2012-10-31

Assembleia de "clandestinos" vota Orcamento de Estado "às escondidas"!

Maioria antecipa encerramento do debate para evitar 'manif' à porta da Assembleia
Uma Assembleia e um governo de meros clandestinos que ja nada representam... vão votar o orcamento às "escondidas" so para não terem de enfrentar o Povo. O Povo de que eles são (ainda)representantes! A democracia em Portugal é ja uma miragem...
 
A grelha de tempos do debate previa uma sessão plenária à tarde. Mas Assunção Esteves antecipou a sessão para a hora do almoço. PSD e CDS chumbaram intenção do PCP em votar o OE às 15:00
O debate do Orçamento do Estado para 2013 tem uma grelha própria que previa um debate esta tarde, mas o mesmo já não acontecerá. Assunção Esteves anunciou às 12:45 que se passava, de imediato, para a sessão de encerramento que se prolongará por 100 minutos (tempo que derrapará sempre), sem interromper os trabalhos para o almoço, motivando os protestos das bancadas do PCP e do BE.
A presidente da Assembleia da República justificou-se dizendo que ontem muitas bancadas anteciparam tempos previstos para hoje e que tendo ganho esse tempo não havia necessidade de fazer sessão à tarde, como previsto. E revelou ter ontem consultado as bancadas para antecipar os trabalhos. O líder parlamentar comunista Bernardino Soares insistiu que isso seria razoável se a sessão da manhã tivesse terminado pelas 11:00 e não à hora de almoço.
Perante a discordância das bancadas, Assunção Esteves pôs à consideração a proposta do PCP em votar o OE às 15:00, que a maioria do PSD e CDS chumbou, com a bancada a abster-se ou a votar ao lado de bloquistas e comunistas.
Consequência prática: a votação do Orçamento acontecerá, em princípio, pelas 14:15/14:30, evitando em meia hora a manifestação de protesto contra o Orçamento do Estado prevista para as 15:00. Não haverá mais trabalhos depois da votação.

Diz o Daniel Oliveira: Cada um dos deputados é responsável pelo que nos acontecer

Os deputados vão aprovar hoje a destruição do País. Com base em previsões macroeconómicas que são uma fraude descarada (apenas 1% de recessão para o ano e crescimento no segundo semestre), aprovarão o maior ataque fiscal de que há memória no nosso País. Não para garantir as funções sociais e de soberania do Estado (essas, diz-se, vão ser "refundadas"), mas para continuar a pagar, sem sequer tentar negociar, uma espiral de juros de uma dívida impagável.
Com este orçamento conseguirão destruir a classe média, acabar com o mercado interno, lançar centenas de Pequenas e Médias Empresas para a falência, agravar brutalmente o desemprego, asfixiar definitivamente a economia, garantir enormes perdas fiscais para o Estado (não há impostos sem economia) e adiar ainda mais um crescimento económico indispensável para o País pagar as suas dívidas e sustentar-se a si próprio. Este orçamento não é apenas socialmente criminoso. É irresponsável.
Os deputados representam os cidadãos, não representam partidos políticos ou governos. Cada um é deles é responsável pelo seu voto, que não é delegável em nenhum líder parlamentar. Nenhum deles se pode esconder atrás da disciplina partidária ou de declarações de voto inconsequentes. Cada um deles, nominalmente, será responsável por todas as consequências que este orçamento venha a ter para o País. Não vale a pena, daqui a um ou dois anos, criticarem as decisões que tomaram, como se elas lhes fossem estranhas. Este orçamento é dos deputados porque foi para isso mesmo que os elegemos a eles e não aos ministros. É o governo que lhes deve obediência, não o oposto.
Se aprovarem um orçamento em que, como já todos perceberam, não acreditam, os deputados que suportam a maioria terão de ser, cada um deles, responsabilizados por todas as consequências económicas, sociais e políticas que dele advenham. E se elas forem a que toda a gente com o mínimo de bom senso prevê, os portugueses não se devem esquecer dos seus nomes. Quem falha num momento destes não deve continuar na vida política. Nem como deputado, nem como ministro, nem como presidente de uma junta de freguesia. Em próximas eleições, a forma como cada um destes representantes dos cidadãos tiver votado deve ser exibida como o mais importante elemento do seu currículo político. Se soubessem que assim seria talvez pensassem duas vezes antes de votar.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cada-um-dos-deputados-e-responsavel-pelo-que-nos-acontecer=f763329#ixzz2At3apFs9

2012-10-30

Obama decreta Nova York e Nova Jersey regiões de 'grande desastre'

Nova York praticamente sem luz na passagem do furacão Sandy Foto: Reuters


Nova York praticamente sem luz na passagem do furacão SandyReuters
NOVA YORK - A Costa Leste dos EUA estava preparada para o pior com a chegada da tempestade extratropical Sandy. Considerada antes um furacão, a tormenta foi rebaixada de categoria antes de atingir Nova Jersey, mas deixa um grande rastro de destruição no país. Até agora, ao menos 16 pessoas já morreram - além de um homem no Canadá, 7 milhões de pessoas estão sem luz, segundo a rede NBC, e prejuízos podem alcançar US$ 20 bilhões - e somente metade estaria assegurada. Nesta terça-feira, o presidente Barack Obama declarou os estados de Nova York e Nova Jersey regiões de "grande desastre".
Em Nova York, o nível de água atingiu altura inédita desde 1821. No centro de Manhattan, por exemplo, a água ultrapassou os quatro metros. Segundo o governador de Nova York, Andrew Cuomo, quase 2 milhões de moradores estão sem luz só no estado. Os túneis de metrô foram inundados durante a madrugada, e a previsão de autoridades é que a água só seja retirada entre 14 horas e quatro dias após a passagem de Sandy.
- O metrô de Nova York tem 108 anos, mas nunca tinha enfrentado um desastre tão devastador quanto o da última noite - disse Joseph Lhota, presidente da MTA, empresa que opera o serviço de transporte metroviário, explicando que todos os sete túneis que ligam Manhattan ao Brooklyn e ao Queens estão inundados.
A situação do transporte aéreo também é caótica. Desde domingo, quase 16 mil voos foram cancelados com destino ou origem a Costa Leste. Segundo o site da ABC News, companhias devem suspender as operações em Washington ainda nesta terça-feira. Em Nova York, todos os quatro aeroportos continuam fechados.
Enquanto isso, no Queens, 50 casas foram incendiadas na madrugada desta terça-feira e até agora bombeiros tentam controlar fogo. O hospital da Universidade de Nova York precisou retirar seus mais de 200 pacientes após falhas no gerador.
- Por sorte, é o tipo de tempestade que só ocorre uma vez na vida - disse Jeffrey Tongue, meteorologista do serviço climático de Brookhaven, em Nova York.
Em Nova Jersey, outro dos estados mais afetados na Costa Leste americana, uma barragem rompeu nesta manhã e alagou as cidade de Moonachie, Little Ferry e Carlstadt com 1,5 metro de água em alguns pontos. O prefeito de Newark, Cory Booker, disse à CNN que vai demorara dias até que a energia seja restabelecida na cidade.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/mundo/obama-decreta-nova-york-nova-jersey-regioes-de-grande-desastre-6582248#ixzz2An3wOFZd

2012-10-29

Forte tromba de agua sobre Caracas



Soubemos, pelo jornalista Adé Caldeira, da Radio Arcoense de Caracas, que uma forte tempestade assola neste momento a capital da Venezuela. Mas detalhes, logo que possivel.

JOANMIRA com RADIOARCOENSE

Ler mais aqui http://www.facebook.com/AdeCaldeiraOficial

Furacão em directo: New York Times 'apanha' furacão com uma foto por minuto




A redacção do New York Times está a acompanhar a chegada do furacão Sandy a Nova Iorque com uma fotogaleria em tempo real.

Com uma câmara instalada numa das janelas do edifício do jornal, o site do NYT divulga em tempo real uma imagem captada a cada 60 segundos sobre a cidade.
SOL

Metro encerrado, bolsa parada e voos cancelados em NY


A costa leste dos Estados Unidos prepara-se para enfrentar o furacão Sandy. Nova Iorque está em estado de alerta e os habitantes e trabalhadores das zonas baixas da cidade tiveram ordem para abandonar os locais.
O metro tem todas as estações encerradas e todos os transportes públicos estão suspensos na cidade. As escolas públicas, espaços comerciais e de lazer estão também vazios e de portas encerradas.
Até a bolsa está fechada, com as transacções financeiras de Wall Street a fazerem-se apenas por via electrónica até que haja segurança no edifício da bolsa.
As companhias aéreas norte-americanas cancelaram centenas de voos domésticos e a TAP, assim como outras companhias europeias, também já suspendeu todas as ligações para a cidade.
Além do metro, autocarros e comboios da cidade, onde vivem oito milhões de habitantes, foi decretado o encerramento dos parques e recintos desportivos. A tempestade «não deve ser encarada com ligeireza», advertiu o governador, Mario Cuomo.
Em Washington, o presidente Barack Obama alertou para a «séria e enorme tempestade que se aproxima» e prometeu que o Governo norte-americano vai «actuar rapidamente e em grande escala» logo após a passagem do Sandy.
O furacão, que deixou quase 60 mortos nas Caraíbas, atinge agora costa leste dos Estados Unidos. Se se juntar a duas outras fortes tempestades em curso, o furacão poderá afectar até 60 milhões de pessoas e o seu impacto poderá estende-se por 1.300 quilómetros do território norte-americano.
SOL com Lusa

Foto - Sandy atinge os Estados-Unidos

Os fortes ventos já fazem adivinhar a chegada do furacão Sandy à costa leste dos Estados Unidos.

Os fortes ventos já fazem adivinhar a chegada do furacão Sandy à costa leste dos Estados Unidos.

2012-10-28

Ivete Sangalo - "Chupa toda" - Video - Musica - Live

"Chupa toda"

A imagem do dia 28-10-2012

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A Halo for NGC 6164
Image Credit & Copyright: Don Goldman

Explanation: Beautiful emission nebula NGC 6164 was created by a rare, hot, luminous O-type star, some 40 times as massive as the Sun. Seen at the center of the cosmic cloud, the star is a mere 3 to 4 million years old. In another three to four million years the massive star will end its life in a supernova explosion. Spanning around 4 light-years, the nebula itself has a bipolar symmetry. That makes it similar in appearance to more familiar planetary nebulae - the gaseous shrouds surrounding dying sun-like stars. Also like many planetary nebulae, NGC 6164 has been found to have an extensive, faint halo, revealed in this deep telescopic image of the region. Expanding into the surrounding interstellar medium, the material in the halo is likely from an earlier active phase of the O star. The gorgeous skyscape is a composite of narrow-band image data highlighting the glowing gas, and broad-band data of the surrounding starfield. NGC 6164 is 4,200 light-years away in the southern constellation of Norma.

Diz Miguel Sousa Tavares: eles pensam?


Uma das razões pelas quais a minha fé no sucesso deste Governo está ao nível
da minha fé na ocorrência dos milagres de Fátima é porque eu não detecto,
nas palavras e nos actos dos actuais governantes, qualquer sinal de
pensamento estratégico sobre o que quer que seja. Auto-sequestrado na gestão
dia-a-dia do acordo com a troika, parece que não sobra a quem manda uma hora
que seja para pensar no resto que ainda sobra. Como se Portugal tivesse
deixado de existir.

O lado mais visível desta alienação governativa é a total ausência de uma
política europeia. O que pensa Passos Coelho da Europa? Nada que se conheça.
O que pensa Passos Coelho do nosso papel na Europa? Que temos de cumprir à
risca, e mais ainda, o memorando de entendimento. O que pensa Passos Coelho
da evidente e chocante descapitalização dos países do Sul, sob resgate ou
ameaça dele, em benefício dos países do Centro e Norte? Não pensa nada — em
voz alta, pelo menos. Será que já lhe ocorreu que quando uma Alemanha, uma
Finlândia, uma Holanda, os que nos tratam como "PIGS", financiam a sua
dívida pública a 1% de juros e nós, com a 'ajuda' deles, a 4,5%; que, quando
as empresas deles vão buscar dinheiro para investir a 3% de juros e as
nossas a 8 ou 9%, o fosso entre nós e eles só pode crescer e que essa
concorrência desleal representa a nossa condenação ao estatuto de país que
apenas trabalha para pagar juros de dívida? Nada que o preocupe: para não
irritar a srª. Merkel, ele é até um inimigo declarado das eurobonds. Será
que ele sabe que o dinheiro saído da Grécia, da Itália, Espanha ou Portugal,
e que se foi refugiar em francos suíços, foi aplicado pela banca suíça na
compra de dívida dos países ricos, assim fazendo baixar a sua taxa de juro —
ou seja, que é dinheiro dos PIGS que está a financiar a Alemanha e os outros
que nos tratam de cima da burra? Se sabe, não lhe interessa: é o tipo de
'questiúnculas' em que os seus conselheiros económicos não gostam que ele se
envolva. Aliás, Passos Coelho não fala com a Europa: fala com os
funcionários que a Europa e o FMI lhe mandam. É primeiro-ministro de um país
que tem 870 anos de existência na Europa e comporta-se como um emigrante a
bater à porta do clube.

