2013-12-09

Texto - A revolta concreta – “mode d’emploi"



Todos estamos revoltados, com aquela propensão de destruir o sistema que nos leva ao abismo. Adormecemos cheios de ideias revolucionarias e…acordamos face à realidade: é preciso ir trabalhar para ganhar, no mínimo, o necessário para sobreviver… Eles sabem disso muito bem… 

Porque vivendo há já bastantes anos neste sistema, em que os trabalhadores continuam a criar a maior riqueza, que não é equitativamente igual, como diria La Palisse, ao que usufruem opostos parceiros do poderio neoliberal, que se contenta, como diz, de assumir  o risco do investimento – que muito representa na exploração de quem trabalha… 

Porque existe um consenso geral nas nossas sociedades de que este sistema de sociedade é auto-suicidaria…
 
Então, como fazer? 

Parece-nos obvio de começar a reunir com Amigos, vizinhos, conhecimentos e trocar o que queremos. Já nas próximas eleições: europeias, - autárquicas, legislativa, presidencial… Manifestemo-nos contra  aquele "ponta pé no cu"  que não queremos:  Desenhemo-nos como Povo. 

Por um Pais limpo!
 
JoanMira
 
Bordeaux, Nove de dezembro de dois mil e treze.                                                            

 

2013-12-07

Diz Henrique Monteiro - Mas ainda temos de pagar aos bancos?

Já não consigo imaginar a vida sem Multibanco. Tínhamos de planear bem um fim de semana ou umas curtas férias para não sermos apanhados a meio sem dinheiro para um restaurante ou um lanche. Íamos ao banco e trocávamos um cheque por notas. Havia sempre uma fila e uma boa mão cheia de caixas que despachavam os clientes como podiam.O multibanco acabou com isto. Foi benéfico para os utentes? Claro! E nós pagamos anuidades pelos cartões. Mas foi ainda mais benéfico para a banca, por muito que tenha de pagar pela rede e sua manutenção. Os bancos são hoje desertos comparados com o que eram... Por que razão insistem em cobrar-nos serviços? Os bancos têm o nosso - sublinho nosso - dinheiro. Quando o dinheiro é deles cobram juros infinitamente mais elevados do que aqueles que nos dão. Vir argumentar que um serviço que agilizou a banca, permitiu-lhes ter menos funcionários e menos custos fixos precisa de ser pago por quem o utiliza não lembra a ninguém.Ou melhor, lembra! Às gasolineiras, que levam o mesmo preço sendo um empregado a pôr a gasolina ou sendo self-service. Qualquer dia pagamos para trabalhar para os outros!
 
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/chamem-me-o-que-quiserem=s25609#ixzz2mnYtJGqb

Outra imagem do dia: Amaia Mira


OUTRA IMGEM DO DIA: AMAIA MIRA

2013-12-06

Texto - Simples homenagem a Nelson Mandela

Longe da hipocrisia dos discursos oficiais, esta é a simples, sincera e respeitosa homenagem do blogue a NELSON MANDELA!

A imagem do dia 06-12-2013

2013 December 6
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Gamma-Ray Earth and Sky
Image Credit: International Fermi Large Area Telescope Collaboration, NASA, DOE
Explanation: For an Earth-orbiting gamma-ray telescope, Earth is actually the brightest source of gamma-rays, the most energetic form of light. Gamma-rays from Earth are produced when high energy particles, cosmic rays from space, crash into the atmosphere. While that interaction blocks harmful radiation from reaching the surface, those gamma-rays dominate in this remarkable Earth and sky view from the orbiting Fermi Gamma-ray Space Telescope's Large Area Telescope. The image was constructed using only observations made when the center of our Milky Way galaxy was near the zenith, directly above the Fermi satellite. The zenith is mapped to the center of the field. The Earth and points near the nadir, directly below the satellite, are mapped to the edges of the field resulting in an Earth and all-sky projection from Fermi's orbital perspective. The color scheme shows low intensities of gamma-rays as blue and high intensities as yellowish hues on a logarithmic scale. Our fair planet's brighter gamma-ray glow floods the edges of field, the high intensity yellow ring tracing Earth's limb. Gamma-ray sources in the sky along the relatively faint Milky Way stretch diagonally across the middle. Launched June 11, 2008 to explore the high-energy Universe, this week Fermi celebrated its 2,000th day in low Earth orbit.

