2014-05-09

Texto - A Revolta do Povo brasileiro


 
Segundo o jornal “O Globo” “A descrença nas instituições pode estar por trás das manifestações de violência e de crimes bárbaros que têm ocorrido” no Brasil . E vem, com “pareceres” científicos, malabaristas e algum cinismo, sustentar a encomendada tese com sondagens, percentagens e “dados preliminares” de um estudo do Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de São Paulo… Da-se!...
Apetece-nos dizer, nos que somos ateus graças a Deus, que nos valha a Senhora do São Cri calho!
Descrença nas instituições?!
Mas que por grande bátega nos tentam regar com eufemismos bacocos?
Na realidade, no Brasil como em qualquer parte do mundo, as populações fustigadas acabam quase sempre por se revoltar, inexoravelmente.
Não conheço o Brasil; apenas vivi parcos tempos (de privilégio) em Copacabana; dessa efémera passagem restam lembranças lindas do Povo que descia das favelas para se juntar  com jovialidade, amabilidade e alegria aos “gringos”, na praia;
“Povo brasilêro não é violento, não!”; é “aberto”, comunicativo e amigo…
E quando por vezes “bêbe djimaiz”, dorme no passeio sem cobertor apenas resguardado pela fé inenarrável que preside a todos os actos do seu dia-a-dia.
Uma simples pergunta para concluir: você tornar-se-ia violento se o seu salário fosse de 200 €uros por mês? Se a consulta a um médico especialista fosse quase do mesmo montante? Se não tivesse acesso a uma simples habitação “legal” fora da favela? Se o deixassem morrer à porta do hospital cheio de doentes “acamados” no chão dos corredores? Se visse o seu Pais gastar rios de dinheiro com estádios de futebol à só gloria da FIFA? Se tivesse consciência que os seus representantes políticos fossem na grande maioria corruptos?
O que faria? Rezava à Senhora do São Cri Calho… como fazem os Portugueses com a “virgem” de Fátima?
Não queremos dizer com isto que se enverede pela violência como fazem alguns brasileiros desesperados. Nada disso. Apenas queremos compreender o porquê da “descrença” nas instituicões.
Bordeaux, 09 de maio de 2014
JoanMira

2014-05-05

Tem a palavra Paulo Terça - "Passos Coelho"

Eu não penso que Pedro Passos Coelho seja um bom político. É, no entanto, um grande vendedor. Daqueles que conseguem vender-nos um chaço qualquer e fazer-nos sentir como se tivéssemos adquirido um clássico desportivo. A história que Passos vende tem uma lógica cristalina, daquelas de meter pelos olhos dentro, só não vê quem estiver de má-fé. É uma história edificante, daquelas que nos deixa bem dispostos e cheios de esperança. E eu adorava conseguir acreditar nela. É pena que não seja verdade.

A arte de Passos está em saber contar a sua versão da realidade para consumo interno, reinterpretando à sua maneira o que vai acontecendo. Se os juros sobem, é porque o tribunal constitucional chumbou. Se descem, é porque o governo está no caminho certo e a fazer com que a confiança no país cresça. Se a saída é limpa, é porque o programa do governo foi um sucesso. Na realidade, como vários comentadores têm feito notar, os juros têm variado por circunstâncias que nada têm a ver com o que aqui se passa; se a saída é limpa, é porque os países europeus, como a Alemanha e a Finlândia, não estão para nos dar mais apoios. A saída é limpa porque o governo não tinha outra alternativa, mas para consumo interno a saída é limpa porque o governo assim o decidiu.

Esta arte de reinterpretar a realidade não é sequer original. Há séculos que líderes espirituais o fazem, reinterpretando os fenómenos na natureza como vontades de um qualquer deus, satisfeito ou irado com a nossa conduta. Profeta e visionário qualquer um pode ser, desde que esteja disposto a falhar as suas previsões metade das vezes. Acertará na outra metade, e convencerá os outros de que essa é a metade que importa. Esta arte tem um nome: charlatanice.

De qualquer modo, o governo manobrou bem a sua táctica: numa Europa cheia de incertezas, à beira da desagregação e sob a ameaça de perder tudo o que foi conseguido, circunstancialmente ou não, no pós-guerra, e onde se começam já a sentir, ao longe e a leste, as notas graves do rufar dos tambores da guerra, Passos construiu, à beira de eleições, uma doce ilusão a que poucos resistirão. Se, por sorte, tudo correr bem (e esperemos que sim), Passos poderá consolidar a sua história salvífica e contribuir para o aprofundamento da cultura sebastiânica. Se correr mal, será por via das circunstâncias externas. Bem sucedido por mérito próprio ou vítima de circunstâncias que não podia controlar, ele será o herói. Talvez espere ainda vir a ganhar um lugar no panteão.

2014-04-27

Seja benvindo "A Puta Que Pariu"

Cidade Puta que Pariu
Fotos mostram uma cidade chamada Puta Que Pariu em Minas Gerais!

Essa história, circulou na Internet e afirma que existe uma cidade em Minas Gerais chamada Puta que Pariu!
Seria, na verdade, um bairro que ficaria na cidade de Bela Vista de Minas.
O autor do texto afirma que são 7 bairros que compõem a cidade de Bela Vista de Minas. Isso é fácil de se verificar  Segundo o Wikipedia, a cidade é divida em 12 bairros: Bandeirantes, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, M. Marcelina, Senhor do Bonfim, Boa Esperança, Capela Branca, JK, Mato Grosso dos Anjos, Taquaril e Caminho Grande.
Read more:
http://www.e-farsas.com/cidade-chamada-puta-que-pariu-em-minas-gerais.html#ixzz305kSQ3iyão, não se trata de besteira! Esta freguesia é real; encontra-se no Brasil, no Estado de Minas Gerais;

2014-04-26

Nomes de sitios curiosos de Portugal - A rua do caralho - Vagos, Aveiro, Portugal


Puta que o pariu"...? Sim, esta é também uma freguesia real que se situa no Brasil. Voltaremos...

A imagem do dia 26-01-2014

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Southern Annular Eclipse
Image Credit & Copyright: Cameron McCarty, Matthew Bartow, Michael Johnson -
MWV Observatory, Coca-Cola Space Science Center, Columbus State University Eclipse Team

Explanation: It's eclipse season, and on April 29 around 06:00 UT the shadow of the new Moon will reach out and touch planet Earth, though only just. Still, if you're standing on the continent of Antarctica within a few hundred kilometers of 79 degrees 38.7 minutes South latitude and 131 degrees 15.6 minutes East longitude you could see an annular solar eclipse with the Sun just above the horizon. Because the Moon will be approaching apogee, the most distant point in the elliptical lunar orbit, its apparent size will be too small to completely cover the solar disk. A rare, off-center eclipse, the annular phase will last at most 49 seconds. At its maximum it could look something like this "ring of fire" image from last May's annular solar eclipse, captured by a webcast team operating near Coen, Australia. Otherwise, a partial eclipse with the Moon covering at least some part of the Sun will be seen across a much broader region in the southern hemipshere, including Australia in the afternoon.