2011-11-07
Diz "O Pais do Burro"
Enquanto Berlusconi e os amigos da imprensa se divertem com o jogo do mentido e do desmentido da sua demissão, os juros da dívida italiana batem recordes nos mercados secundários e aproximam-se dos tais 7 por cento que, depois de transpostos, escancararam as portas da Grécia, Irlanda e Portugal à imposição da agenda política de austeridade selectiva e desmantelamento de serviços públicos. A imprensa de mercado diz que o “foco da crise é a Itália”. Nada que ver, portanto, com o Tratado de Lisboa que, na mesma imprensa, se leu afastaria a Europa de qualquer sobressalto.
Esta verdade oficial não é a versão oferecida no vídeo junto. Sem um Orçamento europeu digno desse nome, a Europa abdicou da política orçamental como instrumento de política económica. Restava-lhe a política monetária, mas também deu mais jeito a muita gente abdicar dela e pô-la ao serviço dos lucros do sector financeiro. Sobrou a boa vontade e o moralismo de Merkel e Sarkozi. E o sentido de Estado e responsabilidadezinha patriótica dos seus serviçais.
Irão: árbitro espancado por jogadores e adeptos (video)
Cenas horríveis no Chooka Talesh-Shahrdari Dezfool
São imagens como estas que assustam. Entristecem. No Irão um árbitro foi brutalmente espancado em campo. Primeiro por jogadores do Chooka Talesh, depois por adeptos do clube. Tudo por ter mostrado um segundo cartão amarelo ao capitão de equipa na partida frente ao Shahrdari Dezfool. Mesmo que a decisão tivesse sido errada, nada justifica o horror que as imagens denunciam.
2011-11-06
Braga/Benfica: Filhos da "Luz" às escuras
A iluminação do Estádio Axa foi abaixo três vezes durante a primeira parte do Sp. Braga-Benfica. Elementos da organização do jogo explicaram, no final, que foi necessário o recurso a um gerador para estabilizar o fornecimento de energia.
De acordo com esse responsável, o quadro principal teve «picos de energia anormais» e não suportava mais do que «três ou quatro minutos ligado». Depois de algumas tentativas sem sucesso, a organização optou por recorrer ao gerador de emergência.
De acordo com esse responsável, o quadro principal teve «picos de energia anormais» e não suportava mais do que «três ou quatro minutos ligado». Depois de algumas tentativas sem sucesso, a organização optou por recorrer ao gerador de emergência.
Não chegou para derrotar o Benfica...
2011-11-05
A imagem do dia 05-11-2011
GK Per: Nova de1901 Créditos e direitos autorais : Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona | |
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Europa: crise é idêntica à do tempo de Hitler
«Repetir este erro é completamente imperdoável», defende académico
Daqui a uns anos, a Europa vai «olhar para trás e ver que, no caso da crise da Grécia, perdeu uma oportunidade gigante» para reforçar o continente e corrigir uma política económica e financeira idêntica àquela que levou à ascensão de Adolf Hitler. A opinião é de um investigador da universidade espanhola Pompeu Fabra, o alemão Hans-Joachim Voth.
«É o que os alemães viveram no início da década de 1930. A cada ano, o governo tomava novas medidas orçamentais, reduzia os salários da função pública, tentava equilibrar o orçamento e sempre que fazia isto a economia contraía ainda mais, as receitas fiscais era ainda mais baixas, o governo tinha de cortar mais e, no final, destruiu a democracia alemã».
Veja o desenvolvimento da notícia na Agência Financeira
«É o que os alemães viveram no início da década de 1930. A cada ano, o governo tomava novas medidas orçamentais, reduzia os salários da função pública, tentava equilibrar o orçamento e sempre que fazia isto a economia contraía ainda mais, as receitas fiscais era ainda mais baixas, o governo tinha de cortar mais e, no final, destruiu a democracia alemã».
Veja o desenvolvimento da notícia na Agência Financeira
Guimarães renascido goleia Paços à moda antiga
O Vitória de Guimarães foi à Mata Real golear o Paços de Ferreira por 5-1, no jogo de abertura da 10.ª jornada da Liga.
