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2012-11-16

Diz Henrique Monteiro: Não vi, não ouvi, não falei! Sou como Cavaco!

Eu tenho a certeza de que o Presidente Cavaco Silva nos reserva uma enorme surpresa de Natal. Uma daquelas surpresas que, digamos, quase nos resolve a vida. Como pagar muito menos do que esperávamos em impostos ou, de repente, sabermos que afinal temos dinheiro para voltar a ter uma vida normal.
E por que motivo eu acredito nisto? É porque o Presidente Cavaco Silva, apesar de condenar os confrontos em São Bento e elogiar a polícia (o que, na minha opinião lhe fica bem), disse não ter ainda visto as imagens da pedrada. Ora, se não viu, é porque estava a trabalhar. Cavaco trabalha, podem crer. Se ele não vê uma cambada de energúmenos a mandar pedras à polícia, é porque está a trabalhar; se ele não vê uma carga policial, é porque está a trabalhar! Se ele não reparar que o regime democrático está em perigo, é porque está a trabalhar.
Cavaco também não sabe o que fazer a um Orçamento em que ninguém acredita. Está a trabalhar! Nem o que dizer sobre a situação social e um possível corte de quatro mil milhões... está a trabalhar! Nem sobre a necessidade de o PSD se entender com sindicatos e com o PS; está a trabalhar! Se quiserem que ele se pronuncie sobre uma qualquer solução política, ele está a trabalhar. Nos intervalos consegue pôr umas coisas no Facebook, mas não contem com ele para muito mais, porque está a trabalhar!
Tanto trabalho deve ter um propósito. E é nesse propósito que eu confio. Vai ser uma coisa excelente. Tem de ser bom. Um Presidente que não vê o seu país a cair aos bocados, é porque tem seguramente um enorme projeto entre mãos.
Que curioso estou em ver esse projeto. Não sei qual é, porque não vi, não ouvi, nem falarei dele. Sou como o Cavaco, estou a trabalhar!
Twitter: @HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro
Facebook:Henrique Monteiro http://www.facebook.com/hmonteir


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nao-vi-nao-ouvi-nao-falei-sou-como-cavaco=f767365#ixzz2COfhnkZr

Sondagem: PSD em queda acentuada

Sociais-democratas descem três pontos na Sondagem Expresso/SIC Eurosondagem e já estão a oito dos socialistas. PSD e CDS somados já quase não conseguem ultrapassar o PS.

Martim Silva (www.expresso.pt)
12:00 Sexta feira, 16 de novembro de 2012
Seguro é o líder mais popular


Um ano e meio depois de ter chegado ao poder, o PSD continua a cair nas sondagens e no mês em que o Governo apresentou no Parlamento uma proposta de Orçamento de Estado com uma forte subida dos impostos, é fortemente penalizado.
O partido de Passos Coelho cai três pontos e já está a oito do PS. Aliás, PSD e CDS somados já quase não conseguem ultrapassar os socialistas.
Ao mesmo tempo, António José Seguro torna-se este mês o mais popular líder político nacional, destronando Paulo Portas, que nos últimos meses se mantinha no lugar.
Passos Coelho, na inversa, fica pela primeira vez com um saldo negativo de popularidade aos olhos dos portugueses.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/seguro-e-o-lider-mais-popular=f767422#ixzz2COatJtAQ

Imagens do Mundo - Siria

As ruínas de Assad
As ruinas de Assad, uma zona de Aleppo, totalmente destruida pelas forcas governamentais. Maysun/EPA

Forfun e Dibob lançam clipe ‘Rio porque tô no Rio’, uma ode à cidade - Video - Musica

Vídeo da música reúne cenas da orla carioca em clima de bossa


RIO - Os ecos da bossa nova agora podem ser ouvidos nas vozes de integrantes do Forfun e do Dibob. Músicos das duas bandas se juntaram para gravar “Rio porque tô no Rio”, uma ode à Cidade Maravilhosa. A levada no violão e temática que lembram “Rio”, clássico de Roberto Menescal, com acréscimo de pandeiro e cuíca. O clipe da nova canção, postado no YouTube na noite do último sábado (10), já teve mais de 16 mil visualizações em menos 48 horas.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/megazine/forfun-dibob-lancam-clipe-rio-porque-to-no-rio-uma-ode-cidade-6705028#ixzz2CO9deDp3

