2012-11-24
Aqui Radio Andorra!
Que me perdoe o Senhor Embaixador Francisco Seixas da Costa; bem tentei mas não resisti... e aqui esta o objeto do delito: o seu texto sobre Andorra, Pais onde passei oito anos da minha vida ao servico da nossa Embaixada.
Ontem, ao receber a minha nova colega andorrenha, veio à conversa a importância que teve, para a minha geração, a Rádio Andorra, uma histórica estação que marcou muito do nosso imaginário, nos anos 60 e 70. Com uma seleção musical magnífica, nos seus programas em francês e espanhol, a Rádio Andorra, desaparecida em 1981, foi um marco que muito ajudou à identificação daquele pequeno país no quadro internacional.A frase "Aqui Radio Andorra!" é uma das memórias fortes que conservo da rádio que muito ouvia na juventude. A certa altura, recordo-me que a Rádio Andorra substituiu a saída do ar da Radio Caroline e da Radio London, as "rádios-pirata" que, a bordo de barcos ao lado da costa britânica, abalaram ao noites, até serem caladas à força, apresentando a grande música anglo-saxónica que iria dominar o mundo.
A minha colega disse-me que o seu governo tem plena consciência do papel desempenhado pela Rádio Andorra, nos auditórios espanhol e francês, havendo já projetos para preservar o seu histórico edifício. Só não contava que, também em Portugal, subsistisse uma memória desse património do seu país. É verdade: nesse tempo, alguns de nós procurávamos estar à escuta do mundo. Até de Andorra!
Publicado porFrancisco Seixas da Costa
2012-11-23
Diz Henrique Monteiro: Cavaco, o silêncio, o ouro e o chumbo
Cavaco falou numa cerimónia de prémios de jornalismo para explicar que está em silêncio e lembrou que o silêncio é de ouro e que o ouro está a 1730 dólares por onça. Uma pessoa que saiba o valor das palavras e tenha apurado sentido de humor, não utiliza o vocábulo onça, porque o trocadilho com amigo da onça torna-se muito simples. E também não usa a expressão "estar calado" porque existe aquele provérbio que diz "o calado é o pior".
Tudo isto para se chegar à conclusão óbvia: ninguém quebra o silêncio apenas para explicar por que se mantém em silêncio. Se todos entendessem o silêncio presidencial como resultado de uma profunda reflexão (como pretendeu o Chefe do Estado no seu discurso), nenhuma explicação lhe seria exigida. O problema é que o silêncio de Cavaco, justa ou injustamente, tem sido tomado por dois motivos, ambos maus para ele: há quem pense que é desnorte e há quem pense que é cumplicidade.
Seja qual for o motivo, só lhe vale a pena usar da palavra para desmentir um, ou ambos, os motivos.
Twitter: @HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro
Facebook:Henrique Monteiro http://www.facebook.com/hmonteir
Dossier - Radioatividade - O bem ou o mal?
Radiação
Em um sentido amplo, radiação é tudo que é irradiado (enviado em forma de raios) por algum lugar. Assim, a luz que vem do Sol é uma forma de radiação, da mesma forma que a luz de uma lâmpada e as ondas de rádio.
A radiação pode ser de dois tipos: particulada (por partículas) ou ondulatória (por ondas). A luz do Sol, voltando ao nosso exemplo, é uma radiação por ondas já que a luz é uma onda eletromagnética. Quando você vai à praia, está sendo irradiado pelo Sol, está se submetendo à radiação solar.
Radioatividade
Radioatividade é a emissão espontânea de radiação pelos núcleos dos átomos de determinados elementos. Perceba que falamos em radiação espontânea, ou seja, independe de estar ligado ou desligado. Um aparelho de raios-X emite radiação quando ligado, mas se o desligarmos a emissão cessa. O aparelho de raio-X não é, portanto, radioativo, embora emita radiação.
Por que um núcleo é radioativo?
Quando um núcleo de um átomo tem excesso de partículas ou carga ou muita energia, ele pode se tornar instável. Se isso acontece ele procurará atingir a estabilidade emitindo algum tipo de radiação.
A radiação pode ser em forma de partículas (
ou
)ou por ondas eletromagnéticas (
).
O decaimento alfa (
)
A emissão de uma partícula alfa pelo núcleo do átomo é chamada de decaimento alfa. Uma partícula alfa contém dois prótons e dois nêutrons e, dessa forma, após um decaimento alfa, o núcleo tem seu número de prótons diminuído em duas unidades e sua massa atômica diminuída em quatro unidades. Como o que caracteriza um elemento é o número de prótons de seu núcleo (número atômico), ao emitir uma partícula alfa o elemento se transforma em outro, já que esse número foi alterado.
O decaimento beta
Assim como o decaimento alfa, o decaimento beta também emite uma partícula. A partícula beta é resultado da transmutação de um nêutron em próton. Como conseqüência, o número de prótons aumenta em uma unidade e a massa atômica permanece a mesma. Como houve alteração no número de prótons (número atômico), o elemento também se transforma em outro após um decaimento beta.
O decaimento gama (
)
Ao contrário de alfa e beta, o decaimento gama não emite partículas, e sim ondas eletromagnéticas, chamadas de raios-gama. Como não há emissão de partículas, nem o número atômico nem a massa atômica sofre mudança, e não há transformação de um elemento em outro.
Radiação faz mal?