Numa primeira parte fraca, o destaque vai mesmo para os dois golos, um para cada lado. Primeiro foi Bruno Teles, à passagem do minuto 37, na marcação de um livre indirecto, a colocar o Vitória de Guimarães em vantagem. No entanto, a festa vimaranense durou pouco. Cinco minutos depois, Luiz Carlos descobre Melgarejo e o jogador emprestado pelo Benfica tirou Nilson das contas e apontou o golo do empate.
Na segunda parte, veio o show de Edgar. Aos 60 minutos, o brasileiro desmarca-se muito bem, tira Cássio do caminho e coloca os vimaranenses de novo em vantagem, num lance quase tirado a papel químico do golo do Paços.
Aos 69 minutos, Edgar é derrubado por Luisinho na grande área e o árbitro João Ferreira aponta para a marca dos onze metros. O mesmo Edgar, chamado a converter, enganou Cássio e fez o terceiro do Vitória.
Cinco minutos depois foi a vez de Toscano fazer o gosto…à cabeça. Cruzamento do lado direito do ataque, Nuno Assis tenta o pontapé de bicicleta mas falha a bola. Esta sobra para Toscano que amplia a vantagem, com um belo cabeceamento no coração da área.
Ainda se festejava o golo de Toscano quando Edgar completou o hat-trick, com um belo remate de fora da área.
Até final, só deu Vitória tendo o Paços ido timidamente à área contrária ainda que com relativo perigo.
Com esta vitória, a equipa de Rui Vitória ascendeu ao oitavo posto com 10 pontos, enquanto o Paços de Ferreira desceu para o 15.º com sete.
2011-11-04
Diz o Daniel Oliveira: A arrogância franco-alemã
Perante a marcação de um referendo - que poderá não chegar a acontecer ou por vir a ser o último suspiro do governo de Papamdreu -, a Alemanha e a França não demoraram a reagir. Esquecendo, como de costume, que é com a União Europeia, composta por 27 Estados, e não com Berlim e Paris ,que os gregos têm de conversar. E a reação foi a do costume: a ameaça. Perante o ato normal em qualquer democracia - referendar a perda de soberania e decisões com repercussões para gerações de cidadãos -, Sarkozy e Merkel falam com um Estado soberano como nunca aceitariam que algum estadista alguma vez se dirigisse a eles próprios.
Isto acontece por três razões. Porque as instituições europeias, depois do desastroso Tratado de Lisboa, passaram de Bruxelas para Berlim e Paris. A culpa foi de Estados como o português, que acharam, como dizia Vital Moreira, que o tratado era demasiado complicado para ser entendido pelo povo. Cá está ele, no comportamento de Sarkozy e Merkel, trocado por miúdos. Porque o poder absoluto faz perder todas as maneiras. França e Alemanha já não se socorrem da diplomacia, como era hábito na União. Dedicam-se o bullying político. Porque se instalou, nas opiniões públicas dos seus países - e até de países periféricos -, a ideia de que os gregos estão como estão porque são descuidados, corruptos e preguiçosos. O racismo sempre passou bem na velha Europa. E, como sabemos, em França e na Alemanha têm um currículo invejável.
As coisas estão de tal forma que em Bruxelas diz-se que os tratados não preveem a saída do euro sem sair da União. Isto, quando há vários países europeus sem euro. Julgávamos nós que, em democracias, tudo o que não é proibido é permitido. Ficámos a saber que nesta nova e assustadora Europa é a regra das tiranias que funciona: tudo o que não é permitido é proibido. Se estivermos a falar da Grécia, claro está. Como se viu no comportamento da Europa para com os primeiros prevaricadores do limite dos défices - França e Alemanha -, se for deles o erro funciona uma outra máxima: tudo o que é proibido é-nos obviamente permitido.
A pergunta que sobra é esta: quem, mal saia desta crise, quererá ficar na União Europeia e ter de prestar vassalagem a quem apenas alemães e franceses elejam? Orgulhosamente sós? Nem pensar. Mas, como se costuma dizer, mais vale só que mal acompanhado. Se alemães e franceses querem um império que peguem nas armas. Já o fizeram noutros momentos da história. Nem sempre lhes correu bem.
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/o-ibullyingi-alemao-e-frances=f685156#ixzz1cm09e8kFA imagem do dia 04-11-2011
Image Credit & Copyright: Stephen Leshin
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