A imagem do dia 16-11-2012

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Moon Shadow Sequence
Image Credit & Copyright: Ben Cooper (Launch Photography)

Explanation: On the morning of November 14, the Moon's umbral shadow tracked across northern Australia before heading into the southern Pacific. Captured from a hilltop some 30 miles west of the outback town of Mount Carbine, Queensland, a series of exposures follows the progress of the total solar eclipse in this dramatic composite image. The sequence begins near the horizon. The Moon steadily encroaches on the on the reddened face of the Sun, rising as the eclipse progresses. At the total phase, lasting about 2 minutes for that location, an otherwise faint solar corona shimmers around the eclipsed disk. Recorded during totality, the background exposure shows a still sunlit sky near the horizon, just beyond a sky darkened by the shadow of the Moon.

2012-11-15

Foguete palestino atinge área de Tel Aviv


Sistema de defesa israelense é acionado para interceptar míssil palestino
Foto: Tsafrir Abayov / AP

BEIRUTE - A troca de bombardeios entre militantes do Hamas e militantes palestinos ameaça a maior região metropolitana do país. Segundo o jornal local “Haaretz”, um foguete palestino atingiu nesta quinta-feira a cidade de Holon, que fica na região sul do Distrito de Tel Aviv. Apesar de relatos de diversos moradores sobre uma explosão, o Exército israelense negou a informação e disse que o míssil teria caído no mar, em um local próximo à cidade. Sirenes tocaram pela primeira vez na região desde a Guerra do Golfo, em 1991, e funcionários da sede do Ministério da Defesa foram retirados por alguns momentos ou levados para áreas de segurança.
Segundo o diário "Yedioth", o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu estava no prédio no momento e teve que se esconder em um bunker. Até o momento, não houve registro de danos ou feridos. Mais cedo, outros dois foguetes atingiram um campo aberto na cidade Rishon leTzion, a 12 quilômetros do sul de Tel Aviv. O grupo Jihad Islâmica reivindicou os ataques, de acordo com o “Haaretz”.
É o segundo dia da intensa ofensiva militar israelense contra alvos do Hamas e da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza, enquanto militantes responderam com mais de 200 bombardeios desde quarta-feira. No sul de Israel, três pessoas foram mortas após um edifício de quatro andares ser atingido por um foguete na cidade de Kiryat Malachi, a 25 quilômetros ao norte de Gaza. Do lado palestino, foram registradas 15 mortes, incluindo a de um bebê filho de um cinegrafista da BBC e a do chefe do braço militar do Hamas, Ahmed Jabari. O Exército israelense também divulgou imagens no YouTube com ataques desta quinta e anunciou a convocação de pelo menos 30 mil reservistas.
Leia integralmente em  http://oglobo.globo.com/mundo/foguete-palestino-atinge-area-de-tel-aviv-6740644#ixzz2CKM6XsjF
 

Imagens do Mundo - Canada

Canadense passa por muro com desenho do Pinocchio, em Ottawa
Canadiense passa por muro com desenho do Pinocchio, em Ottawa - Chris Wattie/Reuters

Imagens do Mundo - Indonésia

Javaneses comemoram o Ano Novo na cidade de Solo, na Indonésia
Javaneses comemoram nesta quinta-feira o Ano Novo na cidade de Solo, na Indonésia - Ulet Ifansasti/Getty Images

