2012-04-11
Diz o Daniel Oliveira: Maternidade Alfredo da Costa: nem as joias de coroa escapam ao saque
Se tivéssemos de escolher um símbolo de uma evolução positiva de Portugal desde o nascimento da democracia provavelmente a escolha mais acertada seria a drástica redução da mortalidade infantil.
Portugal tem uma das taxas de mortalidade infantil mais baixas do Mundo. Estamos no topo, com uma média inferior aos países da OCDE e sendo o 6ª melhor da União Europeia. E éramos, antes do 25 de Abril, o pior país da Europa. Em 1960 morriam 77 crianças com menos de um ano em cada mil nascidas. Números que podemos hoje observar na Guiné Equatorial, na Libéria ou no Sudão. Em 2011 morriam apenas quatro, números muito próximos da Holanda, da Bélgica ou da Dinamarca. Em apenas duas décadas (anos 80 e 90), a mortalidade infantil desceu 79%, a mais rápida evolução que se conhece até hoje no Mundo. Teremos poucos records de que nos orgulhar. Este é, seguramente, um dos mais relevantes. Em pouco tempo passámos do terceiro Mundo para o melhor do primeiro. Num indicador que diz imenso sobre as prioridades de um País.
Para estes números contribuiu, de forma determinante, a criação de uma rede de cuidados de saúde pública materno-infantil, que funciona de forma exemplar. E para a sua construção trabalharam vários governos, do PS e do PSD, naquilo que parecia ser um dos poucos consensos políticos nacionais com vantagens para os portugueses. E dessa rede, um dos símbolos de qualidade e excelência, é a Maternidade Alfredo da Costa. Não é um hotel de luxo. Quem procura conforto não escolherá aquela maternidade. Mas quem se quer sentir seguro, na cidade de Lisboa, não hesita. Foi naquela maternidade que a minha filha nasceu, como nasceram muitos lisboetas.
Os burocratas do Ministério da Saúde falam da possibilidade de encerrar a Maternidade Alfredo da Costa. Como de costume, apresentam números de uma capacidade excedentária nesta área. Mas muitos não ignoram o valor do edifício da MAC, bem no coração da cidade. O desmantelamento das funções sociais do Estado, que os contabilistas deste governo estão a levar a cabo, não poupa vítimas. E nem o que de melhor o Estado fez neste País, motivo de orgulho de profissionais e cidadãos, será poupado. O saque é geral. Nem o essencial do essencial ficará de fora.
Alerta de tsunami
O sudeste asiático foi hoje abalado por um forte sismo seguido de uma réplica de 8,2. Até ao momento não há registo de vítimas.
O Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico levantou o alerta de tsunami no oceano Índico, após o forte sismo registado hoje ao largo da ilha de Sumatra, Indonésia.
"Os níveis do mar indicam que a ameaça diminuiu na maioria das regiões, e por esse motivo o aviso de tsunami emitido por este centro é agora cancelado", referiu o norte-americano Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico, sediado do Havai e que tem vigiado as correntes do Oceano Índico após o sismo de magnitude 8,6 na escala de Richter e uma réplica de 8,2 na ilha indonésia.
Victor Saridna, geofísico do instituto, afirmou à agência de notícias Reuters que não parece haver perigo, mas que o centro ainda está a "monitorizar a situação."
O primeiro sismo foi também sentido em Singapura, Tailândia e Índia. A agência de notícias AFP revelou que o abalo durou cerca de cinco minutos e ocorreu às 15h38 locais, 9h38 em Lisboa. Imediatamente foi emitdo um alerta de tsunami para todo o Índico.
Com a tsunami de 2004, que matou 230 mil pessoas, ainda na memória gerou-se o pânico, levando muitas pessoas a saírem das zonas costeiras em direção a regiões mais altas. Ainda não se conhecem vítimas ou danos materiais. O Presidente indonésio diz que não há mortos nem feridos graves, mas ainda pode levar alguns dias até se conhecerem os efeitos do sismo.
