2012-09-10

Marcelo defende remodelação governamental urgente

"Passos Coelho não teve a noção do impacto que isto tinha nos portugueses. Aqui também há um problema dos conselheiros dele", afirmou hoje Marcelo Rebelo de Sousa no seu comentário semanal na TVI.
Segundo o professor, o primeiro-ministro errou ao anunciar estas medidas de austeridade, porque não mediu o seu impacto, nem tão pouco soube explicá-las, pelo que cabe agora ao ministro das Finanças, Vítor Gaspar, dar as justificações.
"Não foi explicado, por exemplo, porque falhou o programa de austeridade em curso e como é que os novos cortes vão produzir efeitos em 2013", acrescentou.
Marcelo Rebelo de Sousa acusou, por isso,  o primeiro-ministro de "impreparação" e defendeu uma remodelação governamental urgente.
Para o comentador político, esta atitude do primeiro-ministro significa uma "pré-rutura do país com ele", que terá consequências que não foram antecipadas.
Outra das críticas de Marcelo prende-se ao facto de os cortes não abrangerem todos os portugueses, sendo que os membros do Governo deviam ser também afetados.

"Quando está a pedir sacrifícios ao mexilhão, tem de explicar o que faz aos outros"
, concluiu.

Marcelo acusa Passos de ser um primeiro-ministro impreparado


Marcelo Rebelo de Sousa acusou neste domingo Passos Coelho de ser um primeiro-ministro “impreparado” e de ter feito um discurso ao país “no mínimo descuidado e no máximo desastroso”. E diz que há um aumento de impostos.
 
No habitual comentário da TVI, o antigo presidente do PSD e actual conselheiro de Estado não poupou palavras críticas em relação ao actual líder “laranja” e primeiro-ministro, por causa da intervenção que este último fez na sexta-feira em que anunciou mais medidas de austeridade.

Para já, Marcelo diz não ter ainda todos os dados para considerar
se as medidas são ou não constitucionais. Para o também conselheiro de Estado de Cavaco Silva, o discurso de Passos teve uma parte concreta e outra vaga. A concreta foi a parte em que anunciou os cortes de salários para a função pública, pensionistas e privados. Já a vaga foi a que não explicou como vai tributar o capital, como vai cortar nas fundações, nas Parcerias Público Privadas.

“Para o mexilhão foi concreto, para outras espécies mais sofisticadas foi vago”, concluiu Marcelo.

O antigo presidente social-democrata criticou também
a mensagem que Passos Coelho colocou no Facebook, na madrugada deste domingo, afirmando que Passos devia ter tido aquelas palavras dirigidas aos portugueses na sua intervenção.

Para Marcelo, o primeiro-ministro deixou tudo por explicar, nomeadamente por que diz que não vai haver um aumento de impostos. “Ficou a ideia de que para agradar ao PP diz que não é um aumento de impostos quando é”, acrescentou.

Para o professor de direito, o aumento dos descontos para a segurança social de 11% para 18% vai levar à baixa de consumo, “especialmente das pessoas mais carenciadas”, e ao encerramento de empresas.

E para Marcelo a intervenção “desastrada” fica a dever-se “à impreparação” de Passos Coelho.

Marcelo espera agora que o Presidente da República peça esclarecimentos ao Governo sobre o que não foi explicado e que, se tudo se mantiver como está, espera que o Presidente diga ao Executivo que tem de as mudar.

O antigo presidente do PSD tinha ainda mais dois recados para Passos Coelho: devia ter anunciado uma remodelação logo após o seu discurso e “não lhe ficou bem falar antes do jogo da selecção para ver se passava despercebido”.

Passos Coelho: um descaramento inacreditável


O secretário-geral do PCP afirmou neste domingo que passado um ano de Governo PSD/CDS, "a dimensão dos problemas atingiu níveis inimagináveis" e não se resolveu a questão do défice e da dívida, acusando o primeiro-ministro de "descaramento inacreditável" ao anunciar mais austeridade.

