2014-05-08
2014-05-05
Tem a palavra Paulo Terça - "Passos Coelho"
Eu não penso que Pedro Passos Coelho seja um bom político. É, no entanto, um grande vendedor. Daqueles que conseguem vender-nos um chaço qualquer e fazer-nos sentir como se tivéssemos adquirido um clássico desportivo. A história que Passos vende tem uma lógica cristalina, daquelas de meter pelos olhos dentro, só não vê quem estiver de má-fé. É uma história edificante, daquelas que nos deixa bem dispostos e cheios de esperança. E eu adorava conseguir acreditar nela. É pena que não seja verdade.
A arte de Passos está em saber contar a sua versão da realidade para consumo interno, reinterpretando à sua maneira o que vai acontecendo. Se os juros sobem, é porque o tribunal constitucional chumbou. Se descem, é porque o governo está no caminho certo e a fazer com que a confiança no país cresça. Se a saída é limpa, é porque o programa do governo foi um sucesso. Na realidade, como vários comentadores têm feito notar, os juros têm variado por circunstâncias que nada têm a ver com o que aqui se passa; se a saída é limpa, é porque os países europeus, como a Alemanha e a Finlândia, não estão para nos dar mais apoios. A saída é limpa porque o governo não tinha outra alternativa, mas para consumo interno a saída é limpa porque o governo assim o decidiu.
Esta arte de reinterpretar a realidade não é sequer original. Há séculos que líderes espirituais o fazem, reinterpretando os fenómenos na natureza como vontades de um qualquer deus, satisfeito ou irado com a nossa conduta. Profeta e visionário qualquer um pode ser, desde que esteja disposto a falhar as suas previsões metade das vezes. Acertará na outra metade, e convencerá os outros de que essa é a metade que importa. Esta arte tem um nome: charlatanice.
De qualquer modo, o governo manobrou bem a sua táctica: numa Europa cheia de incertezas, à beira da desagregação e sob a ameaça de perder tudo o que foi conseguido, circunstancialmente ou não, no pós-guerra, e onde se começam já a sentir, ao longe e a leste, as notas graves do rufar dos tambores da guerra, Passos construiu, à beira de eleições, uma doce ilusão a que poucos resistirão. Se, por sorte, tudo correr bem (e esperemos que sim), Passos poderá consolidar a sua história salvífica e contribuir para o aprofundamento da cultura sebastiânica. Se correr mal, será por via das circunstâncias externas. Bem sucedido por mérito próprio ou vítima de circunstâncias que não podia controlar, ele será o herói. Talvez espere ainda vir a ganhar um lugar no panteão.
A arte de Passos está em saber contar a sua versão da realidade para consumo interno, reinterpretando à sua maneira o que vai acontecendo. Se os juros sobem, é porque o tribunal constitucional chumbou. Se descem, é porque o governo está no caminho certo e a fazer com que a confiança no país cresça. Se a saída é limpa, é porque o programa do governo foi um sucesso. Na realidade, como vários comentadores têm feito notar, os juros têm variado por circunstâncias que nada têm a ver com o que aqui se passa; se a saída é limpa, é porque os países europeus, como a Alemanha e a Finlândia, não estão para nos dar mais apoios. A saída é limpa porque o governo não tinha outra alternativa, mas para consumo interno a saída é limpa porque o governo assim o decidiu.
Esta arte de reinterpretar a realidade não é sequer original. Há séculos que líderes espirituais o fazem, reinterpretando os fenómenos na natureza como vontades de um qualquer deus, satisfeito ou irado com a nossa conduta. Profeta e visionário qualquer um pode ser, desde que esteja disposto a falhar as suas previsões metade das vezes. Acertará na outra metade, e convencerá os outros de que essa é a metade que importa. Esta arte tem um nome: charlatanice.
De qualquer modo, o governo manobrou bem a sua táctica: numa Europa cheia de incertezas, à beira da desagregação e sob a ameaça de perder tudo o que foi conseguido, circunstancialmente ou não, no pós-guerra, e onde se começam já a sentir, ao longe e a leste, as notas graves do rufar dos tambores da guerra, Passos construiu, à beira de eleições, uma doce ilusão a que poucos resistirão. Se, por sorte, tudo correr bem (e esperemos que sim), Passos poderá consolidar a sua história salvífica e contribuir para o aprofundamento da cultura sebastiânica. Se correr mal, será por via das circunstâncias externas. Bem sucedido por mérito próprio ou vítima de circunstâncias que não podia controlar, ele será o herói. Talvez espere ainda vir a ganhar um lugar no panteão.
2014-05-04
2014-04-27
Seja benvindo "A Puta Que Pariu"
Fotos mostram uma cidade chamada Puta Que Pariu em Minas Gerais!
Essa história, circulou na Internet e afirma que existe uma cidade em Minas Gerais chamada Puta que Pariu!
Seria, na verdade, um bairro que ficaria na cidade de Bela Vista de Minas.
O autor do texto afirma que são 7 bairros que compõem a cidade de Bela Vista de Minas. Isso é fácil de se verificar Segundo o Wikipedia, a cidade é divida em 12 bairros: Bandeirantes, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, M. Marcelina, Senhor do Bonfim, Boa Esperança, Capela Branca, JK, Mato Grosso dos Anjos, Taquaril e Caminho Grande.
Read more: http://www.e-farsas.com/cidade-chamada-puta-que-pariu-em-minas-gerais.html#ixzz305kSQ3iyão, não se trata de besteira! Esta freguesia é real; encontra-se no Brasil, no Estado de Minas Gerais;
Read more: http://www.e-farsas.com/cidade-chamada-puta-que-pariu-em-minas-gerais.html#ixzz305kSQ3iyão, não se trata de besteira! Esta freguesia é real; encontra-se no Brasil, no Estado de Minas Gerais;
2014-04-26
A imagem do dia 26-01-2014
Image Credit & Copyright: Cameron McCarty, Matthew Bartow, Michael Johnson -
MWV Observatory, Coca-Cola Space Science Center, Columbus State University Eclipse Team
Explanation: It's eclipse season, and on
April 29
around 06:00 UT the shadow of the new Moon will reach out and touch planet
Earth, though
only just. Still, if you're standing on the
continent of Antarctica
within a few hundred kilometers of 79 degrees 38.7 minutes South latitude
and 131 degrees 15.6 minutes East longitude you could see an annular
solar eclipse with the Sun just above the horizon. Because the Moon will be
approaching apogee, the most distant point in the elliptical lunar orbit, its
apparent size will be too small to completely cover the solar disk. A rare,
off-center eclipse, the annular phase will last at most 49 seconds. At its
maximum it could look something like this "ring of fire" image from last May's
annular solar eclipse, captured by a webcast team
operating near Coen, Australia. Otherwise, a partial eclipse with the Moon
covering at least some part of the Sun will be seen across a much broader region
in the southern hemipshere, including Australia
in the afternoon.
2014-04-25
2014-04-24
Arte - Julian Beever - Desenho tridimensional
O trabalho de Julian Beever não é propriamente desconhecido mas não deixa de surpreender. Um pedaço de giz, um passeio e muita imaginação é quanto este britânico precisa para criar extraordinários desenhos tridimensionais nos passeios de várias cidades do mundo.
Para criar estes desenhos tridimensionais, Julian Beever usa uma técnica que dá pelo nome de anamorfose, um efeito de perspetiva dado ao desenho que obriga o espetador a colocar-se sob um determinado ponto de vista para que o desenho ganhe forma.
Já apelidado de "Picasso do Pavimento", o trabalho de Beever pode ser visto em várias cidades do mundo. Desde campanhas publicitárias a ações de sensibilização, passando por desenhos livres, são ilusões de ótica que duram apenas o tempo em que o giz não se desgasta.
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Para quem não tem vertigens... (vídeo)
Já pensou em saltar do topo de um edifício, em queda livre, de quase um quilómetro de altura? Foi o que a dupla Fred Fugen e Vince Reffet fez ao saltar do Burj Khalifa, no Dubai.
Para quebrar o recorde anterior de 671.78 metros registado em 2010, a dupla contou com uma plataforma posicionada no ponto mais alto do edifício.
Com a estrutura, os paraquedistas contaram com uma uma vantagem de quase 200 metros em relação ao salto anterior, totalizando uma altura de 828 metros, ou seja, o novo recorde mundial de salto a partir de um edifício.
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