Texto - Um dia maravilhosamente exemplar no Rio de Janeiro

No verão do Rio  o sol nasce muito cedo; ainda embrulhado nos sonhos, levanta-se  qualquer individuo que queira chegar ao emprego à hora estipulada… 

Depois do duche matinal, sai da casa de banho a transpirar…   Lembra-se da noite bem passada e fica com muitos ciúmes de alguns companheiros da festa acabada; eles só agora a chegar a casa sem preocupações de trabalho... 

Amaldiçoa uma vez mais a penosa vida que leva, tem uma ideia odiosa para o maldito calor que irradia o europeu teletransportado e reza sem esperança que o dia não fique estragado. Mas, o ar condicionado, por enquanto, vai amenizando a situação… 

Mas, logo ao abrir da porta de casa, recebe-se o primeiro aviso: uma baforada infernal que pode até deixar nervoso qualquer animal da savana. De facto o dia vai ficar muito condicionado! 

O segurança abre o portão, olha-se à esquerda, à direita, em frente…No Brasil, os assaltos podem acontecer em qualquer momento. 

Foi bom ter tido a precaução de só levar 50 Reais e deixar  o cartão bancário em casa. Mas, vem-lhe subitamente à ideia os recados dados por indígenas amigos: se for assaltado e não tiver nada para dar em troco, eles vingam-se, e tiram-lhe a vida. 50 Reais contra a vida?... 

Obriga-se a esquecer todos os disparates esperando pelo «ônibus», mas rezando também para conseguir lugar sentado; acontece, efectivamente, de tempos a outros. 

Enfim no emprego! E chega o momento delicioso; ao fim da manhã é tempo de ir tomar o cafezinho da praxe; saindo do edifício, vê-se grande algazarra: uma mulher assaltada  "levou um tiro no pescoço" ao sair do Banco ali ao lado…vitima da “saidinha de Banco”! 

A “saidinha” é o crime mais tradicional no Brasil. Enquanto a vitima vai levantar dinheiro, fora do Banco esperam dois comparsas; com a cumplicidade, algumas vezes do “caixa”, a vítima é esperada e os assaltantes, à saída, reclamam-lhe o montante exacto que levantou! Claro que acompanham o pedido com um "pistolão" dissuasivo! 

Dizem os policias menos corruptos que o melhor é não resistir e entregar tudo o que possua. Mas mesmo dando tudo não é garantia que os bandidos, na maior parte dos casos, adolescentes drogados, não cometam o irreparável…  

Se sobreviveu até ao fim da tarde, é tempo de regressar a casa, passando pelo Banco, para levantar os Reais da noite sem ser assaltado. 

Se assim for, viveu um dia maravilhoso, na mesma maravilhosa cidade e vai poder curtir mais uma noite bacana no Rio de Janeiro. 

Bordeaux, 6 de dezembro de 2013. 