"Dissemo-lo e a vida confirma-o. A dimensão dos problemas atingiu níveis inimagináveis. Se o país há muito estava mal, tudo ficou pior", disse Jerónimo de Sousa, na Quinta da Atalaia, no Seixal, durante o comício de encerramento da Festa do Avante! deste ano, depois de lembrar que há um ano, neste mesmo comício, tinha avisado que o acordo da ajuda externa assinado com os credores internacionais "não era um programa de ajuda, mas um pacto de agressão ao país e aos portugueses".
O líder dos comunistas portugueses sublinhou que o Governo PSD/CDS pediu "sacrifícios atrás de sacrifícios" mas "nem um só problema do país [ficou] resolvido".
"Nem aquele com que justificavam esta acção destruidora e este ataque brutal à vida dos portugueses: o controlo do défice das contas públicas. As metas do défice, em nome do qual este Governo pôs o país a ferro e fogo não vão ser resolvidas", acrescentou Jerónimo de Sousa, considerando que se trata de "um fracasso em toda a linha".
"Temos o País no fundo, défice por resolver e dívida a aumentar 6,6 milhões de euros", insistiu.
Para Jerónimo de Sousa é, por isso, um "descaramento" o recente anúncio de mais austeridade: "Agora, aí os temos a dizer que nem tudo correu como previam. E com um descaramento inacreditável a anuncia novas e mais brutais medidas, em nome da solução dos problemas que deliberadamente agravaram e continuam a agravar", afirmou.
"Ultrapassando tudo o que era imaginável e todos os limites da desfaçatez e do cinismo, acabámos de ver o primeiro-ministro, Passos Coelho, com ar pungente, a anunciar um descarado roubo nos salários dos trabalhadores e reformados, em nome do combate ao desemprego", acrescentou, perante os milhares de pessoas que enchiam o recinto envolvente do Palco 25 de Abril da Quinta da Atalaia.
CM

2012-09-09

Bertolt Brecht - "O analfabeto politico"

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)

O Cavaco benfeitor

Redes Sociais fazem humor com declarações de Cavaco Silva sobre pensões não chegarem para as despesas (Internet)

Não, Cavaco não esta a pedir para ele; esta a ver se angaria fundos para tirar da miséria as vitimas de "Pedro Conejo y sus Muchachos"!
 
Bendito sejas Cavaco. Apanha, apanha e...não te esquecas de redistribuir os parcos tostõezinhos...
 
Ha, e ja agora, porque és um gajo porreiro, distribui também uma das tuas reformas. Eu sei que estas com dificuldades financeiras mas faz la esse jesto, oh meu!
 
Crê que o Povo ficar-te-à grato eternamente. Obrigado amigo nosso!
 
Ha, e por fim, se não for abusar da tua paciência e bondade, vê là se arranjas maneira de expedir para o quinquagéssimo inferno aquela coisa balofa que serve de Primeiro-ministro a Portugal. Se conseguires, o Povo agradecido até nem te pede qualquer contribuicão. Fica com as tuas miseraveis reformas; o Povo até esquece...conquanto sigas no contentor com a banda "Pedro Conejo y Sus Muchachos".
 
Acho, o Povo acha, que chegou a altura de vocês se porem a milhas enquanto é tempo.
 
A bem...
 
Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2012
 
JOANMIRA
 
PS - Se quizeres, vem para ao Rio. Isto aqui esta cheio de corruptos.

Foto - Nuvens espectaculares - estratosféricas polares

As nuvens estratosféricas polares se formam em altitudes entre 15.000 e 25.000 metros. Estas nuvens são raras e formadas principalmente perto das zonas polares durante o inverno, estão envolvidas na formação dos buracos na camada de ozônio


As nuvens estratosféricas polares se formam em altitudes entre 15.000 e 25.000 metros. Estas nuvens são raras e formadas principalmente perto das zonas polares durante o inverno, estão envolvidas na formação dos buracos na camada de ozônio - Eastcott Momatiuk/Getty Images

Omara Portuondo & Chico Buarque - "O que sera" Audio - Music

"O que sera"

Cortes nos vencimentos ou malabarismo contra Chico-espertice: Ganhe dinheiro sem fazer nada!



