"Everybody hurts"
2019-12-26
2019-12-25
2019-12-23
Texto : "Dia horroroso"
Depois de ver o dia artificial e tédiamente prolongado, ouvi chuva.
Miudinha ; senti a corrente de ar da queda da folha de outono.
Vi aproximar-se a noite, anunciando horrorosos pesadelos e alucinações.
Ainda talvez por pouco tempo oculta, ameaçando aproximar-se do esconderijo protector mas deixando chegar ameaças e pavores indiscritiveis.
Perdi-me então. Entrei em pânico ; procurei a minha companheira...
Como se ela ali permanecesse, mas não... ! Estava absolutamente só...
O meu espírito já não tinha raciocínio para qualquer reconforto.
Cai em estado letárgico. O relógio marcava duas da manhã.
Abri a janela e deparei com um céu escuro de breu, violentas rajadas de vento.
A lua tremente tentando equilibrar-se entre nuvens escuras passando rapidamente no horizonte, com pressa, decerto, de irem para sitio mais aprazível.
O pressagio de antemão transformado em ideias cinzento-escuras tinha-me advertido da chegada do dia mais horrível da minha vida. E é facto : perder subitamente a pessoa amada, mãe dos filhos, avo, amiga de tantos seres... é demais !
*Arranquei todos os fios que me ligavam à cama de hospital e fui a pé buscar a Julinha ao hospital do sofrimento onde se encontrava. Levei-a comigo para o meu quarto e adormecemos.
Acordei em sobressalto às 11 da manhã. A Júlia dormia na sua cama ao meu lado.
Não me respondeu, fui rapidamente à casa de banho passar a cara por agua e
Regressei ao quarto. O meu "bebé" continuava a dormir impávido.
Não, não estava a sonhar, mas, no dia seguinte, de madrugada, a Julinha rumou ao Céu.
* Isto foi o sonho que tive 24 horas antes de 3/12-2019 - 5,20 h.
23-12-2019
JoanMira
2019-12-22
Photographie - Animaux : Clair comme de l’eau de roche
Un balbuzard pêcheur se reflète dans une rivière comme dans un miroir, lorsqu’il plonge pour pêcher. L’animal a été capturé par une caméra accrochée à une truite qu’il avait capturée à Aviemore, juste à la lisière du parc national de Cairngorms, en Écosse.
Par Steve Laycock
© Solent News & Photo Agency
2019-12-16
Texto - "Julinha, sinto muito a tua falta"
Por vezes sentimos a necessidade de sentir ; sentir que não estamos sós neste tão vasto Universo ; nos nano-átomos com alguma inteligência não raramente somos submergidos por oceanos de lágrimas ; afogamo-nos naquelas ondas temíveis ; morremos ; ressuscitamos, mas, entretanto, o mundo mudou... Já não temos aqueles seres tão aprazíveis e amados que connosco construiram a nossa vida.
Julinha, sinto muito a tua falta.
16-12-2019
JoanMira
Texto - "Assim adormeceu a minha Julinha"
Esteve um dia ventoso. A noite, porém, o temporal acalmou-se . No meu quarto de hospital, onde me encontrava ha mais de uma semana, entre tubos de alimentação a passar pelas narinas, outros ligados a muitos outros orgãos, a vida ia decorrendo péssimamente ; é que apenas a alguns hectometros, a minha Julia lutava contra a morte.
Nessa noite consegui adormecer tarde e sonhei que tinha ido buscar o meu « bébé » ao hospital e levado para uma cama ao meu lado na clinica onde me encontrava...
Acordei às 11 da manhã e num sopro disse-lhe : « Acorda bébé ». No hospital vão dar-se conta que saiste sem autorização ».
Passei a cara por agua, olhei para o quarto, a Julinha continuava serena sem se mexer. Passei a toalha pela cara, voltei ao quarto e o meu bébé tinha desaparecido...
A decepção foi imensa... Menos, porém, quando no dia a seguir me anunciaram de manhã cedo que a minha Julinha tinha subido ao Céu às 5,20 da manhã.
Até sempre meu amor de SEMPRE.
16-12-2019
JoanMira
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