O que esperar de Cavaco Silva?
O Presidente da República, Cavaco Silva, toma posse hoje, pelas 15:30. Quarenta e quatro dias depois de ter vencido as eleições, Cavaco Silva regressa ao Parlamento para discursar perante um País mergulhado em crise.
O que se espera para hoje? Um discurso à volta dos jovens, do desemprego, da crise, talvez com uns laivos de Justiça ou Educação e, talvez, com um tom mais apaziguador e mais animador do que aquele proferido na noite em que venceu as eleições. E não se espera que retome o discurso da "situação explosiva" porque a actual situação delicada dos mercados e dos juros da dívida pública assim o exige. Se o fizer, será uma irresponsabilidade tendo em conta o gelo fino em que estamos agora a pisar.
E o que se espera para os próximos cinco anos? À esquerda pede-se "estabilidade" e à direita os partidos preferem clamar por uma "magistratura activa". Com um Governo minoritário, os dois conceitos estão longe de ser incompatíveis. Com a tomada de posse de hoje, Cavaco recupera a totalidade dos seus poderes, incluindo o de dissolver o Parlamento. Mas, e basta ouvir o que dizem os empresários ouvidos na edição de hoje do Diário Económico, eleições antecipadas ou instabilidade política a curto/médio prazo seria apagar a réstia de luminosidade ao fundo do túnel. Mas também se exige de Cavaco uma "magistratura activa" que ajude a definir um rumo e prioridades, num Portugal onde alguns partidos estão demasiado agarrados ao poder e outros demasiado sôfregos para regressar a esse mesmo poder.
O que se espera para hoje? Um discurso à volta dos jovens, do desemprego, da crise, talvez com uns laivos de Justiça ou Educação e, talvez, com um tom mais apaziguador e mais animador do que aquele proferido na noite em que venceu as eleições. E não se espera que retome o discurso da "situação explosiva" porque a actual situação delicada dos mercados e dos juros da dívida pública assim o exige. Se o fizer, será uma irresponsabilidade tendo em conta o gelo fino em que estamos agora a pisar.
E o que se espera para os próximos cinco anos? À esquerda pede-se "estabilidade" e à direita os partidos preferem clamar por uma "magistratura activa". Com um Governo minoritário, os dois conceitos estão longe de ser incompatíveis. Com a tomada de posse de hoje, Cavaco recupera a totalidade dos seus poderes, incluindo o de dissolver o Parlamento. Mas, e basta ouvir o que dizem os empresários ouvidos na edição de hoje do Diário Económico, eleições antecipadas ou instabilidade política a curto/médio prazo seria apagar a réstia de luminosidade ao fundo do túnel. Mas também se exige de Cavaco uma "magistratura activa" que ajude a definir um rumo e prioridades, num Portugal onde alguns partidos estão demasiado agarrados ao poder e outros demasiado sôfregos para regressar a esse mesmo poder.
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