2012-03-10

Mourinho bate mais um recorde em Espanha


José Mourinho não para de bater recordes

José Mourinho vai dirigir amanhã, em Sevilha, o seu encontro centenário pelos galáticos do Real Madrid, marco que lhe valerá o título de melhor treinador de sempre do futebol espanhol nas primeiras 100 partidas.
Os jornais do país vizinho 'Marca' e 'As' destacam o feito do português, que qualquer que seja o resultado do jogo irá superar os registos vitoriosos dos até agora recordistas Pep Guardiola e Miguel Muñoz.
Desde que chegou a Madrid, José Mourinho orientou 99 jogos, ganhou 76, registou 13 empates e somou 10 derrotas, resultados que asseguram um percurso 76,7% vitorioso, uma percentagem melhor do que a do rival Pep Guardiola ou de Miguel Munõz, ambos com percursos 70% ganhadores nos primeiros 100 jogos no futebol espanhol.
Líder isolado da Liga espanhola a uma distância de 10 pontos do Barcelona, José Mourinho aposta ainda em vencer esta época a sua terceira Liga dos Campeões, após ter levantado o troféu no comando do FC Porto e do Inter de Milão.
Caso repita esta época o feito pelo Real Madrid, o treinador português dificilmente permanecerá no cargo, um cenário que a imprensa espanhola avança já estar a ser acautelado pelo presidente do clube, Florentino Pérez. Nas duas vezes que se tornou campeão europeu, José Mourinho forçou a saída (paga) de ambos os clubes.
O plano B do presidente do Real Madrid poderá passar pela escolha do alemão Joaquim Low, treinador com que terá reunido num hotel em Madrid, no fim de semana passado.


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Diz o embaixador "Seixas da Costa" - Raspadinha

Uma cidadã brasileira comprava uma "raspadinha", à hora de almoço, numa tabacaria de Lisboa. Não percebi bem a propósito de quê, disse para a vendedora:

- Eu sou corintiana, estou habituada a sofrer.

Para logo acrescentar:

- Por isso, cá em Portugal, sou pelo Sporting.

Ah! valente!

Diz o "Diabo" - Os Problemas dos Portugueses

A qualquer observador descomprometido parece que o grave problema em Portugal anda à volta dos GAY. Outros dirão que roda sobre os imigrantes que vêm de todas as partes do Mundo, deletérios, mal falando a língua, doentes e pedintes. Outros ainda dirão que a questão reside nos ciganos que distribuem droga, têm Mercedes e recebem grandes subsídios, arrancados à custa de ameaças às serventuárias do Serviço Social, que vão no meio deles fazer inquéritos às suas necessidades para atribuir uns euritos aqui e ali. Alguns, observando a onda de pobreza encapotada em Portugal, dirão que o problema está aí: caem no meio da miséria mais sórdida (fome) famílias inteiras enquanto outros se banqueteiam com o dinheiro público e outros ainda recebem os mais diversos subsídios para fazer nada de nada. Dentro dos problemas não existentes como sérios, podem ainda destacar-se mais alguns: o racismo que parece galopar nos bairros sociais, o crime violento com morte e balada para um funeral, os políticos com assento na Assembleia que parecem baralhados e com uma aptidão violenta para os negócios mais ou menos legais, a organização dos advogados apostada em dificultar a vida a Lei.
Torna-se premente perceber que estes não são problemas verdadeiros e que derivam do eco que lhes dão os meios de comunicação de massa, a começar pela televisão. A acreditar nela, agora, os portugueses estariam interessados em oferecer perfumes caros e refinados, carros de alta cilindrada e mais humildemente comer bacalhau do Lidl. Ninguém acredita nisso. Porque é que têm de acreditar no resto dos outros problemas?

2012-03-09

Grécia em bancarrota


A Grécia em farrapos (LUSA)

A Grécia entrou oficialmente em incumprimento, declarou esta sexta-feira a Associação Internacional de Swaps e Derivados (ISDA na sigla do inglês). Os credit default swaps (CDS), uma espécie de seguro que os investidores podem subscrever para cobrir a eventualidade de um país deixar de pagar o que deve, podem agora ser acionados.

De acordo com a Reuters, a decisão foi tomada de forma unânime pelo Comité da ISDA por causa do
programa de troca de obrigações gregas, onde a adesão voluntária chegou aos 86%. Isso permitiu ao país acionar as cláusulas de ação coletiva, e impor as mesmas condições do perdão aos outros credores, alargando o âmbito da operação para 95% do total da dívida nas mãos dos privados.

2012-03-08

Fotografia - Abrolhos



"Abrolhos" - publicacão de Abilio de Almeida

Mulheres manifestam nuas


Nuas contra a violência doméstica - Reuters/Osman Orsal
No dia da Mulher, elas prometem não se calar nem tolerar casos de violência doméstica.

Vinte e quatro horas depois da morte de mais uma mulher porque saiu de casa por ter discutido com o marido, estas ativistas ucranianas saíram para as ruas de Istambul, na Turquia.

Quase nuas, para pôr a nu os problemas que as mulheres enfrentam escondidas dentro de casa e com maquilhagens a simular agressões.

Os preparativos foram mais demorados do que o protesto. A polícia deteve as mulheres de imediato e um grupo islâmico fez queixa das ativistas por fazerem topless num país muçulmano.