Imagens do Mundo - Roma - Manifestacão



Diz o Daniel Oliveira: O que a violência não pode esconder

Já várias vezes escrevi sobre este assunto: na política, como no resto, a violência tem o poder de se impor, de forma despótica, sobre todos os argumentos e sobre todas as outras formas de luta. Ela impõe-se pela sua irracionalidade e pelo seu poder mediático. Ela impõe-se porque replica, na contestação, os códigos do poder do mais forte.
Depois de ter participado numa manifestação pacifica, passei o fim de tarde de ontem, em São Bento, a gritar com os poucos (e eram mesmo poucos) que arremessavam objetos contra a polícia. Tentando explicar-lhes, sem sucesso, que esse era o favor que faziam a quem julgavam que estavam a combater. Fi-lo, desesperado com o que via, porque sabia duas coisas: que aqueles gestos dariam ao governo a desculpa que faltava para reprimir a contestação e que ofuscariam uma excelente greve geral, que deixou claro o isolamento em que o governo se encontra. Mas, acima de tudo, por uma razão: tenho, em relação à violência, uma objeção de princípio. Considero-me um pacifista no sentido mais radical do termo.
Quando, às 17.30, me apercebi que nada pararia uma minoria de idiotas, abandonei o local. Muitos decidiram ficar, mantendo a devida distância dos desordeiros, sem que, como vimos mais tarde, isso os livrasse de ser vítimas da violência policial. Era certa a injustiça: a enorme coragem que tantos trabalhadores portugueses mostraram, ao correr o risco de fazer greve (muitos deles precários e em risco de perderem o emprego) e ao perder um dia de salário que tanta falta lhes faria, seria esmagada pelas imagens de violência que sempre têm a preferência dos media.
Dito isto, há que deixar claras uma contradição e uma mentira do ministro da Administração Interna.
Disse o ministro que as provocações - que existiram - eram obra de "meia dúzia de profissionais da desordem". Se eram meia dúzia (facilmente identificável depois de uma hora e meia de tensão), porque assistimos a uma carga policial indiscriminada, que varreu, com uma violência inusitada e arbitrária, tudo o que estava à frente? Porque foram agredidos centenas de manifestantes pacíficos, só porque estavam no caminho, naquilo que, segundo a Associação Sindical da PSP foi a "maior carga policial desde 1990"? Conheço várias pessoas que, como a esmagadora maioria dos que ali estavam, não participaram em qualquer desacato. Não tendo sequer resistido a qualquer ordem policial foram, segundo os seus próprios relatos, espancadas pelas forças que deveriam garantir a sua segurança. Como é possível que tenham sido detidas dezenas de pessoas no Cais do Sodré e noutros locais da cidade, sem que nada tivessem feito a não ser fugir de uma horda de polícias em fúria e aparentemente com rédea solta para bater em tudo o que mexesse? Entre os detidos e os agredidos estava muita gente que, estando tão longe de São Bento, nem sequer tinha estado na manifestação ou sabia o que se passava. Como é possível que dezenas e dezenas de pessoas tenham sido detidas em Monsanto e na Boa Hora sem sequer lhes tenha sido permitido qualquer contacto com advogados, como se o País estivesse em Estado de Sítio e a lei da República tivesse sido abolida?
Quando a polícia espancou gente pacifica em vários locais da cidade, estava a garantir a ordem pública ou a contribuir para a desordem? Estava a garantir a integridade física dos cidadãos ou a pô-la em causa? Estava a garantir o cumprimento da lei ou a violá-la? Estava a reprimir os "profissionais da desordem" ou a espalhar a desordem pela cidade? O comportamento inaceitável de meia dúzia pode justificar um comportamento arbitrário das forças de segurança, que não poupa ninguém a quilómetros de distância da própria manifestação?
Não, o comportamento de alguns desordeiros não pode, num Estado de Direito, permitir que a polícia se comporte, ela própria, como desordeira. O crime de uns não permite um comportamento criminoso das forças policiais.
O ministro da Administração Interna garantiu que, ao contrário do que foi escrito em vários órgãos de informação, não havia agentes infiltrados na manifestação, a promover os desacatos para excitar os mais excitáveis e justificar esta intervenção. Fico-me por aqui: sei o que vi antes de me vir embora. E os agentes infiltrados começam a ser cada vez mais fáceis de identificar. Já uma vez o ministro desmentiu uma notícia semelhante que depois ficou provada. Espero que outros tenham conseguido recolher imagens que mostrem alguns dos que, no meio da multidão, vão semeando a confusão.
No dia 15 de Setembro elogiei o comportamento das forças policiais. Quando querem evitar o confronto sabem bem como o fazer. Isolando os provocadores e garantindo o direito à manifestação da maioria pacifica. Quando as ordens parecem ser diferentes é fácil contribuir para a violência. Foi o que aconteceu ontem. Uns tantos idiotas de cara tapada e as ordens certas vindas de cima chegam para garantir que uma greve geral com mais adesão do que o esperado pelo governo morra nos telejornais.
Escrito tudo isto, volto ao que é importante: a greve geral de ontem foi uma das maiores da nossa história. E nem os que procuram nas manifestações a excitação que outros encontram nas claques de futebol conseguem esconder isso. E nem a violência indiscriminada que o ministro da Administração Interna mandou espalhar por meia cidade de Lisboa o pode fazer ignorar. Na televisões, foi a brutalidade de uns e de outros que ganhou. Mas o dia de ontem foi bem mais do que isso: foi uma prova de coragem. Os portugueses estão de parabéns.