2012-12-19

Brasil caminha para o racionamento de energia

Apagão em São Paulo

A falta de chuvas e a má gestão do setor energético nacional fizeram o país chegar a uma situação limite: o Brasil está às portas de um racionamento ou mesmo de desabastecimento de energia elétrica e de gás. O alerta foi dado na última segunda-feira pela Petrobras às federações das indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp). Interlocutores da presidente da estatal, Graça Foster, procuraram as duas entidades para pedir ajuda na elaboração de um plano de racionamento tanto para a energia elétrica quanto para o gás. Em reação, a Firjan está pedindo ao Ministério das Minas e Energia que esclareça quais providências está tomando para evitar o pior.
As hidrelétricas brasileiras estão gerando menos energia do que são capazes, porque há pouca água disponível. Os reservatórios estão no nível mais baixo dos últimos dez anos -- apenas 29% do total. A previsão para os próximos meses é de uma quantidade de chuvas menor do que nos anos anteriores. Para evitar apagões, todas as termelétricas do país foram ligadas e estão operando a plena capacidade. Essas usinas podem ser movidas a gás, carvão ou óleo. Dos três, o gás é o insumo mais barato e mais limpa, mas sua oferta no Brasil é finita. Além do produto que vem do gasoduto Brasil-Bolívia, o país ainda importa gás liquefeito, mas a Petrobras está encontrando dificuldades em importar gás para os meses de janeiro e fevereiro, o que obrigaria a estatal a tirar gás dos consumidores industriais para continuar abastecendo as térmicas.
Qualquer aumento de demanda, portanto, pode levar a um racionamento ou desabastecimento. Para a Firjan, a situação é “muito crítica”.
“Estamos na antesala do racionamento. Por isso o pedido de providencias ao governo. A última coisa que queremos é que a atividade industrial seja prejudicada, afetando o crescimento da economia”, diz Cristiano Prado, gerente de competitividade industrial da Firjan. Para o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (Cbie), o mau planejamento da demanda energética agravou as consequências da conjunção climática desfavorável. “Se não tivéssemos esperado tanto para ligar as usinas térmicas à gás, possivelmente não teríamos hoje reservatórios tão baixos. O governo ficou esperando um milagre da chuva que não aconteceu”, explica Pires. Para ele, o governo deixou para acionar as termicas mais tarde porque o custo da energia gerada nessas usinas é maior que o da fornecida por hidrelétricas. Seria, portanto, politicamente inconveniente aumentar o preço da energia em um momento em que o governo protagoniza um embate com as distribuidoras de energia elétrica por uma queda no preço das tarifas.

2012-12-18

As sondas gémeas chocaram (como previsto) contra uma montanha da Lua


Tudo correu como previsto. Às 22h38 da noite desta segunda-feira (hora de Lisboa), a poucos segundos de intervalo uma da outra, duas sondas lunares gémeas da agência espacial norte-americana NASA embateram numa montanha, perto do pólo norte da Lua, à uma velocidade de 6000 quilómetros por hora.
As sondas, baptizadas Ebb e Flow, integravam a missão GRAIL (Gravity Recovery and Interior Laboratory) e tinham sido lançadas em Setembro de 2011 pela NASA. Estavam, desde Janeiro deste ano, a realizar o mapeamento mais preciso de sempre do campo gravitacional de um objecto celeste. E, como foi anunciado na semana passada, produziram o mapa mais detalhado de sempre da crosta lunar, revelando algumas particularidades surpreendentes do interior do nosso satélite natural.
Os dados recolhidos pelas sondas ainda estão a ser analisados e prometem imagens mais finas nos próximos meses. O estudo da estrutura interna da Lua deverá permitir perceber melhor a formação e a evolução dos planetas rochosos do sistema solar, como a Terra ou Marte.
As sondas, que se encontravam inicialmente em órbita a 55 quilómetros de altitude, tinham descido para os 22 quilómetros no fim do Verão. E, na passada sexta-feira, começaram a aproximar-se cada vez mais da superfície, numa autêntica missão-suicida programada.
A razão para estas manobras radicais é simples: “A NASA queria descartar qualquer hipótese de as nossas gémeas acabarem por se estatelar perto do locais históricos da exploração lunar, como os locais de aterragem das missões Apolo ou das sondas russas Luna”, disse em comunicado David Lehman, principal responsável pela missão GRAIL.
As sondas iriam forçosamente cair na Lua devido à baixa altitude e ao baixo nível de combustível. Mas antes da manobra – que consistiu, nas últimas horas da operação, em accionar os motores para as colocar na posição certa –, elas tinham, segundo os cálculos efectuados, “sete chances num milhão de cair [num desses locais]”. A seguir à operação, “essa probabilidade caiu para zero”, salienta o mesmo responsável.
A NASA anunciou que o local da colisão foi baptizado "Sítio de Impacto Sally K. Ride", em homenagem à primeira mulher astronauta norte-americana, que também integrava a equipa da missão GRAIL e que morreu no passado mês de Julho.
PUBLICO