Fotografia - Belém do Pará - Brasil



Belém do Pará - Brasil (publicação de Joaquim Rosario)

Nélson Oliveira encanta Barcelona



Nélson Oliveira é o jogador do momento no Benfica e, na terça-feira – com o golo apontado ao Zenit na Champions –, despertou o interesse do campeão europeu de clubes, o Barcelona, apurou o CM.
Um emissário da equipa catalã esteve na Luz para assistir às performances de Gaitán e Javi, mas ficou encantado com o internacional português, revelou ontem o jornal ‘Sport’, da Catalunha, que considera o jogador "a maior esperança do futebol português".
Quem também esteve na terça-feira no Estádio da Luz foi Andoni Zubizarreta, director desportivo do Barça – comentou o jogo com os russos (2-0) para uma TV espanhola e já terá transmitido excelentes indicações à direcção sobre o jovem futebolista (20 anos).
Contudo, a hipótese de uma eventual saída, no fim da época, do "menino" (forma como Jorge Jesus o tratou no final do jogo da Champions) é praticamente impossível, apurou o CM, a não ser que algum clube pague a cláusula de rescisão (30 milhões de euros). Para a SAD encarnada, Nélson e Rodrigo (foi observado diante do Zenit por emissários da Juventus) são vistos como o futuro das águias, logo, são inegociáveis.
Nélson Oliveira, que recentemente se estreou como internacional A, é um produto das escolas do Benfica e tem contrato até 2014. As águias já ponderam, aliás, uma revisão no contrato daquele é considerado o futuro avançado da Selecção.

Indignacão em Cabo-Verde

Nelson Mandela homenageado pelo Governo de Cabo Verde
A partir de hoje, o Aeroporto Internacional da Praia chama-se Nelson Mandela. A decisão do Conselho de Ministros de Cabo Verde, ontem publicada no Boletim Oficial, foi a forma encontrada pelo Governo cabo-verdiano para homenagear os 22 anos da libertação do antigo Presidente da África do Sul.
A decisão não está a reunir consenso, embora o Governo cabo-verdiano justifique, na Resolução nº13/2012 que hoje entra em vigor, que "associar o nome do Presidente Mandela ao aeroporto da capital é um gesto que vincula a nossa vocação e o nosso desígnio de nação aberta ao mundo, palco de cruzamento de povos e do diálogo entre culturas".

Cabo-verdianos preferiam conterrâneos


Segundo o Governo, a decisão vai aproximar os cabo-verdianos a "esse património da humanidade que é Mandela". No documento, lê-se ainda que as autoridades sul-africanas acolheram esta iniciativa de "forma pronta e entusiástica".
Os cabo-verdianos, porém, reagiram de forma diferente. Nos comentários nas edições digitais dos jornais das ilhas, e nas redes sociais, manifestam "todo o respeito" pelo antigo líder da luta contra o apartheid mas preferiam que Mandela desse nome a uma rua, a uma praça ou a uma avenida.
Dar o nome de um estrangeiro a um aeroporto em Cabo Verde é a grande questão. A maioria dos cabo-verdianos preferia que o aeroporto da Praia fosse baptizado com o nome de um cabo-verdiano ilustre, tal como aconteceu com o aeroporto internacional de São Vicente, agora Cesária Évora. O caso também do aeroporto da Boa Vista, denominado Aristides Pereira.
Outros ainda, admitem a homenagem, mas questionam se não teria sido melhor dar o nome de Mandela ao aeroporto do Sal, ao invés do da Praia, "pelo grande apoio que a África do Sul deu a esse aeroporto ao longo dos anos".

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Diz o Daniel Oliveira: "Julgamento na Islândia"

O julgamento da política cabe à política. Ou seja, cabe ao povo através do voto e da cidadania. Isto é verdade e é má ideia tentar judicializar a democracia. Até porque essa judicialização pode resultar numa desresponsabilização dos cidadãos, na hora de fazerem as suas escolhas.
Mas, como quase todas as verdades, há uma fronteira a partir da qual elas perdem validade. Poderíamos, por exemplo, dizer o mesmo das empresas. O julgamento da qualidade da gestão de uma empresa mede-se pelos seus resultados e cabe acionistas fazer as escolhas certas na hora de escolher quem dirige os seus negócios. No entanto, quando um gestor é extraordinariamente negligente, corrupto ou esconde a verdade pode e deve ser julgado por gestão danosa. Até porque, numa empresa, não se jogam apenas os interesses dos acionistas. O mesmo pode acontecer a um político. Porque se os cidadãos têm obrigação de estar atentos, há pormenores da governação e da situação económica que só podem conhecer se quem os governa quiser.
A Islândia está a julgar o seu ex-primeiro-ministro. Deverá responder por não ter acautelado o crescimento do sector bancário e assegurado que as contas do Icesave no Reino Unidono Reino Unido e na Holanda estavam ligadas a filiais nesse País. Resumindo: é acusado de não ter posto ordem no casino e de, perante o desastre eminente e evidente, não ter agido.
Não ignoro os riscos deste tipo de julgamentos. A Islândia vive, depois da crise, um ambiente político bem diferente do que vivia antes. Faltaria saber se os próprios islandeses, perante o dinheiro que desaguava no País, quiseram saber de onde ele vinha. Se, antes da tragédia, fizeram, como cidadãos, tudo para que ela não acontecesse. Afinal de contas Geir Haarde não chegou a primeiro-ministro por obra do acaso e a política de desregulação que o seu partido aplicou não resultou de um golpe de Estado ditatorial.
Ainda assim, há uma fronteira entre a escolha política e a irresponsabilidade criminosa. É pela segunda e não pela primeira que Haarde vai responder. Se justiça não se pode substituir à democracia, o voto não pode legitimar tudo. Com todos os perigos deste julgamento inédito, poderá ser, se for exemplar na sua capacidade de não se deixar influenciar pelo justificável desespero dos islandeses, um aviso para muitos governos: para que saibam que o voto não é o cheque em branco. Espera-se, no entanto, que a lição não seja a oposta: a de que os tribunais podem resolver as escolhas erradas dos eleitores.


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