Tomemos o caso emblemático da TAP, a que não me canso de regressar, mesmo
depois de o Presidente da República ter assinado de cruz o processo da sua
alienação. Será que Passos Coelho (ou Paulo Portas) já se detiveram a pensar
na importância estratégica da TAP para um pequeno país como Portugal e nas
consequências devastadoras que pode ter a sua venda a saldo a um novo-rico
colombiano com nome de mafioso russo? Seguramente que sabem que a TAP (na
qual os portugueses tanto investiram, como clientes e como contribuintes) é
uma empresa rentável, com uma posição invejável em África, crescente e
sustentada na Europa e absolutamente única no Atlântico Sul, e que o seu
único problema é não obter financiamento do Estado para liquidar o serviço
de dívida que arrasta consigo. Mas porque não pode a TAP receber dinheiros
públicos para se libertar dessa pistola apontada, se outras empresas
públicas privatizadas ou a privatizar, como a RTP, o BPN ou a CGD, o
receberam? Porque não pode a TAP receber dinheiros públicos, quando outras
empresas públicas do sector dos transportes, sem qualquer viabilidade e que
ninguém cobiça, como a CP, os metros do Porto e Lisboa, o recebem às mãos
cheias e continuamente? Porque não pode a TAP ser ajudada pelo Estado se
qualquer empresa privada, mesmo as gigantescas, das mercearias às cervejas,
são? Porque não pode a TAP, ao menos, ser aliviada da sua carga fiscal, se
qualquer empresa privada, desde que constituída em SGPS, consegue beneficiar
de todas as isenções graças a um desses cambalachos jurídicos que são a
especialidade de alguns escritórios de advocacia para os quais costumam
trabalhar os membros dos governos? Ou porque não há-de a TAP poder ser
sediada num qualquer paraíso fiscal, como fazem 19 das 20 empresas do nosso
PSI-20 e como certamente fará a mesma TAP depois de privatizada? Porque,
responderão eles, as leis da concorrência do sector na UE o não permitem. Ó,
meninos, vão brincar aos bons alunos para outro lado! Como é que a British
Airways ou a Ibéria,agora juntas, se safaram da falência? Isto é como a
história das golden shares, que este Governo correu a extinguir, sem sequer
esperar pelo veredicto do Tribunal Europeu. Se a legislação europeia as
proíbe, como é que a Alemanha, a França, a Itália, a Áustria e etc,
continuam a mantê-las? Para privatizar a TAP, eles só têm um argumento — e é
de força, não de razão: porque o professor Borges e o seu grupo de amigos
odeiam tudo o que seja público. Antes colombiano, chinês, angolano ou
paquistanês do que público e português.

Se assim não fosse, e se parassem para pensar, talvez lhes ocorresse antes
privatizar a TAP através de uma subscrição pública entre os portugueses. Eu
sei, é ridículo: isso resolveria o problema de a TAP deixar de ser uma
empresa pública, mas não resolveria o problema de continuar a ser
portuguesa. E suponho que tal contraria os ensinamentos da sebenta do
professor Borges — toda ela, como se constata pelos resultados à vista,
"extremamente inteligente".

Em matéria de economia, este Governo tem a preparação de um contabilista e a
sensibilidade de um merceeiro. Rapa, tira, deixa e não põe. Como não pensa o
país além do prazo e do programa da troika, acha que tudo o que seja cortar
(onde se atreve) é benéfico — mesmo quando cortar hoje cegamente é hipotecar
o futuro. Sem se deter a pensar, é assim que o Governo vai liquidando o que
de bom recebeu do governo anterior: a aposta na investigação e ciência e nas
energias alternativas (onde os ricos, como a Alemanha, apostam largo).
Confunde a megalomania dos TGV com todo o transporte ferroviário (em que
toda a Europa investe cada vez mais) — e assim, por exemplo, deixa asfixiar
o porto de Sines, que é, tal como a TAP, um dos raros clusters de retorno
garantido de que dispomos. Troca alimentos por eucaliptos e incêndios
garantidos, abrindo a Reserva Agrícola à indústria predadora das celuloses.
Troca o território e a paisagem pelo betão turístico, abrindo a Reserva
Ecológica à construção e ao mau investimento estrangeiro, numa aposta que já
se sabe ser de retorno imediato e de ruína subsequente. Troca o ensino do
português no estrangeiro pelo Acordo Ortográfico com o Brasil. Troca os
aeroportos, que são uma zona vital de soberania económica por meia dúzia de
feijões. Troca mesmo a estabilidade financeira futura por tudo o que permita
imediatamente disfarçar o fiasco anual das contas: foi assim em 2011, com a
absorção do fundo de pensões da banca pra disfarçar o défice e cujo os
encargos, em 2012, implicaram o primeiro défice da Segurança Social
registado nos últimos onze anos.

Gostaria de fazer a Passos Coelho a mesma pergunta que há muito tempo fiz a
outro primeiro-ministro, Cavaco Silva, o iniciador de todo este desastre:de que viverá Portugal daqui a dez anos, daqui a uma geração?
Miguel Sousa Tavares