2012-04-10
Funcionarios não diplomatas no limiar da miséria!

Seis meses depois da greve dos funcionários consulares na Suíça, o ministro dos Negócios Estrangeiros reconhece justeza às reivindicações, mas assume não dispor de meios para lhes responder.
Paulo Portas reconhece ter "perfeita consciência" de que a situação de alguns dos funcionários das missões diplomáticas e dos consulados portugueses na Suíça "é delicada visto que assistimos nos últimos anos a uma degradação do seu poder de compra na sequência da deterioração cambial do euro face ao franco suíço".
É a resposta do ministro dos Negócios Estrangeiros ao deputado do PS Paulo Pisco, enviada na semana passada à Assembleia da República, seis meses depois da greve daqueles funcionários.
Apesar de reconhecer a situação, o MNE assume nada poder fazer por enquanto: "O Ministério dos Negócios Estrangeiros não dispõe, neste momento, de recursos financeiros que permitam proceder a qualquer atualização salarial, quer destes quer de outros funcionários", lê-se na resposta do ministro ao parlamentar socialista.
Recorde-se que, em outubro, os trabalhadores das repartições consulares portuguesas na Suíça levaram a cabo uma greve de cinco semanas, reclamando uma atualização do seu salário.
Segundo dados então divulgados, em apenas um ano teriam perdido cerca de 30% do seu poder de compra, vendo o seu rendimento baixar de 4000 francos suíços para apenas 2600 ou 2700 - naquele país, o salário médio, em 2008, era de 5700 francos.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portas-reconhece-situacao-delicada-nos-consulados-da-suica=f718146#ixzz1rfz7Kuis
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portas-reconhece-situacao-delicada-nos-consulados-da-suica=f718146#ixzz1rfz7Kuis
2012-04-09
Benfica diz adeus ao titulo. E se o Braga voltasse à corrida?
Interessantissimo: Porto? Benfica? Braga? Faça as contas do título (simulador para as ultimas jornadas)

O Record juntou-se ao "Jornal de Negócios" para o ajudar a fazer as contas do título.
O Record juntou-se ao "Jornal de Negócios" para o ajudar a fazer as contas do título.
Diz o Daniel Oliveira: "Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Quando estava em campanha Pedro Passos Coelho criticou os sacrifícios exigidos aos portugueses. E disse, curiosamente no dia 1 de Abril de 2011: "eu já ouvi o primeiro-ministro dizer infelizmente que nós queríamos acabar com muitas coisas e também com o 13º mês mas nós nunca falámos disso e isso é um disparate".
A 17 de Outubro de 2011, depois de ter feito o que era "um disparate" antes dos portugueses irem a votos, o ministro das Finanças disse: "o corte no subsídio de férias e de natal é temporário e vigorará durante o período de vigência do programa de ajustamento económico e financeiro e o período de vigência desse programa acaba em 2013".
A 4 de Abril de 2012 o primeiro-ministro disse: "A partir de 2015 haverá reposição desses subsídios. Com que ritmo e velocidade não sabemos". Antes de assumir esta alteração de prazos vários membros do governo ainda tentaram convencer os portugueses que nunca se tinham comprometido com a reposição dos subsídios em 2014.
Foi agora anunciado que essa reposição será feita às pinguinhas. Ou seja, o corte que era um disparate antes das eleições foi feito depois das eleições. Com o compromisso de voltarem a ser pagos em 2014. Nem serão pagos, na realidade, em 2015.
O governo falhou duas vezes o compromisso com os portugueses. Antes de ter o voto, prometeu que não faria o que fez. Antes da aprovação do orçamento, comprometeu-se com uma data que não vai cumprir. Em nenhum dos casos assumiu as suas mentiras.
"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?" A pergunta foi feita por Passos Coelho referindo-se a José Sócrates. Era justa na altura. É justa agora.
A imagem do dia 09-04-2012
Image Credit: ESA/Hubble, NASA
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