que exemplo são?!
Apresento-lhe os meus melhores cumprimentos,



Catarina

Greve na Suiça

A comissão executiva do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas (STCDE) reuniu hoje em Lisboa para debater assuntos como a greve dos funcionários na Suíça ou a "inexistência da revisão do estatuto profissional", disse à Lusa fonte sindical.
A reunião de hoje juntou em Lisboa os membros da comissão executiva do Sindicato dos Trabalhadores Consulares e das Missões Diplomáticas e serviu para "abordar a situação político-sindical e preparar a assembleia-geral extraordinária de sábado", explicou à Lusa o secretário-geral do STCDE, Jorge Veludo.
O encontro decorreu numa altura em que os funcionários consulares na Suíça continuam em greve por tempo indeterminado por falta de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) acerca da sua situação salarial, lembrou.
A paralisação dos funcionários está a afetar a embaixada de Portugal em Berna, a missão junto da ONU em Genebra, os consulados naquela cidade e em Zurique, bem como os escritórios em Sion e Lugano, segundo o sindicato.
No domínio da ação sindical, adiantou Jorge Veludo, foi abordada “toda a panóplia de problemas” com os quais os funcionários consulares são confrontados, designadamente a "inexistência da revisão do estatuto profissional", os problemas relacionados com os horários e os "processos de luta em curso", com relevo para a situação na Suíça.
O secretário-geral do STCDE lembrou que na reunião de hoje – além da Suíça, onde os funcionários vão "entrar na terceira semana de paralisação" – também foram analisadas as "situações preocupantes" que estão a verificar-se a nível salarial no Luxemburgo, Austrália e noutros países.
Jorge Veludo disse à Lusa que tem havido contactos com o MNE desde o último encontro mantido com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, a 26 de agosto, mas que estes "são de sentido único e traduzem-se em interpelações sucessivas" dirigidas ao chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Portas.
"O Ministério vai afirmando que está em curso um processo negocial, mas se isso é verdade onde é que estão as propostas ou uma manifestação de abertura?", questionou Jorge Veludo.
O responsável sindical lembrou que uma delegação de funcionários consulares portugueses em greve na Suíça e responsáveis do sindicato foram recebidos na segunda-feira pelo gabinete da ministra dos Negócios Estrangeiros da Suiça, Micheline Calmy-Rey, a quem transmitiram as suas "preocupações".
"Prometeram-nos que iriam fazer diligências diplomáticas, devidamente enquadradas no princípio da não ingerência, no sentido de atender aos problemas dos funcionários portugueses na Suíça", lembrou Jorge Veludo,
Contactado pela Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros escusou-se a fazer comentários sobre o assunto, lembrando que se mantém em curso um processo negocial com o sindicato.