Texto e foto
JoanMira 

2013-12-05

Estranhos negócios e feitiçarias na Embaixada de Portugal em Paris

A historia que hoje vos conto até parece ficção. No melhor pano cai a nódoa, por isso saliento que a maioria dos diplomatas portugueses
não tem comportamentos idênticos aos aqui descritos - conheço aliás vários diplomatas “a sério”. Mas, como são duas historietas a um tempo ridículas e cómicas, cabem bem nesta série de “histórias tristes”. E, numa escola francesa de jornalismo, aprende-se esta máxima com a qual concordo: quando um avião tem uma avaria em voo a notícia deve ser sempre divulgada, quando chega ao destino sem problemas não é preciso, quando não se verificam incidentes não é notícia.
. O adido da Embaixada de Portugal ganhava, como os seus colegas, à volta de dez mil euros por mês, mais subsídio para a casa. Mas, como queria ficar rico em pouco tempo – a sua missão, pensava, era curta, de apenas três anos – meteu-se em inacreditáveis negócios paralelos na capital francesa. Comprava carros usados e expunha-os junto ao passeio da porta principal da Embaixada, na zona de estacionamento privativa do corpo diplomático, na rua de Noisiel, em Paris, com o anúncio “à venda” e um número de telemóvel, o dele, no pára-brisas. Quando deu conta dos expedientes, no mínimo invulgares, do adido, o embaixador aborreceu-se com o seu atrevimento: às vezes, o seu motorista nem encontrava lugar para parar o automóvel oficial nos escassos espaços reservados! Proibiu-o então de estacionar os carros para venda na área diplomática. Porque não havia, nem há, estacionamento gratuito naquela zona de Paris
Mas o “diplomata” não se ficou, durante a sua estada em Paris, pela compra e venda de automóveis. Para ganhar dinheiro, revelava uma imaginação quase sem limites. A mulher, notária em Portugal, pediu uma licença sem vencimento e instalou-se em Paris. Esperto, o adido pensou então noutro lucrativo negócio: a esposa passaria a dar conselhos jurídicos (pagos, claro) aos emigrantes que têm, frequentemente, bem intrincados problemas administrativos e jurídicos para resolver nas berças. “Uma mina, com os carros, os conselhos jurídicos e mais o salário vou ficar mesmo rico bem depressa”, terá pensado. Abusando do seu estatuto de diplomata, imaginou uma jogada reveladora do seu génio interesseiro. Tentou, junto do director da rádio Alfa, meter uma cunha para que esta lhe produzisse e difundisse na antena, gratuitamente, anúncios para arranjar clientes para a mulher. Perante a recusa do director, que lhe respondeu dizendo que a publicidade era paga na rádio e o mandou falar com o serviço comercial, amofinou-se e nunca mais falou com ele…
Repito que a maioria dos diplomatas portugueses não é, felizmente, composta por gente bizarra como este adido tão especial. Mas há alguns que protagonizaram situações estranhíssimas, bem grotescas, em Paris.
Esteve por exemplo em funções nesta cidade um embaixador que adorava longas cavaqueiras enquanto bebia uns copos com os amigos. No fim das recepções oficiais, e em muitas outras ocasiões, convidava-os para, em “petit comité”, degustarem bebidas de primeira, nos salões da Embaixada, em serões até altas horas da madrugada. O problema é que, quando recebia os amigos, ele obrigava os empregados de mesa, porteiros e criadas, a fazerem horas extraordinárias, não pagas, pela noite dentro. As bebidas eram servidas aos convivas com todo o cerimonial e com os empregados vestidos a rigor! Um dia, os criados chatearam-se a sério porque consideravam estas noitadas um verdadeiro abuso – dormiam pouco, deitavam-se tarde e tinham de levantar-se cedo. Passaram então a diluir medicamentos para dormir nos copos para que os convivas tivessem sono e as noitadas acabassem mais cedo. Mas, como não gostavam mesmo do diplomata, que consideravam ser um ditador, foram mais longe: faziam contra ele, no maior dos segredos, magia negra, com bonecos de pano e agulhas! Quando descobriu a feitiçaria e a surpreendente forma que assumiu a revolta dos criados, o embaixador explodiu numa das suas mais históricas cóleras. E despediu todos os lacaios envolvidos nas sessões de bruxaria!
Estas duas historietas parecem anedotas ridículas? Evidentemente. Mas espelham o modo como algumas pessoas das nossas elites se comportam.
A primeira aconteceu nos anos 2000, a segunda nos anos 1980. Figas…
 
Daniel ribeiro
Jornalista

Colapso eminente dos Consulados de Portugal

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas admitiu hoje que alguns consulados estão numa situação difícil por falta de pessoal, referindo que a modernização tecnológica e a proibição de rescisões por mútuo acordo pretendem combater este problema.
"Há dificuldades, não o escondemos", disse José Cesário agência à Lusa, quando questionado sobre alertas do PS para a situação de "colapso iminente" dos consulados, devido à falta de pessoal na sequência do programa de rescisões do Governo e de aposentações.
José Cesário, que falava à Lusa no final de uma reunião com o conselho permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, durante a qual o tema também foi abordado, afirmou que as situações mais delicadas são as de Macau, Brasil ou Paris, mas garantiu que o Governo está a procurar "suprir da forma que for possível".
Nestes casos "mais delicados", o Governo decidiu "não autorizar rescisões por mútuo acordo", revelou, lembrando que no ano passado entraram "algumas dezenas de funcionários para a rede, para substituir os que saíram".
"Evidentemente não podemos impedir um funcionário de sair, mas não será no âmbito do programa de rescisões amigáveis", explicou.
Por outro lado, o Executivo está a apostar na modernização informática.
"Entre 2008 e 2011 não se substituiu equipamento informático, nós estamos a fazê-lo agora. Foram adquiridos centenas de ?pcs' [computadores] e de servidores", disse, acrescentando que "os novos equipamentos móveis que são utilizados nas novas permanências consulares permitem atender dezenas de milhares de pessoas fora dos postos".
Essas pessoas, referiu, "já não têm de vir aos postos", falando em casos de poupanças de "milhares de euros ou de dólares" nas deslocações que assim já não fazem.
José Cesário garantiu que estes casos são pontuais e que "a maioria dos consulados tem plena capacidade de resposta".
O deputado socialista Paulo Pisco questionou esta terça-feira o Governo sobre a "situação de colapso iminente" de postos consulares portugueses devido à "redução brutal" de pessoal, alertando para as "dificuldades e transtornos causados a centenas de milhares" de emigrantes.
Numa pergunta dirigida à ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, hoje entregue na Assembleia da República, o deputado eleito pelo círculo da Europa lança "um sonoro sinal de alarme que deve ser levado muito a sério pelo Governo, que precisa urgentemente de ganhar consciência da situação de colapso iminente das nossas representações externas, particularmente dos postos consulares, devido à escassez extrema de funcionários, que a cada dia se agrava de maneira muito preocupante".
JH // APN
Lusa
Photo: JoanMira