O novo ataque dos neo-liberais, chefiados por Passos Coelho “y sus muchachos”, vai traduzir-se num corte sensível no rendimento liquido dos trabalhadores. 
Com efeito, o agravamento de 7% dos descontos para a Segurança Social conjugado com diluição mensal de 1 subsidio, vai traduzir-se, na pratica, pelo aumento do vencimento ilíquido, mudança de escalão em sede de IRS e… forte diminuição do salário que o trabalhador leva para casa no fim do mês. 
Além de ser uma afronta ao Tribunal Constitucional, como refere a ASJP (Associação Sindical dos Juízes Portugueses), considerando que  mais uma vez são penalizados os rendimentos do trabalho”, Pedro Passos Coelho e a sua quadrilha de chicos-espertos espera, através do estratagema encontrado, poder continuar a desrespeitar, impunemente, a Constituição. 
Tenho a certeza que o Tribunal Constitucional não vai achar graça nenhuma a esta manobra miserável e que, de novo, vai puxar as orelhas ao burro e retirar, uma vez mais, o brinquedo ao menino birrento… 
Mas, para já, saiba que existe uma solução para não perder dinheiro: GREVE! Ficando em casa sem fazer nenhum, com os óbvios descontos de salário que não deixarão de ser prontamente aplicados, pode fazer baixar de escalão de IRS. Se tiver algum amigo matemático, este não deixara de lhe dizer, em poucos segundos, quantos dias de férias, sem perder rendimento, ganhou com esta decisão economicamente estúpida dos “Passos’s Boys”.  
E esta, hein!
 
Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2012
 
JOANMIRA

Salário líquido dos funcionários públicos vai voltar a baixar em 2013





Os funcionários públicos vão sofrer um novo rombo no seu rendimento mensal. É que embora mantenham, na prática, um corte correspondente aos subsídios de férias e de Natal, o novo mecanismo anunciado pelo primeiro-ministro vai resultar num agravamento fiscal em sede de IRS que fará com que os trabalhadores do Estado recebam um salário líquido inferior.
 
 
 
 
Os funcionários públicos vão sofrer um novo rombo no seu rendimento mensal. É que embora mantenham, na prática, um corte correspondente aos subsídios de férias e de Natal, o novo mecanismo anunciado pelo primeiro-ministro vai resultar num agravamento fiscal em sede de IRS que fará com que os trabalhadores do Estado recebam um salário líquido inferior.
Para um salário bruto de 1.050 euros, uma taxa de 18% significaria transferir para a Segurança Social 189 euros. Com o novo vencimento bruto, de 1.137,5 euros, terá de transferir 204,75 euros.

Feitas as contas, este trabalhador, que ganha hoje um salário bruto de 1.050 euros, acabará por perder 35 euros por mês. Falta, ainda, perceber qual o impacto que o crédito fiscal que Passos Coelho anunciou para os salários mais baixos. Mas uma coisa é certa, o crédito fiscal só entrará na bolsa dos contribuintes no ano seguinte, ou seja, em 2014, com o reembolso do IRS.

Os números parecem assim contrariar o que disse o primeiro-ministro durante a apresentação das novas medidas. "O rendimento mensal disponível dos trabalhadores do sector público não será, por isso, alterado relativamente a este ano”. Em reacção, José Abraão, da Fesap, referiu isso mesmo: "O senhor primeiro-ministro anunciou que mantém o corte do subsídio de férias e de Natal. Mas é mais do que isso porque mexe com as tabelas do IRS".

«Medidas são afronta ao Tribunal Constitucional», dizem juízes


A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) disse este domingo que as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo são «uma afronta ao Tribunal Constitucional». Os juízes consideram que, «mais uma vez», são penalizados os rendimentos do trabalho.

«As medidas anunciadas, mais do que contornar a decisão do Tribunal Constitucional, são uma afronta ao que foi decidido por este tribunal no que respeita necessidade de garantir a distribuição equitativa dos sacrifícios por todos os cidadãos», refere a ASJP numa nota enviada à agência Lusa.

Para os juízes, «penalizam-se, mais uma vez, aqueles que vivem apenas dos rendimentos do seu trabalho, quer como servidores públicos, quer como trabalhadores do setor privado, bem como os reformados e pensionistas».

A ASJP antecipa, por isso, «mais um conflito de natureza constitucional» e diz mesmo que poderemos estar em «rota de colisão entre a ação governativa e os seus limites constitucionais».

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou na sexta-feira um aumento de 11 para 18 por cento da contribuição para a Segurança Social dos trabalhadores dos setores público e privado e a redução de 23,75 para 18 por cento da contribuição das empresas

Com as novas medidas de austeridade os funcionários públicos continuam a perder o equivalente ao subsídio de natal e de férias, cuja suspensão tinha sido considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional.