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2014-05-11
2014-05-09
Texto - A Revolta do Povo brasileiro

Segundo o jornal “O
Globo” “A descrença nas instituições pode estar por trás das manifestações de
violência e de crimes bárbaros que têm ocorrido” no Brasil . E vem, com “pareceres”
científicos, malabaristas e algum cinismo, sustentar a encomendada tese com
sondagens, percentagens e “dados preliminares” de um estudo do Núcleo de
Pesquisa em Políticas Públicas da Universidade de São Paulo… Da-se!...
Apetece-nos dizer,
nos que somos ateus graças a Deus, que nos valha a Senhora do São Cri calho!
Descrença nas instituições?!
Mas que por grande
bátega nos tentam regar com eufemismos bacocos?
Na realidade, no
Brasil como em qualquer parte do mundo, as populações fustigadas acabam quase
sempre por se revoltar, inexoravelmente.
Não conheço o
Brasil; apenas vivi parcos tempos (de privilégio) em Copacabana; dessa efémera
passagem restam lembranças lindas do Povo que descia das favelas para se juntar
com jovialidade, amabilidade e alegria aos
“gringos”, na praia;
“Povo brasilêro não
é violento, não!”; é “aberto”, comunicativo e amigo…
E quando por vezes
“bêbe djimaiz”, dorme no passeio sem cobertor apenas resguardado pela fé
inenarrável que preside a todos os actos do seu dia-a-dia.
Uma simples pergunta
para concluir: você tornar-se-ia violento se o seu salário fosse de 200 €uros
por mês? Se a consulta a um médico especialista fosse quase do mesmo montante?
Se não tivesse acesso a uma simples habitação “legal” fora da favela? Se o
deixassem morrer à porta do hospital cheio de doentes “acamados” no chão dos
corredores? Se visse o seu Pais gastar rios de dinheiro com estádios de futebol
à só gloria da FIFA? Se tivesse consciência que os seus representantes
políticos fossem na grande maioria corruptos?
O que faria? Rezava
à Senhora do São Cri Calho… como fazem os Portugueses com a “virgem” de Fátima?
Não queremos dizer
com isto que se enverede pela violência como fazem alguns brasileiros
desesperados. Nada disso. Apenas queremos compreender o porquê da “descrença”
nas instituicões.
Bordeaux, 09 de maio
de 2014
JoanMira
2014-05-08
Imagens do Mundo - Palestina
Retrato de una niña palestina ataviada con la vestimenta tradicional en la conmemoración del Día de la Nakba, que designa el éxodo palestino durante la guerra árabe-israelí.
Adel Hana (AP)
2014-05-05
Tem a palavra Paulo Terça - "Passos Coelho"
Eu não penso que Pedro Passos Coelho seja um bom político. É, no entanto, um grande vendedor. Daqueles que conseguem vender-nos um chaço qualquer e fazer-nos sentir como se tivéssemos adquirido um clássico desportivo. A história que Passos vende tem uma lógica cristalina, daquelas de meter pelos olhos dentro, só não vê quem estiver de má-fé. É uma história edificante, daquelas que nos deixa bem dispostos e cheios de esperança. E eu adorava conseguir acreditar nela. É pena que não seja verdade.
A arte de Passos está em saber contar a sua versão da realidade para consumo interno, reinterpretando à sua maneira o que vai acontecendo. Se os juros sobem, é porque o tribunal constitucional chumbou. Se descem, é porque o governo está no caminho certo e a fazer com que a confiança no país cresça. Se a saída é limpa, é porque o programa do governo foi um sucesso. Na realidade, como vários comentadores têm feito notar, os juros têm variado por circunstâncias que nada têm a ver com o que aqui se passa; se a saída é limpa, é porque os países europeus, como a Alemanha e a Finlândia, não estão para nos dar mais apoios. A saída é limpa porque o governo não tinha outra alternativa, mas para consumo interno a saída é limpa porque o governo assim o decidiu.
Esta arte de reinterpretar a realidade não é sequer original. Há séculos que líderes espirituais o fazem, reinterpretando os fenómenos na natureza como vontades de um qualquer deus, satisfeito ou irado com a nossa conduta. Profeta e visionário qualquer um pode ser, desde que esteja disposto a falhar as suas previsões metade das vezes. Acertará na outra metade, e convencerá os outros de que essa é a metade que importa. Esta arte tem um nome: charlatanice.
De qualquer modo, o governo manobrou bem a sua táctica: numa Europa cheia de incertezas, à beira da desagregação e sob a ameaça de perder tudo o que foi conseguido, circunstancialmente ou não, no pós-guerra, e onde se começam já a sentir, ao longe e a leste, as notas graves do rufar dos tambores da guerra, Passos construiu, à beira de eleições, uma doce ilusão a que poucos resistirão. Se, por sorte, tudo correr bem (e esperemos que sim), Passos poderá consolidar a sua história salvífica e contribuir para o aprofundamento da cultura sebastiânica. Se correr mal, será por via das circunstâncias externas. Bem sucedido por mérito próprio ou vítima de circunstâncias que não podia controlar, ele será o herói. Talvez espere ainda vir a ganhar um lugar no panteão.
A arte de Passos está em saber contar a sua versão da realidade para consumo interno, reinterpretando à sua maneira o que vai acontecendo. Se os juros sobem, é porque o tribunal constitucional chumbou. Se descem, é porque o governo está no caminho certo e a fazer com que a confiança no país cresça. Se a saída é limpa, é porque o programa do governo foi um sucesso. Na realidade, como vários comentadores têm feito notar, os juros têm variado por circunstâncias que nada têm a ver com o que aqui se passa; se a saída é limpa, é porque os países europeus, como a Alemanha e a Finlândia, não estão para nos dar mais apoios. A saída é limpa porque o governo não tinha outra alternativa, mas para consumo interno a saída é limpa porque o governo assim o decidiu.
Esta arte de reinterpretar a realidade não é sequer original. Há séculos que líderes espirituais o fazem, reinterpretando os fenómenos na natureza como vontades de um qualquer deus, satisfeito ou irado com a nossa conduta. Profeta e visionário qualquer um pode ser, desde que esteja disposto a falhar as suas previsões metade das vezes. Acertará na outra metade, e convencerá os outros de que essa é a metade que importa. Esta arte tem um nome: charlatanice.
De qualquer modo, o governo manobrou bem a sua táctica: numa Europa cheia de incertezas, à beira da desagregação e sob a ameaça de perder tudo o que foi conseguido, circunstancialmente ou não, no pós-guerra, e onde se começam já a sentir, ao longe e a leste, as notas graves do rufar dos tambores da guerra, Passos construiu, à beira de eleições, uma doce ilusão a que poucos resistirão. Se, por sorte, tudo correr bem (e esperemos que sim), Passos poderá consolidar a sua história salvífica e contribuir para o aprofundamento da cultura sebastiânica. Se correr mal, será por via das circunstâncias externas. Bem sucedido por mérito próprio ou vítima de circunstâncias que não podia controlar, ele será o herói. Talvez espere ainda vir a ganhar um lugar no panteão.
2014-05-04
2014-04-27
Seja benvindo "A Puta Que Pariu"
Fotos mostram uma cidade chamada Puta Que Pariu em Minas Gerais!
Essa história, circulou na Internet e afirma que existe uma cidade em Minas Gerais chamada Puta que Pariu!
Seria, na verdade, um bairro que ficaria na cidade de Bela Vista de Minas.
O autor do texto afirma que são 7 bairros que compõem a cidade de Bela Vista de Minas. Isso é fácil de se verificar Segundo o Wikipedia, a cidade é divida em 12 bairros: Bandeirantes, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, M. Marcelina, Senhor do Bonfim, Boa Esperança, Capela Branca, JK, Mato Grosso dos Anjos, Taquaril e Caminho Grande.
Read more: http://www.e-farsas.com/cidade-chamada-puta-que-pariu-em-minas-gerais.html#ixzz305kSQ3iyão, não se trata de besteira! Esta freguesia é real; encontra-se no Brasil, no Estado de Minas Gerais;
Read more: http://www.e-farsas.com/cidade-chamada-puta-que-pariu-em-minas-gerais.html#ixzz305kSQ3iyão, não se trata de besteira! Esta freguesia é real; encontra-se no Brasil, no Estado de Minas Gerais;
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