2013-12-04

Imagens do Mundo - India - Dia da Marinha

Uma banda naval indiana toca durante as celebrações do Dia da Marinha em Mumbai . Os militares indianos celebram o 4 de dezembro como o Dia da Marinha, que é uma homenagem às operações marítimas durante a guerra indo-paquistanêsa 1971. Foto: Rajanish Kakade / AP
Uma banda naval indiana toca durante as celebrações do Dia da Marinha em Mumbai . Os militares indianos celebram o 4 de dezembro como o Dia da Marinha, que é uma homenagem às operações marítimas durante a guerra indo-paquistanêsa de 1971. Rajanish Kakade / AP

2013-12-03

Texto - “O Presidente da Republica não deve pronunciar-se”…


Tudo bem presidente, continue a não pronunciar-se e a meter "patacas" nos bolsos…
 

Mas regresse rapidamente a Boliqueime ou ao Inferno; sim, regresse a qualquer um destes sítios e não esqueça, presidente e excelência, de ficar bem caladinho e nem sequer mexer uma palhinha! V. Exa. é menos mau quando nada faz do que quando abre a boca; para onde quer que o "diabo" o leve, jamais esqueceremos a sua “obra”, como nunca poderemos deixar de ignorar a origem da nossa desgraça!

 

Não sei se a reforma de V. Exa. lhe permite viver a vida de que gosta: bons restaurantes, bons palcos, bons teatros, bons espectáculos...

 

Milhões de Portugueses sentem todos os dias na pele que para sobreviverem só lhes resta contar os cêntimos, na esperança de que sobre algum centavo!

 

V. Exa., há mais de trinta anos vem “sofrendo”, também, com "sérias dificuldades económicas"... mas não é so por isso que o Povo Português se encontra  exausto; ficou descrente, acima de tudo,  dos carrascos que elegeu: aldrabões, impostores, pantomimeiros, mas, sobretudo, charlatães que “naturalmente” o burlaram com a conivência ou cumplicidade activa de V. Exa....

 

Não podemos agradecer-lhe de nos ter posto a pastar na imunda estrumeira a que Portugal chegou; não lhe agradecemos todos os seus ministros de bosta… (não os citamos porque decerto ir-nos-ia escapar algum canalha! Não lhe agradecemos de ter arruinado aquela classe que, em qualquer pais civilizado é o acelerador do consumo e que permite o investimento: a "CLASSE MÉDIA"...

 

Não lhe agradecemos de ter destruído a indústria e agricultura de Portugal a troco de euros entrados em bolsos de lacaios seus (e também da outra banda) e outros membros vertebrados de parcerias publico-privadas.

 

Não lhe agradecemos, de forma geral, de continuar a permitir O ROUBO descarado dos Bancos. A repartição das tarefas esta bem feita: os banqueiros roubam… perdão, os banqueiros não roubam, desviam, o Povo é que rouba de quando em vez um naco de pão!  

 

Senhor presidente, depois de tantas notas negativas, terminamos com um voto tão expresso quanto urgente: RUA! Se o fizer ficaremos pobres na mesma, mas com a ideia derradeira, também, de que V. Exa. acabou, finalmente, por ser um homem de honra.

 

Bordeaux, 3 de dezembro de 2013. 

JoanMira