Somos "projetados" para suportar determinados níveis de radiação. Obviamente se ficarmos expostos a quantidades maiores podemos ter uma série de problemas, que vão desde simples queimaduras até câncer.
Radição traz algum benefício? Sim. A radiação tem propriedades que nos podem ser muito úteis:
- Radiação pode ser absorvida ou atravessar a matéria;
- Pela absorção da energia (em forma de calor), células e pequenos organismos podem ser destruídos;
- A propriedade de penetração das radiações permite identificar a presença de um radioisótopo em determinado local;
Podemos utilizar a radiação em processos industriais, procedimentos médicos, fármacos e na geração de energia. Basta fazê-lo com responsabilidade, fato que não se restringe apenas à radiação.
Com um pouco de informação você percebe que a radiação não é a vilã que se diz por aí. Ela pode ser bastante útil e nos trazer grandes vantagens. Leia mais, pesquise um pouco antes de condenar seu uso indistintamente.
Das espinhas do "Fiel Amigo", cientistas portugueses querem fazer próteses
Este é o resultado de uma parceria entre as empresas Pascoal & Filhos e WeDoTech e a investigação. “Conseguimos obter a hidroxiapatite com espinhas de bacalhau. Temos agora uma fonte natural para obter este composto, quando a habitualmente usada é de síntese química, feita essencialmente com fósforo e cálcio”, começa por explicar Paula Castro, uma das responsáveis pelo projecto de investigação. A engenheira alimentar nota ainda que outra componente inovadora do processo de produção desenvolvido “é a possibilidade de fazer um pré-tratamento das espinhas em solução, antes da calcinação a alta temperatura e assim produzir materiais à base de hidroxiapatite que são ligeiramente modificados e têm aplicações diferentes”.
Se levarmos esta descrição para a imagem da cozinha, estaremos a falar em adicionar um ingrediente diferente antes de colocar as espinhas “no forno” e assim conseguir “servir” outro produto. Ou seja, há várias receitas possíveis com resultados diferentes.
Exemplos? “Podemos introduzir o fluoreto na composição da hidroxiapatite e então teremos um material que é mais apropriado para aplicação na prótese dentária, porque tem o flúor e uma solubilidade menor.” Outro exemplo: se o ingrediente adicionado na receita foi o cloreto, conseguimos um composto adequado para uso na área electrónica. E se juntarmos titânio teremos uma aplicação mais voltada para o ambiente. Se juntarmos magnésio ou sódio, conseguimos algo capaz de favorecer o crescimento ósseo.
Podemos estar (outra vez) perante 1001 variações possíveis. A hidroxiapatite é o principal elemento dos ossos humanos e, combinada com outros materiais, resulta em diferentes aplicações. Nos materiais usados em próteses dentárias ou ósseas, a exigência em termos de pureza é mais elevada.
Paula Castro sublinha ainda que estes materiais têm uma biocompatibilidade comparável à dos produtos existentes no mercado e que são, na maioria, de síntese química. Por outro lado, nota que era já possível encontrar produtos comerciais de hidroxiapatite a partir de fontes naturais, nomeadamente bovina e algas. Porém, não é conhecido nenhum resultado ou projecto relacionado com a aplicação de peixe como biomaterial, sublinha Paula Castro.
“Na indústria do bacalhau, geram-se quantidades muito elevadas de subprodutos e, no processamento deste peixe, os subprodutos podem atingir valores na ordem dos 40%. Estamos a falar de milhares de toneladas de espinhas anualmente e que agora podem ser utilizadas para a extracção e produção de compostos de elevado valor”.
O valor ambiental
Desta forma, destaca a investigadora, aproveitamos uma matéria-prima abundante em Portugal (que é habitualmente usada para fazer rações e farinha de peixe) e a reaproveitar o fósforo que existe nessas espinhas. A investigadora valoriza ainda a vertente e o valor ambiental do projecto. “Da maneira como a sociedade tem usado de forma crescente o fósforo, está também a colocar em causa a sua disponibilidade no futuro. Portanto, há também a vantagem de reutilizar fósforo a partir de uma fonte natural”, refere Paula Castro.
Mas o valor ambiental não existe só pelo facto de se conseguir uma nova forma de ir buscar um recurso como o fósforo que é muito explorado, mas também porque, além da aplicação na saúde, a hidroxiapatite pode ser utilizada no tratamento de águas residuais, especificamente na remoção de metais pesados como chumbo ou na degradação de poluentes orgânicos, como corantes.
O processo de produção conseguido no laboratório já está patenteado. Falta agora demonstrar que é possível levar esta “receita” e esta “oportunidade de inovação” para a grande escala de produção industrial. As espinhas do bacalhau são apenas uma parte concluída de um projecto mais vasto, que quer explorar este outro lado do peixe, desde a pele à água da salga, e que é hoje apresentado no seminário ICOD, no Porto.
PUBLICO
Imagens do Mundo - France
Imagens do Mundo - Egito
Uma série de manifestações eclodiram no Egito após o presidente Mohamed Mursi divulgar um decreto ampliando seus poderes. A oposição pediu que seus partidários fossem às ruas e sedes da Irmandade Muçulmana foram atacadas. Na Alexandria, um escritório do partido foi atacadoAmira Mortada / AP
A imagem do dia 23-11-2012
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A Nebulosa do CachimboCréditos e direitos autorais : Yuri Beletsky (Las Campanas Observatory, Carnegie Institution for Science) | |
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