Compare: miséria contra miseravel!

Fome e crise humanitária na Somália - Feisal Omar/Reuters

Obrigado Sra. Merkel... continue a lucrar com a venda das suas armas; é um favor que faz a estes pobres... Melhor morrer do que viver neste estado! Mas cuidado...A revolta pode ser muito violenta. Proteja-se, por favor!

Fim do Mundo: Rússia, China e EUA tentam dissipar ondas de medo...

O aproximar do 21 de dezembro, data da suposta profecia maia sobre o fim do mundo, já levou a Rússia, a China e os Estados Unidos, a tomarem medidas para evitarem ondas de pânico.
"Não acredito no fim do mundo (...) pelo menos não este ano", declarou o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, enquanto era anunciada a abertura de uma linha telefónica de emergência para esclarecer receios sobre o apocalipse.
Na China, 101 pessoas foram detidas por espalharem rumores sobre o iminente fim do mundo, noticiou hoje a agência Xinhua, tendo também sido apreendidos panfletos e DVD. Quase metade dos detidos foi identificada como membros do grupo "Almighty God" (Deus Todo Poderoso), que é igualmente conhecido pela designação "Eastern Lightning" (Luz do Oriente).
Na Internet está a circular um vídeo da NASA com declarações de diversos especialistas procuram desmontar a ideia da suposta profecia - que ganhou grande popularidade após o sucesso de "2012", o apocalíptico filme Hollywood - esclarecendo que, apesar da data ter um significado especial no calendário e teologia maia, não está relacionada com o fim do mundo.

Líderes políticos, padres, médicos e psiquiatras tentam acalmar ânimos na Rússia

Apesar disso, a crença no aproximar do apocalipse já levou a que a venda de velas e bens de primeira necessidade tenha disparado em alguns locais da China e Rússia, assim com a de abrigos de sobrevivência nos Estados Unidos.
"As pessoas estão a comprar velas dizendo que o fim do mundo se avizinha", declarou o Presidente da República da Tchechénia, Ramzan Kadyrov. "Será que ninguém se dá conta que uma vez chegado o fim do mundo, as velas não as vão ajudar?", afirmou.
Para além dos líderes políticos, também padres, médicos e psiquiatras na Rússia têm tentado dissipar a propagação do pânico sobre o fim do mundo.
Na cidade mineira de Novokuznetsk as lojas ficaram quase sem stocks de sal. Na cidade de Omutninsk, na região de Kirov, disparou a venda do combustível querosene e de mantimentos, após um artigo na imprensa, escrito por um suposto monge tibetano, ter confirmado o fim do mundo.
Na França, os 179 habitantes da localidade de Bugarach, nos Perineus, preparam-se para a chegada de uma avalanche de pessoas que acreditam que aquele será o único local do planeta que irá sobreviver ao apocalipse.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/russia-china-e-eua-tentam-dissipar-ondas-de-medo-sobre-fim-do-mundo=f774641#ixzz2FQyQIzh2

Texto - A avo Mariana


A avo Mariana

O fim do mundo acontece periodicamente; quando era mais novo usava-se a expressão “ o fim do mundo em cuecas”… fazia rir a assembleia familiar em que a minha Mariana de avo não deixava o crédito por mãos alheias… Era alegre a minha avo e eu tinha (e tenho) por ela uma admiração sem limites. 

A avo Mariana foi para mim daquelas pessoas que, por mais que não quisesse-mos, (e eu não queria) era impossível de sair da nossa memoria; era a minha mãe, minha companheira de jogos, minha namorada, era… tudo. 

Deixou-nos, creio, aos 68 anos se a minha pobre memoria não me trai; mas não tenho a certeza… Sei que nasceu com o século 20, em 1900, e sei que foi das pessoas que mais amei; dito isto, a reminiscência da memoria não da para mais. 

A praça do Barreiro, os “mosquitos” obrigatórios que me comprava… os torresmos, as cerejas, a carne que comprava no “Braga” e que eu comia crua, são eternas recordações. 

Obrigado avo. Estas no cantinho do meu coração.. 

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2012. 

JoanMira

2012-12-16

Foto - Passeando pelo Rio - São Clemente

 
O Palacio de São Clemente é a residência oficial do representante de Portugal no Estado do Rio de Janeiro.
 
14-07-2012
 
JoanMira

Imagens do Mundo - O bar mais alto do Mundo - Hong Kong



O Ozone, em Hong Kong, é o bar mais alto do mundo. Fica no 118º andar do hotel Ritz-Carlton, aberto há pouco mais de um ano. É um lugar adorado pelo jetset local, que não se importa de pagar caro pelos martinis. O que interessa é a vista espetacular do Victoria Harbour, o marco mais conhecido da ex-colônia britânica. No terraço ao ar livre, sofás com binóculos atraem, principalmente, os casais. O bar,com uma decoração futurista, acaba de entrar na lista da revista "Newsweek" como um dos cem lugares que não podem ficar fora da lista dos melhores passeios de 2013.

2012-12-15

Banditismo luso-brasileiro!


