17.3.12

Sporting: Magnifica derrota!


O Manchester City encarou a eliminatória com o Sporting como se fossem favas contadas e, dois jogos depois, viu-se a contas com uma azia gigantesca. E este adjetivo define na perfeição a forma como os leões desbravaram e seguraram com garras e dentes a passagem aos quartos de final da Liga Europa, feito que não alcançavam há quase três anos, depois de também terem deixado pelo caminho outra equipa inglesa, o Bolton. O espírito de sacrifício, a solidariedade e o acerto tático deram as mãos, permitindo que a qualidade individual, de Matías Fernández e Rui Patrício, viessem à tona, deixando o seu abastado oponente mergulhado na forma sobranceira como encararam esta missão.
A lição que o renovado Sporting deu ao City em Alvalade não foi bem estudada pelos ingleses, mas foi escalpelizada ao pormenor por Sá Pinto, ao ponto de aplicar a mesma fórmula para baralhar e enervar o seu adversário. Voltou o técnico dos sportinguistas a optar por um 4x4x2 que, em versão defensiva, se transformava em 4x5x1, dado que Matías Fernández recuava no terreno, garantindo assim superioridade numérica na zona central do relvado. Juntando a esta opção o recuo constante dos extremos, com Capel e Izmailov a soltarem-se sempre em transição rápida para o ataque mas a darem uma ajuda extra aos seus laterais na hora de cerrar fileiras, o City ficou estrangulado, sem linhas de passe.
Foi para espanto dos ingleses que o Sporting assumiu de início as rédeas do jogo, contando com um Matías Fernández em altíssima voltagem, a distribuir jogo e a semear o pânico na defesa da casa. Que descaramento, terão pensado jogadores e adeptos dos "citizens", um Sporting que previam megadefensivo, a tentar segurar o 1-0 da primeira mão, afinal atacava como se não houvesse amanhã. No banco, Mancini esbracejava, pedia empenho aos seus jogadores, exigia maior velocidade nas suas ações, mas eram os verdes e brancos a mandar no jogo e a... marcar. Matigol desbravou o caminho, Van Wolfswinkel deixou-os de gatas. Dois golos, feito que esta época, e em 45 jogos, só Tottenham e Manchester United haviam alcançado no Estádio Etihad.
Depois do intervalo, e já obrigados a marcar quatro golos, Mancini lá resolveu encarar a eliminatória com outra motivação e aumentou o poder de fogo, juntando o gigante Dzeko a Balotelli e Aguero. Só então se viu o leão mais apertado, sem capacidade para sair da sua linha defensiva, incapaz de trocar a bola no meio-campo adversário, principalmente após a saída de Matías Fernández. A pressão intensificou-se e, mesmo sem criar flagrantes ocasiões de golo, o City marcou um, fez o segundo e o terceiro, porque a defesa agora mais repartida do Sporting deu espaço para Aguero provar por que bateu o recorde de transferências dos "citizens" (45 milhões de euros). A formação leonina tremeu, mas cerrou fileiras, mostrando uma enorme capacidade de superação. E na fase de tudo ou nada, teve Rui Patrício, o guardião que o treinador adversário elogiou, a segurar com inteira justiça o puramento.
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