O grupo português OnGoing comprou parte do Portal iG, que é controlado pela Oi. Passam para os portugueses as áreas de conteúdo e publicidade. As de serviço digital e acesso à internet continuam com a empresa de telefonia. A Yahoo! e o Grupo RBS também haviam demonstrado interesse, mas perderam a parada para a OnGoing, que já estão no Brasil: é acionista minoritária (29,1%) da empresa Ejesa, que edita os jornais “Brasil Econômico”, “O Dia”, “Marca” e “Meia Hora”.
A acionista majoritária (70,1%) é a brasileira nata Maria Alexandra Vasconcellos. Ocorre que ela é casada com o português Nuno Vasconcellos, presidente do grupo OnGoing. A lei proíbe que veículos de comunicação sejam controlados por estrangeiros. A questão já chegou a ser discutida em uma comissão da Câmara dos Deputados, mas ficou por isso mesmo.
Algo mais deve ser dito a respeito da OnGoing. Trata-se de um grupo de comunicação que tem uma forte influência do chefe de quadrilha (segundo a Procuradoria Geral da República) e deputado cassado por corrupção José Dirceu (PT). Nos bastidores de Brasília, ele é tratado como sócio — e alguns chegam a dizer “dono” — do jornal “Brasil Econômico”, do qual é colunista. Todos negam.
Evanise Santos, namorada do “chefe de quadrilha” (segundo a PGR), é diretora de marketing do jornal e da própria Ejesa. Dirceu tem muitos interesses e vínculos em Portugal. Em setembro do ano passado, a revista portuguesa “Visão” publicou uma reportagem de 12 páginas sobre as ligações algo obscuras de Miguel Relvas, político do país, com empresários brasileiros. Um dos protagonistas do enredo é Dirceu. Reproduzo trechos (em azul):
Dirceu está inelegível até 2015 e é o principal visado no caso que começará a ser julgado este ano e conta 36 acusados [mensalão]. Prova de que ainda mexe – e muito -, Dirceu foi capa da revista VEJA esta semana. A revista chama-lhe “O Poderoso Chefão”, título brasileiro para a saga de “Dom Corleone, O Padrinho” e uma forma de ilustrar a sua teia de influências no governo e nas empresas. Dirceu, agora consultor de multinacionais, conhece bem Portugal. E Miguel Relvas. O ministro português recorda tê-lo conhecido “por intermédio de amigos comuns”, sem relações empresariais pelo meio. “Encontrei-o ocasionalmente”, diz.
A “Visão” lembra de uma viagem que Dirceu fez a Portugal em 2007, onde viveu dias de nababo. No aeroporto de Lisboa, um brasileiro o saudou: “Tem ladrão na fila”. Segue mais um trecho da reportagem.
À espera de Dirceu [em Portugal] estava João Serra, dono da construtora Abrantina e sócio do escritório de advogados Lima, Serra, Fernandes e Associados. Da sociedade fazem parte Fernando Fernandes, ex-administrador da SLN (BPN) e atual grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), organização maçônica a que estará ligado Relvas. Outro sócio que acompanhou Dirceu na estada na capital portuguesa foi Antônio Lamego, ex-advogado de José Braga Gonçalves no caso Moderna. Segundo Dirceu, Lamego era amigo do general João de Matos, ex-chefe do Estado-Maior do Exército angolano. Na época, os três combinaram encontrar-se na Costa do Sauípe, no Brasil, para tratar de negócios.
Nesses dias lisboetas, Dirceu ficou hospedado no Pestana Palace. Andou de Jaguar preto, jantou no Vela Latina, bebeu Pera Manca e disse querer investir em Angola. “Meu interesse é infraestrutura: rodovias, telefones, telecomunicações.” O consultor do milionário mexicano Carlos Slim e do magnata russo Berezevosky, falou também da sua atividade: promover negócios de portugueses no Brasil e de brasileiros em Angola. No dia da partida de Lisboa, Dirceu adormeceu e teve de correr para o aeroporto: “Lamentava ter comido muito e bebido duas garrafas de vinho na noite anterior em companhia do deputado Miguel Relvas, seu amigo há décadas” (…).
No Brasil, apontam a Dirceu ligações à Ongoing. Um dos links é Evanise Santos, a namorada. Também referida no “mensalão”, é diretora de marketing do Brasil Econômico, jornal do grupo e da Ejesa, empresa da mulher do líder da Ongoing. Amiga da presidente Dilma, Evanise foi coordenadora de relações públicas no Palácio do Planalto no tempo de Lula. Dirceu escreve no jornal. A investida da Ongoing no Brasil foi atribuída às influências de Dirceu, mas o grupo desmente. Reinaldo Azevedo, da Veja, não cai. “No meio político, o ‘Brasil Econômico’ é chamado “aquele jornal do Dirceu”, escreveu.
O ex-ministro é visto como um símbolo do pior que o País tem. (…)”Nada mudou depois do mensalão. A promiscuidade do Governo com seus aliados persiste”, afirma Álvaro Dias, líder do PSDB no Senado. Para Fernão Lara Mesquita, jornalista e atual administrador do jornal O Estado de S. Paulo, mistério é coisa que não existe: “Se viesse um dia a cair no Brasil, Sherlock Holmes ficaria desempregado. Não há nada para descobrir. É tudo ‘sexo explícito’”, refere. Segundo ele, Dirceu “é o especialista nos trabalhos sujos. Tudo o que é realmente grande na roubalheira geral está a cargo dele”. Fernão Mesquita inclui na polêmica o caso Ongoing, grupo que considera o “cavalo de troia” da estratégia para o domínio multimédia no universo lusófono.
Num momento em que “o Brasil é o maior exemplo histórico de execução de um projeto de tomada de poder pelo controle dos meios de difusão da cultura ‘burguesa’”, a Ongoing “e os banqueiros por trás dela vieram a calhar”, aponta. A Ongoing, acionista da PT [Portugal Telecom], da Impresa e da Zon, é liderada, no Brasil, por Agostinho Branquinho, que não quis falar à VISÃO, invocando o seu “período de jejum” da política portuguesa. É amigo e companheiro de partido de Relvas.
O ministro tem em mãos a privatização da RTP e saberá do interesse da Cofina e da Ongoing no canal. No Brasil, o grupo viu arquivada uma queixa por alegada violação da lei relativamente às origens estrangeiras do seu capital. “A verdade prevalece, apesar das campanhas de alguma concorrência”, diz um porta-voz da empresa. Fernão Mesquita não ficou convencido. “Nunca superamos, vocês e nós, o sistema feudal. Seguimos vivendo sob um rei e seus barões. Não há poderes independentes.”
Por Reinaldo Azevedo
VEJA